Nos tempos que decorrem criando expectativas plenas de dúvidas sobre a vida saudável dos nossos familiares e amigos e das populações geral, falta-nos a vontade de transmitir aos nossos leitores a beleza dos modelos que vimos nas colecções para a temporada Primavera/Verão 2020, um tempo  de sobressalto que nenhum de nós jamais viveu.

A signatária deste texto esteve na guerra da Guiné e no cansaço de estar em Bissau, foi um fim de semana com o marido, então médico chefe da Marinha de Guerra portuguesa e ao chegar ao paraíso prometido ficou uma noite inteira, numa humilde cubata debaixo de fogo, dirigido por aqueles a quem chamavam os “turras”. Sempre com o meu velho jeito de não manifestar fraqueza, tranquilizava o meu marido que me dizia:”só te atacam por cima do meu cadáver”. Frase bonita, mas impeditiva de me deixar descansada. Quando apanhei o barco de regresso, julguei que estava a alcançar o céu, apesar de Bissau não ser uma cidade insegura.

Porém, a minha actual ansiedade resulta da pandemia que, está a varrer o nosso mundo. Resta-nos a esperança de que tudo termine com um final feliz.

Vem isto a propósito de vos falar de uma das excepcionais colecções de Franck Sorbier. Aliás, ele é sempre um mestre de excepção e nesta temporada criou uma colecção com toureiros, amazonas e cavalos , quiçá a pensar na Feira de Sevilha que este ano não se realizou e que será em Setembro p.f. ...se for! 

 

De nacionalidade francesa, Franck Sorbier nasceu a 4 de Janeiro em Fréjus e trabalha com Isabelle Tartéu, sua companheir e presidente da Casa de Costura que ambos detêm sob a designação comercial de Franck Sorbier.

Considerado entre os seus pares como o poeta da moda, para nós é um mestre da costura que apresenta os seus desfiles com a maior teatralidade.

Em 2009, fiquei rendida ao seu talento quando assisti à inauguração da mostra: “La Couture Corps et Âme” que teve lugar no Musée des Tissus de Lyon (onde em tempos tive a satisfação de fazer um curso sobre têxteis).  Na exposição, Sorbier desempenhou com maestria o papel de comissário e autor da cenografia.

Apesar de ser membro da Chambre Syndicale de la Haute Couture, (entidade onde há mais de trinta anos sou reconhecida como jornalista), não se pode dizer que Sorbier esteja presente em todas as temporadas, mas quando aparece deixa uma marca de tal modo superior que o torna inesquecível.

Colaborador criativo de grandes casas, o seu talento está disperso na General Motors, Cadilac, Devernois, Yamaha, Swatch e Cartier, entre outras.

Em Janeiro de 2009 apresentou a sua colecção de Alta-Costura sob a designação: “So What”?

Os seus desfiles são muito mais que uma apresentação de moda, pois também devem ser reconhecidos pela teatralidade que emprega em cada quadro.

Os modelos que apresentamos onde avultam amazonas e cavalos foi uma colecção sonhada para celebrar a Feira de Sevilha, a  qual infelizmente este ano não se realizou e está adiada para Setembro. E será, se for! Será se o Covid 19 se portar melhor do que até agora.

Amazonas, qual delas a mais bem trajada, elegantes nas suas saias rodadas e xailes ricamente bordados, constituíram uma lição de beleza da mulher andaluza.

A assistência do desfile, totalmente rendida aos encantos da colecção, confirmaram o que nós já sabíamos: Franck Sorbier é um mestre único da Alta Costura Francesa.

Bravo! Bravo! Bravo!

 

Marionela Gusmão

Franck Sorbier I Quando a moda é tradição e espectáculo

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