Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa 2017

A Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa – 2017 - na Cordoaria Nacional, com 21 expositores, cinco dos quais estrangeiros, apresenta acervos grandiosos e singulares.

O nosso País entrou definitivamente na rota dos grandes mercados de antiguidades.

Por feliz coincidência, as obras expostas complementam de modo espectacular, embora temporariamente, as colecções dos mais importantes museus portugueses.

Os stands que a seguir destacamos projectam a arte nacional e estrangeira dos últimos cinco séculos.

O primeiro, AR-PAB/Álvaro Roquette - Pedro Aguiar-Branco, situado na ala direita do emblemático edifício da Cordoaria, revela notáveis exemplares da arte do período da  expansão portuguesa.

O stand oferece-nos uma perspectiva das relações entre a Índia e Portugal. Os contactos estabeleceram-se entre os séculos XVI e XVII, sendo de ordem comercial, politica, artística e religiosa. Na Índia e no Japão existia um grande fascínio mútuo.

“Pela nossa parte destacamos um Menino Jesus dos finais do século XVI, executado em Ceilão,  com as invulgares dimensões de 45 centímetros, um raríssimo tabuleiro indo-português de influência mongol, do século XVI. Esta peça tem a particularidade de um lado possuir um jogo da glória e do outro um de gamão e xadrez. Na pintura destaca-se O Encontro na Porta Dourada, óleo de Garcia Fernandes que aparece pela primeira vez no mercado”, revela-nos Álvaro Roquette.

Sublinhe-se um contador Nambam do século XVI, raro pelas dimensões, com o símbolo dos Jesuítas.

 

A Galeria Philippe Mendes, de Paris, encontra-se presente pela segunda vez. ”Este ano optei somente por apresentar pintura relacionada com Portugal desde o século XVI à actualidade. Destaco a `Virgem com o Menino`de Gregório Lopes, uma `Fuga de Tróia` de Diogo Pereira, uma `Vista de Lisboa com igreja de São Nicolau`, de Pietro Bellotti pintada em 1756, encontrada na Suiça, um desenho de Vieira Lusitano, um quadro de Sila Porto, um estudo  de Almada Negreiros para os painéis da Gare Marítima de Alcântara, e uma obra de Graça Morais”.

 

No espaço ocupado pela casa Espadim 1985 destacamos pratas e jóias de valor e raridade invulgares, como uma salva gomada dos séculos XVII/XVIII com contraste portuense e marca de ourives não identificado, bem como uma laça e par de brincos setecentistas em prata, cravejados com topázios.

 

As Joyas Sardinero de Bilbau, presentes pela primeira vez    na Cordoaria, com uma selecionada exposição de joalharia, marca pela raridade e diversidade. É uma oportunidade para revelar peças únicas e motivar o interesse dos compradores para conhecerem melhor e adquirem obras de apreciável valor.

Estes expositores especializaram-se em jóias dos séculos XIX e XX, apreciando os períodos arte nova e art-deco, dentro de uma tradição europeia bem distante do tradicional gosto português.

  

A Orey Azulejos e Antiguidades seleccionou peças de origem portuguesa. “Sublinho a raridade de um frontal de altar do século XVII em azul e amarelo, de uma Santa Inês em terracota da oficina de Alcobaça, ambos do século XVIII, bem como duas figuras femininas (Europa e Ásia) dos finais de 1800 da Fábrica das Devezas, e de uma janela em calcário manuelina de 1530”, diz-nos António Capucho.

 

Outros expositores

 

Na impossibilidade de apresentar todos os expositores, vamos sublinhar a presença de Manuela Lírio. “Tentei trazer uma diversidade de peças qualificadas”,destaca-nos, “como `A Ponte` de Amadeo de Souza-Cardoso, um óleo sobre cartão de 1914, a `Cidade de Lisboa` guache de Vieira da Silva dos anos 40 e uma burra flamenga seiscentista em ferro com pinturas da época. Nos objectos de vitrine, evidenciam-se uma caixa indo-portuguesa em filigrama do século XVII, uma Santa Ana da escola de Machado de Castro bem como um Santo António e uma Pieta portuguesa".

 

Miguel Arruda surpreende os visitantes com peças de excepção ao nível das artes decorativas e plásticas portuguesas e europeias. “Sublinho dois contadores, um deles japonês, período Monoyama, Nanbam, do século XVI, o outro é Mongol, de Guzarate, de 1600. Ao nível do mobiliário português sobressaiem uma mesa de encostar D. José executada na Baía, em pau-santo, com ferragens em prata da época, bem como um espelho italiano rococó setecentista, raro pela decoração de talha dourada, em perfeito estado de conservação; na pintura evidencia-se O Porto, marinha italiana do século XVII, com cerca de 100 personagens, além de outras obras da escola inglesa e flamenga”.

 

Sublinhe-se que na Cordoaria encontra-se, mais uma vez, um Museu Éfemero, onde convivem artes decorativas e plásticas, desconhecidas do público, abrangendo os principais centros de produção portugueses, europeus e orientais.

A Feira, instalada num imóvel setecentista dispõe de vários serviços de apoio aos visitantes. Do jardim fronteiro observa-se a barra do Tejo. O Tejo de onde Portugal se expandiu para o mundo, como pode observar-se neste excepcional evento.

 

António Brás

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