Etro I Moda de Milão

Tal como a maioria dos meus leitores sabem, já escrevo de moda do vestuário há várias décadas.

Comecei por escrever sobre a moda que se fazia em Portugal, principalmente em Lisboa, mas também assisti a um ou outro show de moda de vários estilistas na Portex e na FILMODA. Depressa me cansei de ver mais do mesmo.

Rapidamente dei o “salto” para os grandes desafios da Milanocolezione e do Prêt-a-Porter francês.

Depois, mais exigente, inscrevi-me na Chambre Syndicale de la Couture, em Paris, e aí atinge o auge da minha paixão. Cada colecção era mais bonita do que a anterior e os meus olhos enchiam-se de beleza. Sempre na TV Guia, a casa que me abriu as portas quando pertencia à RTP e a quem dei muito dinheiro a ganhar porque a publicidade junto às minhas páginas vendia-se como “pão quente”. Bons tempos! Fazia umas gracinhas com o meu querido e saudoso Raul Durão no programa “Ponto por Ponto” e até aí facturavam a sério.

Decidi fazer a revista “Moda & Moda” e com toda a lealdade propus à RTP uma parceria, na qual eu nem ficava a ganhar muito, mas a inveja que sempre imperou naquela empresa receou que eu ficasse milionária e nem fizeram contas ao que podiam perder. Inteligências!

Entretanto, o que muitos leitores desconhecem é, que nesse tempo, eu era voluntária no Museu Nacional do Traje e até cheguei a ser convidada pela Drª. Natália Correia Guedes para dirigir o Museu, o que declinei por ter bem a noção de cada dia só tem 24 horas.

A minha história de vida tem muito que contar. Vi nascer grandes estrelas, Sofri com a morte de grandes amigos com o Gianni Versace, mas tive momentos de grandes alegrias quando ele me convidou para a estreia do Bailado de Meurice Béjart no Scala de Milão, com figurinos da sua autoria, seguida de uma ceia espectacular. Bons tempos!

Comecei este texto por dizer que vi nascer muitas marcas como o Dolce & Gabanna, entre muitos outros de grande prestígio. Assisti com mágoa à despedida, em Roma, de Valentino. Tantas memórias…

No entanto, a minha intenção é dedicar este texto à marca Etro e porquê? Há entre mim e quem a faz uma atracção muito especial. Adoro os xailes de Caxemira, quer sejam daqueles que Napoleão Bonaparte ofereceu à Josefina, quer alguns mais recentes que atingem nos leilões da Drouout, (Paris) ,preços bárbaros.

Ao estar inscrita na Chambre Syndicale de la Haute Couture há cerca de 50 anos e na Camera della Moda Italiana há pouco menos, tenho a minha cabeça cheia de memórias fabulosas e os meus olhos plenos de maravilhas.

Assisti à ascensão dos grandes vultos da moda, à despedida de Valentino, aos derradeiros desfiles de Y.S.L. e de muitos outros que seria fastidioso enumerar, embora tenha uma enorme saudade do Guy Laroche, da Madame Carven e de Louis Féraud.

A Etro que é um pronto-a-vestir de qualidade, comigo acerta na “mouche” porque os seus estampados deixam-me a cabeça às voltas. Depois, socorrem-se de crochets garridos que resultam maravilhosamente.

Viva a Etro! Viva a moda que percorre o mundo.

 

Marionela Gusmão

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