Educação I “Este ano vai ser diferente...”

Setembro nunca nos falha, é um facto. Todos os anos aí está ele, o mês das vindimas, o mês que entreabre a porta ao Outono, o mês do regresso. De todos os regressos: ao trabalho, às aulas, às rotinas que definem a forma como vivemos ano após ano. Mesmo para quem goza férias num outro mês que não seja Agosto, o Setembro sabe sempre a reinício. Principalmente quando falamos de famílias com jovens estudantes.

Normalmente o regresso faz-se acompanhar de uma dose generosa de motivação e de compromissos recheados de bons propósitos. Se de facto aproveitámos o período de descanso para arrumar as gavetas do pensamento, então o resultado é trazermos misturado com os grãos de areia, os postais e fotografias às centenas, uma forte motivação para uma alteração nas rotinas familiares, a promessa de maior atenção à qualidade com que se vive cada instante, melhor gestão do tempo ao longo da semana, fazer de forma diferente o que sempre se faz. Porque reiniciar os 11 meses de rotinas não tem que ser sinónimo de repetição especialmente quando se trata de repetir o que está errado.

Mas mais importante do que a intenção é mesmo o cumprimento do planeado. E Setembro é, por múltiplas razões, um mês particularmente intenso que coloca à prova todos os planos e toda a paciência. E o primeiro desafio é vencer sem dramas o stress das tarefas que se impõem nas primeiras semanas: compra de vestuário, de calçado, de material escolar, de manuais e toda uma série de parafernália com que actualmente os alunos se rodeiam para frequentar a escola. A tudo isto acrescenta-se a ansiedade vivida até se saber os horários escolares a que se segue a demanda por soluções para o pós horário escolar.

Ora as compras de início de ano lectivo são uma excelente ocasião para colocarmos em prática os bons propósitos incluindo o educarmos os filhos para a responsabilidade tentando não cometer erros anteriores. “Comprar” deve ser pois um verbo conjugado com lucidez e parcimónia. É importante talvez recordar que a indústria têxtil está entre as que mais poluem e por isso a aquisição de roupa deve ser feita refreando a compulsividade consumista. Quanto aos materiais escolares a preocupação ambiental deve também estar presente sendo que ela ajudará certamente a boas decisões que a carteira agradecerá.

No que diz respeito a este último tópico, já aqui, em outro artigo o dissemos, devem os pais orientar as escolhas tendo em linha de conta a utilidade, a funcionalidade, o peso, a real necessidade, e sempre que possível deve-se optar por material biodegradável e oriundo de processos de reciclagem.

Feitas as compras, outra das decisões prende-se com a forma como se garante a ocupação dos filhos depois de findo o horário escolar diário e enquanto os pais não chegam a casa. Neste aspecto seria muito bom que os horários de trabalho fossem respeitados além de tentarmos não trazer trabalho para casa. O tempo em família é curto. Honremo-lo e respeitemo-lo como tal no que estiver ao nosso alcance fazê-lo. Quanto às opções de ocupação das nossas crianças deve-se ter em linha de conta que nem sempre, se não mesmo na maioria dos casos, os Centros de Estudo são a melhor opção. O receio de maus resultados escolares leva a que muitos pais preencham as horas fora da escola dos filhos com...mais escola embora num espaço físico diferente.

É importante ser vigilante, regular os tempos e a qualidade do estudo, mas as crianças não precisam de centros de estudo. Elas precisam é de estudar de forma autónoma e só o conseguirão se realizarem os trabalhos e actividades sozinhas, cometerem os erros que a aprendizagem sempre implica, assumirem responsabilidades, responderem pelas falhas, sentirem as consequências dos esquecimentos. Apenas trilhando com os seus pés o caminho poderão construir a sua auto-estima e confiança, resiliência e musculatura emocional para gerir o fracasso. Muitas vezes os centros de estudo não resistem à tentação de adoptar estratégias que perpetuam dependências, mascaram aptidões e iludem competências.

Fica então um conselho: optem por soluções que ofereçam experiências divergentes das que a escola consegue disponibilizar e que tanto pode ser a aprendizagem de um instrumento musical (e não estamos a falar da eterna flauta de bisel das aulas de Educação Musical), integração num atelier de expressão dramática, escrita criativa ou de artes plásticas, participação em programas de culinária ou jardinagem, prática de uma modalidade desportiva, colaboração num programa de voluntariado...enfim, actualmente há muitas possibilidades, embora tenhamos que ter em apreço uma gestão equilibrada do tempo dos nossos jovens.

Um bom e feliz reinício de tudo.

Ana Paula Timóteo

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