A temporada Primavera/Verão 2020

 

2020 ficará nas nossas memórias como um ano desastroso. Todos temos uma grande incógnita pela frente. Os que têm familiares a trabalhar nos Hospitais sofrem da angústia de os saber em risco permanente. Os que estão encerrados nas suas casas, por mais livros que tenham à sua volta, sofrem a impaciência do sentimento de prisão, sobre si próprios. Dura prova para toda a Humanidade!

A percentagem dos que se conseguem curar é muito pequena e mesmo assim há que recear as recidivas.

Ora bem, a autora deste texto cresceu no meio hospitalar e casou ainda muito nova com um médico que acompanhou em duas comissões no então Ultramar português e sabe o que foi o sofrimento, especialmente, na Guiné.

A signatária e directora desta revista ficou viúva muito cedo e ninguém lhe tira da cabeça que a morte prematura do marido resultou do facto de o terem mandado para a Guiné quando ele tinha febre e efectuado  análises que deram o resultado de tuberculose. De nada lhe serviu chamar a atenção das entidades competentes (incompetentes) que lhe deram ordem de marcha, muito simplesmente porque o colega que deveria ir era familiar de um senhor com alta patente na Marinha. A velha cunha!

Lá esteve a trabalhar, Deus sabe se a propagar a doença a outros, mas como era cirurgião levava horas e horas seguidas no bloco operatório a acudir aos desgraçados que chegavam a Bissau bastante estropiados.

Regressou apenas depois do alto protesto da mulher (eu) junto do então Ministro da Marinha, mas como castigo, quando chegou a Lisboa  enviaram-no para o Sanatório do Caramulo, ao tempo um modo de tratar a tuberculose absolutamente já ultrapassado.  Por parte do Governo, havia interesses a defender, pois a família Lacerda, do Caramulo, era muito próxima de Salazar. Ele foi, mas tanto protestou com o atraso daquilo, que o recambiaram para Lisboa. Fez o tratamento adequado em casa e com a medicação correcta, mas mesmo asim já tinham asneirado tanto que houve problemas irresolúveis. Faleceu muito novo.

Ora, eu sei que isto hoje não aconteceria, embora a corrente dos favoritismos não se tenha quebrado na totalidade, mas há um certo recato e a liberdade de se poder denunciar as asneiras que se praticam.

 

A  para a Primavera/Verão 2020

Sou directora da revista Moda & Moda há quase 36 anos e nunca pensei de me encontrar numa situação ao complexa e muito difícil. Como é possível tecer loas à Moda que foi apresentada com propostas para o Pronto a Vestir de alta qualidade e às da Alta-Costura ainda mais sofisticadas?

Não posso, não tenho coragem, seria incorrecto.

Tenho uma grande paixão pela Moda do Vestuário mas também tenho outras paixões que passam pela História do vestuário, dos tecidos, dos acessórios e de várias areas das artes decorativas e das artes plásticas.

A título de curiosidade apresentarei os modelos que foram criados para serem vestidos em casamentos, festas especiais e isso não vai existir.

Haverá casamentos. Concerteza! Mas todas as festas estão automaticamente anuladas, a menos que se dê um milagre que beneficie todos os seres humanos do mundo inteiro e a doença tenha uma cura total.

Pela minha parte não tenho a menor ideia de festejar nada. Não vejo coisa nenhuma que me impulsione a correr o risco de agrupar pessoas. A ordem mundial exige recato, nada de manifestações públicas nem privadas porque a saúde é um bem precioso que devemos preservar.

 

Assim, a Moda & Moda terá peças bonitas, modelos muito bem elaborados para nos fazer sonhar e apaudir mesmo em silêncio os grandes talentos que estão a ser prejudicados com esta desgraça que nos veio da China.

Católica como sou, rezo a Deus Pai, a Jesus, à Nossa Senhora sua mãe, a todos os santos, especialmentre a Santo António e S. Francisco, mas não me esqueço nas orações da noite de incluir a Santa Jacinto Marto a quem já devo um pedido que lhe fiz. 

Cada um de nós, deve rezar a quem entender, mas sem se esquecer de o fazer em silêncio e com o coração aberto.

 

Caras leitoras, tenho muita crença nos nossos médicos e pessoal de enfermagem onde avultam excelentes profissionais que abnegadamente dão o melhor de si mesmos todos os dias. Para eles, também peço a Deus e todos os santos que lhes dê saúde e a abnegação que lhes é reconhecida para suportarem esta “praga” que se abateu sobre todos nós.

Sigam os conselhos de medicina preventiva, evitem os contactos com os amigos e familiares, sejam priudentes.

 

Os meus braços são curtos para abraçar todos os que habitualmente são os meus leitores, mas em pensamento abraço-os a todos e sigo rezando ao meu Senhor Jesus dos Passos e a Santo António que olhe por todos vós e pelas vossas famílias. O meu coração está convosco,

Marionela Gusmão

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