Escultura em madeira estofada e dourada, representando a figura de S. José com o seu filho Menino Jesus ao colo. Destaque para o pormenor da açucena, símbolo da pureza do pai do Salvador, em prata. Peca portuguesa do séc. XVIII. Colecção particular.

Pormenor da fachada da Igreja de S. José dos Carpinteiros, em Lisboa, na Rua de S. José.

Quando escrevo sobre o Dia do Pai, a primeira figura que me vem à cabeça é a do meu pai biológico, aquele senhor com 1,86 cm de bondade de quem muito gostei e por quem tive sempre o maior apreço, respeito e até orgulho.

Depois, mas só depois (perdoem-me a minha falta de modéstia) é que me vem à memória o pai de Jesus. E é do Pai de Jesus que vos escrevo porque o seu dia é a 19 de Março de cada ano.

Mas quem era aquele modesto carpinteiro que foi escolhido por Deus para representar o pai de Jesus, o filho de Maria, Nossa Senhora?

José, da tribo de Judá, e pertencente à família real de David pela linha de Salomão, era filho de Jacob e irmão de Cléophas – uma família de sangue nobre. Mas apesar disso, José, reduziu-se à profissão de carpinteiro com o desejo de viver humildemente.

Mas, Deus Pai alterou os seus desejos e destinou-o a glorificar a sua origem mais do que todos os seus ilustres antepassados, confiando-lhe segundo disse Bossuet “ um trabalho que seria uma honra para todos os anjos de primeira grandeza”.

Porém, a Virgem Maria deveria encontrar um esposo da família de David e apesar de José nem ser candidato por já ter muita idade, ele foi o escolhido por ser um excelente crente em Deus. Asim, o seu bastão ficou miraculosamente coberto de flores enquanto uma pomba branca desceu das alturas repousando nele. Foi assim que Maria deu a mão a José, para posteriormente se apresentarem juntos diantes dos religiosos do templo.

Depois da cerimónia que se realizou no templo, José regressou à sua humilde casa e Maria regressou a casa dos seus familiares acompanhada de sete jovens virgens, as quais permaceream durante algum tempo com ela.

Durante um curto período, até a Virgem ter recebido a notícia de que ia ser mãe, cada um vivia nas suas casas.

A partir daí, José acompanhou Maria em todos os momentos.

Acredita-se que José morreu pouco tempo antes de Jesus. Teve a felicidade de expirar nos braços de Jesus e de Maria. O seu corpo foi transportado para Josaphat, perto do sepulcro onde mais tarde ficaram os restos mortais de Maria.

S. José foi instituído patrão da Igreja Universal por uma bula de Pio IX a 8 de Dezembro de 1870.

Por seu exemplo de um bom pai, é celebrado na Igreja Católica a 19 de Março, sempre com mais amor que entusiasmo católico, mas seja como for é lembrado e até mimado pela grande maioria de todos os filhos que vivem sob o regime católico.

Particularmente, como o meu pai faleceu já há alguns anos, não deixo de lhe rezar e de o lembrar com a maior saudade. Afinal foi ele quem mais me acarinhou a vida e a quem recorria quando tinha alguma aflição para lhe pedir que fosse rezar por mim. E ele ia. E, pouco tempo depois, telefonava-me de Espanha, onde vivia, para saber se já tinha ultrapassado a minha aflição. E não é que lhe respondia alegremente: “Sim papá, já se resolveu tudo”. Milagre de S. José ou o amor de um grande pai?

Vivam os bons pais de todo o mundo. Vivam!

Marionela Gusmão

Dia do Pai I Dia de São José

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