Pormenor da fachada da Igreja de S. José dos Carpinteiros, em Lisboa, na Rua de S. José.

Dia do Pai I Dia de São José

Escultura em madeira estofada e dourada, representando a figura de S. José com o seu filho Menino Jesus ao colo. Destaque para o pormenor da açucena, símbolo da pureza do pai do Salvador, em prata. Peca portuguesa do séc. XVIII. Colecção particular.

19 de Março – a celebração, em Portugal e outros países, como Dia de S. José e Dia do Pai, tem cada vez mais importância.

De salientar que este Santo, uma figura da Igreja católica, foi escolhido por ser o digno representante do pai terreno de Jesus Cristo e marido de Santa Maria, Nossa Senhora.

Há quem afirme que o Dia do Pai é muito anterior ao nascimento de Cristo. Há quem afirme que esta festividade nasceu na Babilónia, 2.000 anos a.C., mas a maioria reporta-se ao ano 1909 da nossa era, data em que uma menina de origem americana decidiu festejar o seu pai.

Contudo, a data tal como a conhecemos na actualidade, foi oficializada em 1972, pelo Presidente Richard Nixon.

Na nossa infância e juventude nunca se falava em Dia do Pai, simplesmente porque esse costume não existia.

Contudo, houve sempre muito respeito pela figura de S. José, uma personalidade muito amada por ser o Pai de Jesus. A sua presença não falta em nenhum presépio português nem nas pinturas religiosas dos grandes mestres.

Ao nos socorrermos de passagens da Bíblia sobre S. José, temos de ler o seguinte:

  “São José, foi escolhido pelo Pai para ser o guarda fiel e providente dos seus dois maiores tesouros: O Filho de Deus e a Virgem Maria, e cumpriu com a máxima fidelidade a sua missão. Eis porque o Senhor lhe disse: ‘Servo Bom e Fiel!  “Vem participar da alegria do teu sonho”. (Mateus 25,21) (Sermão de São Bernardino de Sena).


No livro Gênesis 42,25 lê-se que José do Egito, filho de Jacob, recebeu a ordem que se enchessem as sacas de trigo para saciar a fome de Israel… E provisões para o caminho de regresso.

 O Papa Leão XIII, na sua famosa Encíclica, de cinco de agosto de 1889, quando proclamou São José padroeiro da Igreja Universal, fez a comparação entre estes dois grandes Josés, dizendo: “Esses dois homens assemelham-se extraordinariamente, não apenas pelo nome, mas pelas virtudes e pelas suas vidas, ambas ricas em privações e alegrias”.

Quem foi São José?

O Messias anunciou que ele havia de nascer da linhagem de David. Era uma afirmação tão claramente expressa pelos profetas que não havia qualquer hesitação a esse respeito. Portanto, quando o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, antes do nascimento de Cristo, dirigindo-se a ele, dando-lhe o seu titulo de nobreza:

José, filho de David.


A genealogia de José é enfatizada, tanto na narrativa de Mateus, como na de Lucas. Em Mateus, lemos que Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus Cristo.


Pouco ou quase nada sabemos da sua vida, a não ser que era filho de Jacob e que sua mãe chamava-se Estha.

Hegesipo, historiador no século II, que viveu na Palestina, afirmou que José era irmão de Alfeu (Cleófas) e também afirmou que Cleófas se casou com outra Maria, uma das mulheres que estava aos pés da Cruz e que também era mãe de Tiago, José, Simão, Judas e de mais três  raparigas.


Provavelmente São José nasceu na Nazaré. Tanto na aldeia, como nos arredores, todos sabiam que ele era descendente do Rei David, apesar de sua pobreza e humildade.


São José era, conforme os Apócrifos, um Faber Ignarius – “operário de madeira”, ou carpinteiro.


São José foi o patriarca da transição do Antigo para o Novo Testamento. O Guardião Providente da Sagrada Família. José -“Aquele que acrescenta”.


José, O Justo, conforme as escrituras, foi escolhido por Deus para ser esposo da Virgem Maria e o Pai adoptivo do Messias.


Provavelmente, o que mais chamou a atenção de Deus sobre José, foi a bondade e o silêncio. Enquanto, na sua carpintaria, manuseava as ferramentas com mãos habilidosas e calejadas, o seu coração permanecia unido a Deus.


Deus propõe a José a maior de todas as dádivas, a mais importante missão confiada a um homem, e, em compensação, a maior glória no céu. Isto tudo tendo incontáveis provações.


José entende a chamada e, de coração, atende a Deus, e com toda a sua humildade e pobreza, acolhe Maria, a Virgem de Nazaré, casa-se com ela e, com o suor de seu rosto, provê o sustento daquele que ao mundo sustenta.


Seguem para Belém, e lá, na terá do Rei David, o filho de Deus nasce e seus primeiros adoradores são Maria e José seguidos dos pastores.


Em sonho, José foi avisado a partir para o Egito, fogem de madrugada, para salvar a esperança de um povo.


Retornam a Nazaré e seguem o curso comum da história de pessoas aparentemente comuns.


São José ensinou Jesus a ser homem, a conhecer as letras e a manusear ferramentas e as madeiras.


São José era a ternura de Deus-Pai, humanizado.


É invocado como o patrono da Boa Morte, pois teve a mais privilegiada da humanidade. Tendo, de um lado, Jesus e, de outro, Maria e, provavelmente, recomendou a Jesus que cuidasse bem de sua Mãe!


A devoção a São José é antiquíssima. O Papa Clemente XI compôs o oficio com os hinos para o dia 19 de Março.


Dizem que São José é quem confecciona os tronos da glória celeste e que, depois, são ornados com a Graça de Deus.


Santa Tereza de Jesus dizia: “Tomei a São José por meu advogado e protector e não me lembro de lhe ter pedido algo que não me atendesse (…) quisera persuadir o mundo inteiro a ser devoto deste glorioso Santo”.


Lembrai-Vos glorioso São José!

Independentemente de todas as histórias, na iconografia rica ou pobre, S. José aparece representado com o Menino Jesus ao colo, segurando-o no braço esquerdo e com uma açucena, símbolo de pureza, na mão direita.

Contudo, por ser o melhor pai do mundo, é festejado em nome dos nossos Pais. Vamos fazer uma festa e dar um presente ao Pai de cada um de nós? Há pais excelentes. O meu pai foi o exemplo da bondade, do respeito e do carinho. Já não lhe posso dar mais do que uma oração. Mas rezarei.

Quanto às leitoras que têm os vossos com vida, lembrem-se deles nem que seja com um simples telefonema. Se costumam dar prendas às vossas mães porque motivo os pais ficam esquecidos?

Feliz Dia do Pai para todos.

Catarina Bacelar

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