Novembro I Dia de Todos os Santos

O mês de Novembro é marcado por alguns festejos, a começar no dia 1, Dia de todos os Santos, ou seja os Santos que no calendário litúrgico não tem nenhuma data festiva. Com isto ninguém fica de fora , por mais estranho que seja há sempre um Santo para qualquer pessoa neste dia.

No Sotavento algarvio onde habitamos em três cidades havia e há o costume de pela manhã cada habitação ter a mesa posta para receber visitas e celebrar os Santos. Não há nenhuma refeição de comer de faca e garfo, pois não há almoços nem jantares. Indispensável é mesmo a aguardente de medronho que pode ser acompanhada com frutos secos, tais como figos, nozes, amêndoas,  pinhões, passas de uva, e bolos assim como as  indispensáveis batatas doces cosidas ou assadas nos forno.

No Algarve que eu conheci não existia o peditório das crianças do chamado “Pão por Deus”. Também em Lisboa onde me encontro a residir desde os 17 anos, nunca vi tal costume, o qual acontece em zonas periféricas da Capital.  Lembramos que os bolos não eram apresentados com muita fartura e, em via de regra, quem frequentava as casas, da parte da  manhã, eram os amigos do chefe da família. Nunca vi nenhuma senhora aparecer para “atacar” os Santos - expressão usada para descrever este acto. Em regra geral, as senhoras iam à missa de manhã com fatos cerimoniosos e usavam jóias. À noite, o jantar era festivo e de sobremesa era servida uma doçaria especial. Não confundiam  o” Dia de Todos os Santos” com o Dia de finados.

Dia de Finados ou de Fiéis Defuntos

 

O Dia de Finados que se celebra toodos ao anos no dia 2 de Novembro, constituía uma outra face dos usos e costumes.

 As senhoras iam à missa, vestidas de preto, em memória dos seus familiares ou amigos e não havia já lugar para qualquer festejo gastronómico.

Com o decorrer dos anos tem-se gerado uma grande barafunda e, em Lisboa, onde tudo se passava mais ou menos como no Algarve, existe uma grande mudança.

Aliás, o próprio feriado do dia 1 é aproveitado pelos habitantes das cidades, vilas e aldeias, para irem aos cemitérios colocar flores aos seus entes mais queridos e nessa romagem de saudade esquecem-se que o Dia é de todos os Santos.

O traje respeitoso praticamente já não existe, cada um vai como quer, no chamado salve-se quem puder! Ora eu não tenho a pretensão de endireitar o mundo. Teria de ser muito tonta! Sinto-me no entanto na obrigação de alertar para esta balburdia e esperar que haja mais decoro entre as populações. Será que a minha voz não chega a lado nenhum? Será? Em qualquer dos casos aqui fica o meu alerta.

Na minha casa, todos os dia 1 de Novembro tenho a mesa posta para quem cá vier cumprimentar-me e vou à missa de Todos os Santos com alegria. A 2 de Novembro vou aos cemitérios onde tenho familiares, colocar flores e rezar por sua intenção, afinal o mínimo que um católico pode fazer.

Que Deus toque no coração dos meus Leitores!

 

Marionela Gusmão

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