FESTEJAR OS REIS MAGOS

Gentile da Fabriano (1370-1427)

Adoração dos Magos 

OS REIS MAGOS

Os Reis Magos, constituíram, um dos deslumbramentos de criança da autora do texto que vai seguir-se. Poucas crianças têm a vivência de dois Natais, com ritos completamente diferentes. Em Portugal, ceava-se, havia quem fosse à missa do Galo, outros ficavam à volta das gulodices, com os fritos a serem saboreados entre as famílias, cada uma mais convencida que as suas receitas eram as melhores. No Dia de Natal, havia almoço e jantar festivos. O bacalhau e o peru eram pratos obrigatórios para as classes mais remediadas. No dia 5 de Janeiro, antes de recolher ao quarto, no Algarve, também se punha o sapatinho à chaminé como na noite de 24 de Dezembro e sempre acontecia o “milagre” de uma ou várias prendas, de cada vez, a da manhã do Dia de Natal e da manhã do dia 6 de Janeiro.

Em Espanha, festejava-se o Natal, com uma ceia, no dia 24, mas não havia prendas nem para a mais bem comportada das crianças de qualquer família.

Como não tínhamos o dom da ubiquidade e não nos podíamos partir em duas metades, ano sim, ano não, íamos para Espanha.

E era divertido assistir na manhã do dia 6 de Janeiro, à chegada de vários camelos alugados aos vizinhos marroquinos ou cavalos dos arredores carregados com as prendas. Havia então, alguém que desempenhava o papel de Mestre-de-Cerimónias, para entregar as prendas às crianças, cujo nome era anunciado com grande pompa e alegria.

Era uma festa de grandes risadas e muita estupefacção ao ver a prenda sair do embrulho todo ele com fitinhas e laçarotes.

Nesse tempo, em Espanha, vivia-se muito pobremente. As sequelas da Guerra Civil deixaram marcas profundas e quem viu como tudo aquilo era muito diferente de Portugal, só lá ia, por misericórdia.

Seja como for, quem cresceu, como nós, a repartir a sua infância nestes dois conceitos, tem pelos Reis Magos, uma especial atracção. É o nosso caso.

Curiosamente, todos os anos, ao nosso Presépio, nunca chegam os Reis Belchior, Gaspar e Baltazar porque nunca tivemos a “chance” de os adquirir. É uma coisa estranha.

Ficámos radiantes com a aquisição do quadro “Os Reis Magos” de Domingos Sequeira pelo Museu Nacional de Arte Antiga, um espaço museológico onde, especialmente nesta quadra, se pode e deve ir ver as maravilhosas figuras dos Reis Magos que fazem parte das colecções dos Presépios desta instituição que tanto nos orgulha.

Para nós, a obra mais apaixonante que conhecemos onde a carga emotiva dos Reis Magos se salienta de uma forma verdadeiramente única, é da autoria de um grande mestre da pintura que estudámos na Accademia di Belle Arti di Firenze. Trata-se da obra do mestre Gentile di Nicolo di Giovanni, dito Gentile da Fabriano, por ser a terra onde viu a luz do dia, em 1370.

Gentile da Fabriano, foi um dos mais destacados mestres italianos do seu tempo. A sua obra mais importante, aquela que nos deixou maravilhados para sempre, é o retábulo “Adoração dos Reis Magos (1423), pintado para a Igreja de Santa Maria da Trindade, em Florença.

Sobre a história do mestre há muitas contradições. Alguns autores deixaram escrito que o pintor faleceu em Roma em 1427, outros deram-lhe mais anos de vida, afirmando que morreu em Roma nos últimos meses de 1450.

Ao certo, o seu nome está inscrito entre os pintores de Florença, em 1421, e como “magíster magistratorum” entre os pintores encarregados da decoração do Duomo de Orvieto, em 1425. Fabriano trabalhou igualmente em Pisa e em Veneza e na sua história consta que foi aí que conheceu Jacopo Bellini. O ponto mais controverso é descortinar qual dos dois artistas foi o mestre e qual o aluno.

As suas obras sofreram influência de artistas como Lorenzo Ghiberti, Masolino da Panicale e Michelino da Besozzo.

Não se pode escrever sobre o mestre Gentile da Fabriano sem levar em conta a história dos pintores da Idade Média e, naturalmente, do período Gótico.

Entre os trabalhos mais notáveis de Gentile da Fabriano há a salientar o retábulo da Virgem, na igreja de São Nicolau, em Florença; as decorações da igreja de S. João de Latrão, em Roma, e algumas deslumbrantes pinturas como “A vitória dos Venezianos sobre Frederico Barba Rossa” (que teve lugar em 1177), além da nossa muito amada “Adoração dos Reis Magos”.

Seu filho Francesco Fabiano, seguiu a carreira do pai alcançando grande reconhecimento entre os melhores artistas da escola da Úmbria dos inícios do séc. XV.

A nossa estadia na Accademia di Belle Arti di Firenze, fundada em 1563 por Michelangelo, Cosme I da Toscana e Giorgio Vasari, deixou-nos sós numa cidade com uma enorme população flutuante, mas compensou-nos com as milhentas recordações que encheram a nossa alma de beleza.

Marionela Gusmão

Mesas do Dia de Reis

FESTEJAR OS REIS MAGOS:

JANTAR DE AMIGOS /OU GALA DE REIS

 

Rezam as Crónicas que a Festa dos Reis Magos significa a manifestação de Deus ao Mundo, já que eles adoraram o Menino Jesus em nome de toda a Humanidade. Belchior representava a Europa; Gaspar, a Ásia e os semitas; Baltazar, a África e os descendentes de Caim (então não se conhecia a América e com a Ásia estava incluído o que pudesse ser a Oceânia).

O primeiro ofereceu ouro; o segundo, incenso e o terceiro, mirra – três dons simbólicos que os Reis Magos em nome da Humanidade ofereceram ao Menino Jesus, o Salvador, já então como uma forma de culto.

E foi esse espírito de oferendas que fez das festas dos Reis a alegria de milhões de crianças que ao longo dos tempos, nesse dia, têm recebido o seu presente, os quais em Espanha até os colocam nas varandas das janelas e até nos canteiros.

Em Portugal, pelo menos no sotavento algarvio festejavam-se os Reis Magos, com direito a presente para as crianças, até há alguns anos atrás, mas sente-se que esse uso tem vindo a desaparecer. Em Espanha, a tradição mantém-se, e até se vai tornando mais folclórica que católica.

Entre nós, a tradição dos Reis vai-se ficando pelo bolo enfeitado com frutos cristalizados, contendo no interior duas surpresas (uma fava indicadora de que no próximo ano será essa pessoa quem terá que oferecer o bolo, e um presentinho sem gosto e sem valia, ao contrário de outros tempos em que o chefe da família mandava colocar libras de ouro ou jóias que se pudessem sujeitar a altas temperaturas, ou seja sem pedras ou pérolas.

Nós festejamos os Reis com um jantar de amigos e em tempos assistimos a alguns Bailes de Reis, com trajes a rigor.

Nos tempos que correm, não vislumbramos muitas hipóteses para esses bailes caríssimos que tinham lugar em certas casas apalaçadas ou em Hotéis.

Aqui ou além, a tradição exige que às doze badaladas da meia- noite se comam doze bagos de romã à medida que se vão formulando 12 pedidos.

Que Deus faça a vontade a todos os que desejam saúde, paz entre os homens, alegria de viver e respeito pelos valores morais de cada um de nós.

Para os que celebram a vinda das três figuras prodigiosas que povoaram a infância de múltiplas gerações, as nossas propostas de Moda abrangem um vastíssimo leque do tipo da festa, das faixas etárias e do requinte. Aqui não abdicámos do protocolo, já estendemos a mão a reis e rainhas, a príncipes e princesas e foi-nos ensinado, que não se cumprimenta ninguém, e muito menos a Alta Nobreza, de qualquer maneira. Até somos, assumidamente, monárquicos.

M. G.

Sugestões de Moda Para Festejar o Dia de Reis

Mesas do Dia de Reis

Sugestões de Moda Para Festejar o Dia de Reis

Mesas do Dia de Reis

Sugestões de Moda Para Festejar o Dia de Reis

Mesas do Dia de Reis

  • Instagram ícone social
  • Twitter Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Pinterest Social Icon

FESTIVOS

Dia da Mãe

Natal

Páscoa

Dia do Pai

Santo António

ARTE

Exposições

Museus

Colecções

História

Notícias

MODA

Alta Costura

Prêt a Porter

Tendências

Acessórios

Notícias

BELEZA

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

NOTÍCIAS

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

  • Instagram ícone social
  • Twitter Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Pinterest Social Icon