O Palácio de Sintra abre ao público

                              os aposentos de D. Maria Pia de Sabóia 

Pormenor da mesa de trabalho da monarca, observamos, entre inúmeros objectos, uma fotografia de D. Carlos

Quarto de dormir

Sala

A janela de vidros coloridos e a banheira da casa de banho

Guarda roupa

Retrato D. Maria Pia

Palácio de Sintra abre ao público os aposentos de D. Maria Pia de Sabóia



Há 150 anos, o Paço de Sintra tornou-se uma das residências oficiais dos reis D. Luís e D. Maria Pia de Sabóia. Aos poucos, os novos soberanos tornaram-no uma residência de veraneio confortável e requintada dentro do espírito oitocentista.

A monarca tinha aposentos especiais que após um encerramento de 110 anos, acabam de ser restaurados, estudados museologicamente e abertos ao público. O resultado mostra-se encantador. O espaço revela cerca de 100 obras de
arte que se encontravam nas reservas.

A Rainha D. Maria Pia tinha um extremo bom gosto, longe do bric-a-brac que marcou o século XIX. O requinte da soberana, que apreciava os estilos Luís XV e XVI, as tapeçarias flamengas, os tapetes persas e de Aubusson, os quadros e esculturas de mestres europeus, as porcelanas de Saxe, os cristais de Baccarat, sobressai especialmente no Palácio da Ajuda

No Palácio de Sintra, a monarca, secundada pelo arquitecto Possidónio da Silva (que trabalhara nas Tulherias para Napoleão III) inícia uma profunda transformação quer na área privada, quer nos salões. Nota-se, porém, um gosto romântico, onde o horror ao vazio predomina, misturando-se os mais diversos estilos, tal como viria a acontecer no
Palácio da Cidadela, em Cascais.

No Paço de Sintra o espaço privado da monarca é composto por quarto de cama, por toillete e por sala de visitas, tendo-lhe sido acrescentado uma casa de banho, um guarda-roupa e um elevador.

No quarto destaca-se uma imponente cama com dossel português em pau-santo oitocentista, uma mesa de cabeceira e um cómoda de 1700.

As paredes apresentam-se caiadas de branco, tal como no século XIX, – o que não deixa de ser estranho. A monarca apreciava especialmente as sedas e, por vezes, o papel para forrar as paredes. Será que a seda se danificou por causa da humidade? É um mistério, que uma investigação no cartório da casa-real na Torre do Tombo poderá esclarecer.

O tecto, profusamente estucado e dourado com grande efeito decorativo, possui as iniciais de D. Estefânia e D. Luís.

As restantes divisões, toilette e sala de visitas, encontram-se decoradas com bufetes, cadeiras, cómodas, armários, sofás portugueses dos séculos XVIII e XIX. Os tectos são relativamente parecidos, as paredes decoradas a estuque e dourados e o chão era forrado a alcatifa, hoje substituída por tijoleira.

A casa de banho da rainha, relativamente pequena (dividida em duas divisões – zonas de higiene e de banho), tem porcelanas George Jennings Palace Road, London, montadas em móveis de madeira, havendo águas correntes, e uma enorme banheira.

Nos aposentos de D. Maria Pia no Palácio da Ajuda conserva-se ainda outra casa de banho. As suas dimensões são amplas, o chão é em parquet, enquanto em Sintra preserva-se a alcatifa original, provavelmente encomendada à casa Roussel Chacqueel.

Os aposentos de D. Luís em Sintra, constituídos por quarto de cama, quarto de toilette, sala de despacho, entre outras divisões, estavam decorados dentro do ecletismo romântico. Neles existiam móveis antigos e contemporâneos, bem como pinturas, alcatifas e reposteiros dentro de uma visão confortável e burguesa.

República
Após a república, os aposentos de D. Luís seriam redecorados com tapeçarias francesas, diversas pinturas e mobiliário império. Em 1939, aquando das grandes obras de restauro do Palácio de Sintra projectadas por Raul Lino, os aposentos foram demolidos e no espaço foi refeita a Sala Manuelina.

O elevador em ferro e madeira, com sedas nas paredes, bancos forrados a veludo e um espelho para aumentar o espaço, especialmente encomendado em Inglaterra, desapareceu em 1939. Há notícia da existência de dois outros elevadores, em Mafra e na Ajuda - o único que chegou aos nossos dias.

Nos aposentos de D. Maria Pia a sala dos vidros foi desfeita para se reconstituir o varadim manuelino. Restam, no entanto, uma janela com vidros coloridos na casa de banho e o guarda-roupa com uma clarabóia com vidros coloridos e madeira – o que torna o espaço luminoso.

Grande parte do recheio dos aposentos privados desapareceu. Algumas peças foram devolvidas à casa-real, ficando guardadas no Paço de Vila Viçosa. Acabaram por ser leiloadas nos Anos 40 por ordem da rainha D. Amélia. O remanescente foi parcialmente leiloado em 1935 e 1936 no terreiro do Palácio de Sintra por ordem do Estado, mas outras peças subsistem ali e noutros palácios e museus.

No Museu da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva expoê-se uma mesa giratória império, da autoria de José Aniceto Raposo, com a etiqueta RPC (Real Paço de Sintra), adquirida pelo banqueiro num leilão. A mesa é considerada um dos 50 melhores móveis portugueses.

Salas de recepção
As áreas de recepção do Palácio de Sintra foram bastante alteradas. A Sala das Pegas era a zona de jantar com mobiliário romântico e chão alcatifado. A Sala dos Cisnes foi o espaço de recepção destacando-se-lhe mobiliário de diversos estilos, alcatifas, tapeçarias, palmeiras dentro de aquários, decoração típica romantismo. Actualmente podemos estudar estas divisões através de fotografias e de aguarelas de Casanova que representam aspectos dos paços reais da Ajuda, Cidadela e Sintra. Infelizmente, dos aposentos da soberana restam escassas fotografias, uma delas mostra-nos o quarto com dossel e reposteiros de grande impacto visual.

Os salões do andar nobre foram abertos ao público (restrito) nos finais de 1800, numa iniciativa que contemplou, ainda, o Palácio Nacional da Ajuda, numa decisão sem precedentes, quer entre nós, quer nas restantes cortes europeias da época.

Palácio sobre rodas
Na segunda metade do século XIX, o comboio tornou-se um meio de locomoção essencial para vencer as grandes distâncias, dadas as condições e a insuficiência dos meios marítimos e terrestres. A casa-real portuguesa, em especial a rainha D. Maria Pia de Sabóia, viajava regularmente numa sumptuosa carruagem mandada executar em 1868.

Os interiores reproduziam, com as naturais diferenças de espaço,pormenores dos salões da Ajuda. O chão era forrado a alcatifa importada de França, o mobiliário vinha igualmente do estrangeiro.

Mais tarde, em 1877, foi encomendada uma segunda carruagem, denominada Salão do Príncipe, que fazia conjunto com o interior, o Salão Maria Pia, onde imperava igualmente o bom gosto.

Ambas as carruagens, juntamente com a locomotiva, foram utilizadas pela casa-real nas suas deslocações, mantendo-se em uso até à queda da monarquia. Hoje fazem parte do acervo do Museu Nacional Ferroviário, estando expostas no Entrocamento.

Rainha D. Maria Pia
A penúltima monarca portuguesa nasceu em Turim no Palácio Real a 16 de Outubro de 1847. Filha de Vítor Manuel II, o rei-unificador de Itália, e da arquiduquesa Maria Adelaide da Áustria. Aos sete anos perdeu a mãe. A sua infância e adolescência decorreram no Piemonte junto dos cinco irmãos.

D. Luís, que virá a ser seu marido, ascende ao trono com 23 anos devido à morte prematura do irmão. A diplomacia portuguesa interessa-se, imediatamente, pelo casamento e descendência do monarca.

D. Luís chegará, por sua iniciativa, a pedir à Rainha Vitória de Inglaterra (ainda eram primos) a mão de uma das suas filhas. Pensa-se que fosse a princesa Alice, mas o pedido foi recusado oficialmente devido à diferença de religiões.

A princesa Alice virá a casar com o grão-duque Luís de Hesse. Desta união nasceu a princesa Alexandra, última imperatriz da Rússia – assassinada com o imperador e os cinco filhos em 1918.

A escolha de D. Maria Pia, filha de um rei liberal, teve o melhor acolhimento em Portugal.

D. Luís e D. Maria Pia casam-se por procuração na capela do Palácio Real de Turim a 27 de Setembro de 1862. Dias depois, ela parte com a sua comitiva para Lisboa, onde chega a 5 de Outubro. A ratificação do enlace tem lugar na Igreja de São Domingos, em Lisboa.

 

De salientar que a madrinha de Maria Pia foi a Imperatriz Eugénia a qual ofereceu as rendas de Bruxelas para o vestido de noiva, em tudo semelhante às rendas que apresentamos nesta revista, igualmente de uma noiva familiar da nossa directora, razão pela qual ela é a possuidora desta raridade.

Um ano após a sua fixação entre nós, Maria Pia teve o primeiro filho, Carlos, que seria assassinado aos 47 anos. Um segundo filho, Afonso, anima a corte portuguesa.

A forte personalidade da jovem rainha impôs-se imediatamente. Autoritária e caritativa, magnânima e despótica, ganhou grandes simpatias junto do povo.

Notável apreciadora de pintura, aguarelava razoavelmente, de escultura - conhece-se uma peça da sua autoria, de arquitectura, de música, de teatro e de literatura, a monarca era uma coleccionadora e uma viajante incansável. Os gastos que fazia eram enormes, e o orçamento da casa – real, cerca de 300 contos anuais, sentia, por vezes, dificuldades em pagar as encomendas de Maria Pia de Sabóia. As encomendas iam desde a França aos Estados Unidos. Dessas compras preservam-se em Sintra pinturas de mestres, cristais de Baccarat, porcelanas de Haviland - Limoges, entre outras peças.

As grandes atenções da monarca centravam-se, porém, na educação dos filhos, nas inúmeras obras de caridade, e no acompanhamento de D. Luís, por quem nutria um profundo carinho. A morte deste, ocorrida a 17 de Outubro de 1889, afectou-a para sempre. A formação dos netos, D. Luís Filipe e D. Manuel, tornou-se-lhe um lenitivo.

Anos finais
A situação de Portugal agrava-se a partir do Ultimato Inglês de 1890. Uma humilhação imensa cobriu o país ao ter de desistir de vastos territórios situados entre Moçambique e Angola, conforme o Mapa-Cor-de-Rosa. Isso deu força aos movimentos republicanos que emergiram. Foi o princípio da queda da monarquia.

A Rainha Maria Pia viu-se obrigada a reduzir o nível de vida, dado ter uma pensão anual de cerca de 60 contos, o que era insuficiente.

Aos poucos acaba por empenhar quase todas as suas jóias particulares, bem como algumas pratas, ao banqueiro Henry Burnay. Em 1911 estas seriam leiloadas – evento que trouxe a Lisboa grandes joalheiros europeus. Hoje resta na Ajuda, por aquisição recente, um pregador. Na colecção privada de Carla Verdi guardava-se, em 2001, um par de brincos com pérolas, hoje em Itália. Após o falecimento de Carla Verdi as jóias ficaram para um sobrinho e encontram-se actualmente em Bolonha.

As deslocações que Maria Pia fazia a Itália foram rareando. E com grande discrição decorreria a sua deslocação a Roma, em Junho de 1900, para participar no funeral de seu irmão, Rei Humberto, assassinado por anarquistas.

Em 1 de Fevereiro de 1908 dá-se o Regicídio. D. Carlos e o príncipe D. Luís Filipe são assassinados.

D. Maria Pia fica profundamente abalada. A tragédia que a envolveu tornou-a uma heroína para muitos autores. Raul Brandão nas suas Memórias reteve para sempre as figuras de D. Maria Pia e D. Amélia imobilizadas defronte dos corpos sem vida dos imolados.

Durante o breve reinado do neto, D. Manuel, a rainha mantêm-se praticamente afastada das cerimónias oficiais.

Desiste de sair para o estrangeiro. Sintra, Ajuda e Monte Estoril são os únicos locais para onde a soberana se desloca.

Apática, lembra uma sonâmbula, cada vez mais distanciada da realidade que a envolve. Passa as noites a vaguear pelos salões, falando com os fantasmas dos desaparecidos.

É terrível a visão da sua decadência. Frequentemente, os criados surpreendem-na, de regador de porcelana na mão, a espalhar água sobre as flores das carpetes.

Em 26 de Setembro, juntamente com o neto, assiste a uma festa em Sintra. Aparece na fotografia uma monarca elegante, mas com um rosto envelhecido, marcado pela dor.

As relações com a nora não são as melhores, acabando esta por queixar-se nas suas memórias que havia duas cortes.

Exílio
A revolução republicana apanha-a no Palácio de Sintra – para onde se deslocara fugindo de Lisboa. Na sua última noite passada em Portugal é acompanhada pela Marquesa de Unhão, sua dedicada dama, e pelos criados.

Na manhã de 5 de Outubro a família-real resolve partir para Mafra. D. Amélia tem receio que a sogra não queira partir e que os revoltosos possam obrigar o rei a abdicar em troca da liberdade da avó.

Maria Pia resolve, no entanto, acompanhar a nora em direcção a Mafra, onde as espera D. Manuel II.

É uma terrível viagem efectuada em carros cedidos pelo Marquês de Vale Flor.

De Mafra descem, numa caminhada de sombras e sobressaltos para a Ericeira.

O povo aclama-os. Barcos de pescadores levam-nos para o iate real Amélia que os aguardava ao largo.

Eram 15 horas. Completavam-se, nesse momento, 48 anos sobre a chegada a Portugal de Maria Pia. A monarca que fora recebida faustosamente, partia velha, arruinada e doente. Levava uma pequena mala com jóias, sendo acompanhada apenas pela Marquesa de Unhão.

Após uma breve estadia em Gibraltar, regressa a Itália. A nora, neto e o filho dirigem-se para Inglaterra.

Maria Pia fica instalada no Palácio de Moncalieri, cedido pelo Rei Victor Manuel III, seu sobrinho.

Doente, ainda assiste à morte da sua irmã Clotilde, o derradeiro golpe.

Maria Pia adoece gravemente e morre a 5 de Julho de 1911. Expira envolvida na saudade da terra onde viveu os momentos mais extasiantes e pungentes da sua vida

Aposentos reais na actualidade
Após a queda da monarquia, Matos Sequeira escreve que o monumento era um “raro exemplar de paço régio, constitui a joia das nossas habitações principescas”.

O Palácio Nacional da Sintra é objecto em 1939 de grandes obras que consistiram no restauro integral das salas. As intervenções abrangeram o restauro de tectos e dos frescos, substituição de tijoleiras, bem como na encomenda de azulejos, parquets e tectos de caixotão para substituírem os originais destruídos pelo tempo. As obras foram orientadas pelo arquitecto Raul Lino que escreveu; “Esta grande tarefa não foi malograda e os palácios ficaram visitáveis, sobretudo o de Sintra (Vila) que muito se valorizou” .

A decoração dos interiores do PNS foram reconstituídas segundo os séculos XVI, XVII e XVIII, um trabalho moroso.

Uma notável política de depósitos de palácios e museus e algumas aquisições permitiu juntar um acervo museológico único entre nós.

Os aposentos de D. Maria Pia não integraram o circuito dos visitantes por razões museológicas durante 110 anos, sendo apenas abertos ao público este ano. Compõem-se de três amplas salas, casa de banho e guarda-roupa.

A decoração é discreta mas requintada. No antigo quarto da monarca existem contadores e cómodas portuguesas setecentistas e a imponente cama montada sob um estrado.

Na divisão seguinte destacam-se espelhos, tremós, relógios de mesa setecentistas e um enorme retrato de D. Luís de Tomás da Fonseca. Na última divisão realçam-se três retratos de Maria Pia. O primeiro é um óleo da escola italiana, o segundo é da autoria de Layraud, provável estudo para outro exposto no Palácio da Ajuda, o terceiro um desenho. Os três retratos resultam de um depósito efectuado pelo Palácio da Ajuda. Evidenciam-se, ainda, cadeiras e mesas em talha dourada, faianças de Bordalo Pinheiro, um enorme canapé oitocentista e imponentes lustres. No guarda-roupa com roupeiros oitocentistas existe, ainda, um armário português provavelmente da autoria de Leandro Braga. Expõem-se, ainda, expõem-se partes de serviços em porcelana de Theódore – Haviland, cristais de Baccarat, fotografias e recordações de Maria Pia de Saboia. Na pintura sobressai ainda o “Lombo do Tejo”, óleo sobre tela de D. Carlos, provavelmente executado num dia cinzento, e oferecido à mãe.

Profunda reformulação e importante legado
O Palácio de Sintra foi nos últimos anos objecto de uma profunda reformulação museológica. O resultado é extremamente feliz, dado ter-se estudado e valorizado o acervo, resguardado as peças mais sensíveis e o circuito ser bastante mais lógico.

Paralelamente equipamentos multimédia remetem o visitante para a história do palácio até 1910, revelando-se através de fotografias as cerimónias oficiais e os momentos familiares de D. Maria Pia com os netos.

O restauro do monumento e do seu acervo mostra-se uma preocupação constante de António Nunes Pereira, seu responsável, secundado por laboriosa equipa.

Ao mesmo tempo o palácio recebeu uma importante doação de Carin Bramão, efectuada em nome do marido D. Luís Bramão. O espólio, 27 peças, constou de pintura, escultura, tocheiros e mobiliário italianos do século XVI, bem como de um conjunto de pratos hispano-árabes. Trata-se da mais importante doação recebida pelo Estado nos últimos anos.

Este espólio veio enriquecer o acervo de Sintra e colmatar lacunas no nosso património.

Hoje podemos observar mobiliário português dos séculos XVI, XVIII e XIX, inúmeros tapetes persas, colchas e contadores indo-portugueses, diversos bargueños, pinturas a óleo de reis e príncipes portugueses, nobres, naturezas-mortas, temas religiosos, esculturas, faianças portuguesas, porcelanas da Companhia das Índias. Numa sala especial podemos contemplar um notável conjunto de faianças hispano - árabes, bem como algum mobiliário e pinturas – destacando-se um retrato da família Visconti – da colecção de D. Maria Pia.

Palácio hoje
Na actualidade o Palácio Nacional de Sintra mostra-se um espaço dinâmico fora do comum dentro da museologia portuguesa. A ex-directora Maria Inês Ferro desenvolveu um trabalho de grande relevância a todos os níveis. O visitante atento observa um monumento cuja valorização, preservação e estudo do acervo têm sido fulcrais.

O enriquecimento do acervo devia continuar, mas infelizmente as condições económicas não o vão permitir. Apenas foi adquirida a cama dos duques de Cadaval. Trata-se de um leito seiscentista em ébano, guarnecido a bronze, prata branca e prata dourada cinzelada, sendo uma peça, provavelmente indo-portuguesa, de extraordinária riqueza sumptuosidade. No século XX foi vendida pela casa-ducal, secularmente ligada a Sintra, e em 1963 integrou o leilão da colecção Augusto de Athayde. Trata-se de um dos móveis portugueses mais importantes do século XVII e pertencia Pedro Branco e Álvaro Roquette, da VOC Antiguidades.

Era interessante adquirir retratos reais, especialmente um de D. Sebastião (aparecem nos leilões), bem como algum mobiliário de época.

Outro aspecto era a publicação regular de volumes dedicados exclusivamente ao acervo, aos habitantes e ao historial do monumento ao longo dos séculos XIX, XX e XXI. Neste momento foram publicados volumes dedicados ao Retrato de Jovem cavaleiro da Ordem de Calatrava” e ao “Royal Lunch. A visita da Rainha Alexandra do Reino Unido”.

O PNS chegou aos nossos dias bem conservado, com um tratamento museológico extremamente bem conseguido – que foi bastante melhorado nos últimos anos. O esforço foi recompensado pelo interesse dos visitantes, dos estudiosos e pela doação de Carin Bramão em homenagem ao seu falecido marido. Os aposentos de D. Maria Pia, agora franqueados ao público, completam o círcuito palaciana e encerram a secular ligação dos reis portugueses ao mas antigo palácio real português.

António Brás

FESTIVOS

Dia da Mãe

Natal

Páscoa

Dia do Pai

Santo António

ARTE

Exposições

Museus

Colecções

História

Notícias

MODA

Alta Costura

Prêt a Porter

Tendências

Acessórios

Notícias

BELEZA

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

NOTÍCIAS

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

  • Instagram ícone social
  • Twitter Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Pinterest Social Icon