Educação I Crescer com Animais

Podíamos começar este texto com o habitual “há estudos que indicam que os animais ajudam no crescimento saudável das crianças e jovens” mas preferimos dizer que os estudos que têm sido realizados e amplamente publicados têm apenas confirmado o que há milénios a humanidade já sabe. Talvez de uma forma empírica, é certo, mas há muito que se tem conhecimento dos benefícios resultantes de uma coabitação com animais não humanos. E se para um adulto esse convívio diário significa a paz que se encontra no momento em que se interage com o nosso amigo, a alegria plena de o observar nas suas manifestações de afecto ou traquinices próprias da sua eterna condição de criança brincalhona, a promoção de actividade física, ou o combate contra a solidão, para uma criança é uma oportunidade única para a promoção das competências cognitivas, emocionais, psicomotoras e éticas. Crescer com animais melhora a auto-estima e a concentração, incentiva a actividade física, questão fundamental em especial nos adolescentes cada vez mais sedentários, reduz a percepção de dor, ajuda a progredir na interacção social em casos de perturbações de comportamento. Enfim, integrar um animal não humano na família ajuda a promover o saudável desenvolvimento das crianças e jovens. E não há dúvidas quanto a este facto. 

Educar uma criança é formar um ser que se tornará um cidadão do mundo capaz de assumir responsabilidades cívicas, profissionais, familiares. Responsabilidades que, necessariamente mobilizam a preocupação pelo outro, a solidariedade, o olhar para a Natureza com absoluto respeito e compreensão de que a Terra não é pertença de ninguém. Um conjunto de competências possíveis porque em simultâneo se vai construindo um indivíduo mais confiante. E alguém com boa auto-estima é alguém com alicerces sólidos para poder subir os patamares da sua evolução, do seu crescimento emocional. 

O facto de uma criança/jovem conviver com um ser que responde aos seus estímulos, que é cuidado por ela e que a reconhece como sua cuidadora e parceira, torna-se numa rotina que devolve igualmente um estímulo recompensador, como se interiormente uma voz crescesse na criança e no jovem ditando-lhe “eu sou capaz de cuidar”.

Muitas vezes, mesmo com pais que sempre conviveram com animais, há a eterna questão de qual o momento certo na vida dos filhos para se decidir por uma adopção, e isto no caso de ainda não haver um patudo por perto. Não há respostas certas nem erradas. Tudo dependerá da capacidade de gerir a atenção que um filho exige e daquela que necessariamente deve ser oferecida ao animal. O certo é que fazer coincidir o crescimento de um com o de outro é um processo muito gratificante além de dotar a criança de recursos sociais na comunicação constante com um ser de outra espécie que não comunica como os humanos mas sim com códigos de olhares, posturas, e sons que obrigam a uma descodificação desafiante. Por isso, quanto mais cedo ocorrer a adopção, melhor.

De acordo com Rebecca Purewal, autora de um estudo que defende os benefícios de crescer com animais, “os animais de estimação podem agir como uma forma de apoio psicológico, ajudando os jovens a sentirem-se bem consigo próprios e permitindo uma auto imagem positiva” 

De um modo geral, os cães e os gatos são considerados as melhores opções devido a um maior nível de interacção e reciprocidade em comparação com outros animais de estimação. No entanto existem exemplos de grande cumplicidade com animais de outras espécies.

Convém aqui ressaltar que na decisão em receber em casa um animal deve haver o compromisso com dois princípios fundamentais: 

Optar pela adopção indo a um canil, associação de animais ou contactando um dos inúmeros grupos de apoio a animais de rua. A compra não deve ser o caminho considerando o universo de animais carentes por uma família que os acolha, mas igualmente tendo em linha de conta que a vida não deve ser objecto de comercialização.

O segundo aspecto a ser observado é o respeito que nos tem que merecer um animal que jamais pode ser considerado o brinquedo do filho ou a resposta a um capricho momentâneo. É aliás aqui que reside um dos vectores cruciais da estratégia educativa. Aprender a respeitar a integridade do animal, o seu espaço, o seu tempo de descanso, o seu corpo e as suas necessidades é ajudar a criança e jovem a aprender a gerir impulsos de satisfação pessoal que não tenham em consideração o impacto negativo no outro.

Na escola muitos são os pais que partilham as suas ansiedades com as perturbações de sono dos filhos, a sua agitação, impulsivismo, indisciplina, desinteresse geral, resistência a actividades físicas. E cada vez que um pai partilha estas legítimas preocupações a autora deste texto lança sempre uma pergunta: “tem algum animal em casa?” e a resposta vem invariavelmente negativa. Não se pretende aqui dizer que a adopção de um animal, que terá que ser visto como um membro da família assumindo-se por inteiro todas as responsabilidades, é a panaceia de todos os males, mas que ajuda a ultrapassar muitas fragilidades e dispensaria muito medicamento, disso temos plena certeza.

 

Voltaremos a conversar

Ana Paula Timóteo

PRIMAVERA/VERÃO 2019

MODA ITALIANA - INFANTIL 

 

É já no mês de Março que os dias se tornam maiores e que as folhinhas das árvores começam a despontar transformando em verde tenro o que atá há pouco eram troncos magoados. 

Com a chegada da Primavera no dia 21 todos nos alegramos mais e mais e as crianças começam a suspirar de alívio por não carregarem com o peso dos abafos.

Viva a liberdade, dizemos todos. As crianças começam a sentir-se mais soltas, mais alegres e felizes.

Desconhecedoras dos meandros da moda que um dia mais tarde lhes trará algumas preocupações, começam a partir do aquecimento da Primavera a desejar roupagem mais alegre, embora ainda esteja os dias das férias da praia ainda estejam a alguns meses de distância.

Para já, aqui ficam algumas novidades para todas as crianças. Roupa alegre, colorida, floral em harmonia com as flores que começam a despontar nos jardins e até em algumas varandas,

A alegria da próxima temporada é uma doce compensação ao frio e à chuva do inverno. Vamos todos usufruir da Primavera com a moda italiana que lhes propomos como inspiração? Vamos!

 

Catarina Bacelar

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