A NOVA TEMPORADA

OUTONO/INVERNO 2020/2021

 

Não se nos afigura que esta temporada seja a que mais alegria nos transmita. Ninguém pode sentir-se completamente feliz neste mundo semi-louco em que vivemos.

Qualquer pessoa de bom senso sente dentro de si uma certa angústia pela impossibilidade de acudir a todos os que necessitam de cuidados de saúde e de capacidade económica para ir resistindo às falhas consecutivas que, mesmo sem grandes previsões, é fácil deduzir que os tempos não trazem a alegria que é o sal e a pimenta da vida.

Ainda que tenhamos a sorte de não ter nenhum familiar doente, basta-nos ler os jornais, ouvir as notícias na rádio e na televisão, para tomarmos conhecimento do que se passa não muito longe de nós, mas também por todo o mundo. E as notícias diárias não alegram ninguém que tenha um mínimo de sensibilidade.

Há muitos anos que faço da escrita a minha principal actividade e dentro desta área tenho dado desde sempre uma grande importância à moda do vestuário não só em relação àquela que alimenta as sociedades de consumo sem nunca deixar de garantir a maior importância à história do traje, daí que desde muito jovem me tenha tornado numa coleccionadora de modelos e, muito em especial dos seus acessórios, tais como botões, fivelas, alfinetes de chapéu, luvas, chapéus, sapatos…De tudo, um pouco. E, foi assim que em Abril de 1974 estive na FIL com as minhas colecções que, desde essa data, aumentaram exponencial-mente, em particular no rigor e na qualidade.

Por tudo isto que atrás refiro, sinto uma profunda tristeza pelo facto de não ter capacidade económica nem conhecimentos técnicos para acudir a toda as pessoas necessitadas e… são muitas.

Escrevo de moda da actualidade há perto de 50 anos. Tanto tempo! Mas… nem me passava pela cabeça que um dia tivesse de escrever com a falta da Alta-Costura, a qual decorre em Janeiro e na última semana de Julho. Digamos, que foi uma espécie de tempos semelhantes às guerras – isto é, à 1ª. e à 2ª. Guerras Mundiais. Uma tristeza!

Valeu-me para manter esta rubrica de moda, o facto de ter sempre acesso ao Pronto a Vestir de Milão e de Paris e esses desfiles terem decorrido em Outubro de 2019.

Porém, escrever sobre Moda, sem o suporte da Alta Costura, deixou-me um vazio enorme. É como se me tivessem tirado qualquer coisa que me alimenta. Mas, não sei fazer milagres.

Sei que as minhas leitoras entendem a situação que a Moda & Moda está a viver, aliás como todas as revistas do mundo. Contem sempre com a minha maior boa vontade. Votos de muita saúde e cordiais saudações,

 

Marionela Gusmão

CAPA

 

KAIA GERBER

A manequim nº. 1 da actualidade

 

Kaia Gerber completou recentemente 19 anos de idade e é uma manequim de moda na moda.

Filha de Cindy Crawford só lhe falta o sinalinho atrevido que a mãe tinha no canto do lábio superior.

O pai, Rande Gerber é um bonitão americano, nascido no mesmo bairro de Trump – Queens – em Nova Iorque, e é o empresário detentor do Gerber Group.

Cindy Crawford e Rande Gerber formam um casal muito unido, mas foi Cindy quem apoiou a filha a seguir a sua carreira, certa de que a “princesinha” sairia vitoriosa. A verdade é que Kaia está presente nos melhores desfiles e já é uma vedeta.

Moda & Moda teve um bom relacionamento com Cindy Crawford quando ela era uma das preferidas de Gianni Versace.

É  caso para exclamar: quem sai aos seus não degenera. Continuação de boa sorte.

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