Cintos I “DERNIER CRI” Na Alta Costura

Quantas vezes já escrevemos sobre cintos desde que nos vimos enredadas nos caminhos da moda do vestuário?

Confessamos que há mais de 50 porque a Moda & Moda não é o primeiro meio onde a signatária, ao longo da sua vida, tem escrito.

Agora, relembramos as nossas leitoras que os cintos são peças importantes do vestuário masculino e muito mais do feminino já que têm perdurado através dos séculos.

Os seus vestígios datam da mais Alta Antiguidade (Idades do Cobre, do Bronze e do Ferro).

Nunca é demais repetir que no antigo mundo mediterrânico, os cintos foram usados como distintivo de graus e dignidades religiosa, militar e civil.

No entanto, há historiadores que atribuem a paternidade destes acessórios à civilização grega. Em Creta, esta peça era extensiva à moda feminina e masculina.

Os seus atributos ornamentais devem-se particularmente às fivelas, então de osso, ouro e prata.

Na Idade Média, os cintos eram, por vezes, usados como mostra de respeito e classe social. Nesse período, o cinto esteve interditado a mulheres de reputação duvidosa.

Do séc. XII ao XVI, os cintos de metal ou tecidos bordados, por vezes ostensivos e luxuosos, usaram-se à altura do peito e à cintura para pendurar a esmoleira.

Depois, houve um interregno. Durante quase todos os séc. XVII e XVIII foram esquecidos.

No séc. XIX reapareceram com o estilo Império (em fitas delicadas), mesmo abaixo dos seios e passearam-se nos vestidos de todas as elegantes cujas modas evoluíram com o ecletismo dos estilos.

Ao longo do séc. XX, os cintos regressaram à moda num verdadeiro delírio, apertando a cintura, exceptuando a fase dos Anos Loucos dos Anos 20, que desceram até às ancas decorados nas fivelas com motivos Art Deco.

Nos Anos 50 entre o “rock” da nossa paixão e os cintos altos de elástico houve uma cumplicidade feminina sem precedentes.

Nos últimos anos, os cintos, condicionados pela moda, sempre em mutação, atingiram os mais altos padrões do devaneio, com as iniciais dos seus criadores com grande visibilidade e muito exibicionismo.

Nesta matéria das iniciais até os homens, mais comedidos do que o mundo feminino, ostentam os seus cintos com as iniciais da Hermès. São chiques!

Nesta permanente roda-viva em redor da cintura, as nossas propostas têm o objectivo de mostrar a grandeza da Alta-Costura e o que por aí virá como mais um “derni cri” da moda.

 

Marionela Gusmão 

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