Chocolate I Uma cor tentadora

Quem nunca se sentiu tentado a comer um bocadinho de chocolate? Quem? Quem resistiu a esse pecado que os diabéticos e os obesos têm que suportar? Mas, fica uma interrogação: haverá alguém que não goste de chocolate?

Quanto à cor acastanhada do chocolate, quente confortável, mais ainda se pensarmos nos famosos chocolates belgas, suiços, espanhóis e porque não alguns bem portugueses, haverá quem os desdenhe?

Sabemos que o Inverno ainda vem longe, mas o chocolate que aquece, é labareda nas colecções da moda feminina Outono/Inverno 2019/2010.

Casacos, “tailleurs”, conjuntos de calças e casacos, vestidos de dia, de cocktail e noite em tom chocolate, são um “must” da estação que se aproxima.

Trata-se de uma cor que se impõe, discreta e segura.

O chocolate é conhecido há mais de 1.500 anos pela civilização Olmeca. Porém, achados arqueológicos provam que a seguir aos Olmecas, os Maias, os Toltecas e os Aztecas bebiam o cacau, o fruto que depois de muito preparado dá origem ao chocolate.

Rezam as crónicas que o cacau chegou à Europa quando Cristovão Colombo, em 1502, trouxe as suas sementes para entregar ao rei Fernando II de Espanha. Também se diz que este monarca, no meio de tanta riqueza, não deu grande importância ao cacau. Foi preciso que Hernán Cortez tenha trazido, em 1528, além do cacau, os utensílios necessários ao seu preparo.

Com o decorrer do tempo, os espanhóis foram adoçando e preparando o cacau até o tornarem numa bebida agradável ou numa pasta, chamada “tablete” muito saborosa.

Durante mais de 150 anos, o gosto pelo cacau foi-se difundindo pela Europa, em especial pela França, Inglaterra, Portugal, Alemanha, Itália...

O chocolate só chegou aos E.U.A. precisamente no ano de 1755, ano do grande terramoto de Lisboa, aquele que se deu pelas revoltas da natureza e o outro que se lhe seguiu comandado pelo mau carácter do Marquês de Pombal, um governante péssimo

que por artes pouco sérias tem o maior monumento de Lisboa. Até nisto, Portugal é infeliz. Quando homens ilustres têm monumentos anões, este conseguiu que os seus apaniguados já no séc, XX afrontem as pessoas que sabem história e os porquês deste lesa majestade.

Mas, estávamos a escrever sobre o assunto doce e de excelente paladar e vamos em frente com a história do chocolate.

Como nem todos os portugueses são estúpidos, houve graças a Deus, aqueles que incrementaram plantações de cacau nas Ilhas de S. Tomé. Essa província está muito longe e como devia pesar muito aos ombros dos militares de Abril, sem que tenhamos nada que nos pese na nossa consciência, lá se continua a produzir algum cacau que os suiços recebem de braços abertos.

Acerca da evolução do cacau que consumimos, convém recordar que quase ao virar do séc. XVIII para o XIX, foram os ingleses quem começou a utilizar uma máquina a vapor para esmagar os grãos de cacau o que contribuiu para o seu maior consumo. Mas, a história do chocolate é muito vasta: foram os holandeses que, por volta de 1825, desenvolveram uma prensa hidráulica capaz de permitir a obtenção da manteiga de cacau para um lado, e para o outro, a pasta ou massa de chocolate.

As notícias são contraditórias, pois há quem afirme que as amazonas da América do Sul já há cerca de três séculos foram as primeiras a trabalhar o cacau dando origem a essa bebida ou a essa tablete que é o chocolate.

Quem de nós, um dia na vida, não desejou de saborear um bocadinho de chocolate, hesitando com receio do aumento de peso?

Talvez por isso, a moda do vestuário feminino, sabedora de que o chocolate ajuda a combater algumas carências afectivas, decidiu através da sua cor, de o trazer para as ruas como uma forma compensatória de o elevar às alturas dos prazeres do palato.

A cor do chocolate nas ruas, nas festas no corpo de mulheres elegantes até eleva o seu estatuto de iguaria aliviando o seu injusto castigo. Umas gramitas de chocolate farão muito mal mesmo aos diabéticos? Não é preciso muito, basta o cheiro e o paladar.

A culpa da gordura excessiva não é do chocolate. É dos exageros!

 

Marionela Gusmão

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