Cecil Beaton I Os Retratos Sublimes

Nancy e Baba Beaton, 1924. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, montada sobre cartão, impressa em 1920. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Senhora Beaton, (cerca1925). Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, montada sobre cartão, impressa em 1920. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Baba Beaton e o Príncipe Galitzine, 1927. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, montada sobre cartão, impressa em 1970. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Baba Beaton, 1927. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, montada sobre cartão, impressa mais tarde Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Lady Pamela Smith, 1927. Cecil Beaton, (Inglês,1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, montada sobre cartão, impressa em 1920. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London

Margot Asquith, Lady Oxford,1927. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, montada sobre cartão, impressa em 1920. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Lady Eleanor Smith com Lírios Brancos, 1927. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, montada sobre celofane e cartão, impressa em 1920. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Lady Loughborough de baixo de uma Campânula de Vidro, 1927. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, impressa antes de 1945, montada sobre cartão. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Paula Gellibrand, Marquesa da Casa Maury, (cerca 1928). Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, montada sobre cartão, impressa em 1970. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Gertrude Lawrence, 1930. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, montada sobre cartão, impressa em 1970. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Marianna Van Rensselaer com um Chapéu Charles James, 1930. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, montada sobre cartão, impressa em 1970. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Georgia Sitwell, Renishaw, 1930. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, impressa em 1970. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Corinne Griffith, 1930. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, montada sobre cartão, impressa em 1930. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London

Talullah Bankhead, 1930. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, impressa em 1930. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Lady Pembroke, 1930. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, impressa em 1930. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Cora Caetani, 1930s. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, impressa em 1930. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Gary Cooper, 1931. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa em 1970. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Karen Morely, 1932. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa mais tarde. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Merle Oberon,1934. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa mais tarde. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Mary Taylor, c. 1934. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa (cerca 1960). Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

A Condessa de Pembroke, (cerca 1935). Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa (cerca 1935). Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Elsa Schiaparelli,1936. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa (cerca 1935). Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Salvador Dali com Máscara de Rede, 1936. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa em 1930. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Mona Williams, 1936. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa em 1936. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Carmen Dell’Orefice para a Vogue,1949. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa em 1949. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London.

Convidados no Baile Carlos De Bestegui, 1951. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa em 1951. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London

Retrato Oficial da Coroação de Sua Majestade a Rainha, 1953. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa em 1953. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London

Nancy James apresentando uma das Criações do seu Marido Charles James, 1955. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa em 1955. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London

Coco Chanel, Paris, 1965. Cecil Beaton, (Inglês, 1904-1980). Impressão a gelatina e brometo de prata, fotografia impressa em 1965. Cortesia Huxley-Parlour Gallery, London

Para celebrar a carreira extraordinária de Cecil Beaton, vários museus em Inglaterra exibem a exposição: “Os Primeiros Retratos de Cecil Beaton”, entre eles, a National Portrait Gallery, em Londres.

Agora patente até Junho 2020 na Huxley-Parlour Gallery a exposição on-line os “Rretratos Sublimes de Cecil Beaton”, destaca a sua carreira desde os seus primeiros trabalhos na década de 1920 até à década de 1960.

Como membro principal do 'Bright Young Things', em Londres, durante a década de 1920, Beaton foi o único a fotografar uma geração de jovens aristocratas, artistas e escritores de vanguarda. Através de imagens elegantes e experimentais, o seu uso arrojado padrão, linha e textura reflecte a extravagância da época e os personagens animados do 'Bright Young Things'.

As suas fotografias fornecem uma visão desse grupo e das imagens públicas e privadas que eles criaram para si. Os retratos incluem fotografias antigas da sua mãe e das suas duas irmãs, Baba e Nancy, em figurinos teatrais, ao lado de figuras da sociedade como a poeta e crítica Edith Sitwell, além das actrizes Talullah Bankhead e Anna May Wong.

Beaton rapidamente se tornou conhecido pelo seu uso teatral de adereços elaborados, figurinos e cenários pintados à mão. Ele foi célebre pela sua capacidade de referir habilmente a história de arte, assim como pelo uso súbtil de temas inspirados do surrealismo europeu emergente. Os retratos de artistas e designers de moda da exposição incluem: Salvador Dali, Elsa Schiaparelli e Coco Chanel.

A carreira de Beaton como célebre fotógrafo de moda evoluiu naturalmente do seu trabalho como retratista da sociedade e brilhou sob o patrocínio da Vogue, primeiro em Londres e Paris e, em 1929, em Nova Iorque. Vários trabalhos da mostra salientam a sua fotografia de moda inovadora e distinta e foram produzidos durante o tempo em que trabalhou na Vogue Americana e no Harper's Bazaar.

Primeiros anos

Cecil Beaton (1904-1980) nasceu em Hampstead, Londres, em 1904. Foi educado na Harrow School, onde desenvolveu uma paixão pela fotografia. Assim, embora ele viesse de uma "despretensiosa família da classe média", Beaton encontrou formas de se distinguir. Isso ocorreu em grande parte devido a 'Eggie' Hine, o influente mestre de arte. Ele tratou Beaton como o seu seu favorito e encorajou-o a aspirar a tornar-se um expositor na Royal Academy. No entanto, Beaton mostrou um sucesso mais imediato na mostra, vencendo duas vezes o Prémio “Lady Bourchier Reading” e invariavelmente assumindo a liderança feminina nas peças produzidas pela sociedade dramática da sua casa.

Enquanto estava em Cambridge, Beaton ingressou no Amateur Dramatic Club e na Marlowe Society, que na época tinham um alto perfil, atraindo regularmente audiências de Londres e recebendo críticas nos jornais nacionais. Tendo criado uma posição central dentro desses grupos, ganhou reputação por actuações em papéis femininos e, de relevância, especialmente pelos seus figurinos e cenários. Durante o seu tempo em Cambridge, e no seu regresso a Londres, fez todo o possível para garantir publicidade para si e para a sua família, participando em festas e juntando-se à mãe em reuniões de caridade, onde se  para fotografar e trabalhou muito para ser notado tanto pela imprensa e como pelos clientes. O seu desenvolvimento artístico e social foi simultâneo e inseparável. Beaton fez um grande esforço para refazer o mundo à imagem do seu ideal. Apresentando-se como um "esteta", explorou a sua identidade através de uma série de actividades criativas cada vez mais públicas. Então, estabeleceu-se como fotógrafo, artista e ilustrador e designer de cenários, figurinos e interiores domésticos e também como escritor e actor amador.

Cecil Beaton (1904-1980) é um dos mais célebres fotógrafos de retratos britânicos do século XX e conhecido pelas suas imagens de elegância, glamour e estilo. A sua influência na fotografia do retrato foi profunda e vive hoje no trabalho de muitos fotógrafos contemporâneos, incluindo David Bailey e Mario Testino.

 

Os Retratos de Cecil Beaton coincidem com um reavivamento do interesse no seu trabalho motivado em parte pela publicação dos seus diários e pelo recente lançamento do filme Bright Young Things, de Stephen Fry.

Outros retratos significativos desse período inicial, incluem Nancy Cunard à frente de um pano com um fundo com bolinhas, os escritores e poetas Sylvia Townsend Warner, Stephen Tennant e Siegfried Sassoon e ainda o “Bright Young Things”, incluindo os gémeos Jungman, Tallulah Bankhead e três jovens debutantes, posando numa "Espuma de sabão".

Colocando-se no centro da sociedade da moda na década de 1920, Beaton tornou-se um membro proeminente dos 'Bright Young People' e fotografou uma geração de jovens aristocratas, herdeiros e artistas notáveis que gravitavam em torno das figuras de Osbert, Edith Sitwell e Stephen Tennant. Ao longo da década, porém, as assistentes mais frequentes de Beaton foram as suas duas irmãs, Nancy e Barbara, conhecidas como "Babá". As irmãs provaram ser úteis com adereços para o jovem fotógrafo, enquanto ele experimentava cenários, materiais e técnicas fotográficas.

Em Novembro de 1927, um ano após conhecer Sitwell e Tennant, Beaton realizou a sua primeira exposição de fotografias, desenhos e cenários teatrais nas Cooling Galleries, Bond Street. A variedade de imagens em exibição mostrou como ele tinha chegado longe, socialmente e artisticamente, assim como as estrelas de palco da época surgiam com igual destaque. Por mais aleatória e particular que fosse a sua matéria-prima, Beaton aperfeiçoava o seu instinto teatral em algo altamente sofisticado, por isso era capaz de fornecer um equilíbrio perfeito entre o cenário e a Babá.

Sucesso Internacional

A carreira de Beaton como fotógrafo de moda surgiu naturalmente, através do seu trabalho como retratista da sociedade e floresceu sob o patrocínio da Vogue, primeiro em Londres e Paris e, em 1929, em Nova Iorque. Nos anos seguintes, o apartamento de Condé Nast receberia as sessões fotográficas de Beaton para fotografar Lee Miller e Marion Morehouse, entre outras personalidades. A sua associação com a Vogue forneceu a base para fazer uma entrada impressionante na sociedade americana. Foi Nast quem afastou Beaton da sua amada Kodak 3A, insistindo na adopção de uma máquina fotográfica profissional de chapa de 20 x 30 cm. Uma nova máquina fotográfica e um novo continente deram-lhe uma nova forma de início, e ele adoptou novas configurações e acessórios, e experimentou novos formatos.

O efeito que a América teve na vida e na arte de Beaton revelou-se mais na sua segunda visita ao país em Novembro de 1929. A sua principal conquista nessa ocasião seria fotografar estrelas de cinema em Hollywood para a Vanity Fair, a revista irmã da Vogue. Trabalhando fora do seu estúdio familiar e dos seus recursos, Beaton adoptou novas configurações e acessórios e experimentou novos formatos. Os seus retratos desse período e da década de 1930 revelam uma dependência crescente de close-ups de rostos, muitas vezes fortemente modelados pela luz e sombra contrastantes e, também, pela crescente introdução de motivos florais. Esses recursos forneceram as imagens com uma certa frescura e imediatismo, que podiam até expressar as tentativas do fotógrafo de responder mais directamente às pessoas à sua frente. No entanto, numa observação mais minuciosa, esses retratos não mantinham a qualidade natural que sugeriam no início da carreira de Beaton. A estética do fotógrafo permaneceu altamente artística, se não tão descaradamente artificial, e fez frequentes indícios em direcção ao surrealismo.

O sucesso que Beaton foi alcançado na década de 1930 e atingiu o seu auge quando foi convocado ao Palácio de Buckingham em 1939 para fotografar a rainha Elizabeth. O evento foi um grande sucesso, com elogios na imprensa pelas fotografias, mas também o ponto de partida para Beaton se tornar o fotógrafo real. Ele foi também escolhido para registar a Coroação da Rainha em 1953.

Trabalho de Guerra 

Em 1940, Beaton foi apontado como fotógrafo oficial do Ministério da Informação. Seleccionado especialmente por Sir Kenneth Clark para criar um registo visual, com estilo e substância estética, recebeu encomendas que, de outra forma, jamais teria considerado, primeiro na frente da Casa Real e depois em todo o mundo, desde o Mediterrâneo e o Médio Oriente (1942) até Índia e China (1943-44).

Os retratos que tirou na época estenderam o seu êxito, desde o grandioso e glamouroso, até às crianças e idosos, que Beaton retratou com clareza e sensibilidade. Em Setembro de 1940, a Life exibiu os retratos de Beaton durante três anos. A época da guerra contribuiu para que Beaton tivesse menos oportunidades de se preparar para apresentar uma fotografia, mas o seu instinto de drama ajudou-o a descobrir e captar cenários de guerra. Tendo viajado muito por uma década e tendo feito reportagens por conta própria, rapidamente seleccionou temas importantes, como um tecto destruído de um quartel de bombeiros ou os restos de tanques no campo de batalha. Sempre oportunista, também usou os prédios bombardeados da cidade de Londres, como pano de fundo para uma sessão de moda, criando imagens tão surpreendentes e surreais como aquelas que criou no seu estúdio.

Durante a guerra, Beaton permaneceu altamente diligente, fotografando tanto para a Vogue quanto para o Ministério, e projectando para o teatro e cinema. O seu desenvolvimento gradual como designer de teatro e cinema surgiu em grande parte no final da guerra, nos dois lados do Atlântico. As suas contribuições para as versões cinematográficas dos musicais Gigi (1958) e My Fair Lady (1964), de Lerner e Loewe, ganharam o Oscar e fizeram dele um nome conhecido. Os filmes também lhe deram novas musas, como Leslie Caron e Audrey Hepburn. Beaton continuou a trabalhar para a Vogue nos anos 50 e 60, trabalhando na sua última sessão na British Vogue em 1973. Cecil Beaton morreu em Reddish House, Broad Chalk, Wiltshire, em 18 de janeiro de 1980.

Cecil Beaton foi fotógrafo, cenógrafo, escritor, pintor. O seu olhar requintado e agudo foi além de qualquer um dos trabalhos que praticou.

Mas, a fotografia foi, sem dúvida, a sua paixão e por isso a mostra é uma oportunidade única para conhecer o trabalho de um verdadeiro mestre do retrato e do enquadramento. Beaton entendeu como poucos o valor profundo da beleza e da elegância, duas palavras que de tanto serem usadas hoje perderam o seu verdadeiro significado, que ele lhes soube dar.

​Uma exposição belíssima a não perder, porque se nestes tempos preocupantes viajar ou visitar museus é impossível, podemos admirar estes notáveis retratos através da exposição “on- line” até termos a possibilidade de ir a Londres, quando passar o COVID 19. Até lá vamos preenchendo o nosso olhar com a delicadeza e originalidade das imagens expostas.

 

Theresa Bêco de Lobo

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