A primeira vez que fui a Roma fui toda ligeira visitar a Villa Borghese onde tantas vezes lá tive de ir. Aí tomei contacto logo à entrada com a escultura de Paolina Borghese da autoria de Canova e com as obras de Bernini, Caravaggio, Leonardo da Vinci, Rafael, Rubens e Ticiano.

Nas minhas frequentes idas a Roma passo muitas vezes pela Piazza Veneza onde se encontra o monumento dedicado ao Rei Vittorio Emmanuel II, nada menos do que o pai da nossa Rainha Senhora Dona Maria Pia, mulher de Dom Luís I, personalidade da nossa História que muito aprecio.

Mas, entusiasmei-me tanto com Roma que começava a esquecer-me que este texto é dedicado à Moda Italiana, mais concretamente aos casacos compridos, os quais neste momento estão em saldos e, portanto, mais acessíveis às nossas bolsas.

Contudo, não significa que os casacos tenham desfilado em Roma. O Pronto – a – Vestir desfila em Milão e a Alta-Costura em Roma. Ora, na Alta-Costura praticamente não há casacos compridos, a menos que sejam de peles muito caras. A Alta-Costura é o “glamour” das grandes festas que ainda há muita gente que as dá, ou que vai, sem contar a dólares ou euros. Os que estão mal, são aqueles que como eu nunca roubei, paguei todos os impostos a horas e a tempos, não benefício de favores de familiares e sou cada vez mais roubada no que recebo das duas pensões – uma de reforma e outra de viuvez. E ainda têm a lata de dizer aos quatro ventos que aumentaram? Não devem saber fazer contas… Da pensão do meu marido pouco mais recebo que 100 euros. Lembro que o meu marido foi um médico que defendeu tese com 20 valores com o Prof. Cid dos Santos. Que entrou para os Hospitais Civis por concurso, numa época em que havia 48 vagas e concorriam quase 300 médicos. Que não teve outro remédio senão ir obrigado, para o Ultramar, como médico evidentemente! E pouco mais tenho que 100 euros de pensão?

Morreu novo, sabem porquê? Porque o enviaram para a Guiné, onde trabalhava dia e noite como cirurgião e tinha uma tuberculose. Se regressou antes de morrer foi porque um dia, passei-me da cabeça e entrei de rompante no gabinete do Ministro da Marinha a protestar, à minha maneira, que não é fácil para quem me escuta. O Ministro ouviu-me e passados poucos dias, o meu marido estava de regresso, a caminho do Caramulo, a fazer tratamentos de cura de ares, como se uma tuberculose daquelas se tratasse assim e ele não soubesse o que deveria fazer… Para quem não sabe o Caramulo já estava ultrapassado e aquelas instalações só eram utilizadas porque era necessário dar dinheiro a ganhar ao Dr. Lacerda, afilhado do Dr. Salazar… Lixo há hoje… e sempre houve!

Espero ter tempo de escrever o livro negro da vida de um homem que teve a infelicidade de entrar para a Marinha com dois filhos de dois Almirantes. Era simples, quando deveria ir um, ia o outro que era filho de um comerciante. Haja Deus!

Peço perdão às minhas leitoras destes desabafos, porque afinal a motivação destes textos é sugerir que, nesta fase, em tempo de saldos, procurem nas lojas da Avenida (para quem vive em Lisboa) os modelos que mais se aproximem destes que escolhi com todo o respeito que me merecem.

Brrrr! Que frio! Vamos escolher um casaco para ainda nos agasalharmos e que fique à moda no próximo Inverno?

É que até o aquecimento está caro!

 

Marionela Gusmão

Casacos compridos Made In ITALY

Desde a primeira vez que tomei contacto directo com a Moda Italiana, fiquei fascinada para sempre.

A primeira vez que fui a ROMA, acompanhada pelo meu marido, trouxe 40 quilos de excesso de bagagem. Foi uma festa! Nos vários dias que lá estivemos visitámos todos os grandes monumentos e por mais que andasse e subisse escadarias, nada me cansava. Ficámos num Hotel, simpático, que desembocava na Via Veneto, onde as lojas já foram mais célebres do que na actualidade, já que muitas marcas de luxo têm espaços nas ruas próximas à Via del Corso, uma das mais chiques da cidade.

Para os amantes da arte clássica, como sempre fui, visitámos o Coliseu, o Foro Romano, o Mercado de Trajano, o Arco Constantino, o Palatino, as Termas de Caracalla, o Coliseu e o meu fascinante Castelo Sant ‘Angelo (também conhecido como o Mausoléu do Imperador Adriano).

Numa outra perpectiva turística, Roma tem a Basílica de S. João de Latrão, a Fontana de Trevi (inaugurada em 1735) onde como não podia deixar de ser, eu e o meu marido lançámos umas moedas para lá voltarmos, conforme diz a tradição. Pela minha parte, perdi a conta às vezes que fui a Roma, (duas vezes por ano para assistir à Alta Costura), algumas mais porque as marcas convidavam para lançamentos…

Falava da Fontana de Trevi esquecida quase de que aí também tive aulas de História de Arte.

E o Palazzo do Quirinale? Neste monumento estive em grande estilo já que fui a convite do Presidente Cossiga para assistir à entrega de prémios atribuídos aos meus amigos Versace e Valentino. Nessa noite a Susana Sabino, a principal manequim portuguesa, de sempre, era a acompanhante de Valentino e estava com um vestido vermelho. Linda de encantar!

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