Casacos compridos dos E.U.A. 

Sopra vento frio na América do Norte. As ruas estão cheias de neve e quem sabe se foram as temperaturas gélidas da área de entrega dos Globos de Ouro que levou as actrizes americanas a subirem as escadarias da sua glória que as levou a vestirem-se de negro para receber os Óscares.

Em nossa opinião foi uma acção mal concertada. O frio da alma, esse que deixa feridas profundas não aquece com sedas, rendas ou musselinas por mais negras que sejam…

O desconforto delas injustiças magoa-nos por dentro, mas não se vê por fora.

Se tivessem escolhido o vermelho, a cor do sangue, talvez tivesse uma maior desculpa.

Mas, o negro senhoras? Só porque uma é de raça negra? O que faz Nicole Kidman no meio dessa trapalhada?

“Me too”- que raio de ideia, que barafunda vai naquelas cabeças.

Abençoada seja a Catherine Deneuve que expressou no “Le Monde” o mesmo que eu pensei e senti.

Pois bem, pela minha parte, venho sugerir uns bonitos casacos da Moda Americana, na doce esperança que eles lhes aqueçam as almas que devem estar demasiado geladas. Podia incluir aqui uns casacos de peles de vison ou de raposa que ainda é mais quente, mas deixo a solução para se aquecerem por fora com tecidos de lã. Por dentro, não sei. Têm que pôr as vossas cabeças a funcionar porque os embarques precipitados podem levar todas as pessoas a portos inseguros.

 

Catarina Bacelar

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