“GYPSET” ALEGRIA – PRECISA-SE

O ciclo das Estações do ano, sempre a dominar a vida de toda a gente, continuam imperiosos nos comandos da Moda.

Moda, sempre foi connosco! É uma área das Artes Decorativas, em constante mudança, que mais acompanha a evolução dos estilos.

A proposta “Gypset” – tem origem na contracção de duas palavras: “gipsy” e “jet-set”. A primeira, de raiz inglesa, significa cigano, boémio ou nómada; a segunda da mesma inglesice, indica a classe social dos que viajam a jacto ou os que têm o gosto de se pavonearem.

Ora a moda “Gypset” vem mesmo a calhar para aqueles que fazem da Vida Social o sonho do que gostavam de ser, alimentando assim a sua vaidade, os fotógrafos, as revistas, as televisões (pois algumas também já desceram a esse patamar). O “jet-set” não vai a uma infinidade de festas que sucedem em Lisboa, Porto e até em cidades quase esquecidas do nosso pequeno mundo geográfico (que foi imenso, quando havia…) e hoje, está reduzido a quase nada.

As grandes figuras da sociedade portuguesa são poucas e vão a festas íntimas, apenas de amigos e se fazem fotografias não as querem publicadas.

Quanto à nova proposta de moda que dá pelo nome de “Gypset” , há a salientar que se confunde um pouco com o “neo-hippy”, estilo que nos Anos 90, fez florir a memória dos Anos 60.

Não se pode dizer que esta proposta foi abraçada por todos os estilistas e costureiros. Desfilou nas passerelles de Alta-Costura de Roma e de Paris e encontrou o maior eco na Milano Collezione através da Etro, uma marca criada por Gimmo Etro, um italiano que tinha fama de “globe-trotter”, já que dava a volta ao mundo, mas sem ser a pé. Um dia, ainda não tinha alcançado a fama de que hoje desfruta, disse-nos: “sou “globe-trotter” de avião”. Pudera! Fernão Mendes Pinto, não existiram muitos…

 Contudo, apesar de Etro em 1968 já ter percorrido a Índia, só depois de uma ida a esse país, em 1981, trouxe para Milão os estampados “Paisley”, isto é os motivos que se assemelham aos xailes de Caxemira (que Napoleão ofereceu à sua bem-amada Josefina) e outros desenhos semelhantes a palmas e palmetas que fazem barras nos tecidos ou outras composições recorrentes em saris e até em jóias.

Outrora esses tecidos eram estampados com carimbos de madeira, daí alguma irregularidade nos motivos. Os xailes tinham grande perfeição porque eram executados em teares antes e depois de Jacquard.

Mas, a Índia também valoriza as flores nas suas linhas de tecelagem.

Cinquenta e quatro anos depois do lançamento do disco de 45 rotações “Love Me Do”, dos Beatles (5.10.1962), a moda do vestuário surge impetuosa, inspirada nos tempos em que os quatro jovens ingleses se apresentavam um pouco eduardianos, meio-ridículos, e também no período áureo da sua carreira, contemporânea dos “hippies”.

Nesta proposta “Gypset” há estampados com motivos “paisley” e motivos florais.

Nas passerelles de Milão, Roma e Paris não faltaram as flores do período Índia, agora com maior sofisticação porque em causa estão as milionárias afortunadas a quem esta moda mais se destina. Se olharmos os vários modelos de Zuhair Murad e um de Rani Zakhem, ambos libaneses, veremos que as destinatárias destas propostas estão no extremo oposto das raparigas da escola da roupa pobre adquirida nas feiras de rua ou nas lojas de indianos, porque nesse tempo a escolha era ideológica e esta vive da opulência.

Por agora, resta-nos equacionar estas propostas, certos de que ao pacifismo dos anos 60, à raiva dos anos 70, à instabilidade social e às doenças graves como a SIDA surgida nos Anos 80, ao fracasso dos Anos 90, à confusão que reina na Europa desde que alguém teve a brilhante ideia de Criar uma Comunidade que vem empobrecendo aqueles que já eram desfavorecidos por diversos factores, algo de novo tem, forçosamente, que surgir.

O país europeu que melhor conhecemos é Portugal. Está num estado muito difícil.

 O segundo país ao qual estamos ligados por laços de sangue, é Espanha. Ninguém ali se entende. Sabemos o que estamos a escrever. Um país com um rei sem poder, com os partidos todos escavacados, as regiões a pretenderem ficar mais pobres porque não sabem ou esqueceram-se que a união faz a força, o que reina é a loucura.

O terceiro país onde nos deslocávamos com frequência, é França. Paris está uma cidade que para uma europeia, de pele branca e cabelo louro, mesmo não sendo jovem, mete medo. Os argelinos estão cada vez mais insuportáveis.

Graças a Deus que ainda resta a Itália, um país maravilhoso, onde se pode ir a qualquer lugar durante o dia, sem receio.

Quem nos salva?

Pela nossa parte, apostamos mais no lado do Jet Set porque de “Gypsis”, estamos todos muito cansados. Antigamente os ciganos vendiam uns tecidos para fatos de homem, simplesmente horríveis, em tons de castanho e choramingavam, mas pediam com humildade, hoje recebem subsídios e riem-se dos parvos que lhes facilitam a vidinha.

Viva a moda “GYPSET”. Alegria, precisa-se.

 

Marionela Gusmão

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