CARNAVAL 2019 I FESTEJOS PARA TODOS

Os festejos de Carnaval que, em algumas cidades do país se iniciam após o Dia de Reis, como por exemplo, em Olhão, têm este ano, o seu momento mais alto nos dias 1, 2, 3 e 4 de Março, ou seja sábado, Domingo Gordo – dia 2; 2ª. feira Gorda dia 3 e dia de Entrudo a 4 de Março. São quatro dias de folia, de desfiles de carros alegóricos e de grupos de escolas de samba a desafiar e contagiar a alegria dos que assistem à euforia dos participantes.

Lisboa, outrora uma cidade privilegiada com a presença de Sua Majestade a Rainha Dona Amélia e dos seus filhos, dois infelizes infantes que a maldição semeada pela “bruxa má” que foi a rainha Carlota Joaquina, feia por fora e por dentro, atraiçoou através das sementes de um certo mal que tem desgraçado o nosso país, repito Lisboa ainda viveu alguns carnavais abrilhantados pelos coches reais a desfilarem na Avenida da Liberdade com a Rainha e os Infantes a atirarem rebuçados e bombons ao povo que os aplaudia entusiasticamente. Nesse tempo, nem as nossas mães eram nascidas… Mas ficaram as notícias das cegadas que divertiam o povo, dos “homens da luta” que se exibiam no Largo do Rato porque os habitantes do palácio, hoje sede do Partido Socialista, eram generosos nas esmolas… 

O que resta desses tempos de glória? Desses tempos em que as rainhas vendiam as suas jóias para tapar os buracos que os governos não eram capazes. Atenção: as jóias que eram suas e que fizeram parte do seu dote familiar. Foi assim que a Senhora Dona Amélia vendeu as jóias com esmeraldas e brilhantes para fazer face a despesas urgentes como a criação do Sanatório do Lumiar, hoje transformado em Hospital Polido Valente. Nem o nome da benfeitora foi respeitado. Haja Deus e capacidade para perdoar tanta ingratidão. 

E ingratidão foi o que sofreu a rainha Senhora Dona Maria Pia que tornou o Palácio da Ajuda, um casarão sem jeito nem gosto, no Palácio que os Presidentes da República utilizam, ufanos, para receber as cabeças coroadas em visitas oficiais a Portugal. A Rainha Dona Maria Pia que fez de Portugal um país mais próximo da Europa através dos seus laços familiares, foi vítima desta gentinha que nunca teve o gesto da justiça que era trazer os restos mortais da pobre senhora para o panteão onde está o marido e os seus filhos, continuando o seu espaço aberto para mostrar nem sei o quê, se malvadez ou qualquer outra coisa estúpida que não dá para entender. Pois, a Dona Maria, em termos de Carnaval, teve um papel preponderante já que reanimou o palácio com bailes de máscaras e festejos inofensivos. Grande Rainha!

Voltando ao Carnaval da Avenida, hoje mais que moribundo, já morto, não temos esperança de o ver renovado apesar do grande desenvolvimento das lojas de luxo, algumas das quais têm dias em que não fazem uma só factura. Houve o tempo da euforia dos angolanos, mas esses vão a Paris nos seus aviões privados e são tratados nas palmas das mãos. Os turistas de “pé descalço” mal têm dinheiro para a “buxa” e para o quarto algures num sítio pouco cómodo.

E, se de repente, o Presidente da República que tanto aprecia as presenças populares, se lembrasse de se meter num jeep e fosse até à Avenida da Liberdade para conviver com o povo, será que oferecia rebuçados ou bombons? Não! Não acredito nisso. Mas, aguardo com alguma curiosidade a que Carnaval irá o Professor Doutor Marcelo Rebello de Sousa. Não sei, nem faço prognósticos porque o Professor é imprevisível.

Para já, o Carnaval são quatro dias eufóricos com divertimentos de manhã até de madrugada.

A nossa simpatia vai para o Carnaval no Algarve, talvez pelas nossas raízes, ou ainda porque o Carnaval português mais antigo é atribuído a Loulé. Na realidade, os festejos em Loulé continuam com muita diferença desde que as brasileiras com os seus grandes rabos, sem ser de palha, subiram aos carros alegóricos mostrando grandes partes dos seus corpos, tal como nasceram e cresceram, deixando os aldeãos dos arredores de boca aberta e as mulheres que os acompanham a vociferar furiosas, apelidando-as de porcas e outros mimos.

A mim, pessoalmente, o que me incomoda é saber que o frio é intenso e que aquelas mulherzinhas podem apanhar uma valente gripe ou doença pior, aumentando as nossas despesas com a saúde, já tão doente coitada!

Quase todos os anos vou a Loulé espreitar e dar uma voltinha até Moncarapacho ou outra aldeola que brinca ao Carnaval. 

Olhão, nos tempos em que era vila e tinha muitas fábricas de conserva de peixe, ainda se realizaram interessantes corsos de Carnaval, os quais também desfilavam na Avenida. Mas, isso, na actualidade, já não existe.

Nas imediações de Vila Real de Santo António há tentativas de realizar festejos carnavalescos, mas o sucesso tem sido pouco entusiasmante.

 

Assim, aos que habitam Lisboa, resta-lhes o Carnaval de Torres Vedras, dirigido com grande empenhamento pela autarquia e populações vizinhas e, ainda, o Carnaval de Sesimbra, onde o afã do guarda-roupa leva muitas, mas mesmo muitas horas de trabalho aos sesimbrenses.

Um pouco mais distante fica Ovar que também se esmera por alcançar uma posição destacada no Carnaval português.

O Carnaval da Ilha da Madeira também tem lugar preponderante e mobiliza muitos foliões a marcarem presença.

Em Lisboa, não há nada. Com um pouco de sorte, talvez se veja uma criança disfarçada de qualquer coisa de péssima qualidade, adquirida nas lojas dos chineses que interpretam, por exemplo, as sevilhanas de uma maneira humilhante. Valha-nos Deus!

Se nós, na Moda & Moda, tivéssemos varinhas de condão, ou abríamos uma ponte para os nossos leitores irem até ao Rio de Janeiro assistir aos desfiles das várias escolas de samba, bem instalados, com água e casas de banho à disposição ou oferecíamos viagens e hotel para irem ao Carnaval de Veneza. Aí sim. Todas as pontes e ruelas terminam na Praça de São Marcos onde as máscaras e os trajes superam o que a melhor imaginação possa aguardar. Entretanto, se as lotações estivessem esgotadas, também recomendávamos uma ida a Nice e um passeio pela Promenade des Anglais para que se saiba o que é o requinte, levado ao extremo, por nós vivido quando Nosso Senhor andava pelo mundo e o sócio fundador desta revista era vivo. Sim, foi com ele, meu marido, que participei no Carnaval de Nice e no ano seguinte no de Veneza. (Tempos que vivi e que já ninguém me tira.) 

 

Agora, resta-nos, uma sugestão económica: os assaltos com música em casas de fins de semana dos amigos que estejam dispostos a estender as toalhas… Cada convidado pode levar uma tarde, um pudim, um bolo de forma, pãezinhos pequenos com fiambre, ananás, laranjas, bebidas e o que mais vier à imaginação. É um meio seguro de diversão e os que tiveram paciência para se mascarar podem concorrer a ser os Reis da Noite!

O Carnaval é, pois, desde sempre, uma festa onde reina a fantasia, as cores garridas, as mascarilhas, muita irreverência e descontracção.

 

Por agora, a escolha dos modelos que ilustram este texto enquadram-se na moda daqueles para quem o Carnaval não é festa móvel nem fixa por viverem direccionados para a exuberância e a ousadia nos 365 dias de cada ano.

Vivam as cores, os desalinhos, os brilhos e os risos, sem esquecer as plumas. Viva o Carnaval!

Marionela Gusmão 

FESTIVOS

Dia da Mãe

Natal

Páscoa

Dia do Pai

Santo António

ARTE

Exposições

Museus

Colecções

História

Notícias

MODA

Alta Costura

Prêt a Porter

Tendências

Acessórios

Notícias

BELEZA

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

NOTÍCIAS

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

  • Instagram ícone social
  • Twitter Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Pinterest Social Icon