Paço Ducal I O paço de Vila Viçosa na história de Portugal

Pouco a pouco, o histórico paço ganha nova vida.

O espólio da casa-mãe dos Bragança é vasto, diversificado e relativamente pouco conhecido. O Paço preserva cerca de 6800 mil obras de arte, a biblioteca antiga com 1500 volumes dos séculos XV e XVI (constantemente enriquecida), a biblioteca geral com 50 mil volumes - com incidência na história, e o arquivo histórico, fotográfico e musical com 200 mil espécies.

A família dos duques de Bragança teve a sua origem em D. Afonso (filho ilegítimo de Rei D. João I e Inês Pereira) e D. Brites Pereira, filha de D. Nuno Álvares Pereira e de sua mulher D. Leonor de Alvim.

A aliança permitiu, segundo alguns historiadores, ao monarca reaver as extensas terras que doara ao condestável. Este concordou com o enlace mediante a condição do futuro genro ser legitimado, o que D. João I fez em 1401. Nesta altura D. Afonso recebeu das mãos do sogro o condado de Barcelos.

Pouco depois, Nuno Álvares Pereira doou à filha todas as vilas e castelos que possuía no Douro, no Minho e em Trás-os-Montes, bem como os padroados das igrejas que detinha, com o objectivo de constituir um morgadio.

O casamento celebrou-se em Lisboa em Novembro de 1401, fixando-se o casal em Chaves, onde nasceram três filhos.

Nos anos seguintes, D. Afonso distinguiu-se na conquista de Ceuta (1415), sendo dos primeiros militares a evidenciar-se na sua campanha.

Como recompensa trouxe colunas em pedra do palácio de Calabenzalla, senhor daquela cidade africana.

Três anos depois foi armado cavaleiro pelo pai quando da expedição à Galiza. Em 1442 requereu o senhorio de Bragança e de outras vilas, no que foi atendido. Passados 24 meses vê-se nomeado Fronteiro-Mor de Entre-Douro e Minho. Em 1451, o regente do reino e Duque de Coimbra, D. Pedro, concede-lhe (por ordem de D. Afonso V) o título de Duque de Bragança  – ficando ao mesmo nível dos seus irmãos.

 

Poderosa casa nobre

Detentora de vastos senhorios de norte a sul, a Casa de Bragança torna-se, assim, a mais poderosa de Portugal.

D. Afonso constrói ainda sumptuosos palácios em Chaves, Guimarães e Barcelos.

Após a morte da mulher, contrai novo matrimónio, em 1440, com D. Constança de Noronha, filha do Conde de Gijon. Na época, o Duque passava a maior parte do tempo em Guimarães, cidade onde manda erigir um enorme palácio, no local onde outrora existira um edifício habitado por D. Teresa e D. Henrique, pais do primeiro rei de Portugal.

O novo paço, de arquitecto desconhecido, claramente influenciando pela arquitectura normanda, revela a afirmação do seu poderio.

Extremamente culto e viajado, D. Afonso morre em Chaves em 1461, aos 90 anos, ficando sepultado na Igreja Matriz num imponente túmulo de granito - transferido em 1942 para o Panteão da Casa dos Duques de Bragança, na Igreja dos Agostinhos, em Vila Viçosa.

 

Fama de Santa

A duquesa de Bragança, D. Constança, viúva e sem filhos, dedica-se a obras de caridade. Devota de São Francisco de Assis transforma o Paço Ducal de Guimarães em hospital-enfermaria e albergue aberto aos necessitados.

Passa a envergar o hábito de São Francisco, e afasta-se da vida social, seguindo uma vida de humildade. Nos últimos anos dedica-se a tratar dos enfermos, desfazendo-se da sua fortuna para os apoiar.

Em 1480 morre, aos 76 anos, com fama de santa. A terra da sua campa, na capela-mor da Igreja de São Francisco, ficou célebre pelas suas faculdades milagrosas. Chega a propor-se a sua beatificação.

A sepultura, coberta por um alto-relevo com o seu perfil em tamanho natural (vestida com o hábito franciscano) acabará, no entanto, por desaparecer.

O Paço arruína-se, dado os sucessores terem-se fixado no Alentejo.

Em 1937 inicia-se a sua reconstrução que termina em 1959.

O Estado resolve abrir o primeiro andar ao público, ficando o segundo reservado a residência-oficial do Presidente da República.

Nele expõe-se um extenso acervo (proveniente de museus, palácios, antiquários e doações) essencialmente dos séculos XVII e XVIII.

Sobressaem réplicas de tapeçarias de Pastrana (realizadas, possivelmente, sobre cartões de Nuno Gonçalves) que representam o Desembarque, o Cerco, o Assalto e a Entrada em Tânger, cidade onde combatera o III Duque.

O Estado português tentou, sem resultado, reaver os originais das referidas tapeçarias, que se encontram em Espanha, mas apenas conseguiu a sua reprodução.

Destacam-se, ainda, tapetes persas, veludos venezianos, tapeçarias flamengas desenhadas por Rubens, mobiliário indo-português, bargueños espanhóis, estanhos, faianças, porcelanas da China, pinturas de Josefa de Óbidos e retratos de nobres. Completam o espólio armas brancas e de fogo, elementos de armaduras dos séculos XV a XIX, imagens religiosas quinhentistas e barrocas, vestuário oitocentista dos Condes de Margaride e gravuras setecentistas representando os reis de Portugal doadas pelo embaixador Leite de Faria. O palácio recria os ambientes da alta nobreza portuguesa.

O segundo Duque de Bragança, D. Fernando, nascido em 1403, herda do avô materno, entre outros, os senhorios de Vila Viçosa, Borba e Arraiolos.

 

A escolha de Vila Viçosa

Após o casamento com D. Joana de Castro (filha de D. João de Castro, Senhor de Cadaval) fixa-se em Vila Viçosa onde reside no Castelo.

Entre 1445 a 1448 foi governador de Ceuta. Na década seguinte participou na primeira investida a Alcácer-Quibir e, em 1463, integrou a malograda conquista de Tânger.

Desiludido, afastou-se da vida militar alegando cansaço e velhice.

D. Afonso V dispensou-o de participar na guerra e nomeou-o regente do reino por duas vezes.

Morreu em Vila Viçosa em 1478.

D. Fernando, III Duque de Bragança, nasce em 1430 e notabiliza-se nas campanhas militares de Ceuta, na conquista de Arzila e de Tânger. Acabará, no entanto, por entrar em conflito com D. João II (devido ao monarca pretender tirar privilégios à nobreza) que o manda decapitar, em 1478, junto do pelourinho da Praça do Giraldo, em Évora. Com as mortes de D. Fernando e do Duque de Viseu (apunhalado pelo monarca) terminam as conspirações da nobreza.

Os bens da Casa de Bragança são confiscados pela casa-real e entregues ao Infante D. Manuel, irmão da viúva do III Duque de Bragança.

Em 1495, D. Manuel, subiu ao trono na sequência da morte de D. João II.

O novo monarca reabilita a Casa de Bragança e D. Jaime, IV Duque, nascido em 1479, regressa do exílio em Castela.

D. Manuel devolve-lhe os senhorios de Vila Viçosa, Borba, Bragança, Guimarães, Barcelos, Chaves, etc.

O rei que, ainda, não tinha filhos, declarou-o mesmo herdeiro da coroa, dando-lhe o privilégio de usar armas reais, de ter cortejo de príncipe e de criar fidalgos para o serviço da sua casa.

O duque casou em 1500 com D. Leonor.

 

Edificação do Paço Ducal

Como o velho Castelo de Vila Viçosa se mostrava desconfortável, o nobre mandou edificar, em 1501, o Paço do Reguengo para onde se muda em 1505.

Poucos anos depois, em 1512, dá-se uma sangrenta tragédia na casa-ducal: suspeitando da infidelidade da mulher, D. Jaime assassina-a. Infelizmente, veio a provar-se a inocência da senhora.

Como punição pelo acto, é incumbido de comandar a expedição a Azamor, que conquista sem perder um único soldado. Regressado vitorioso, retira-se para Vila Viçosa onde morre em 1532, após vários anos de tétricas alucinações.

O seu filho D. Teodósio, V Duque (1510-1563), foi uma figura relativamente apagada. De carácter melancólico, passava horas a ler, tendo reunido uma enorme biblioteca. Após o seu casamento com D. Isabel de Lencastre ampliou o Paço Ducal de Vila Viçosa. Ao mesmo tempo, contratou mestres estrangeiros com a intenção de fundar na zona uma universidade e adquiriu notáveis colecções de pintura e de armas.

A fachada do paço foi revestida com mármores de Estremoz, a escadaria principal decorada com frescos alusivos à tomada de Azamor, e o salão nobre recoberto com temas mitológicos.

A derrota de Alcácer-Quibir e a consequente perda de independência do País forçaram os Bragança a um quotidiano mais discreto.

O VI Duque, D. João (1546-1583), viveu retirado e não acompanhou D. Sebastião a Marrocos por estar doente.

O VII Duque, D. Teodósio (1568-1630), ficou prisioneiro em Alcácer-Quibir até 1579, quando foi resgatado por ordem de Filipe II.

O novo senhor de Vila Viçosa mandou concluir o paço, onde apenas as festas familiares tinham algum eco.

Em 1603 casou com D. Ana Velasco de Giron, filha de um condestável de Castela e camareiro-mor de Filipe III.

As ambições políticas da mais relevante casa-nobre portuguesa pareciam controladas.

 

Duque-rei

O VIII Duque de Bragança, D. João, que nasce em 1604, aprecia especialmente a caça, o latim e a música. Aos 26 anos consorcia-se com D. Luísa Francisca de Gusmão, filha do Duque de Medina Sidónia, motivando grandes festejos em Vila Viçosa.

Abriu um Colégio de Música e juntou uma valiosa biblioteca, tentando dar novo brilho à Casa Ducal. Fundou o Colégio dos Reis e escreveu diversas composições musicais. Restam-nos apenas dois breves trechos sacros “Cruz Fidelis” e “Adjuva nos Deus”.

D. João IV envolveu-se, por outro lado, na conspiração para expulsar os espanhóis de Portugal.

Na manhã de 1 de Dezembro de 1640 partiu para a capital com a mulher e os filhos, onde foi aclamado Rei, instituindo a dinastia de Bragança.

O novo monarca decretou que todos os herdeiros presuntivos da coroa tinham que usar o título de Duque de Bragança.

Morreu em 1656.

 

Paço na penumbra

O Paço de Vila Viçosa caiu, a partir daí, na penumbra. Muitas das suas preciosidades foram transferidas para o Palácio da Ribeira, em Lisboa, onde se perderam no terramoto de 1755.

No tempo de D. João V o edifício voltou a ser objecto de obras profundas. Foram construídas cozinhas, a capela ampliada e o tecto da Sala dos Tudescos enriquecido com os retratos dos Duques, executados pelo pintor italiano Dupra.

As invasões francesas provocaram o desaparecimento da quase totalidade do recheio, ficando a mansão abandonada durante largos anos.

No reinado de D. Maria II iniciou-se uma lenta recuperação do imóvel, sendo os interiores parcialmente decorados ao gosto da época por D. Fernando, consorte da monarca. Para isso contribuíram os rendimentos do morgadio da Casa de Bragança, o único que não foi extinto pelos liberais.

Os penúltimos reis portugueses, D. Carlos e D. Amélia, e os filhos, gostavam especialmente do histórico paço.

Os salões são decorados com pinturas encomendadas a Columbano, Malhoa, Veloso Salgado, Carlos Reis e Constantino Fernandes. São adquiridos móveis, tapeçarias flamengas, tapetes persas, mobiliário português e francês, porcelanas de Limoges e armas, tentando tornar o velho palácio numa confortável residência.

Nela passaram a última noite D. Carlos e D. Luís Filipe antes de partirem para Lisboa, em 1 de Fevereiro de 1908, dia em que o monarca e o primogénito foram assassinados no Terreiro do Paço.

Após a proclamação da República o Paço Ducal será encerrado, servindo para guardar móveis, pinturas, porcelanas, faianças, lustres e trajes que os republicanos devolveram à casa-real. Estes bens, provenientes dos palácios das Necessidades, Mafra, Caxias, Sintra e Pena, foram parcialmente leiloados em 1943. Na época foram considerados sem valor histórico, e D. Amélia e a viúva de D. Manuel deram ordens para a sua venda.

 

Livros raros

D. Manuel II fixa-se, depois de exilado, em Inglaterra, enquanto a sua mãe escolhe a França. O antigo rei vive dos rendimentos das herdades que possuía no Alentejo.

Em Londres, inicia uma das maiores colecções de incunábulos, livros e manuscritos portugueses dos séculos XV e XVI. Na biblioteca, composta por 400 volumes, sobressaem as primeiras cinco edições dos Lusíadas (datadas de 1572 a 1597), a “Vita Christi” de Frei Bernardo de Alcobaça (1495), o “Tratado de Sphera” de Pedro Nunes (1537), o “Ho Preste Joam das Índias – verdadeira informaçam das terras do Preste Ioam do Padre Francisco Alvares” (1540), e a “Chronica do Principe Dom Ioam de Damião de Goís” (1567).

A colecção de livros antigos de D. Manuel II é a segunda existente entre nós. A primeira encontra-se na Biblioteca Nacional, mas apresenta problemas de conservação, o que não acontece à de Vila Viçosa.

Destacam-se, ainda, forais manuelinos, autógrafos régios e cópias manuscritas de crónicas e documentos fundamentais para a nossa história.

O ex-monarca publica três catálogos denominados “Livros Antigos Portugueses – 1489-1600”, o último foi elaborado pela sua secretária, Margery Withers, a partir das notas que deixou, de invulgar mérito bibliográfico e científico.

 

Amada pátria

No seu testamento, datado de 15 de Setembro de 1915, o derradeiro monarca funda em Vila Viçosa um museu com todas as suas “colecções para utilidade de Portugal, minha bem amada pátria”. No mesmo documento institui, ainda, a Escola Agrícola D. Carlos, em Vendas Novas e cria um fundo para apoiar instituições de beneficência.

No ano a seguir à sua morte, ocorrida em 1932, é instituída a Fundação da Casa de Bragança. Do património constam os castelos de Ourém, Alter do Chão, Portel, Alvito e Vila Viçosa, o Paço Ducal desta terra, diversas herdades, e o Paço de Massarelos, em Caxias.

A fundação em causa começa a funcionar em 1945, sendo o Palácio Ducal, entretanto, recuperado e aberto ao público. A ex-rainha, D. Amélia, confessa numa entrevista a Leitão de Barros;  “Que saudades! (…) Dizem-me que o actual ministro das Obras Públicas pôs aquilo tudo como tantas vezes sonhei. É um paço soberbo e digno de uma grande família…”

O imóvel foi enriquecido com os 400 preciosos livros e manuscritos (guardados durante anos na caixa forte do Ministério das Finanças), e 129 obras de arte - pinturas de D. Carlos e dois óleos atribuídas, na época, a Van der Goes e Van der Weyden, esculturas, móveis, tapeçarias, armas, azulejos, esmaltes, porcelanas da China e de Meissen,  peças arqueológicas e a caravela em prata, prenda de casamento dos monárquicos portugueses), provenientes da residência londrina de D. Manuel II.

 

28 salas

Na actualidade, podem visitar-se em Vila Viçosa 28 salas, praticamente todas objecto de grandes restauros orientados por Raul Lino. A museologia deve-se, essencialmente, a João Couto, director do Museu de Arte Antiga, permitindo observar interiores dos séculos XVII, XVIII e XX. O estudo inicial do acervo deve-se a José Monterroso Teixeira, tendo sido editado em 1983.

A maioria do acervo, 6000 de 7000 obras de arte, foi adquirido entre 1948 aos nossos dias. No percurso museológico destacam-se a Sala dos Tudescos com os retratos do duques de Duprá, quatro tapeçarias flamengas, segundo cartões de Rubens, que representam a Vida de Aquiles, um tapete persa de 1587-1629, majólicas quinhentistas da península itálica e armaduras alemãs do século XVII.

Na Sala das Virtudes contemplam-se uma lareira renascentista, retratos de reis e príncipes da dinastia de Bragança, contadores holandeses e cadeiras portuguesas do século XVIII.

Na Sala da Duquesa realçam-se os retratos dos primeiros Duques de Palmela, de John Simpson e Thomas Lawrence, consolas e cadeiras do segundo império e um busto de D. Manuel de Simões de Almeida.

Na Sala do Gigante preservam-se óleos, pasteis, desenhos e aguarelas de D. Carlos. O monarca foi, como se sabe, um destacado pintor naturalista.

A Capela encontra-se decorada com telas de Carlo Maratta e Matteo Rosselli e imagens em talha dourada portuguesa.

Na Sala dos Paramentos, outrora dos Órgãos (que desapareceram) preservam-se um tríptico quinhentista com Cenas do Calvário de Garcia Fernandes, uma tela de Maximo Paulino dos Reis e paramentos dos séculos XV a XVIII.

Os espaços da sala de jantar apresentam cadeiras portuguesas D. José, um par de cómodas francesas assinadas Mondon, tapeçarias de Aubusson, porcelanas de Limoges e da Companhia das Índias, e um centro de mesa império em bronze de autoria de Thomire.

A Sala das Tapeçarias ostenta um canapé e cadeiras D. José, tapeçarias inglesas de Mortlake e de Bruxelas dos séculos XVII e XVIII, e o baixo-relevo barroco italiano “Sagrada Familia”.

Os aposentos reais, constituídos por 4 salas, preservam a decoração quase intacta de finais do século XIX, com sedas nas paredes, móveis de várias épocas e preciosas pinturas, esculturas e fardas de D. Carlos.

As cozinhas apresentam, por sua vez, um conjunto impressionante de 600 peças oitocentistas, em cobre, utilizadas na confecção das refeições.

Nos últimos anos abriram as secções do Tesouro (onde se inclui a cruz relicário de D. João IV em prata dourada, cristal de rocha esmaltes e 6200 pedras preciosas), as de armaria (as mais valiosas a seguir às do Museu Militar, em Lisboa), e a porcelana azul e branca da China, com 100 exemplares dos século XV a XIX.

O sector de armaria beneficiou de um depósito do Museu de Arte de Antiga, enquanto nos outros sectores João Amaral Cabral depositou 90 porcelanas da China e 170 pratas e imaginária indo-portuguesa.

Nas antigas cavalariças encontra-se, por sua vez, o segundo maior conjunto de coches existente em Portugal. 

Os jardins, influenciados por modelos italianos e franceses setecentistas, preservam buxos e ciprestes em detrimento dos típicos citrinos, loureiros e murta.

Ao longo das últimas décadas, a fundação tem vindo a adquirir livros, pinturas, móveis, imagens, têxteis, pratas, porcelanas e tapeçarias a famílias portuguesas e em leiloeiras e antiquários para, segundo João Gonçalo Amaral Cabral, seu presidente de 1981 a 2012, “homenagear o instituidor (…) e preencher sectores do palácio que se têm mantido encerrados”.

Das colecções de D. Manuel II, constituídas por milhares de peças, leiloadas pelo sobrinho-neto de D. Augusta Vitória, nos anos 80 e 90, em Lisboa, Londres e Genebra, foram somente adquiridos quatro quadros de Wintherhalter, Lazlo, Frans Francken II e William Orpen.

As condecorações do derradeiro monarca, porcelanas, cristais, pratas, mobiliário fotografias, pinturas, desenhos, têxteis e a biblioteca espalharam-se entre coleccionadores mundiais, museus e palácios portugueses – destacando-se as adquiridas pelo Palácio da Ajuda.

O paço Ducal de Vila Viçosa, verdadeira jóia da coroa, evoca a história incomum de uma família que exerceu o poder, entre nós, dos séculos XV ao XX.

 António Brás - historiador

 

Entre a planície do Alentejo e o casario de Vila Viçosa emerge um palácio único entre nós.

Mandado construir há meio milénio, segundo planos de Filipo Terzi, o edifício reflecte a importância política, económica e cultural dos Duques de Bragança.

O Paço Ducal de Vila Viçosa, transformado em museu em 1945, conhece actualmente um período inovador. Com grande energia e dinamismo, Maria de Jesus Monge, sua directora, entrega-se à sua revitalização. Mobiliza recursos, pessoas e apoios. Abriu recentemente a Sala D. Luísa de Gusmão, organiza exposições sobre a casa-ducal e real, diversos concertos na capela, lança uma série de livros sobre a história do paço e da casa de Bragança. Nesta colecção, denominada “Livros de Muitas Cousas”, destacamos “O Códice 702 – um cartulário de D. Jaime de Bragança”, de Marta Páscoa; “Sua Majestade a Rainha D. Amélia de Portugal – Um raro acervo musical”, de Rui de Luna; o “Convento dos Agostinhos de Vila Viçosa - panteão dos duques de Bragança”, de Miguel Soromenho; e “Museu-Biblioteca da Casa de Bragança: de Paço a Museu”, de Maria de Jesus Monge.

FESTIVOS

Dia da Mãe

Natal

Páscoa

Dia do Pai

Santo António

ARTE

Exposições

Museus

Colecções

História

Notícias

MODA

Alta Costura

Prêt a Porter

Tendências

Acessórios

Notícias

BELEZA

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

NOTÍCIAS

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

  • Instagram ícone social
  • Twitter Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Pinterest Social Icon