COLECCIONISMO     Postais Ilustrados

Limitada durante muito tempo aos estudiosos mais dedicados, as colecções de postais, isto é a “cartofilia”, atingiu a nível internacional nos últimos anos, o segundo lugar das colecções populares, imediatamente a seguir à filatelia.

A exemplo do interesse dos outros países, Portugal conta com milhares de coleccionadores de bilhetes-postais, os locais de venda e compra tem aumentado consideravelmente, o Museu dos CTT realizou no ano de 1978 uma exposição dedicada ao 1º Centenários dos nossos Bilhetes-Postais.

O Bilhete-postal foi inventado em Viena em 1869, estendendo-se imediatamente a todo o império austro-húngaro. A partir dessa data foi sucessivamente adoptado por todas as nações do mundo. Em 1870 os estados alemães e o Luxemburgo; em 1871 a Suíça, a Bélgica, a Holanda, a Dinamarca e o Canadá; em 1872 a Rússia; em 1873 a Espanha os Estados Unidos e o Japão; em 1874 a Grã-Bretanha e os estados italianos; em 1878 nova anos depois do seu invento, em Portugal.

Da grande difusão imediata, o bilhete postal tem perdurado até aos nossos dias como mensageiro amigável, amoroso, cortês, usado principalmente por ocasião de férias e de acontecimentos festivos.

Os especialistas franceses Joelle e Gérard Neudin classificam os postais em três épocas: de 1869 a 1900 – os postais antigos; de 1900 a 1918 – a idade de ouro; de 1918 a 1975 – o tempo do purgatório. Há quem afirme que de 1975 em diante, se vive outro período áureo.

As colecções de bilhetes postais são em regra seleccionados pelos temas mais diversificados, que vão dos humoristas aos políticos, das profissões aos trajes, do erotismo aos meios de transporte, num verdadeiro sem fim.

Os bilhetes postais mais cotados, são os chamados artísticos, isto é aqueles que são produzidos em litografia ou água-forte e de autores consagrados, como Feininger, Toulouse-Lautrec, Jacques Villon, Mucha, R. Péan, S. Meunier, Carl Jozsa, Henri Boutet, Kirchner, Georges Stein, A. Penot, que chegam a atingir elevados valores nos mercados internacionais. Por exemplo a série “Cocorico” (12 postais) foi vendida em 1978 por cerca de 180 contos.

Muitos dos bilhetes postais vendidos nas estâncias balneares e nas casas da especialidade espalhadas por todo o país, que fizeram as delicias dos nosso avós e deixaram suspirosas e cismáticas muitas raparigas de outrora, são de origem alemã, francesa, italiana, espanhola, isto é de importação. Inclusivamente a conceituada série editada em 1909 por Ramiro Mourão, que retrata Guerra Junqueiro, Soares dos Reis, Antero de Quental e outros grandes vultos das nossas letras e artes, executada pelo pintor António Carneiro foi impressa em Paris pela firma Kossuth & Cie. No entanto, em Portugal algumas boas séries se tem produzido, e que são poe exemplo as da autoria dos pintores Alberto de Sousa, Eduardo Malta, Jorge Barradas, Stuart Carvalhais, Lino António, Abílio Matos e Silva, que inclusivamente desfrutam de elevada cotação nos nossos mercados.

Depois desta leitura experimente remexer as gavetas das recordações, faça uma busca nos velhos baús há muito esquecidos, ou procure nos móveis abandonados do seu sótão ou dos seus familiares, que talvez encontre dois ou três álbuns bem recheados que o divertirão com a sua leitura, levando-o quem sabe, à descoberta de uma vida espiritualmente mais preenchida.

Faça como nós que encontrámos nos álbuns dos nossos familiares as relíquias que ilustram este artigo.

Boa sorte!

Marionela Gusmão

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