Biltmore na Época Natalícia

“Dêmos graças a Deus pelos Vanderbilt,” exclamou, um dia, uma cronista social de renome”. E, nós nesta redacção, fazemos coro, repetido a mesma frase de louvor aos Vanderbilt. 

 

Todos os anos na quadra de Natal há celebrações especiais na Mansão Biltmore com decorações por toda a casa, segundo a tradição vitoriana, para comemorar a sua inauguração, que foi há mais de cem anos, a 24 de Dezembro de 1895 para celebrar o Natal dos seus primeiros donos, George Vanderbilt e sua mulher.

Conhecida pela sua escala monumental de decorações tradicionais de Natal e luzes deslumbrantes, este ano a celebração anual do Natal no Biltmore, localizada em Asheville, Carolina do Norte oferece ainda mais do que nunca, uma festa natalícia para os sentidos. O Natal em Biltmore inicia a em 1 de Novembro de 2019 e vai até 4 Janeiro de 2020. A 8 de Novembro, a propriedade recebeu a Exposição Downton Abbey, uma experiência emersiva que celebra a série de televisão de sucesso global e a nova longa-metragem, como já apresentamos na MODA&MODA do mês Novembro.

Biltmore House esplandece com mais de cinco dezenas de árvores de Natal decoradas com fitas e grinaldas compostas milhares de luzes. Um majestoso abeto Fraser de 10 metros está colocado no Salão Principal, ocupando o lugar central das Festas Natalícias da casa. E, ainda, pela primeira vez, árvores com decorações de Natal são apresentadas na varanda que envolve a Biblioteca de dois andares da casa.

 

Noites de Natal à Luz de Velas

Durante as noites de Natal à luz de velas e a música ao vivo criam um ambiente mágico que eleva as celebrações sazonais no Biltmore House. Um abeto norueguês de 15 metros na relva à frente da casa, iluminado com 55.000 luzes, cumprimenta os convidados quando eles chegam à entrada da Casa Biltmore.

A recepção calorosa continua no Antler Hill Village & Winery com uma constelação de luzes que levam aos restaurantes Winery e Estate. Uma imensidade de árvores com luzes iluminam o Village Green, assim como um mar de esferas iluminadas nas videiras animam a paisagem. Luzes em cascata nas árvores que cercam a área de Antler Hill Barn oferecem um toque único à experiência.

 

A exposição Downton Abbey

O ambiente da série inglesa, premiada “Downton Abbey”, que teve a última das suas seis temporadas lançada em 2015, está exposto em Biltmore, podendo-se admirar uma das exposições mais extraordinárias dos últimos tempos:  "Downton Abbey” de 8 de Novembro de 2019 a 7 de Abril de 2020.

 

O Village Hotel no Biltmore Estate

Os hóspedes que desejam estender as suas visitas de férias têm várias opções. Para aqueles que procuram um retiro com serviço personalizado, o Inn em Biltmore Estate oferece acomodações de quatro estrelas num ambiente privado no topo de uma colina. Pacotes de férias que começam no Dia de Acção de Graças até à véspera de Ano Novo estão disponíveis.

O Village Hotel no Biltmore Estate é para os hóspedes que procuram uma estadia noturna casual. O Village Hotel está localizado no coração de Antler Hill Village, com uma conveniente base a poucos passos de lojas, restaurantes, zona vinícola de Biltmore e música ao vivo no Village. 

 

Os “Vanderbilt  

Eles foram, e continuam a ser, excepcionais. Uma das famílias mais ricas do mundo, viveram sempre “como num conto de fadas” com grande ostentação, atraindo olhares e cobiças, com uma publicidade amplificada sobre cada passo dado, cada atitude ou decisão tomada. 

As suas casas gigantescas tornaram Nova Iorque numa “cidade de palácios” e, à medida que a família ia aumentando, em descendentes, em riqueza e em fama, as “cottages” de Newport, foram ficando igualmente famosas - “The Breakers”, “Mable House” ou “Vinland” tornaram-se em casas de sonho.

Mansões nas margens do Hudson, em “My Islandon Vermont” e, a maior de todas, a imensa propriedade de Biltmore na Carolina do Norte, são símbolos de uma riqueza quase infinita.

Palácios de sonho, vidas deslumbrantes.

Uma família única, que se faz aliar, via casamento, com duques, condes, financeiros, e até com “playboys”: entre todas, a lendária Consuelo Vanderbilt, tornada Duquesa de Marlborough por um casamento de conveniência, fez convergir sobre si os olhos do mundo inteiro, que assistiram à ascensão e queda desse mesmo casamento, como se de uma novela se tratasse, novela com um final feliz, já que Consuelo regressou a casa em grande estilo, tornando-se uma “verdadeira princesa americana.” 

O nome Vanderbilt, está ligado à História americana de forma inseparável, da produção ímpar de riqueza à filantropia e até à cultura (graças a um Vanderbilt existe a Universidade de Nashville, por exemplo). Só para reforçar a ideia, diga-se que a Opera Metropolitana de Nova Iorque só existe por dádiva da família; e é famosa a colecção doada, de pinturas e  objectos de arte em geral ao “Metropolitan Museum of Art”, de Nova Iorque. O símbolo máximo da sua riqueza (e generosidade) é, entre todos, a doação à cidade de Nova Iorque da “Grand Central Station”, a maior estação de caminhos de ferro do mundo.

Na História dos Vanderbilt pontuam mulheres excepcionais, como Consuelo, Alva, Grace, Gertrude e Gloria, mas tudo começou com um homem singular: “Comodore”  Cornelius Vanderbilt.

 

A Mansão Biltmore 

A propriedade Biltmore foi mandada construir por um neto de Cornelius Vanderbilt e foi inaugurada, a 24 de Dezembro de 1895 para celebrar o Natal – o tema principal deste artigo.

Por volta de 1888, o neto do Comodoro, George Vanderbilt, então um jovem de 25 anos, deslocou-se à Carolina do Norte, em Blue Ridge, região montanhosa, para encomendar um castelo com 250 quartos, no estilo do Renascimento Francês, ao seu amigo, o arquitecto Richard Morris Hunt. A grande mansão veio a receber o nome de Biltmore.

A decisão deste Vanderbilt em localizar a sua casa de campo perto Asheville, na Carolina do Norte, levou-o à compra de 125.000 acres de terreno. Actualmente a propriedade tem aproximadamente 8.000 acres, incluindo jardins formais e selvagens concebidos pelo pai da arquitectura paisagística na América, Frederick Law Olmsted.

Enquanto que a incomparável beleza da propriedade de Biltmore é o resultado da combinação do talento criativo e da visão de três homens – Vanderbilt, Hunt e Olmsted- a Casa Biltmore continua a ser a peça central do legado de Vanderbilt. Este enorme palácio continua a ser a maior residência privada nos Estados Unidos, um ponto de referência histórico nacional.

Iniciada em 1890, a Casa Biltmore, foi construída com toneladas de pedra calcária, proveniente de Indiana, transportada em ramais de caminhos de ferro. Centenas de trabalhadores levaram cinco anos a construir a casa.

Na véspera de Natal de 1895, George Vanderbilt abriu formalmente as portas pela primeira vez aos amigos e família. Hoje, no século XXI, a Casa Biltmore permanece quase igual a quando Vanderbilt a ocupou há mais de 100 anos- um mostruário de colecções originais de mobiliário, arte e antiguidades.  

George Vanderbilt, era um intelectual, fluente em várias línguas, viajado e bem informado acerca de arte, arquitectura, música, agricultura, horticultura e literatura.

Os gostos culturais e diversificados de Vanderbilt influenciaram as suas viagens com o arquitecto Hunt, à medida que a Casa Biltmore ia sendo construída. Os dois homens viajaram pela Europa e pelo Oriente, adquirindo pinturas, porcelanas, bronzes, tapetes e mobílias. Tudo isto se tornaria eventualmente parte da colecção dos 50.000 objectos que se encontram, ainda hoje, em Biltmore.

Na realidade, é a natureza da colecção, reflectindo os interesses e gostos pessoais de George Vanderbilt que combinava, então, bem como agora a considerá-la a mais fascinante.

Dentro de casa, obras de arte de Renoir, Sargent, Whistlet, Pellegrini e Boldini adornam as paredes. As mobílias de estilos Sheraton e Chippendale. Um jogo de xadrez e uma mesa de jogo, que pertenceram a Napoleão, aquando do seu exílio em Santa Helena, estão expostos no Salão Principal e bacias chinesas com peixes dourados da Dinastia Ming permanecem na Biblioteca. Oito tapeçarias Flamengas do século XVI cobrem as paredes da Galeria das Tapeçarias e do Hall de Entrada. Quinze tapetes persas e orientais cobrem os pavimentos de mármore e os soalhos de madeira de carvalho.

Richard Morris Hunt dirigia uma equipa de pedreiros, marceneiros e de outros artífices internacionais para conceber um edifício com duzentos e cinquenta quartos, na versão de um palácio francês do século XVI inspirado nos castelos do vale do Loire em França. A firma  Allard and Sons de Paris colaborou com o arquitecto americano nas fachadas exteriores da Mansão, as esculturas foram realizadas pelo artista Austro Americano, Karl Bitter. 

Os interiores da casa foram decorados por George A. Glaenzer, um dos mais notáveis decoradores de interiores e por Ogden e Codman de Boston, que iniciava a sua carreira como arquitecto.

As salas principais do rés do chão foram desenhadas pelo arquitecto Hunt, como o tecto e as colunas em mármore do hall de entrada e a lareira do Salão Principal. Uma série de tapeçarias e as cadeiras renascentistas para o hall de entrada, foram adquiridas numa das suas viagens à Europa. Nessas suas deslocações, Hunt comprava peças que depois enviava para os Estados Unidos da América. Essas peças antigas estavam nas salas projectadas por Hunt. 

Os quartos de dormir de Biltmore foram decorados por Georges Glaenzen e são exemplos de uma decoração onde foi usado um só estilo, através da mobília e das peças decorativas em gosto rocócó. O Relógio alto é uma cópia do Museu de Louvre, reproduzido por Paul Sormani, um dos notáveis marceneiros de Paris dos finais do século XIX.

O quarto de George e de Edith apresenta influências francesas do século XVIII, foi decorado por Ogden Codman. As cómodas e a escrivaninha vieram da loja de Sormani. As peças tinham a sua assinatura gravada nos fechos das gavetas. Os sofás e cadeiras e tapetes, são reproduções da “savonnerie” e foram concebidas especialmente para este quarto. 

No terceiro piso, existem mais quartos destinados a jogos e onde os convidados tomavam o seu chá das cinco, bem como quartos destinados às governantes. 

No piso inferior, permaneceu o pessoal doméstico, que mantinha, discretamente, a casa em funcionamento com a ajuda de um serviço de manutenção das obras de arte, a cozinha principal, duas cozinhas especiais, grandes lavandarias, sistemas de refrigeração e as copas.  

Completamente electrificada e centralmente aquecida, a Casa Baltimore, na altura do seu acabamento, foi considerada uma das estruturas tecnologicamente mais avançadas, jamais construídas e, em muitos aspectos é hoje admirada pela engenharia inovadora. Foram utilizadas algumas das primeiras lâmpadas eléctricas de Thomas Edison.  

Vanderbilt vangloriava-se do sistema de alarme contra incêndio, do sistema eléctrico de chamada de pessoal doméstico, dos dois elevadores, canalização para os quartos e uma invenção relativamente nova chamada telefone.

Vanderbilt também desejava que a sua casa de campo proporcionasse à família e aos amigos prazeres recreativos, como uma piscina interior, área para “bowling” e ginásio.

Os visitantes que fazem o passeio pelas traseiras podem admirar as áreas restauradas da casa, tais como os quartos de hóspedes, agora utilizados para armazenagens e o estúdio de esculturas da Senhora Vanderbilt. Adicionalmente, esta visita habilita os convidados a ver os intricados trabalhos interiores da casa – a grande caldeira a vapor e os enormes painéis eléctricos, aquecendo e iluminando os quatro acres de superfície interior da mansão.    

Enquanto a Casa Biltmore é o ponto focal da propriedade, fica evidente, quando o visitante caminha através do terraço da biblioteca e se olha de cima para os jardins, que o génio Olmsted é parte integrante de Biltmore - é a sua vasta paisagem proporciona um atraente aspecto.  Árvores raras tais como Franklínias e pau-ferro, crescem lado a lado, com o louro da montanha, rododendros, azáleas nativas e pinheiros mansos. Um jardim inglês murado faz sobressair 50.000 tulipas holandesas e lírios em cada Primavera e Verão e, ainda, um jardim americano de rosas e crisântemos lindíssimo. 

O ambiente hortícola, único, cria uma florida estação que começa cedo na Primavera e continua até ao Outono. Mesmo durante os meses de Inverno, as estufas estão cheias de coloridas plantas tropicais.

Os jardins lindíssimos e bem cuidados, reflectem o gosto que Vanderbilt sempre sentiu pelo estudo da horticultura e o desejo de tornar esses jardins numa obra de arte ligada à natureza, através da cor e da floração sequencial. Ele idealizou, em todos os seus pormenores da beleza e do bom gosto, os magníficos jardins que envolvem a casa. Com um discernimento fora do comum, Vanderbilt criou um verdadeiro oásis de árvores exóticas e de flores. 

Os visitantes que agora fazem passeio pela Mansão podem admirar várias áreas como, as diversas salas, a biblioteca, sala de jantar, os quartos do casal Vanderbilt e dos hóspedes.

Mantendo a tradição de um estilo de entretenimento, os visitantes de hoje, em Biltmore são tratados, por um dia numa elegante mansão do século XIX com os prazeres luxuosos de um modo de vida Vanderbilt.

Adjacente à casa existe uma enorme área de estábulos, estufas, “pavilhões” com quartos que serviram para os amigos dos donos de casa.     

A Casa Biltmore pertence ainda aos descendentes de George Vanderbilt. O seu tetraneto, William “Bill” A.V. Cecil, Jr., é actualmente o dono e o CEO da Biltmore Company.

Biltmore representa a paixão de George Vanderbilt por esta propriedade, que através do seu talento e requinte transformou-a num dos lugares mais belos da América. 

Theresa Bêco de Lobo

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