O Victoria & Albert Museum Comemora o Bicentenário

da Rainha Victoria e do Príncipe Albert

Em 2019, o Victoria & Albert Museum, em Londres celebra o 200º aniversário dos nascimentos da Rainha Vitória e do Príncipe Albert, com uma temporada de programação e actividades.

A partir de 11 de abril de 2019, a tiara de diamantes e safiras da Rainha Vitória passou a estar exposta no Victoria & Abert Museum, pela primeira vez, como peça central da Galeria William e Judith Bollinger. Este espaço reúne uma das maiores colecções de jóias e esteve encerrado para remodelação durante três meses. 

O museu brindou o público a partir de Abril de 2019 com a inauguração desta galeria totalmente renovada com a exposição permanente da tiara da Rainha Victoria e mais de oitenta novas peças de joalharia, pese embora que a data do nascimento da soberana ocorreu a 24 de Maio de 1819. 

 

 

A tiara de diamantes e safiras da Rainha Vitória foi adquirida pela Victoria & Albert Museum em 2017, comprada por William & Judith e Douglas e James Bollinger como presente para a Nação e para a Commonwealth. Uma das jóias mais importantes da Rainha Victoria, que foi criada para ela pelo príncipe Albert em 1840 - o ano do casamento do casal real - e realizada por Joseph Kitching, sócio da Kitching and Abud. 

O PríncipeAlbert desempenhou um papel fundamental na organização das jóias da Rainha Victoria. Ele inspirou-se no desenho da coroa do Saxon Rautenkranz, através de elementos tirados do brasão das armas da Saxónia. Em 1842, a rainha Victoria usou a coroa recém-concluída num célebre retrato de Franz Xaver Winterhalter, que levou a imagem da jovem rainha à volta do mundo através de cópias, impressões e gravuras deste retrato. Mais de vinte anos depois, Victoria usou a tiara em vez da sua coroa em 1866, quando se sentiu capaz de abrir o Parlamento, pela primeira vez, desde a morte de Albert, em 1861.

De salientar que a rainha Victória nasceu há 200 anos, em Kensington Palace, o “home sweet home de William e Kate.

A rainha Victoria teve uma vida atribulada. Perdeu o pai tinha oito meses de nascida. Quinta na linha de sucessão, não se vislumbrava que viesse a ser rainha. Mas, a vida dá muitas voltas e cedo subiu ao trono de Inglaterra.

Foi uma das melhoras amigas da condessa de Montijo, por casamento tornada Imperatriz Eugénia de França, uma grande senhora, que os franceses parecem esquecer ou ignorar esquecidos do muito que o seu país lhe ficou a dever. Foi grande amiga da rainha Victória e é cálebre a sua visita a Paris acompanhada do  seu marido a França.

 

Outras peças que a rainha não conheceu

Juntamente com a tiara, pode-se admirar uma notável colecção de 49 “vanity cases”  Arte Déco, como uma oferta de Kashmira Bulsara, em homenagem ao seu irmão, Freddie Mercury. 

Cores vibrantes, formas ousadas e motivos exóticos marcam a colecção das “vanity cases”, com inspiração no mundo natural, culturas orientais e idade da máquina. Entre as obras expostas, podem-se admirar caixas adornadas com dragões chineses, pássaros persas e flores de ameixa japonesa num conjunto de pedras preciosas coloridas, ao lado de elegantes caixas despojadas de ornamentação excessiva inspirada pelo design industrial. As empresas de jóias mais notáveis do mundo, como Cartier, Lacloche, Van Cleef & Arpels, Charlton e outros de Paris e Nova Iorque criaram estas “vanity cases” com um requinte extraordinário, conhecidas como “necéssaires”, que continham compartimentos interiores divididos para esconder o pó facial, batons, cartões de visita e lápis de tomar notas.l. Estas peças mostram a excitação, a inovação e a criatividadeda era da Arte Deco no seu ponto mais luxuoso e dão um brilho extraordinário à colecção de jóias já existente.

Adições e novas aquisições são regularmente incorporadas à exibição, como peças recentes de Fabergé, de Nicholas Snowman, e a oferta de Beyoncé de um anel Papillon por Glenn Spiro. Para além das “vanity cases” foram introduzidas na colecção trinta peças, desde do final do século XIX até à actualidade, que compreendem obras dos fabricantes contemporâneos Ute Decker e Charlotte de Syllas da Grã-Bretanha, Flóra Vági da Hungria e Annamaria Zanella da Itália, entre outros. As peças incluem ainda o colar “Natureza Morta”, de Christopher Thompson Royds, com papoilas de ouro, esmalte e diamantes, a pulseira de Porsch de Gijs Bakker em poliéster e um pingente de ouro “Paddington Bearby” da Cartier, criado em 1975.

Mais de 4,2 milhões de pessoas visitaram a Galeria William e Judith Bollinger no Victora & Albert Museum, desde da sua inauguração em 2008, e é uma das galerias mais populares do museu, contando a história das joias europeias e ocidentais, da Grécia e Roma antigas até à actualidade. A remodelação de três meses da galeria vai renovar o espaço para a próxima década, com actualizações na infraestrutura e na exposição. 

Toda apresentação interactiva também foi actualizada, como exemplo, "Hidden Treasures", que inclui uma fotografia tirada por Jay-Z a Beyoncé usando o Anel de Papillon, assim como um filme que mostra as asas vibrantes do anel em acção. 

Os arquitectos que lideraram a criação da galeria há dez anos e agora aremodelaram são Eva Jiricna e Georgina  Papathanasiou (Atelier A & D).

A tiara é um dos destaques das comemorações do bicentenário da Victoria & Albert, Museum ao lado de eventos, exposições e novas publicações. 

Richard Edgcumbe, curador sénior da Victoria & Abert Museum, disse: “A tiara de diamantes e safiras da rainha Victoria é uma das grandes jóias do seu reinado. Projetada pelo príncipe Albert, é um símbolo icónico do seu amor, usado por Victoria como jovem rainha e como viúva. Estamos inteiramente gratos a William e Judith Bollinger e aos seus filhos pela oferta desta obra-prima da arte da joalharia, tão intimamente associada a Victoria e Albert que se tornará parte da identidade deste museu. Juntamente com um conjunto de oitenta novas aquisições possibilitados pela generosidade de muitos mecenas, a exposição da tiara inaugura a próxima fase da vida de uma galeria muito querida”.

 

A colecção de joias do Victoria & Albert contém pouco mais 6.000 peças e é uma das maiores colecções do mundo, incluindo objectos que datam do período do Antigo Egipto até à actualidade. O museu tem peças de joalheiros célebres, como Cartier, Jean Schlumberger, Peter Carl Fabergé, Andrew Grima, Hemmerle e Lalique. 

Outros itens da colecção incluem vestidos com ornamentos de diamantes feitos para Catarina II da Rússia, pulseiras que pertenceram a Maria Antonieta e o colar de esmeralda que pertenceu à família Beauharnais - dado como um presente de Napoleão Bonaparte à Horténsia de Beauharnais em 1806.

No Victoria and Albert Museum também há jóias contemporâneas exclusivas de James Rivière, considerado o mais importante projecto de joias do século XX, incluindo o trabalho Optical Titanio Diago. Este pendente exclusivo do joalheiro de Milão James Rivière (1949) é um exemplo interessante e relativamente precoce de titânio usado em joalharia. O desenho do pendente, com a sua padronização em camadas de linhas paralelas, foi influenciado pela Op ou Optical Art, e relaciona-se com os temas explorados por Rivière a partir do final da década de 1960. Os anos 70 viram muita experiências com novos materiais em joalharia. Entre os mais coloridos estava o titânio de metal refractário, com sua coloração de superfície iridescente alcançada pela passagem de correntes eléctricas controladas através do metal.

A colecção internacional de jóias modernas do museu inclui ainda peças com design de Gijs Bakker, Onno Boekhoudt, Peter Chang, Gerda Flockinger, Lucy Sarneel, Dorothea Prühl e Wendy Ramshaw, além das jóias tradicionais africanas e asiáticas. Outros legados do museu londrino incluem uma colecção de 154 pedras preciosas que pertenceram ao reverendo Chauncey Hare Townshend, em 1869, jóias de diamante datadas dos séculos XVIII e XIX que pertenceram à Lady Cory, em 1951 e mais de 800 jóias datadas do início do século XIX. 

Sobre o “Future Plan” do Victoria & Albert Museum é um ambicioso programa de desenvolvimento que irá transformar o museu. Os melhores designers contemporâneos criaram novas galerias e instalações para os visitantes, revelando e restaurando a beleza do edifício original. Nos últimos 15 anos, mais de 85% dos espaços do museu foram transformados, melhorando o acesso e permitindo que as colecções sejam exibidas com mais elegância e inteligência. Com a introdução de novas intervenções arquitectónicas arrojadas, o “Future Plan”  tem como objectivo encantar e inspirar novos visitantes e continuar a tradição do museu em defender novos talentos.

 

Atelier A & D

Sobre o Atelier A & D é uma empresa de design e arquitectura situada em Londres que actua em diversos projectos residenciais, edifícios comerciais e de arte e cultura. Fundada por Eva Jiricna e Georgina Papathanasiou, A A & D é um atelier multidisciplinar com o objectivo de projectar e entregar trabalhos liderados por obras contemporâneas dentro do sector residencial, cultural e comercial. A prática tem uma base de clientes variada de investidores,empreendedores e clientes particulares com quem trabalham de perto desde a concepção até a implementação de cada trabalho para alcançar a mais alta qualidade de design e beleza arquitectónica. Tanto Eva quanto Georgina trazem à prática a sua enorme experiência em design de museus, como a remodelação da galeria de joalharia no Victoria & Albert Museum, assim como outras galerias à volta do mundo e exposições temporárias de alto nível.

 

 

Victoria & Albert Museum

Victoria and Albert Museum (frequentemente abreviado para V&A e em português: Museu Vitória e Alberto) é um museu de Londres; talvez o maior museu de artes decorativas e design, dispondo de uma colecção permanente superior a 4,5 milhões de objectos.

Foi fundado em 1852 e passou por inúmeras reformulações, inclusive de nome. As suas colecções mostram 5.000 anos de arte, desde os tempos antigos até ao presente, preservando mobílias, quadros, peças de vestuário e outros elementos interessantes que remontam a épocas passadas.

A história do Victoria & Albert Museum está intimamente ligada à rainha Victoria e ao príncipe Albert. As origens do museu estão na Grande Exposição de 1851, concebida e defendida pelo Príncipe. Após a exposição, Albert assegurou que os seus lucros fossem usados ​​para criar um distrito cultural de museus e faculdades em South Kensington dedicado à educação em arte e ciências. O South Kensington Museum (como era conhecido o Victoria & Albert Museum) foi aberto por Victoria e Albert em 1857, e em 1899 foi rebaptizado como Victoria and Albert Museum. 

O destaque das comemorações do bicentenário da Victoria & Albert Museum é a tiara de diamantes e safiras da rainha Victoria que é exposta permanentemente após a sua aquisição por William & Judith, e Douglas e James Bollinger como presente para a Nação e a Commonwealth, uma das jóias mais queridas da rainha Victoria.

Esta exposição permanente de jóias oferece uma oportunidade sem precedentes para ver essas peças no contexto das dramáticas mudanças sociais e tecnológicas que afectaram o mundo durante vários momentos cruciais da história. 

 

Theresa Bêco de Lobo

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