Olivier Rousteing I Um Jovem em Alta

Olivier Rousteing é tão jovem e bonito que é fácil confundi-lo com um manequim produzido para as festas diurnas e nocturnas, já que anda sempre impecavelmente vestido de acordo com as ocasiões. Nasceu em Bordeaux a 13 de Setembro de 1985, é mestiço, embora tenha sido adoptado por um casal caucasiano.

Responsável pela fabulosa marca criada por Pierre Balmain -  o criador da Jolie Madame -  é um jovem de 31 anos de idade que foi nomeado director criativo da mítica casa que vestiu a Rainha Sirikita da Tailândia, entre muitas cabeças coroadas e personalidades do mundo do espectáculo como a saudosa Dalida. 

Antes de Olivier ocupar o mais alto posto da marca, Balmain passou por tempos difíceis. Fundada em 1945 por Pierre Balmain que deixou a casa de costura como herança ao seu assistente e amigo especial Erik Mortensen, a etiqueta ainda levou uns abanões e melhorou bastante com o auxílio do talento de Óscar de la Renta, mas o discípulo de Balenciaga sentiu-se cansada de tantas viagens e preferiu continuar a manter a sua casa até à hora em que Deus o levou. E, foi assim, que a etiqueta chegou ao século XXI esquecida, embora rapidamente tenha dado uma volta por cima ao contratar Cristophe Decarnin que fez questão de dar continuidade à herança “Couture” de Balmain, mas elaborando peças caríssimas, muito bordadas, com influências das vedetas do rock, tipo peças usadas por Michael Jackson nos Anos 80. As suas inspirações tinham por base os estilos de Prince e havia compradores.

Decarnin talvez pressionado pelos accionistas da empresa não resistiu e teve um grande colapso quando em 2011 as rédeas foram entregues a Olivier Rousteing, então seu assistente, dos tempos em que ambos chegaram a trabalhar juntos nas colecções de Roberto Cavalli.

Olivier estava ansioso para assumir a direcção criativa. Apesar do estilo Balmain estar estabelecido, o jovem deu o seu toque pessoal às novas colecções que entontecem Rihanna, Beyonce, Jennifer Lopez, entre as grandes estrelas do mundo do espectáculo.

Quando lhe perguntámos se a sua inspiração está interligada às pesquisas nos arquivos de Balmain, Olivier disse:” a minha estética tem uma enorme interligação a Pierre Balmain. Quando ele inventou a “Jolie Madame” ou quando vestiu as mulheres do jet-set... Acho que faço a mesma coisa, mas à minha maneira, de acordo com o meu gosto e o meu espírito. E Paris já não é a cidade mais tão inspiradora, por isso, preciso de abrir a minha mente e deixar o passado. Hoje, o luxo e a qualidade não têm fronteiras. É importante misturar as culturas.

Para o gosto de Olivier, a Balmain é a casa ideal.

Acreditamos que tivesse gostado de trabalhar com Yves Saint Laurent, mas a sua moda já não existe a não ser nos Museus ou em alguma colecção privada. Se Loulou de la Falaise vivesse… Se o Pierre Bergé nem tivesse existido… Se…

Inicialmente, Olivier tentou a Faculdade de Direito, deixando-a para estudar Moda na École Supérieure des Arts et Techniques de la Mode, em Paris. Depois, mudou-se para a Itália, onde trabalhou com Roberto Cavalli. A propósito de Cavalli disse:  “deixei a França aos 18 para passar cinco ou seis anos fora. A Itália ensina a sermos comerciais. A Cavalli é um império enorme — ali tem tudo o que se quer em poucos dias. Eu não conhecia o que era esperar. Aprendi a ser destemido e reactivo, a fazer muitas colecções por ano.

A Balmain de hoje é uma “griffe” para a nova geração, mesmo mantendo as tradições.

Entre os consumidores da Balmain está a pop star Rihanna, que se tornou o rosto não oficial da marca. No verão, ela foi a modelo das campanhas da Balmain, vestindo couro, jeans e xadrez. A cantora tem 27 anos — é da mesma geração de Olivier.

 É uma declaração fabulosa à casa, à moda. Ela é a minha musa, o meu ícone e é minha amiga. Houve rumores de que a relação era mais do que platónica, mas é uma perfeita mentira.

 O que é que o faz adorar a Rihanna ?

“Gosto de ver uma mulher com a presença de uma” top model”. Quando visualizamos um desfile antigo da Versace, gostamos dos vestidos, mas também da Claudia Schiffer e da Cindy Crawford. Com a Rihanna é a mesma coisa. Acho que ter Rihanna comigo é como ter Cindy Crawford ou Christy Turlington, mas para a minha geração. Sei que nem todos podem pagar milhares de dólares por uma peça das minhas. Mas sei que faço moda para a incrível primeira fila dos meus desfiles, enquanto em simultâneo também crio para as rapariguinhas que usam as cópias — vendidas pelo “fast-fashion” por uma fracção do preço”.

E continuou: “Creio que foi Coco Chanel quem disse que, se você for original, pode ter a certeza que vai ser copiado.

Adoro ver as montras da Zara com as minhas roupas misturadas com outras da Céline e da Proenza Schouler. Acho isso genial. Eles são rápidos, têm um grande sentido de “styling” e sabem o que tirar de cada “designer”. Fico feliz que a Balmain seja copiada”.

Por esta não esperávamos nós!

Sobre este génio da moda, muito fica por saber. Para já trabalha para o Grupo Mayhoola do Qatar, que também é quem comanda os destinos da marca Valentino!

 

Luísa de Mendonça Pessanha

Balmain I Um Moda de Excepção

Já acima escrevemos um pequeno texto sobre o novo mago da cada fundada por Pierre Balmain, isto é, sobre Olivier Rousteing -  o novo génio da moda francesa.

Com um espírito de abertura para as novas inspirações que se nos vão colocando dia a dia, Olivier foi a África, esse continente misterioso que se por um lado está sempre em guerras fratricidas, por outro, graças às riquezas dos solos onde se escondem os diamantes e ao ouro negro a que chamam petróleo, há os grandes nababos que se esquecem das populações cheias de fome e doentes que nem sabem o que é um copo de leite.

É evidente que Olivier não se fascinou por essa África escondida para criar as suas colecções. Os seus encantamentos foram a fauna e a flora africanas e aos usos e costumes da sua clientela que vai, por exemplo de Angola, às compras, à Rue François Ier, em Paris. Aí, Olivier vê as tranças e os penteados das suas clientes, entende-as e, como é um genial artista, sente o pulsar africano, além de que ir a África não é o mesmo que ir ao outro mundo. Há aviões para regressar…

Para a colecção deste Outono/Inverno que está no auge do frio, Olivier lembrou-se e bem dos vestidos para as festas, pois o mês de Fevereiro de 2018 usa e abusa desse estado de alegria. De  11 a 13 temos o Carnaval e no dia 14 segue a festa com o Dia dos Namorados.

Nesta casa, não achamos graça nenhuma a esta coincidência do Dia dos Namorados ter a chancela de Quarta-Feira de Cinzas, dia em que os católicos não comem carne e as refeições são comedidas. E… não podemos acusar ninguém. Seria difícil arranjar um culpado!

Caras leitoras, apreciem os modelos deste jovem que tem muito para nos oferecer. O talento salta de cada ponto que cose os seus modelos. Parabéns!

 

Marionela Gusmão

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