Mãe de Jesus, Maria é a mais invocada de todas as mulheres.

Ela é a rainha do céu e a mãe de todos nós. A sua assunção, segundo as tradições mais estudadas, deu-se cerca do ano 53 da nossa era, ou seja há 1966 anos.

A Assunção de Maria, Nossa Senhora, ao céu, é uma das festividades do calendário Mariano a que nenhum católico convicto deixa de marcar presença, quer nas Missas, nas Procissões e nas romarias que se realizam de norte a sul do nosso país e até em terras distantes onde os portugueses deixaram expressa a sua fé, como por exemplo, em Malaca.

No continente português, celebram-se muitas romarias e festas, sempre de carácter religioso, em louvor da Nossa Senhora da Assunção ou da Ascensão por ser o dia em que morreu e subiu ao céu com a idade de 54 anos.

Nesse tempo, já os apóstolos de Jesus tinham espalhado a fé cristã, sendo de salientar que o anjo da Encarnação, o apóstolo Gabriel, veio de novo saudar a Rainha, Nossa Senhora. Segundo o abade Predier, in “LAVIE DES SANTS”, editado em 1893, S. Gabriel anunciou-lhe que no espaço de três dias a sua peregrinação em terra chegaria ao fim. A essa notícia a virgem encheu-se de alegria e preparou-se para a morte. Sarvia, a sua fiel serva, recebeu em lágrimas a notícia e as santas mulheres, ainda em vida, manifestam-se inconsoláveis. Ao terceiro dia Nossa Senhora repousava no seu modesto leito que a piedosa Sarvia embelezou pela última vez.

Miraculosamente, os apóstolos apareceram em Jerusalém e em lágrimas contemplaram a Rainha do Céu. A sua chegada consolou a alma da doce virgem que lhes disse : “ meus filhos bem amados eu vou para o reino do meu Filho, mas o meu coração fica sempre convosco para vos ajudar nos vossos esforços e vos consolar nas vossas aflições”.

Depois destas palavras, Maria fecha docemente os olhos e pronunciou esta oração: “Meu filho entrego a minha alma nas vossas mãos”.

As santas mulheres renderam a nossa Senhora os últimos deveres. Uma grande luz brilhou no seu corpo virginal e encheu todo o espaço. O rosto de Maria assemelhou-se à flor branca dos lírios. Os apóstolos passaram a noite junto do corpo da mãe de Deus inalando o seu cheiro. Na manhã seguinte levaram o corpo da mãe de Jesus para o Vale de Josaphat depositando-o com todo o respeito num túmulo.

Aconteceu que São Tomás, por uma descrição da divina providência, só chegou no dia seguinte. Desejoso de contemplar pela última vez os traços queridos de Nossa Senhora, suplicou aos apóstolos que abrissem o sepulcro. Estes concederam-lhe este piedoso desejo, mas não encontraram mais que a roupagem da divina virgem. Vitoriosa nos ombros da morte, ela partiu em direcção ao eterno onde o seu divino filho lhe ofereceu, no céu, um trono de misericórdia e de amor.

Pela minha parte, quando jovem já em fárias, ia pelo menos à missa. Depois, cresci, casei e há uns anos largos, costumo festejar a assunção de Nossa Senhora participando na procissão da Orada nas vizinhanças da Marina de Albufeira, numa comovente procissão onde a fé dos pescadores se manifesta através dos seus barcos enfeitados de flores, sendo que a imagem de Nossa Senhora vai num andor num barco que sulca aquele pedaço de Atlântico. Confesso que me comovo, primeiro porque sou muito devota de Nossa Senhora, segundo porque tenho um enorme respeito pelos pescadores. Talvez porque no mar não existem marcos, considero os pescadores um exemplo do que deveriam ser os homens de todas as classes. Se algum morre os companheiros do mesmo barco não deixam que os seus filhos e a sua mulher morram de fome, os pescadores são muito religiosos por que o mar é infinito e a luta da sobrevivência, muitas vezes, leva os pescadores ao desespero. Sabemos que há muitas espécies de peixes que já desapareceram, tornando as pescarias mais difíceis e que os pescadores estão sujeitos à pirataria dos que vêm de Marrocos e de Espanha roubar os melhores camarões que existem, em pequenos bancos como, por exemplo, em Cacela Velha e várias ilhas do sotavento, mais propriamente na Ria Formosa.

Nossa Senhora ou Santa Maria é considerada a rainha de Portugal estando ligada aos acontecimentos históricos do nosso país. Ilustramos este artigo com uma Nossa Senhora Indo-portuguesa em marfim, de um só dente com 45,3 cm., num trabalho de grande lavor artístico, mostrando com este exemplar, como há séculos que a nossa expansão ficou marcada pela fé católica.

Afinal, na Índia então portuguesa, que nos foi retirada, onde ainda hoje se nota uma diferença abismal entre as outras regiões e aquela que foi nossa, havia bons escultores e uma grande devoção pela fé católica e pela mãe de Jesus, a nossa adorada Santa Maria.

 

Marionela Gusmão

15 de Agosto I Dia da Assunção de Nossa Senhora

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