Reabertura da Galeria Apolo I Tesouros da Coroa Francesa

Diamante, « Le Régent ». Créditos da imagem: © RMN-Grand Palais (Musée du Louvre)/ Stéphane Maréchalle-jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

7. Coroa de Luís XV. Augustin Duflos, Laurent Rondé. Créditos da imagem: © Musée du Louvre, dist. RMN - Grand Palais / Martine Beck-Coppola-jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

8. Colar e brincos da Imperatriz Marie-Louise. Créditos da imagem: © RMN - Grand Palais (Musée du Louvre) Jean-Gilles Berizzi.jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Parure em micro-mosaicos da imperatriz Marie-Louise François-Régnault Nitot, Antoine-Pierre Chanat, Créditos da imagem: © RMN-Grand Palais (musée du Louvre) / Stéphane Maréchalle-jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

10. Tiara da Duquesa de Angoulême. Créditos da imagem: © RMN - Grand Palais (Musée du Louvre) Jean-Gilles Berizzi.jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

11. Parure da Rainha Marie-Amélie. Créditos da imagem: © RMN - Grand Palais (Musée du Louvre) / Mathieu Rabeau-jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Coroa da imperatriz Eugenie. Créditos da imagem: © RMN - Grand Palais (Musée du Louvre)_Stéphane Maréchalle.jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Alfinete com Laço da Imperatriz Eugenia. Créditos da imagem: © RMN - Grand Palais (Musée du Louvre)_Stéphane Maréchalle.jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Jarro Gravado em Cristal de Rocha. Suzanne et les vieillards et Judith et Holopherne. Créditos da imagem: © Musée du Louvre (dist. RmnGP) / Thierry Ollivier-jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Taça Jaspe Coberta, em jaspe Atelier des Sarachie. Créditos da imagem: © RMN - Grand Palais (Musée du Louvre) / Daniel Arnaudet-jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Taça em lápis-lazúli. Créditos da imagem: © Musée du Louvre (dist. RmnGP) / Thierry Ollivier-jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Bandeja em mosaico de mármore e pedra dura. Créditos da imagem: © RMN - Grand Palais (Musée du Louvre) / Droits réservés-jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris

Placa Decorada com Camafeus. Créditos da imagem: © Musée du Louvre (dist. RmnGP) / Thierry Ollivier-jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Jarro em Ágata. Jean Vangrol. Créditos da imagem: © Musée du Louvre (dist. RmnGP) / Thierry Ollivier-jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Jarro em Sardonica Pierre Delabarre. Trabalho de pedra provavelmente antigo. Créditos da imagem: © Musée du Louvre (dist. RmnGP) / Thierry Ollivier-jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Em Março de 2020, reabriu a  Galeria Apolo, uma sala notável do Museu do Louvre, que reúne algumas das suas mais preciosas colecções históricas. Nesta Galeria estão agora  um dos maiores tesouros da Coroa Francesa,  o mesmo que esteve encerrado para obras de remodelação durante um ano.

O projecto envolveu a reabilitação da sala assim como a apresentação das obras de arte. Três novas vitrines foram criadas para as joias da coroa francesa, oferecendo deste modo, uma visão deslumbrante da sua história. Com esta  exposição das joias da coroa francesa o projecto de renovação da Galeria Apolo acaba de ser lançado, infelizmente na fase terrível para todos os Museus. A invasão do Coronavírus 19, estraga muitos dos nossos sonhos. Esperemos que que a sua passagem seja rápida e faça o menor estrago possível.  

 

A colecção foi criada pelo rei Françisco I, pela primeira vez, em 1532. Foi então passada de monarca para monarca, acrescentada por cada sucessor, sobrevivendo às lutas da história até 1887, quando o Estado francês infelizmente decidiu vendê-la quase na sua totalidade. Desde a entrada no Louvre, as restantes jóias e pedras preciosas foram expostas na Galeria Apolo. No entanto, como a colecção do museu continuou a crescer desde a década de 1990, o Departamento de Artes Decorativas não teve outra escolha a não ser dividir a sua apresentação entre a galeria e a sala 550 no nível 1 da ala Richelieu.

As 23 peças do Tesouro estão agora reunidas numa só sala e exibidas em três vitrines no centro da galeria com joias que revelam toda a ostentação da monarquia francesa do século XVII ao XIX. As vitrines estão agrupadas por períodos: o primeiro grupo remete-nos ao período que antecede a Revolução Francesa (1789-1799), (que inclui os diamantes “Regent” e “Sancy”, comprados pelo Museu por 1 milhão de dólares ) os quais adornavam a coroa usada na coroação do rei Luís XV em 1722; o segundo grupo de peças apresenta jóias de 1804 a 1848, ou seja, do Primeiro Império, do período da Restauração e da Monarquia de Julho; e o terceiro grupo conta com joias do Segundo Império, que vai de 1852 a 1870, incluindo as peças, que pertenceram à imperatriz Eugénia, mulher de Napoleão III.

Desta colecção destaca-se ainda a coroa de ouro cravejada com 2.490 diamantes e esmeraldas da imperatriz Eugénia e a tiara cravejada com diamantes e esmeraldas da Duquesa de Angoulême, filha de Louis XVI e Marie-Antoinette. 

As antigas vitrines de madeira dourada e aquelas que estão ao longo das paredes e sob as janelas continuam a conter a colecção de taças de pedra dura de Luís XIV, mas várias alterações foram feitas na sua apresentação. Outros exemplos também foram adicionados para fins informativos, juntamente com outras obras de arte de origem real e realizadas através de uma variedade igualmente rica de materiais, como por exemplo uma peça lindíssima oferecida a Napoleão I por Carlos IV de Espanha.

O projecto também proporcionou a oportunidade única para realizar trabalhos de conservação da decoração da galeria e devolver a sala à sua antiga glória: as pinturas e estuques - datados entre o século XVII e a Terceira República – foram recuperados, juntamente com as tapeçarias - obras-primas encomendadas à fábrica Gobelins de Félix Duban e montadas em 1852. Foram instalados uma nova iluminação e um sistema de segurança aperfeiçoado, e uma segunda entrada foi aberta, tornando a galeria acessível tanto pela “Rotonde d'Apollon” quanto pelo “Salon Carré”.

Galeria Apolo

A Galeria Apolo foi projectada originalmente como salão de recepção de Luís XIV, a sala foi decorada por alguns dos maiores artistas da história francesa (incluindo Le Brun, Girardon, Lagrenée e Delacroix) e serviu de modelo para o Salão dos Espelhos no Palácio de Versalhes.

Este espaço tem uma área total de 600 m2 (61,34 m de comprimento e 15 m de altura) e foi construída há mais de 350 anos e decorado ao longo de dois séculos.

A Galeria Apolo é uma obra-prima única que testemunha 200 anos de história da arte, apresentando 105 obras de arte (41 pinturas, 36 grupos de esculturas compostas por 118 esculturas e 28 tapeçarias) ao longo do tecto e das paredes abobadadas.

A sala depois de ter sido destruída por um incêndio em 1661, foi reconstruída por Luís XIV para salão de recepção, de acordo com a moda dos palácios e das casas nobres da época. O longo projecto começou sob a direcção do arquitecto Louis Le Vau e o primeiro pintor de Louis XIV, Charles Le Brun, e continuou por dois séculos até 1851. Le Brun desenhou uma decoração pintada e esculpida sobre o tema do sol e seu movimento através do espaço (terra, água e continentes) e do tempo (zodíaco). O mito do deus do Sol Apolo, também evocado pela procissão das musas, glorificava o rei do Sol, Luís XIV. A composição geral oferece uma visão idílica do universo em harmonia, governada por Apolo.

Dezenas de artistas franceses contribuíram para este interior excepcional: Le Brun realizou três grandes pinturas, enquanto os estuques foram feitos em 1663 por Girardon, seguidos pelos irmãos Gaspard, Balthasar Marsy e Thomas Regnaudin, resultando num conjunto dinâmico e majestoso.

A galeria foi deixada incompleta durante o reinado de Luís XIV e foi preenchida com pinturas dos membros da Academia Real de Pintura e Escultura no século XVIII. O projecto foi finalmente concluído entre 1849 e 1851; baseando-se nos planos iniciais, o arquitecto Félix Duban realizou trabalhos complexos de conservação e pediu a Eugène Delacroix que decorasse a secção central do tecto, deixada em branco desde que Le Brun tinha trabalhado na sala. Assim, Delacroix criou a espetacular pintura, “Apolo vencedor da serpente Píton”.

Tesouros Reais

Desde 1861, que a galeria reúne a colecção de taças de pedra dura de Louis XIV. As jóias da coroa francesa foram reunidas em 1887 pelo legado de séculos de monarcas. Este espólio foi exposto em vitrines personalizadas criadas no século XIX e acolhe algumas das obras de arte mais preciosas do Louvre. Inicialmente formada por Françisco I. A colecção inalienável cresceu sob Luís XIV e atingiu o seu auge sob Luís XV, que adquiriu o “Regent”: um diamante branco “do tamanho de uma ameixa baptizada com o nome de  Rainha Claudia” (Saint-Simon).

Durante a Revolução Francesa, estas peças foram dispersas, mas elas foram reunidas depois por Napoleão I. Em 1887, no entanto, o Estado francês decidiu vender quase toda a colecção - felizmente, o "Regent" não foi incluído no leilão. Desde então, o Louvre fez todos os esforços para recuperar essas obras de arte, adquirindo objectos de prestígio para o Departamento de Artes Decorativas sempre que surgia a oportunidade.

Entre as jóias expostas, pode-se destacar a célebre coroa de Luís XV, é a única jóia sobrevivente das destruições de 1590 e 1793, e ostenta o magnífico Diamante “Regent”, além de outros oito excelentes diamantes. Um verdadeiro tesouro para a França.

Uma das últimas jóias ainda intactas da Coroa Francesa, é a pregadeira composta por 2.634 diamantes, que pertenceu à imperatriz Eugenia, mulher de Napoleão III.

Esta jóia, em forma de laço de 11 cm de largura, conhecida como "noeud de corsage", foi adquirida no dia 18 de Abril de 2008 na leiloeira Christie's de Nova Iorque, por 6,72 milhões de euros. Até há pouco tempo pertencia a um particular nos Estados Unidos desde que em 1887 foram dispersadas as jóias da Coroa. Esta peça foi criada em 1855 pelo joalheiro François Kramer, em 1864, a imperatriz pediu que a sua forma fosse modificada e era uma das suas jóias preferidas.


O tesouro das jóias da Coroa, constituído a partir do reinado de Francisco I, foi confiscado durante a Revolução Francesa e posto à venda em 1887, à excepção de algumas pedras históricas.


O Museu do Louvre adquiriu nestes últimos anos algumas jóias ainda intactas, expostas na galeria Apolo, onde também será possível contemplar o alfinete da imperatriz.


Galeria Apolo, Obra-Prima do Louvre

A Galeria Apolo, começou por ser uma pequena galeria construída em 1566 por Carlos IX (1560-1574), onde tinha na cobertura um terraço aberto com vista para o rio Sena. Em 1594, o rei Henrique IV (1589-1610) ordenou que esse terraço fosse fechado e construído no local, uma galeria de prestígio, para expor os retratos dos antigos reis, rainhas, e homens ilustres da França.

Chamada na época, Galeria dos Reis (futura Galeria Apolo) tinha como objectivo principal fazer a ligação entre o Palácio do Louvre ao Palácio das Tulherias, demolido em 1871.

A partir de 1652, Luís XIV (1638-1715) com 14 anos, instalou-se no Louvre e três anos depois ordenou que os seus apartamentos reais fossem renovados pelo arquiteto Louis Le Vau (1612-1670).

Em 6 de Fevereiro de 1661, quando uma equipa de operários trabalhava na Galeria dos Reis, para a preparação do cenário de um espectáculo de ballet, um incêndio destruiu completamente toda a decoração e as colecções de retratos, deixadas por Henrique IV.

Luis XIV pediu imediatamente para Louis Le Vau apresentar um novo projecto para as duas fachadas da galeria, seguindo o estilo que seria aplicado mais tarde no Palácio de Versalhes. Movimento cultural, artístico e arquitectónico, fundamentado na procura da perfeição estética, harmonia das formas, simetria e racionalidade. A obra foi realizada entre 1661 e 1663.

O projecto iconográfico da decoração interior da galeria foi realizado pelo primeiro pintor do rei, Charles Le Brun (1619-1690), entre os anos de 1663 a 1677, onde consagrou uma decoração esteticamente barroca, com o emblema do Sol,que o rei Luís XIV, iria adoptar.

Na composição decorativa do tecto, Le Brun apresenta a corrida do sol, e a sua encarnação no deus Apolo, deus da luz, da música, das artes, da beleza, poesia e do canto. Uma brilhante ilustração sobre a formação do universo, onde elementos opostos e complementares do mundo recriaram uma única unidade.

Para ilustrar esse projecto foram realizadas com 41 pinturas, 36 conjuntos de esculturas em estuques e 28 tapeçarias, totalizando 105 obras de arte.

A Galeria de Apolo reúne desde 1861, a colecção de taças e pedras preciosas de Luίs XIV, completada em 1887 por um tesouro histόrico, reunido ao longo dos séculos: os Diamantes da Coroa. Essas obras, estão entre as mais preciosas do departamento de Objetos de arte. Nesta colecção podem ser vistos ainda, o colar e o par de brincos realizados pelo joalheiro François-Regnault Nitot, oferecidos por Napoleão I à Imperatriz Maria-Luisa, por ocasião do seu segundo casamento, em 1810.

Com um total de 38 esmeraldas e 1246 diamantes, essas joias histόricas ilustram perfeitamente a excelência da joalharia parisiense.

Uma exposição a não perder porque se nestes tempos preocupantes viajar ou visitar museus é impossível, Deus dar-nos-à a possibilidade de lá irmos. Até lá vamos enchendo o nosso olhar com a beleza das peças que a seguir exibimos.

Boa sorte para todos!.

 

Theresa Bêco de Lobo

Vista da Galeria Apolo. Créditos da imagem: © 2020 Musée du Louvre / Antoine Mongodin - jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Vista da Galeria Apolo. Créditos da imagem: © 2020 Musée du Louvre / Antoine Mongodin - jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Vitrine das Jóias da Coroa de França (1530-1789), Galeria Apolo. Créditos da imagem: © 2020 Musée du Louvre / Antoine Mongodin - jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Vitrine das jóias dos soberanos franceses (1800-1850), Galeria Apolo. Créditos da imagem: © 2020 Musée du Louvre / Antoine Mongodin - jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

Vitrine das jóias de Napoleão III (1852-1870), Galeria Apolo. Créditos da imagem: © 2020 Musée du Louvre / Antoine Mongodin - jpg Cortesia do Musée du Louvre, Paris.

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