Berthe Morisot I Uma Pintora Impressionista

A exposição intitulada “Berthe Morisot, uma Pintora Impressionista”, apresenta algumas das melhores obras desta artista do século XIX. Trata-se de um acontecimento muito importante por retratar a época áurea da mulher que se dedicou à pintura impressionista, levando o Dallas Museum of Art, em associação com o Barnes Foundation, o Musée National des Beaux-Arts du Québec e os Musées d'Orsay e de l'Orangerie, a organizarem uma exposição itinerante. Apresentada inicialmente em Québec no Musée National des Beaux-Arts até 23 de Setembro de 2018, no Barnes Foundation, Filadélfia até 14 Janeiro de 2019, e no Dallas Museum of Art de 24 de Fevereiro a 26 de Maio de 2019, a mostra terminará a sua tournée no Musée d'Orsay e Musée de l'Orangerie. de 18 de Junho a 22 de Setembro de 2019.

 

Esta exposição é a primeira apresentação dedicada ao trabalho de Morisot a ser realizado nos Estados Unidos da America desde 1987, a primeira exposição individual da sua obra a ser exposta no Canadá desde 1941 e a primeira vez que um museu nacional francês dedicará um evento monográfico desta importante pintora.

A exposição tem curadoria de Sylvie Patry, vice-directora da curadoria e das coleçcões do Musée d'Orsay e a curadora e consultora do Barnes Foundation, Nicole R. Myers, assim como do curador da Pintura e Escultura Europeia no Dallas Museum of Art, James H. Clark.

Berthe Morisot, que poucos conheciam até à sua divulgação em 1987, foi a razão, pelo qual o Dallas Museum of Art vai ter privilégio de apresentar ao grande público, a magnífica exposição a partir de 24 de Fevereiro a 26 de Maio de 2019.

Quem não conhece os nomes dos Impressionistas célebres, como Manet, Monet, Degas, Renoir e Pissarro ? Mas menos divulgadas foram as mulheres impressionistas que também pertenceram ao círculo destes pintores. Berthe Morisot, uma artista com imenso sucesso e admirada pelos seus colegas foi uma grande amiga de Manet. Berthe foi muito elogiada pelos críticos da época, principalmente pela sua pincelada relaxada e considerada como “a mais Impressionista do Impressionismo."

A exposição apresenta cerca de setenta trabalhos de diversos museus internacionais e de colecções privadas e destaca a obra da pintora de forma a evidenciar a contribuição de uma artista feminina no movimento Impressionista.

Esta pintora serve como exemplo para demonstrar que existiram artistas femininas activas nessa época turbulenta sociopolítica de 1865 a 1895, produzindo pinturas de alta qualidade, desenhos, gravuras e esculturas.

O Impressionismo comparado com outros movimentos, adaptou-se perfeitamente ao gosto feminino. Os críticos durante esse período afirmavam que as pinturas de todos os Impressionistas eram explicitamente "femininas", por exemplo: tanto os homens como as mulheres apresentavam nos seus temas:  cenas do quotidiano, representações de mães e crianças, jardins, interiores, naturezas mortas, etc. e ainda nos seus formatos de menores dimensões eram orientados para o gosto de uma nova clientela de classe média. Até mesmo o estilo Impressionista dava ênfase nos efeitos claros, nas superfícies sensíveis e delicadas, ao uso frequente de branco, pinceladas soltas e mesmo o da técnica de esboçar era considerada "feminina", no sentido positivo assim como também no sentido negativo.

Em 1896, foi o ano da apresentação da retrospectiva póstuma de Berthe Morisot, em que o crítico Camille Mauclair, uns anos atrás tinha definido o Impressionismo, como "arte feminina" e Morisot até mesmo se apresentou, como a única verdadeira protagonista deste estilo.

A exposição em Dallas questiona criticamente esta tendência em afirmar nessa época que o movimento Impressionista seria uma arte feminina e tenha influenciado a pintura de Morisot e dos seus colegas em vez de aceitarem as suas realizações, como de artistas modernos desse tempo.

A mostra no Dallas Museum of Art também destaca que a artista foi reconhecida seriamente e respeitada pelos seus colegas masculinos e por muitos críticos no seu tempo.

Embora tivesse entrasse, em parte, no esquecimento durante os anos posteriores, os trabalhos realizados por Morisot tornaram-se uma parte integrante das colecções mais importantes internacionais e consideradas como entre as obras mais desejadas em leilões. Porém, ela ainda não desfruta de uma atenção pública comparável às dos seus colegas masculinos. A intenção da exposição no museu do Texas, foi a de apresentar uma nova leitura das obras da artista feminina do Impressionismo pouco conhecido a um público mais vasto.

Berthe Morisot foi um dos membros fundadores do impressionismo francês,  notabilizada no seu tempo, como uma das líderes do grupo, e os seus trabalhos inovadores foram cobiçados por “marchands » e coleccionadores.

Apesar das suas conquistas, actualmente, ainda não é tão conhecida como os seus colegas.

A mostra:” Berthe Morisot, uma Pintora Impressionista” vai evidenciar e reafirmar o papel de Morisot como uma figura essencial dentro do movimento impressionista e o desenvolvimento da arte moderna em Paris na segunda metade do século XIX.

Berthe Morisot (1841-1895) fazia parte de uma família francesa próspera e teve lições particulares de desenho e de pintura. Foi aluna de Camille Corot e em 1860 realizou uma exposição com sucesso no Salon de Paris, na qual Manet ficou impressionado com o trabalho dela desenvolvendo a partir daí, uma grande amizade. Morisot participou em todas as "exposições dos Impressionistas" com uma pincelada calma e com uma paleta de cores claras. Influenciou Manet, que até preferia tons escuros nas suas pinturas. Os seus temas preferidos na pintura incluíram cenas familiares, retratos de mulheres e crianças, interiores, paisagens e cenas de portos.

Em 1877, Morisot casou com Eugène Manet, (irmão de Édouard Manet), de quem teve uma filha, Julie que frequentemente posou para ela.

 

A Exposição

A exposição traça o caminho excepcional de uma pintora que, em oposição às normas da sua época e origem social, tornou-se um importante membro da vanguarda parisiense do final da década de 1860 até sua morte prematura em 1895. Por meio da sua representação, Morisot foi capaz de explorar os temas da vida moderna que definiram o Impressionismo, como a intimidade das actividades de lazer e da vida burguesa contemporânea, a importância da moda feminina e do trabalho doméstico das mulheres, ao mesmo tempo em que obscurece as linhas entre interior e exterior, público e privado, acabado e inacabado.

A exposição está organizada cronologicamente, onde se destaca as inovações pictóricas de Morisot e a posição fundamental dentro do Impressionismo em todo o tempo da sua vida produtiva, mas relativamente curta.

A mostra apresenta-se em sete secções as quais salientam os seguintes períodos e temas do trabalho de Morisot: Tornar-se uma Artista; Pintando Figuras ao Ar Livre; Moda, Feminilidade e La Parisienne; Mulheres no Trabalho; Acabado / Inacabado; Janelas e Espaços Limiares; e Um Estúdio da sua Autoria.

Tornar-se uma Artista – Esta secção introdutória examina os anos de formação de Morisot, quando deixou para trás a prática artística amadora associada às mulheres da sua geração e como se tornou numa artista profissional e colaboradora-chave do emergente movimento Impressionista no final da década de 1860 e o início dos anos 1870.

 

Pintando Figuras ao Ar Livre – Nesta galeria estão expostas uma selecção de pinturas ao ar livre de Morisot com figuras em ambientes urbanos e costeiros destacando o seu tratamento inovador de temas modernos e abordagens que integram os seus temas dentro de ambientes através de pinceladas e de cor.

 

Moda, Feminilidade e La Parisienne – Nesta secção destaca-se a importância da moda na construção da feminilidade burguesa moderna, a qual constitui uma parte central das pinturas da artista das décadas de 1870 e 1880. Esse interesse é revelado nas criações de Morisot e adaptações de temas impressionistas por excelência, como mulheres parisienses elegantes mostradas em bailes ou que se vestem nas suas casas, e as actividades de lazer associadas a parques e jardins suburbanos.

 

Mulheres no Trabalho - Neste espaço fazem parte as representações de Morisot sobre a vida doméstica - a maioria das quais as mulheres trabalhando nas suas casas - reflectindo o seu próprio “status” como mulher activa. O seu interesse em pintá-las levanta questões sobre a vida burguesa e a intimidade do ambiente doméstico compartilhado.

 

Acabado / Inacabado – Nesta galeria onde sobressai o crescente imediatismo da técnica de Morisot, e a sua radical experimentação com o conceito de acabado e inacabado no seu trabalho, expõe o processo de pintura e promove a indeterminação entre figura e cenário iniciada no seu trabalho “plein-air”.

 

Janelas e Espaços Limiares - O interesse de Morisot em espaços liminares é revelado nas suas pinturas com temas, como portas e janelas fazendo parte desta secção. Dentro dessas configurações muitas vezes ambíguas, a evocação magistral de luz e atmosfera de Morisot, o mais efémero dos seus assuntos, serve para ancorar a figura humana dentro desses espaços transitórios.

 

Um Estúdio da sua Autoria – Nesta sala destaca-se as últimas pinturas de carreira de Morisot, da década de 1890, retratando o seu espaço doméstico pessoal, que serviu de estúdio e cenário. Durante esse período, Morisot alcançou uma nova expressividade na sua pintura à medida que as figuras se tornavam cada vez mais envolvidas pelos seus ambientes. A paleta vibrante e saturada e ainda a pincelada sinuosa que adoptou nesses trabalhos finais demonstram as suas afinidades visuais e simbólicas com a estética simbolista emergente da época.

A mostra também salienta a perspectiva de Morisot sobre a vida moderna, como pintora, as suas técnicas utilizadas, o seu relacionamento com seus assistentes e ainda as suas ligações com Edouard Manet e Mary Cassatt.

A exposição oferece um novo olhar sobre esta talentosa pintora, que na segunda metade do século XIX, se fascinou pelos temas mais variados do Impressionismo, ponto de inspiração para as suas ambições artísticas e onde a arte foi uma parte da sua vida quotidiana.

 

Theresa Bêco de Lobo

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