Alphonse Mucha I O Cosmopolita, O Místico, O Patriota

Alphonse Mucha é um artista que tem tanto de famoso como de desconhecido, isto se levarmos em conta o seu talento. Tornou-se famoso por ter, por vezes, dado o seu nome à Arte Nova, do qual ele era, sem dúvida, o representante mais popular e desconhecido porque a sua imensa ambição como pintor dedicado à causa nacional de seu país de origem, (que ainda não se chamava República Checa, e aos povos eslavos), impossibilitaram o seu reconhecimento na Europa mais central.

A exposição que decorre agora no Museu do Luxemburgo, em Paris, a primeira dedicada a MUCHA, vem relembrar a retrospectiva no Grand Palais, em 1980, propondo a redescoberta a e o verdadeiro entendimento sobre este artista prolífico em toda a sua complexidade artística, política e espiritual.

Nascido em 1860 na Morávia, Mucha chegou a Paris em 1887 para estudar na Academia Julian com o suporte financeiro do conde Eduard Khuen-Belasi, o mesmo que desde 1883 era o seu protector e que o ajudou financeiramente a suportar os estudos em Munique.  Em dezembro de 1894, teve o seu primeiro encontro com a grande actriz - a trágica Sarah Bernhardt, a partir do qual lançou a sua carreira a executar posters. Foi nessa ocasião que Mucha percebeu que o cartaz de Gismonda, principal personagem de uma peça de Victorien Sardou, originou a longa série de cartazes publicitários, ou simplesmente decorativos, infinitamente variável, qual directório de figuras femininas, flores entrelaçadas e pergaminhos gráficos, que deu imenso renome e a amizade de artistas como Gauguin ou Rodin.Em 1896 junta-se ao grupo dos CEM, grupo de artistas defendidos pela revista “La Plume” e assina um contrarto de exclusividade com a impressora F. Champenois para a qual cria as primeiras séries dos painéis decorativos, As estações. Ao mesmo tempo, Mucha foi convidado pelo joalheiro Georges Fouquet, para criar as maravilhosas peças que deram à Arte Nova um fulgor inesperado.

Com efeito, o joalheiro parisiense Georges Fouquet (1862-1957) retomou a loja do seu pai em 1895 e determinou renovar o estilo da casa contratando novos talentos. Atraído pelas magníficas jóias que figuravam nos cartazes de Mucha como Medeia ou Zodiaco, Fouquet convidou mucha a juntar-se à nova equipa de decoradores. Em 1899, confiou-lhe a concepção de jóias – brincos, colares, anéis e broches – para o seu stand na Exposition International de Paris de 1900.

Esta frutuosa colaboração deu lugar à criação de um dos mais espectaculares exemplos de decoração Arte Nova. A boutique Fouquet inaugurada em 1901 no nº 6 da Rue Royale, foi toda concebida por Mucha (interiores e fachada) e mereceu o maior acolhimento do público e da imprensa. Actualmente, o interior da Boutique Fouquet está conservado e reconstituído no Museu Carnavalet, em Paris. Este Museu, guarda as maiores preciosidades da cidade luz.

A partir de 1900, por ocasião da Exposição Mundial, Mucha começou a dar relevo à história e costumes do povo checo, então sob o jugo do Império Austro-Húngaro, contribuindo assim, enormemente, para a emancipação daquele país – afinal a sua pátria. Esta empresa, tingida por uma filosofia humanística, maçónica, ocupou os últimos trinta anos da sua carreira levando-a a pintar telas enormes, para o qual produziu uma abundante quantidade de estudos preparatórios.

Quanto a nós, mais do que o desenho, esta retrospectiva mostra não só os cartazes que o tornaram famoso, mas os seus conselhos maravilhosos de ilustrador, as suas deslumbrantes pinturas,  pastéis que permitem aos visitantes descobrir a diversidade de sua arte, fotografias de manifesta sensibilidade superior e as jóias Arte Nova em que o consideramos o maior entre os grandes mestres.

 

Esta exposição foi co-produzida pela Reunião de Museus Nacionais - Grand Palais e Arthemisia, em colaboração com a Fundação Mucha.

Se ainda não foi a Paris visitar esta fabulosa exposição que permanecerá no histórico Museu do Luxemburgo, um palácio com muito por contar, até ao dia 27 de Janeiro de 2019, não perca mesmo esta oportunidade. Trata-se de registar na sua memória a obra do checo mais conhecido do mundo, o artista genial que deu um grande impulso à Arte Nova, um pintor poeta, boémio e cosmopolita, o Mucha místico, patriota e filósofo. Um artista com mil talentos e muitos predicados geniais.

Se os seus filhos ainda são jovens que gostam de acompanhar a família durante as férias, este será um presente inesquecível.

 

Boa visita!

 

Marionela Gusmão

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