A Nossa Moda I Verão 2017

A “Nossa Moda” selecção que apresentávamos no início de cada temporada, quando a Moda & Moda tinha uma periodicidade trimestral, surgiu nas últimas décadas do séc. XX da ideia de fazermos uma escolha da Alta-Costura Francesa, ao gosto da nossa redacção, com o espírito de apresentarmos modelos de “sair à rua e voltar para casa”.

Já nesses tempos se concebiam colecções tão extravagantes, que sem pudores exagerados, considerávamos que eram impróprias para consumo, fora de qualquer conceito estético, apenas apresentadas com o prazer de chocar.

Hoje, que muitos que se julgam costureiros ou estilistas fazem o que lhes dá na vontade sem levarem em conta o respeito que se deve ter pelos mais frágeis, podem acusar-nos de fazermos censura. Não! O nosso espaço é pouco e caro. Não temos nem nunca tivemos qualquer subsídio, pagamos impostos e cumpriremos o nosso estatuto editorial.

Os modelos que apresentamos ao longo das páginas desta rubrica falam por si. Eles provam, uma vez mais, que a célebre agonia da Alta Costura francesa, tão apregoada por aqueles que defendem valores mais baixos e não sabem distinguir um produto massivo de um selectivo não existe.

Infelizmente alguns costureiros que a signatária muito amava já faleceram ou venderam as suas marcas. Já não temos o Guy Laroche, Louis Feraud, Lanvin, Paco Rabanne, Versace, Valentino, Yves Saint Laurent, Christian Lacroix e outros que fizeram aumentar a nossa batida cardíaca. Grandes emoções já foram vividas.

Temos que nos contentar com o que existe e perceber que há sangue novo em muitas marcas que têm dificuldade em participar na Alta-Costura. Se a Casa Balmain e a Givenchy já estão no bom caminho com os mestres que dirigem os ateliers, outras não tiveram a mesma sorte de Versace que deixou a sua irmã mantendo o espírito do mestre que a morte levou. Scherrer e Ungaro, duas marcas notáveis, não arranjaram nenhum mestre que seguisse o espírito dos seus fundadores.

 

A Alta-Costura Francesa viveu um grande momento nas variadas passerelles, habitualmente em Hotéis de luxo, com a chegada em 2003 de Elie Saab, Georges Chakra, Georges Hobeika e Zuhair Murad que apresentaram as suas colecções para a Primavera/Verão de 2004. Não chegaram a Paris sem uma grande história por detrás. Eles já eram os costureiros das grandes famílias reais árabes e de outras que haviam enriquecido muito rapidamente, graças ao poder dos seus poços de petróleo.

Nos últimos anos, Elie Saab e Zuhair Murad estão no topo das celebridades que assinam a Alta Costura e Georges Hobeika faz o seu esforço em acompanhar esta maratona.

Hoje, já são tão europeus como nós, com o valor acrescentado de terem conhecimentos profundos do seu Líbano natal, enquanto por aqui, os relacionávamos com a seda pura que vinha daquelas paragens do mundo. Até nos diziam que o Líbano era a Suíça do Oriente…

Na actualidade a história é outra. Escreve-se com nomes como Alexandre Vauthier, Alexis Mabile, com os já conhecidíssimos Armani Privé, Chanel, Dior, Givenchy, Jean Paul Gaultier, Schiaparelli, Valentino, com os libaneses acima citados e com outras personalidades que têm indo preenchendo os lugares vagos que tanto nos impressionam, tais como Francesco Sconamiglio, Giambattista Valli, a vanguardista Iris van Harpen, Julien Fournier, Margiela, Ralph Russo, Uliana Sergeenk e a excêntrica marca Viktor & Rolf, num total de 20 costureiros dos quais apresentamos apenas um modelo.  

 

Marionela Gusmão

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