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“É um pequeno passo para um homem, um grande salto para a Humanidade"

 

Neil Armstrong

No ano em que se comemora a ida do Homem à Lua, o Grand Palais de Paris, mesmo no coração da capital de França, já abriu ao público uma notável exposição que termina a 22 de Julho de 2019, precisamente na data em que o grande feito completa 50 anos, ou seja em Julho de 1969. Neil Armstrong foi, efectivamente, o primeiro homem a pisar a Lua. O célebre americano fez-se acompanhar do astronauta Buzz Aldrin e todo o mundo vibrou de emoção.

A autora deste texto viveu o momento com alguma incredulidade, embora tenha organizado uma festa em sua casa para comemorar este acontecimento histórico que empolgou o mundo. E ficou rendida à capacidade técnica que foi necessária para alcançar a Lua. E a festa teve muitos amigos e o seu marido, todos emocionados, a celebrar o grande feito. Foram momentos inesquecíveis.

 

A exposição

Nas Galerias Nacionais do Grand Palais, em Paris, os amantes da lua têm agora a oportunidade de participar na celebração do cinquentenário dos primeiros passos do Homem sobre o um astro que tanto fascinou e fascina  a Humanidade.

Ali, no coração de Paris, a Lua oferece uma enorme ocasião de celebrar a longa relação dos homens com os seus mistérios, familiares e sonhadores, através de obras de arte que encarnam as múltiplas formas desta relação.

A exposição articulada em cinco partes propõe ao visitante o confronto com as criações artísticas desde a Antiguidade até aos nossos dias, da Europa e de outros lugares, inspirados pela Lua.  

 

Da Lua à Terra, da viagem real à viagem imaginária

A exposição abre com a viagem real - Julho de 1969. Em seguida a ida à Lua recua no tempo, através de imagens sonhadas pela Literatura e outras artes criadas sob o desígnio da Lua. Depois, surge a inspiração na Antiguidade que se desenrola através dos meios que superam a mais inventiva capacidade humana abrangendo uma imaginação desenfreada. Com a expedição APOLLO II, a viagem tornada realidade, inaugurou uma nova era.   

No entanto, a imaginação não perdeu os seus direitos, antes pelo contrário, à fantasia juntam-se grandes interrogações sobre a Humanidade, entre os quais se contam: o lugar das mulheres, o nacionalismo, a irregularidade do desenvolvimento económico…e… e…

 

A Observação da Lua

Decorria o ano de 1609, quando Thomas Harrison fez a primeira tentativa de desenhar a Lua. A partir de Galileu, os instrumentos cada vez mais precisos foram permitindo a exploração da sua superfície e a Lua começa a ser observada. As primeiras cartas deste planeta foram desenhadas nos meados do séc. XVII. Nos finais desse mesmo século, Cassini realizou uma carta mais precisa do que as precedentes a qual passou a ser referêrncia até à aparição da fotografia. A apresentação da replica da luneta de Galileu, dos primeiros desenhos e cartas, a seguir de fotografias ilustraram a evolução de uma verdade objectiva donde jamais saiu o sonho da contemplação estética.

 

As três faces da Lua

O percurso da exposição articula as três faces da Lua, em três secções, mais propriamente, os seus três humores: acariciante, variável e inquietante. A primeira fase é benéfica e acariciadora; é a lua que protege e que inspira. Sob a sua protecção, o homem sonha, ama ou medita. Assim, no célebre quadro de Girodet, “Endymion adormecido”, Diana visita sob a forma de um raio luminoso o adormecimento do belo homem jovem, isto é, o da variável, cujas mutações marcam o tempo dos homens e organiza os seus calendários.

As crenças populares brincam com as origens do humor feminino, qualificando-as de “lunáticas”. Os seus ritmos tornam-se femininos, opticos e até inspiraram numerosos artistas do séc. XX.

Finalmente, a terceira face é a de astro das trevas, da melancolia ou da loucura: a lua negra é demoníaca, fonte de fantasmas e de medos.

 

A Lua é uma “pessoa”

A quarta parte da exposição mostra como desde a Antiguidade, a Lua era vista como uma divindade próxima da forma humana, umas vezes homem, outras, mulher, tendo frequentemente diferentes aspectos ligados aos dois – mudanças da Lua. Se no Egipto, na Mesopotâmia ou entre o hinduísmo moderno a Lua é endeusada sob uma forma masculina (Thot, Nefertoum, Sin, Chandra) a Antiguidade clássica referencia-a como mulher (Artemisia, Diana, Selena, Hécat). No Cristianismo, a Virgem Maria, que reflecte a luz sem a produzir, está associada à luz.

 

Uma exposição repartida de beleza

A última parte da exposição exibe a lua como fonte de inspiração, próxima e misteriosa que, revela a Natureza sob uma luz reflectida, estranha, íntima, melancólica, e sempre contemplativa, propiciando uma renovação do tema e da paisagem. A Lua é mesmo uma experiência total de beleza. Um último passeio meditativo sob o olhar da Lua. 

Por tudo o que já foi escrito, esta é mesmo uma exposição a não perder.

Dá gosto o agradável momento de contemplação da obra de Canova, mas ela indica-nos que a mostra terminou. Apetece-nos começar de novo e rever esta grande exposição com a qual Paris mostra ser o grande país das artes, da sensibilidade e do pensamento.

Marionela Gusmão 

A LUA I Da Viagem verdadeira... às Viagens imagináveis

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