Palácio do Campo Grande                              

Pátio interior como cruzeiro das laranjeiras, monumento Nacional.

Fachada do Jardim.

Atrium principal.

Capela do século XVIII.

Retábulo do altar mor.

Sala com frescos referentes ao Brasil.

Salão da música.

Salão Luís XVI

Outro aspecto do Salão salão Luís XVI

Sala de jantar.

Pormenor da sala de jantar com serviço de cantão.

Sala com azulejos portugueses.

Colecção de gravuras e mobiliário inglês.

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Cadeiras com brasão Pinto da Cunha.

A alma de uma velha casa senhorial

O recheio de um dos últimos palácios habitados em Lisboa acaba de ser leiloado, atraindo as atenções do mercado de arte e, sobretudo, dos leilões presenciais e online realizados, nas últimas semanas, no Palácio do Correio-Velho, em Lisboa. A excepcionalidade do acontecimento reside no invulgar conjunto de mobiliário, porcelanas, pratas, vidros, têxteis e pinturas que decoravam o Palácio Pinto da Cunha, um dos mais interessantes imóveis da chamada arquitectura – chã seiscentista, embora transformado nos séculos XVIII e XIX.

Localizado no centro de Lisboa, o edifício ostenta uma fachada com cantarias trabalhadas, molduras de ferro nas varandas, um pátio (onde se guarda o cruzeiro das Laranjeiras, classificado como monumento nacional) e um jardim.

O interior, desmontado nas últimas semanas, era quase uma casa-museu, dado reflectir uma longa memória familiar, bem como a vivência quotidiana e o gosto pessoal da nobreza portuguesa dos séculos XVIII a XXI.

O mobiliário português, francês e inglês, as porcelanas da Companhia das Índias e de Cantão, as pratas nacionais, os têxteis orientais e de Arraiolos, as pinturas de grande expressividade davam-lhe um cunho pouco usual entre nós. Das peças transaccionadas, destacou-se o serviço de Cantão e um alargado conjunto de canapé e cadeiras  estilo Luís XVI.

No núcleo das pinturas salientaram-se um Retrato de Senhor da autoria do esquecido pintor Constantino Fernandes, telas de escolas europeias e painéis com cenas de quotidiano rural com figuras de militares da escola portuguesa de 1800 restaurados por Bazaliza, além de pratas e conjuntos de castiçais e candelabros.

Interior requintado
No interior do palácio, composto por cave, rés-do-chão alto (andar nobre), um andar e mansarda, destacam-se o majestoso átrio e as salas revestidas por pinturas murais de finais do século XVIII, e por sedas. A casa é, aliás, um dos exemplares mais bem preservados da época – a maioria foi muito modificada ou arruinada.

A edificação estava originalmente integrada numa vasta quinta, encurtada por vias viárias, um estádio desportivo e urbanizações diversas. Nos últimos tempos tem-se assistido, como se sabe, a alterações profundas dos bens das grandes famílias portuguesas, levando os descendentes a desfazerem-se do património herdado.

O comércio de antiguidades viu-se, como consequência, ultimamente animado com vendas de colecções especiais, como as dos Palmela (vários ramos), dos Mendia (caso do seu palácio de Lisboa), dos Palha (a casa encontra-se no mercado), dos Lafões (o Palácio do Grilo idem), dos Loulé, entre outras. Testemunhos de séculos e gerações são assim dispersos, indo enriquecer outras colecções, como aconteceu com o recheio do Palácio Pinto da Cunha.

 

António Brás
 

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