Casacos Primavera-Made in Italy, as Novas Regras

A MODA & MODA já tem mais de três décadas e, muito antes, a signatária deste texto escreveu sobre este tema, sob o pseudónimo de Maria Elisa para a Revista Tele-Semana (ainda a nossa querida Maria Elisa não aparecia nos écrans da RTP), para a revista Gente, com outro pseudónimo e, com o seu nome para a TV Guia, revista onde desde a sua génese, colaborou de “alma e coração”, impondo-se pelos seus conhecimentos de História, pela sua forte ligação ao colecionismo de acessórios de moda e pelo seu trabalho no Museu Nacional do Traje. Mas, não pense quem me está a ler que só escrevo de Moda. Isso, ofende-me. Escrevo de Artes Plásticas e Artes Decorativas, faço investigação histórica, e é dentro destas áreas que também me interesso pela Moda do Vestuário.

Aliás, a Moda & Moda dispõe de material para editar um grande Livro de MODA nacional e, principalmente, internacional (França, Itália, Inglaterra e E.U.A.).

 

A moda da Primavera

Seguindo as velhas regras que, hoje pouco importam aos naturalmente desregrados, – a maioria – pelo menos, cumpro a minha obrigação.

 

Assim, começo pelos casacos compridos da autoria de estilistas italianos, para a Primavera 2016, já que as colecções englobam o Verão, fase em que pela amenidade do nosso clima não posso nem devo, aconselhar as leitoras a vestirem casacos de lã ou de peles nem em Maio, Junho ou Julho, muito menos em Agosto.

 

Desde sempre, tenho procurado o papel de mediadora do gosto requintado (não necessariamente de altos preços) recentrando as leitoras na sua própria essência, isto é, dando-lhes elementos para recriarem as suas modas.

 

Sem nos desviarmos da nossa postura que, na área da moda, já conta com mais de quatro décadas , apresentamos  algumas regras de ouro no que se refere à Moda das Gabardinas, Parkas e Casacos compridos da temporada Primavera/Verão 2016.

Se me perguntarem o que se vai usar, eu respondo: tudo. Qual é a cor mais em voga, direi: azuis, vermelhos. Quanto a padrões, as riscas estão na primeira linha e os tecidos com estampados ou bordados com motivos florais preparam-se para alegrar as ruas do nosso país que tão necessitado anda de paz, harmonia e de alguma coisa que empreste o necessário ânimo para viver.

 

A minha selecção baseou-se em satisfazer as necessidades das mulheres que saem de casa de manhã cedo e regressam à noite, portanto, nas horas de mais frio.

 

Também não me esqueci das mulheres que me interpelam para perguntar como devem ir a um cocktail ou a um casamento. A maioria já perdeu a juventude, tem peso a mais e quer esconder alguns papos nas costas e o aumento da largura das ancas. Para essas, a minha resposta é o uso de casacos compridos sobre um bonito vestido ou uma elegante saia e blusa. 

O casaco comprido, (que muitos chamam o “tapa misérias”), nos dinâmicos Anos 70, sofreu um grande risco de sair do guarda-roupa feminino. O bom senso, mesmo quando se perde, regressa sempre. Palavra de uma mulher de História.

Em voga estão as gabardinas do período “post-guerra” e as “parkas”que aqui vos deixo; os casacos com bainhas de todas as alturas (minis, midis, maxis).

 

Quiçá, em contraponto, com algumas formas desleixadas de vestir, os casacos desta Primavera apelam à transformação aparente das gerações actuais. Cuidado, pois com o visual.

 

Quem vai à procura de emprego deve fazer os possíveis por aparentar uma certa compostura. Quando não há dinheiro, puxa-se pela imaginação.

 

Já disse e repito, a moda acompanha a evolução da sociedade, em estreito relacionamento com a história sociocultural. Esquecer este princípio, pode ser grave.

 

Devo sublinhar que nem o revivalismo da moda (ele está aí) constitui novidade, nem a coexistência de outros estilos é anti-moda. Os tempos não são de imposições “nem a moda é uma ordem que todos julgam uma desordem” como Barthes escreveu num dos seus livros editado em 1967.

 

Ninguém vive condicionado às cores a não ser àquelas de que gosta, nem às “matérias-primas” , cada vez mais em mudança (a escolha é livre), nem a qualquer espécie de pragmática (não há leis para estratos sociais nem escalões etários). Só faltava essa!

O encanto da moda está na criatividade individual de quem compõe a sua própria imagem como, por exemplo, a senhora Merkel, cujas calças e casacos só mudam na cor, porque os modelos são os mesmos desde que começámos a ver a sua figura a todas as horas, nas televisões, jornais, revistas e redes sociais. Livra!  

 

Sobre casacos compridos muito fica por dizer. Voltaremos para apresentar outros modelos de outros países. Feliz Primavera!

 

Marionela Gusmão

FESTIVOS

Dia da Mãe

Natal

Páscoa

Dia do Pai

Santo António

ARTE

Exposições

Museus

Colecções

História

Notícias

MODA

Alta Costura

Prêt a Porter

Tendências

Acessórios

Notícias

BELEZA

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

NOTÍCIAS

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

  • Instagram ícone social
  • Twitter Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Pinterest Social Icon