Vitesse I Château de Compiègne Musée National de la Voiture

Cartaz da exposição “Vitesse”, 2021. Luigi Chinetti Conduzindo a Ferrari 166 MM, 24 Horas de Le Mans, 24-25 de Junho de 1949. Créditos da imagem: © Robert M.LeeTrust. All rights reserved Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Cabriolet Descapotável(cerca1760). Jean-François Chopard Créditos da imagem: © Rmn - Grand Palais (domaine de Compiègne) / Tony Querrec Colecção Château de Compiègne, Musée National de la Voiture. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Velocípede a Vapor, França, 1871. Louis-Guillaume Perreaux Créditos da imagem: © Collection du Château-musée du Domaine Départemental de Sceaux, Pascal Lemaitre. Colecção Musée du Domaine Départemental de Sceaux. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Charrete, (finais do século XIX). Million et Guiet Créditos da imagem: © Rmn - Grand Palais (domaine de Compiègne) / Tony Querrec Colecção Château de Compiègne, Musée National de la Voiture Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Diligência Privada de Estrada. Finais séc. XIX Mühlbacher Créditos de imagem: © Rmn - Grand Palais (domaine de Compiègne)/image RMN-GP. Colecção Château de Compiègne, Musée National de la Voiture. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Impetuoso, (cerca 1890). Gustave David Litografia colorida. Créditos da imagem: © Photo JLL Le Trot. Colecção Musée de L’histoire du Trot, Grosbois. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Motocicleta a Gasolina, 1897. Félix-Millet Créditos da imagem: © François-Marie Dumas/moto-collection.org. Colecção Lycée Technique Hippolyte Fontaine, Dijon. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

“La Souplette”, Bicicleta em Madeira Dobrada, França, 1897. Fotografia: Hubert Genouilhac. Créditos da imagem: © Collection du musée d’Art et d’Industrie de la ville de Saint-Etienne. Colecção Musée d’Art et d’industrie, Saint-Etienne. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Chegada de uma Carruagem ao Sair de uma Avenida no Hyde-Park, (cerca 1900). Jacques Emile - Blanche óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Rmn - Grand Palais (domaine de Compiègne) / Tony Querrec Colecção Château de Compiègne, Musée national de la voiture. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

A Chegada do Vencedor, 1906. Louis-Marie Schryver Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Rmn - Grand Palais (domaine de Compiègne) / Franck Raux. Colecção Château de Compiègne, Musée National de la Voiture. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Automóvel de corrida, 1913. Luigi Russolo Óleo sobre tela. Crédito de imagem: © Centre Pompidou, MNAM-CCI, Dist. Rmn - Grand Palais/ Jean-Claude Planchet. Colecção Centre Georges Pompidou Musée National d’Art Moderne, Paris. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

“Monneret”, 1935. Koehler Escoffier 1000. Créditos da imagem: © muséemalartre/bstofleth Colecção Musée Henri Malartre, Rochetaillée-sur-Saône. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Bentley 4 1⁄2-litre, supercharged, Grande-Bretagne, 1930 Roadster biplace Creditos da imagem:© Robert M.LeeTrust. All rights reserved. Colecção Anne Brockinton Lee – Robert M. Lee Automobile Collection, Reno (Nevada) 2021. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Monneret sobre o 500cc3A3S, Tro Turístico, 1948 Rob Roy Aguarela Créditos da imagem:© Fonds Rob Roy, Dist. RMN-Grand Palais / Tony Querrec © Amis de Rob Roy, Rmn-GP gestion droit d’auteur. Colecção Château de Compiègne, Musée National de la Voiture. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Ferrari 166 MM “Barchetta”, Itália, 1949. Reno (Nevada). Créditos © Robert M. LeeTrust. All rights reserved. Colecção Anne Brockinton Lee – Robert M. Lee Automobile Collection 2021. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Grégoire Sport Coupé, França,1956. Créditos da imagem: © photo Christian Schryve Colecção particular. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Maserati 250F, Itália, 1957. Monoplace de Formule 1. Fotografia: Hervé Monestier. Créditos da imagem: © Musée National de l’Automobile, collection Schlumpf-Mulhouse. Colecção Musée National de l’Automobile-collection Schlumpf, Mulhouse. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

O Conde Czaykowski bate o record mundial de uma hora no circuito de Avus em Berlim em 1933 com um Bugatti,1987 Rob Roy Aguarela Créditos da imagem: © Fonds Rob Roy, Dist. RMN-Grand Pa- lais / Tony Querrec © Amis de Rob Roy, Rmn-GP gestion droit d’auteur Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

“Vélo de record” de José Meiffret, França, 1962. Cycles gitane Créditos de imagem: © Collections Musée national du Sport, France Colecção Musée National du Sport, Nice. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais.

Venturi VBB-3, Monaco, 2016. Modelo do carro eléctrico com record mundial. Colecção Monaco, Venturi. Cortesia Musée National de la Voiture du Château de Compiègne e La Réunion des musées nationaux - Grand Palais

Após o sucesso do “Carro Conceptual - Pura Beleza” em 2019- 2020, a Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais e o Musée National de la Voiture du Château de Compiègne organizaram uma nova exposição de 10 de Dezembro de 2021 a 23 de Março de 2022, no mesmo local, agora sob a temática da “Velocidade”.

A mostra é realizada nas salas do castelo e destaca a variedade e a beleza dos veículos expostos.

O público, que sente atracção pela “velocidade”, tem agora uma oportunidade única de admirar as origens da história dos transportes terrestres até aos tempos modernos.

Desde a carruagem romana, até aos carros mais recentes que quebram recordes de velocidade, passando por “cabriolets” e “charrets” puxadas a cavalos, bicicletas, gravuras e pinturas, o evento oferece um novo olhar sobre a imaginação que os criadores encontraram na paixão pela velocidade.

 

O objectivo desta mostra é salientar, através de alguns dos veículos importantes da história, a evolução do conceito de velocidade e a ligação subtil que tem ligação à modernidade.

Desde o início, fossem eles puxados a cavalos ou com motores rudimentares, beneficiavam, para além da alegria dos condutores e do seu desenvolvimento, a criação para o uso quotidiano. Também têm sido uma fonte de inspiração para muitos “designers”.

A exposição através de pinturas e gravuras, mostra certas imagens realizadas com os diversos veículos durante várias épocas, como a pintura que celebra a vitória da Renault no Automobile-Club de France/ Grand-Prix 1906 até, ao cinema, que, desde o seu início, tem mantido uma verdadeira cumplicidade com o automóvel.

A exposição termina com a chegada do automóvel e dos comboios a vapor, nomeadamente com o vagão da Compagnie du Nord do comboio imperial que pertencia a Napoleão III.

Para acompanhar a mostra foi publicado pela Réunion des Musées Nationaux - Grand Palais, um catálogo ricamente ilustrado com os textos dos melhores especialistas de várias épocas.

O Musée National de la Voiture du Château de Compiègne, é o primeiro museu do mundo dedicado ao transporte. Foi fundado em 1927 e tem em exposição um Wagon-Salon de Napoléon III, um comboio que foi especialmente concebido para o imperador Napoleão III, o qual, segundo um artigo da época revela, que ele foi o primeiro soberano a atingir a velocidade de 100 km/hora a bordo deste transporte entre Marselha e Paris, em 1855. O automóvel eléctrico “La Jamais Contente”, também foi o primeiro veículo a ultrapassar a velocidade de 100 km/hora e foi  projectado pelo belga Camille Jenatzy, o qual já possuía uma aerodinâmica  avançada e tinha alcançado a marca histórica em 29 de Abril de 1899, no Parc Agricole d'Achères, em Paris.

Se a procura da velocidade está presente desde as primeiras corridas de cavalos, o século XIX e as revoluções industriais deram uma dimensão universal, que mais tarde foram apresentadas pelas competições desportivas internacionais. Após as rápidas viaturas puxados por cavalos do século XIX, “charretes” elegantes com quatro rodas e os “sulkies” de madeira dobrada (uma carroça leve com duas rodas e um assento apenas para o motorista, mas geralmente sem um corpo, puxado por cavalos, que é usado para corridas de arreios), a velocidade estava na consciência colectiva. A eficiência aerodinâmica e a leveza atingiram uma forma particular de beleza onde o desempenho tanto da máquina como do condutor era semelhante a uma busca do absoluto.

Através de algumas das viaturas emblemáticas, que definiram a sua história, a exposição pretende olhar para a forma como o conceito de velocidade evoluiu e as suas ligações subtis com a noção de modernidade. Desde o início, para além dos seus espectadores entusiasmados, estas representações têm-se baseado na perfeição dos veículos construídos para uso quotidiano. Têm sido também fontes de inspiração para os seus inventores.

Musée National de la Voiture du Château de Compiègne

Para os entusiastas de carros antigos, o Musée National de la Voiture du Château de Compiègne oferece um panorama da evolução do automóvel ao longo dos séculos através de uma bela colecção de carruagens e ciclos puxadas por cavalos desde o início do século XVIII ao século XX.

O Museu do Château de Compiègne foi fundado em 1927, por iniciativa do Touring Club de France, apresentando como tema a história do transporte rodoviário desde as suas origens em viaturas puxadas por cavalos até ao início do automóvel. Estão expostos exemplares de dois tipos de carroças puxadas a cavalo, nomeadamente os veículos de quatro rodas e de duas rodas.

Os artigos mais notáveis em exposição são: o “berline” utilizado por Bonaparte para a sua entrada em Bolonha, em 1796; o “coupé” itinerante pertencente ao Général Maison; os vários coupés e os “barouches” do Primeiro Império; e o “berline”de Ferdinand VII, futuro rei de Espanha, que foi utilizado em 1808 para o transportar de Madrid para Bayonne, e de Bayonne para Valença, onde Napoleão lhe tinha atribuído a sua residência. Existe também um “coupé” do início do século XIX que, segundo a tradição, Napoleão utilizou no seu regresso de Elba, entre Grenoble e Auxerre. Também em exposição está o “trenó” que a rainha Hortense utilizou na Holanda.

O Segundo Império é representado por: o “berline” pertencente ao embaixador otomano em Paris, construído por Binder e utilizado pelo embaixador para o cortejo do baptismo imperial em 1856; o Coupé d'Orsay da família Fould (também projectado Binder, cerca de 1850); e o “berline” da cidade, construído por Ehrler, oferecido por Eugénia de Montijo, como presente a Napoleão III, em 1867 por ocasião da Exposição Universal.

A colecção contém também algumas das charretes utilizadas para as excursões no parque durante os passeios. Há também algumas viaturas comerciais, conhecidas como 'Drags' (baseados no transporte de passageiros, autocarro do correio inglês), utilizados pelos espectadores durante as corridas de cavalos.

Para além das viaturas do acervo do Museu, pode-se admirar uma colecção de pinturas, onde se destaca o trabalho do arista Rob Roy.

O Musée National de la Voiture du Château de Compiègne recebeu uma grande colecção de obras do célebre desenhador Rob Roy (1909-1992) (nome real Robert Le Proux de la Rivière), doadas pela sua família. Esta colecção reflecte a sua actividade como artista, ilustrador, entusiasta da mecânica e testemunha das primeiras corridas de automóveis.

Rob Roy, juntamente com Géo Ham (Georges Hamel, 1900-1972), foi um dos mais importantes cartoonistas da imprensa automóvel dos Anos 20 aos anos do Pós-Guerra.

Numa altura em que as corridas de automóveis estavam a tornar-se cada vez mais populares e a fotografia não podia representar velocidade, o papel do cartoonista foi fundamental: o seu trabalho era captar os pontos altos das corridas e imortalizá-las. Rob Roy desenhou, portanto, com o seu estilo particular, a velocidade.

As artes gráficas do Museu relacionadas com o mundo do automóvel mostram a evolução dos costumes da vida social e a mutação de uma indústria. A colecção Rob Roy é um complemento perfeito das colecções existentes", afirmou Rodolphe Rapetti, Conservateur général du Patrimoine. Directeur des musées et domaine nationaux des châteaux de Compiègne et Blérancourt.

 

A paixão pela velocidade desde o século XVII até ao XIX

No seu “Histoire du XIXe siècle”, Jules Michelet afirmou em 1872: "Um dos factos mais graves hoje em dia, é que o ritmo do tempo mudou completamente. Dobrou o seu ritmo de uma forma estranha". Em várias publicações, Christophe Studeny demonstrou “o impacto do aumento gradual do cavalo, da tracção ao cavalo, depois do velocípede, do vapor e da velocidade do automóvel, arrastando a Europa para a aceleração da vida quotidiana".

Contudo, não é desta velocidade que vamos falar, mas sim daquela descrita por Charles-Augustin Sainte-Beuve em Volupté, em 1834: A sensação ou impressão da velocidade é uma sensação relativa, que se move ou agarra uma, deixando a outra impassível. Há mil velocidades diferentes, que mudam de acordo com as pessoas e ao longo dos séculos, de acordo com as práticas sociais, a moda e os desenvolvimentos tecnológicos, o que é ainda mais verdadeiro quando olhamos para o gosto e o prazer da velocidade... cavalos de potência.

No início, o veículo era reservado a uma classe privilegiada e caracterizada por alguns veículos simbólicos, como o “cabriolet”, onde esta velocidade era ´tíimida, mas fascinava, enquanto a multiplicação de viaturas ligeiras a tornava acessível a uma elite burguesa mais numerosa. A moda inglesa introduziu o desportista, treinador e trotador. A intoxicação da velocidade tomou conta das corridas, dos desafios e das apostas.

O prazer de conduzir uma carruagem para sentir a velocidade nasceu quando apareceram carruagens que eram agradáveis de conduzir. Francisco I estava ansioso por tomar as rédeas de um treinador italiano que lhe foi dado pelo Duque de Mântua em 1540. Luís XIII também desfrutou do exercício, embora o cavalo permanecesse dominante e "as provas rápidas limitavam-se a circunstâncias seleccionadas". Em 1616, o soberano, conduziu uma carruagem de quatro lugares em pleno trote até à floresta de Fontainebleau. Segundo Henri Lemoine, "o rei Luís XIII tornou-se um excelente cavaleiro, muito ousado, e também gostava de conduzir com quatro cavalos a galope total".

A corte também gostava de corridas de arreios sobre gelo e neve. As corridas de trenó apareceram durante o reinado de Luís XIII, mas tornaram-se muito populares durante os reinados seguintes. Luís XV foi um condutor apaixonado e imprudente, conduzindo o seu trenó com toda a velocidade.

As corridas de trenós que Josefina parecia amar foram trazidas de volta à moda durante o Primeiro Império.

A partir do final do século XVIII, a loucura do ciclismo veio do outro lado do Canal.

Como os seus clientes gostavam de velocidade, os construtores de coches criaram todo o tipo de veículos leves e manejáveis, enquanto novas raças de cavalos surgiram a partir dos meados do século XVIII.

O cabriolet tornou-se o veículo da moda da Era das Luzes, simbolizando esta nova apetência pela velocidade. Este "tipo de cadeira ou pequeno carrinho aberto" foi surpreendentemente popular.

O “cabriolet” tinha vários derivados, tais como a cadeira holandesa, uma espécie de cabriolet chique, ou o sedan, cuja moda atingiu o seu auge na segunda metade do século XVIII. Para além destas viaturas, existiam "guigues, carricks, bockays, phaëtons, que eram tripulações leves e ágeis.

O cabriolet não é apreciado devido à sua velocidade e René d'Argenson foi o primeiro, na sua qualidade de tenente de polícia, a tomar medidas contra este tipo de carro. Ele afirmou o seguinte: “É verdade que este tipo de veículo é frequentemente conduzido de forma desajeitada e imprudente, mas também simboliza o aumento da velocidade, tornado possível pela sua leveza e cavalos mais rápidos. Para além do veículo, a velocidade recentemente adquirida é assustadora - é ruidosa e perigosa. Por isso, é necessário controlar o próprio transporte e o desejo de velocidade”.

O século XIX continuou, portanto, a andar depressa, mas esta velocidade puxada por cavalos, que outras inovações técnicas vieram a seguir, destinava-se a ser elegante e controlada.

Num artigo célebre e publicado em 1899, Pierre Giffard previu o seguinte: "Estamos no limiar de um século que verá o homem separado do cavalo". A emoção da velocidade tomou conta do ciclo, da motocicleta e do automóvel, cujas corridas se desenvolveram com sucesso na segunda metade do século XIX e no início do século seguinte. O homem com pressa é contido pelo limite do galope e pela força do cavalo, apesar da evolução das suas raças.

O conceito de velocidade foi acompanhado por uma revolução no movimento de terra que evoluiu no século XIX. A introdução dos caminhos-de-ferro e o advento dos primeiros carros mudou a percepção do tempo e da distância, mas também criou novos receios.

A velocidade representa o progresso, a modernidade e o futuro. Tomou forma mais rápida do que o carro produzido nas competições desportivas.

Uma selecção de automóveis icónicos, particularmente o Grande Prémio de Monolugares, destaca a conquista de velocidade competitiva, desde o Renault Tipo C, que ganhou a sua classe na corrida Paris-Toulouse-Paris 1900, até ao Venturi Electric VBB-3. Em 2010, estabeleceu um record de velocidade no Lago Salgado de Bonneville.

Uma retrospectiva que há muito alimenta sonhos e fantasias e lança dúvidas sobre temas que se têm tornado muito controversos ao longo do tempo. Uma exposição a não perder.

 

Theresa Bêco de Lobo

Marionela Gusmão