Thalgo I Um exemplo de responsabilidade ambiental em parceria com a associação Yvan Bourgnon, The SeaCleaners

Há uma frase sábia que ouvimos recorrentemente, mas que pouco dela a assumimos com inteireza e honestidade. A máxima “a Terra é-nos emprestada pelos nossos netos” traduz uma simples e inegável verdade porque o planeta nunca foi nem é nem será pertença de ninguém. A nossa Casa é herança dos nossos antepassados e promessa de um Futuro que o Presente não tem o direito de inviabilizar. Todos somos responsáveis, mas nem todos honram o compromisso da ética ambiental e, neste capítulo, os mares têm sido protagonistas das maiores atrocidades.

Sabemos que cerca de 2/3 do nosso corpo é constituído por água e que, por um acaso extraordinário, também é essa a proporção de água existente no planeta relativamente à superfície ocupada pelos continentes. Também é do nosso conhecimento que os primeiros microorganismos do planeta surgiram nos oceanos e que estes possuem uma biodiversidade de tal forma rica que se tornaram vitais à sobrevivência humana. 

Os mares do nosso castigado planeta significam vida, futuro e ainda possuem muitos segredos a desvendar. Entre animais, algas, plantas e minerais os oceanos oferecem ao Homem a plenitude da existência, as insondáveis possibilidades de regeneração e o encontro emocional com a sacralidade da natureza.  

Sabemos muita coisa, mas, infelizmente, esquecemos com facilidade. Basta pensar na quantidade de plástico que usamos diariamente mesmo estando nós conscientes do crime que estamos a cometer. Com que facilidade esticamos o braço no supermercado para o rolo dos saquinhos onde colocamos vegetais, compramos detergentes e produtos de higiene que são embalados em plástico, e nem procuramos alternativas, lançamos mão dos bifes em embalagens plastificadas, fiambre que se apresenta em invólucros de plástico? Quantas vezes filmamos a metade da cebola que sobrou, o limão que foi aberto, a fatia de bolo que não se comeu? Quantas vezes repetimos gestos condenáveis ao mesmo tempo que abanamos a cabeça consternados com os documentários que mostram oceanos em lenta agonia, mares intoxicados, ilhas de plástico navegando como monstros da nossa vergonha, rios mortos, golfinhos mortos à fome porque ficaram com a boca presa numa anilha de plástico? E quantas vezes separamos o lixo? E na praia, como reagimos quando vemos pontas de cigarro ou alguém que atira com o final do cigarro para o mar? Teremos nós consciência que são precisos 450 anos para a destruição do plástico nos oceanos e que 500 litros de água são poluídos por 1 única ponta de cigarro? Pois…talvez fosse bom termos certos números presentes na nossa memória diária.

É, pois, vital que assumamos as nossas obrigações ecologistas porque de nada vale a nossa preocupação e consternação se nada fizermos para alterar hábitos nefastos. As atitudes contam, todas! É por isso que nos congratulamos com a notícia da recente parceria entre a Thalgo e a associação Yvan Bourgnon, The SeaCleaners.  

É do conhecimento público a forte e antiga ligação da THALGO com os oceanos de onde a marca nasce e se renova e também é do conhecimento geral a enorme preocupação que a marca sempre teve com o respeito pelos oceanos respeito esse que tem concretizado não apenas na forma como concebe e produz a sua gama de produtos de cosmética, mas igualmente no investimento que tem realizado na proteção do meio ambiente e, em especial destaque, do fundo marinho. Mas agora a THALGO dá mais um passo em frente com a parceria que estabeleceu com a associação The Sea Cleaners contribuindo para um projeto amplo de limpeza dos oceanos e zonas costeiras e de intervenção com vista à redução do desperdício de plástico. Um dos principais objetivos é a despoluição de plástico dos Oceanos que se enquadra no Projecto Manta que implica a construção de um barco coletor e reciclador dos macro-resíduos plásticos que percorrerá os mares e oceanos mais poluídos do mundo. 

Como refere a empresa “Graças à presença de plantas marinhas, o oceano liberta mais oxigénio para a atmosfera do que qualquer floresta do mundo. Mas este ecossistema está sufocado pela poluição aquática, 80% da qual é de origem terrestre. Mais de 8 milhões de toneladas de plásticos são lançados no oceano, a cada ano, o que equivale a carregar um camião de lixo a cada minuto. Hoje nos oceanos há um resíduo de plástico por cada 5 peixes. Se não agirmos, daqui a 30 anos haverá mais plástico do que peixes nos oceanos” e por isso a THALGO, fiel ao seu compromisso de defesa ambiental e proteção dos oceanos, revela uma vez mais o seu empenho e coerência surgindo ao lado da Associação de Yvan Bourgnon, THE SEACLEANERS, neste extraordinário e ambicioso projecto que se desenvolve em 3 níveis: 

1º DESPOLUIÇÃO DE PLÁSTICO DOS OCEANOS através do Projecto MANTA, a que já fizemos referência. De salientar que o Manta será o primeiro navio offshore capaz de colectar e processar continuamente grandes quantidades de macro-resíduos plásticos que flutuam na superfície do oceano, antes que se desintegrem no fundo do mar. Ao mesmo tempo, o Manta carrega outro objetivo: o da recolha de dados que permitirá um aumento do conhecimento sobre a contaminação dos oceanos e para tal serão montadas instalações científicas no barco para geo-localizar os resíduos, quantificá-los e caracterizá-los e todas as informações serão oferecidas a todos os cientistas como Dados de Acesso Livre (Open Data).

Graças ao apoio de mecenas como a THALGO, a construção do barco terá início em 2022 e o seu lançamento em busca de resíduos plásticos está previsto para 2024. Irá então para as zonas do planeta onde a densidade de resíduos é maior: estuários ou foz de grandes rios, principalmente na Ásia, África e América do Sul.

2º LIMPEZA COSTEIRA: fundamental se considerarmos a necessidade evidente de actuar a montante já que existem 11 rios responsáveis por 90% da poluição de plástico nos oceanos. A ideia é colocar colectores de lixo em grande escala nas costas marítimas e fluviais de todo o mundo. 

3º REDUÇÃO DO CONSUMO DE PLÁSTICO. Neste 3º nível a feliz parceria THALGO & The SeaCleaners Thalgo possui uma estratégia de actuação pedagógica dirigida ao público em geral para que cada cidadão consiga a mudança de hábitos na vida diária necessária à redução do desperdício de plástico. Cada um de nós tem que entender urgentemente que é um agente de mudança. Nesta fase será a própria tripulação a realizar campanhas de consciencialização voltadas para as populações mais afectadas pela poluição do plástico.

Boas notícias são mesmo necessárias para reanimar a esperança e a Thalgo está de parabéns por mais esta sua decisão que vem no seguimento de uma garantia assumida pela marca: a de oferecer uma beleza responsável através de produtos cujas fórmulas são cada vez mais naturais num compromisso de protecção do mar e da sua biodiversidade. Em coerência com este objectivo a marca conseguiu já este ano que 90% dos ingredientes usados nos seus produtos sejam de origem natural e que 100% dos constituintes incorporem ingredientes marinhos (73% dos quais são algas), respeitando a biodiversidade marinha.

Parabéns e obrigada, Thalgo!

Paula Timóteo