Surrealismo e a Magia I Modernidade Encantada

O Cérebro de Criança, (Le Cerveau de l’enfant), 1914. Giorgio de Chirico, (Italiano, 1888 —1978) Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Giorgio de Chirico, by SIAE 2022. Colecção Moderna Museet, Stockholm, Purchase 1964 (The Museum of Our Wishes) Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Musas Metafísicas, 1918, Giorgio de Chirico, (Italiano, 1888 —1978) Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Giorgio de Chirico, by SIAE 2022. Colecção Fondazione Francesco Federico Cerruti per l’Arte, em empréstimo em longo termo no Castello di Rivoli Museo d’Arte Contemporanea, Rivoli-Turin. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Jeu de Marseille, 1941. Freud, Magus dos Sonhos—Estrela, Março 1941. Oscar Domínguez, (Espanhol, 1906 –1957). Gouache, lápis de cor, e tinta da China sobre papel Canson. Créditos da imagem: © Oscar Domínguez, by SIAE 2022. Colecção Musée Cantini, Marseille, oferta de Aube Breton Elléouët and Oona Elléouët, em homenagem a Varian Fry, 2003. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Jeu de Marseille, 1941. Hélène Smith, Sirene do Conhecimento - Fecho, Março 1941. Victor Brauner, (Romeno, 1903 – 1966). Lápis preto e colorido sobre papel de decalque. Créditos da imagem: Victor Brauner, by SIAE 2022. Colecção Musée Cantini, Marseille, oferta de Aube Breton Elléouët and Oona Elléouët, em homenagem a Varian Fry, 2003. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Jeu de Marseille, 1941. Baudelaire, Génio da Fama do Amor, Março de 1941. Jacqueline Lamba, (Francesa, 1910 –1993). Guache, tinta da China e colagem sobre papel Canson. Créditos da imagem: © Jacqueline Lamba, by SIAE 2022. Colecção Musée Cantini, Marseille, oferta de Aube Breton Elléouët and Oona Elléouët, em homenagem a Varian Fry, 2003. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Jeu de Marseille, 1941. Às de Roda da Revolução, Março, 1941. Jacqueline Lamba, (Francesa, 1910 –1993). Tinta vermelha e preta sobre papel. Créditos da imagem: © Jacqueline Lamba, by SIAE 2022. Colecção Musée Cantini, Marseille, oferta de Aube Breton Elléouët and Oona Elléouët, em homenagem a Varian Fry, 2003. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Retrato de Max Ernst, (cerca 1939). Leonora Carrington (Inglesa, 1917 - 2011). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Leonora Carrington, by SIAE 2022. Colecção National Galleries of Scotland. Adquirido por Henry and Sula Walton Fund and the Art Fund, 2018. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Atracção da Noiva, 1940. Max Ernst, (Alemão, 1891-1976) Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Max Ernst, by SIAE 2022. Colecção Peggy Guggenheim Collection, Venice (Solomon R. Guggenheim Foundation, New York). Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Núpcias Químicas, 1948. Max Ernst, (Alemão, 1891-1976). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Max Ernst, by SIAE 2022. Colecção Privada. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Europa Depois da Chuva II, 1940/42. Max Ernst, (Alemão, 1891-1976). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Max Ernst, by SIAE 2022. Colecção Wadsworth Atheneum Museum of Art, Hartford, The Ella Gallup Sumner and Mary Catlin Sumner Collection Fund. Inv. 1942. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Baphomet,1948. Kurt Seligmann, (Suiço-Americano, 1900–1962). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Kurt Seligmann, by SIAE 2022. Colecção Museum of Contemporary Art Chicago, Oferta de Joseph e Jory Shapiro. Inv. 1992. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Fins da Terra, 1949. Leonor Fini, (Argentina, 1907 – 1996). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Leonor Fini, by SIAE 2022. Colecção Privada. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

10.

Magia Negra, (La magie noire),1945. René Magritte, (Belga, 1898 ― 1967) Óleo sobre tela. Fotografia: J. Geleyns. Créditos da imagem: © René Magritte, by SIAE 2022. Colecção Musées Royaux des Beaux-Arts de Belgique, Bruxelles. Doação de Mrs. Georgette Magritte, Brussels, 1987. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

O Jogo da Flor Mágica, 1941. Dorothea Tanning, (Americana, 1910 - 2012) Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © The Estate of Dorothea Tanning. Colecção Privada, South Dakota. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

13.

Cozinha Aromática da Avó Moorhead, 1975, Leonora Carrington, (Inglesa, 1917 - 2011). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Leonora Carrington, by SIAE 2022. Colecção Charles B. Goddard Center for Visual Performing Arts, Ardmore, Oklahoma. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Os Prazeres de Dagobert, 1945. Leonora Carrington (Inglesa, 1917 - 2011). Tempera de ovo sobre madeira. Créditos da imagem: © Leonora Carrington, by SIAE 2022. Colecção Privada Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Pablum Celestial, 1958. Remedios Varo, (Espanhola, 1908 - 1963) Óleo sobre madeira. Créditos da imagem: © Remedios Varo, by SIAE 2022. Colecção FEMSA Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

A Divindade Quotónica a Vigiar o Sono de um Jovem,1946. Leonor Fini, (Argentina, 1907 – 1996). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Leonor Fini, by SIAE 2022. Colecção Francis Naumann, Francis Naumann Fine Art & Rowland Weinstein, Weinstein Gallery Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Retrato da Princesa Francesca Ruspoli, 1944. Leonor Fini, (Argentina, 1907 – 1996). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Leonor Fini, by SIAE 2022. Colecção Privada, Suiça. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

O Surrealista, 1947. Victor Brauner, (Romeno, 1903 – 1966). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Victor Brauner, by SIAE 2022. Colecção Peggy Guggenheim Collection, Venice (Solomon R. Guggenheim Foundation, New York) Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

“[A magia é] o meio de abordar o desconhecido por outros meios que não os da ciência ou da religião".

Max Ernst, 1946

 

De 9 de Abril a 26 de Setembro de 2022, a Colecção Peggy Guggenheim apresenta a mostra: “Surrealismo e Magia: Modernidade Encantada”, com curadoria da Grazina Subelytė, Curadora Associada da Colecção Peggy Guggenheim. Esta é a primeira exposição internacional de grande escala a destacar o interesse dos surrealistas pela magia, alquimia e ocultismo. Estão expostas cerca de 60 obras de mais de 20 artistas, de 40 instituições artísticas internacionais, incluindo prestigiados museus e colecções privadas. 

A exposição estruturada cronologicamente, apresenta obras desde a "pintura metafísica" de Giorgio de Chirico por volta de 1915, passando por pinturas icónicas, tais como "A Tenda da Noiva" de Max Ernst (1940) e "Os Amantes" de Victor Brauner (1947), até ao simbolismo ocultista das obras tardias de Leonora Carrington e Remedios Varo. Após a apresentação em Veneza, a mostra será exposta no Museum Barberini, Potsdam, Alemanha de 22 de Outubro de 2022 a 29 de Janeiro de 2023, comissariada por Daniel Zamani, Curador do Museum Barberini, Potsdam.

 

Surrealismo

Em Outubro de 1924, o escritor francês André Breton publicou o Manifesto de Surrealismo,  um movimento literário e artístico que se tornou a vanguarda internacional líder e que também oferecia uma filosofia de vida. Os surrealistas afectados pela horrível experiência da I e II Guerra Mundial, rejeitaram a racionalidade, e optaram por seguir caminhos alternativos: os sonhos, o irracional, o inconsciente, mas também a magia, o mito, a alquimia, e o ocultismo. Para os artistas que se moviam na órbita intelectual do movimento surrealista, estas formas poderosas de estimular e libertar a imaginação de quaisquer limitações impostas, foram essenciais para produzir obras de arte maravilhosas que esperavam poder regenerar a humanidade e provocar mudanças no mundo num período de luta, ansiedade e de profundas mudanças sócio-políticas. Para eles, a magia proporcionou uma porta de entrada para um renascimento cultural e espiritual do pós-guerra e conseguiu cumprir o seu objectivo de uma revolução total, que não era apenas material, mas uma das mentes e, portanto, de transformação individual. Basearam-se no simbolismo ocultista, relacionando-o tanto com o conhecimento arcano como com o auto-poder, e cultivaram a imagem tradicional da “persona” do artista como mágico, vidente, alquimista, deusa, bruxa e feiticeira. A influência duradoura destes interesses reflectiu-se na exposição “Le Surréalisme”, em 1947, realizada na Galerie Maeght em Paris, onde este evento foi concebido, como uma iniciação surrealista. Em 1957, Breton  no seu livro “L'Art Magique” definiu a magia como o poder, e a visão do mundo, enfaticamente mágico. 

O ponto de partida da exposição, agora em Veneza é um acervo surrealista de classe mundial da Colecção Peggy Guggenheim, contendo pinturas emblemáticas que reflectem o diálogo dos surrealistas com a tradição ocultista. Muitos artistas representados nesta exposição foram expostos por Peggy Guggenheim, que surgiu como uma das mais enérgicas coleccionadoras e patronas do Surrealismo no final da década de 1930. Tendo-se familiarizado com o surrealismo durante a sua estadia em Paris entre as guerras, teve relações próxmas com Max Ernst e Breton.

 

A instalação da mostra salienta temas como a alquimia, a metamorfose, o andrógino, o tarot, o mau-olhado, a substância totémica, dimensões invisíveis e cósmicas, assim como a noção de artista como mágico e da mulher como um ser mágico, deusa e bruxa. A primeira galeria da exposição apresenta as "pinturas metafísicas" de Giorgio de Chirico, que Breton considerou o principal precursor do movimento surrealista, e confirmou a sua influência com o seu fascínio inicial pela magia e pelo ocultismo. A pintura inspiradora de De Chirico:” O Cérebro de Criança” (1914), que fazia parte da colecção pessoal de Breton. Esta obra foi descrita por Breton. como um caso de androginia e transformação de género que "não era meramente freudiano, mas também mágico". Para muitos surrealistas, o andrógino significou um apagamento do binário masculino/feminino e consequentemente subverteu às hierarquias de poder inerentes às sociedades patriarcais. A galeria seguinte destaca a noção alquímica do “Casamento Real”, que representa a unidade dos sexos, unidos num estado avançado de perfeição para criar um todo coeso. Esta sala reúne duas obras-primas, a “Noiva” de Ernst e o Retrato de Carrington de Max Ernst (cerca 1939). Na sua pintura, Ernst retrata Carrington como uma bruxa e ao mesmo tempo uma personagem encantadora, enquanto Carrington retrata Ernst como um alquimista/ eremita/ figura xamânica. Este conceito realça o seu intercâmbio artístico e interesses comuns em bruxaria, magia, e simbolismo alquímico e animal. Também revela a influência de Carrington sobre Ernst, uma vez que o seu retrato provavelmente agiu como uma inspiração chave para Ernst.

A secção seguinte salienta a influência da substância totémica, e a visão cósmica do universo, apontando para as infinitas analogias entre o homem e a natureza, e o micro e macrocosmo,  reflectido em obras como, o “Dia e a Noite” de Ernst (1941/42). O artista suíço e defensor do ocultismo Kurt Seligmann é o protagonista da galeria ao lado. Ele pintou obras infundidas com correntes mágicas e escreveu o livro “O Espelho da Magia” (1948), agora um clássico do ocultismo, amplamente lido pelos surrealistas, entre eles Carrington. As salas seguintes representam a noção de mulher como ser mágico, e a sobreposição entre vida animal, vegetal e humana, com obras como “A Mulher Gata” de Carrington (La Grande Dama) (1951), “Os Fins da Terra” de Leonor Fini (1949), “A Magia Negra” de René Magritte (1945), e “O Jogo da Flor Mágica” de Dorothea Tanning (1941). As três salas seguintes são dedicadas ao proto-feminista da alquimia, bruxaria, deusa e androginia, e estratégias de empoderamento feminino nas obras como “Os Prazeres de Dagobert” de Carrington (1945), Retrato da “Princesa Francesca Ruspoli” de Fini (1944) e “Stryges Amaouri” (1947) e Remedios Varo “Pablum Celestial” (1958). A galeria final é dedicada ao tema das forças cósmicas e dimensões invisíveis com obras de Salvador Dalí, Óscar Domínguez, Matta, Wolfgang Paalen, Kay Sage, e Yves Tanguy colocadas em diálogo, que torna visível o invisível, e descreveu o surrealismo como a redescoberta da magia no meio de uma modernidade desencantada e racionalizada, colocando-a no fim de uma longa linhagem de "arte mágica", que incluía precursores tais como Hieronymus Bosch.

  A curta-metragem ocultista inacabada “The Witch's Cradle” (1943) da realizadora americana de vanguarda, nascida na Ucrânia, Maya Deren, filmada no museu/galeria de Peggy no Guggenheim New York. O filme “Art of This Century”, e salienta o interesse de Deren pela bruxaria e ritualismo, agora está exposto na entrada da exposição num espaço especial utilizado como sala de exibição.

Durante a duração da mostra, no Palazzo Venier dei Leoni, numerosas obras surrealistas que Guggenheim recolheu são colocadas em diálogo com obras africanas e oceânicas, com grande significado espiritual, que também fazem parte da colecção permanente. As culturas oceânicas e a sua arte, em particular, cativaram os surrealistas devido à sua representação dos processos mágicos de metamorfoses e resistência a estados fixos.

Entre as instituições artísticas internacionais da exposição, destacam-se: o Centre Pompidou em Paris, as Galerias Nacionais da Escócia, Edimburgo, o Moderna Museet em Estocolmo, a Menil Collection em Houston, o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia em Madrid, o Art Institute of Chicago, o Metropolitan Museum of Art, o Solomon R. Guggenheim Museum, e o Whitney Museum of American Art em Nova Iorque, e o Castello di Rivoli Museo d'Arte Contemporanea em Torino.

A exposição é acompanhada por um catálogo de 270 páginas (Prestel, 2022), com ensaios de Susan Aberth, Will Atkin, Helen Bremm, Victoria Ferentinou, Alyce Mahon, Kristoffer Noheden, Gavin Parkinson, Grazina Subelytė, e Daniel Zamani.

Os programas da exposição da Colecção Peggy Guggenheim são apoiados pelo Conselho Consultivo da Colecção Peggy Guggenheim. Os programas educacionais em conjunto com a exposição são financiados pela Fondazione Araldi Guinetti, Vaduz. As exposições da Colecção Peggy Guggenheim são viabilizadas pelos patronos institucionais, EFG, Lavazza e Sanlorenzo Yacht, e pela Guggenheim Intrapresæ. 

Muitos artistas surrealistas utilizaram a pintura ou a escrita automática para desbloquear ideias e imagens das suas mentes inconscientes. Outros quiseram retratar mundos do sonho ou tensões psicológicas ocultas. Os artistas surrealistas também se inspiraram no misticismo, culturas antigas e arte e saberes indígenas como uma forma de imaginar realidades alternativas.

Uma exposição belíssima, que não se deve deixar de ver, quando se for a Veneza.

Theresa Bêco de Lobo

Vista das obras da Exposição no Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza. Fotografia: Matteo De Fina. Créditos da imagem: © “Surrealism and Magic: Enchanted Modernity”, Peggy Guggenheim Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Vista das obras da Exposição no Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza. Fotografia: Matteo De Fina. Créditos da imagem: © “Surrealism and Magic: Enchanted Modernity”, Peggy Guggenheim Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Vista das obras da Exposição no Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza. Fotografia: Matteo De Fina. Créditos da imagem: © “Surrealism and Magic: Enchanted Modernity”, Peggy Guggenheim Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Vista das obras da Exposição no Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza. Fotografia: Matteo De Fina. Créditos da imagem: © “Surrealism and Magic: Enchanted Modernity”, Peggy Guggenheim Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Vista das obras da Exposição no Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza. Fotografia: Matteo De Fina. Créditos da imagem: © “Surrealism and Magic: Enchanted Modernity”, Peggy Guggenheim Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Vista das obras da Exposição no Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza. Fotografia: Matteo De Fina. Créditos da imagem: © “Surrealism and Magic: Enchanted Modernity”, Peggy Guggenheim Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Vista das obras da Exposição no Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza. Fotografia: Matteo De Fina. Créditos da imagem: © “Surrealism and Magic: Enchanted Modernity”, Peggy Guggenheim Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Vista das obras da Exposição no Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza. Fotografia: Matteo De Fina. Créditos da imagem: © “Surrealism and Magic: Enchanted Modernity”, Peggy Guggenheim Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Vista das obras da Exposição no Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza. Fotografia: Matteo De Fina. Créditos da imagem: © “Surrealism and Magic: Enchanted Modernity”, Peggy Guggenheim Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Vista das obras da Exposição no Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza. Fotografia: Matteo De Fina. Créditos da imagem: © “Surrealism and Magic: Enchanted Modernity”, Peggy Guggenheim Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.

Vista das obras da Exposição no Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza. Fotografia: Matteo De Fina. Créditos da imagem: © “Surrealism and Magic: Enchanted Modernity”, Peggy Guggenheim Collection. Cortesia Peggy Guggenheim Collection, Palazzo Venier dei Leoni, Veneza.