Patchworks I Retalhos ou gosto artesanal?

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Akris

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Alexander McQueen

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Há muito que apreciamos a arte concebida pelos emigrantes que emigraram de Inglaterra para os Estados Unidos da América e que por questões económicas começaram por fazer cobertas para as suas camas, tipo colchas, com os restos de tecidos que restaram do seu vestuário. Chamaram-lhe “patchwork”. Agora, a moda do vestuário por obra e graça de inspiração quiçá divina, ressuscitou a arte da mistura de tecidos através de uma solução mais fácil – os estampados.

E não é que muitos fiéis servidores da moda, estilistas e costureiros criaram colecções inspiradas no patchwork?

Às vezes, surpreendo-me tanto que dou comigo a falar com os meus botões e interrogo-me: o que é que isto quer dizer? Confesso, não sei explicar. Exaltação das memórias da miséria? Entendimento de que essas misturas de tecido são uma arte que se pretende relembrar? Para quê? Há artistas que fazem excelentes trabalhos a exaltarem o patchwork, entre as quais distingo a minha querida amiga Dulce Roselló que sempre nos tem maravilhado nas exposições das suas obras. 

Enfim, o mundo está cada vez mais difícil de entender! 

Marionela Gusmão

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