Os Medicis, Retratos e Políticos, 1512 a 1570

Retrato de um Jovem com um Livro (cerca de 1530). Bronzino (Agnolo di Cosimo di Mariano), (Italiano, 1503–1572). Óleo sobre madeira). Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, H. O. Havemeyer Collection, Doação de Mrs. H. O. Havemeyer, 1929. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York,

Retrato de Halberdier (provavelmente Francesco Guardi), (cerca 1528/30). Jacopo da Pontormo (Jacopo Carucci), (Italiano, 1494–1556). Óleo, possivelmente misturado com tempera, sobre painel. Créditos da imagem: cortesia do Getty's Open Content Program. Colecção The J. Paul Getty Museum, Los Angeles. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Retrato de Senhora com Cão, (cerca 1532/33). Bronzino (Agnolo di Cosimo di Mariano), (Italiano, 1503–1572). Óleo sobre painel. Créditos da imagem: Image © Städel Museum, Frankfurt am Main. Colecção Städel Museum, Frankfurt. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Lodovico Capponi, 1550/55. Bronzino (Agnolo di Cosimo di Mariano), (Italiano, 1503–1572). Óleo sobre madeira. Colecção The Frick Collection. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Alessandro de Medicis, (1534/35). Jacopo da Pontormo (Jacopo Carucci), (Italiano, 1494–1556). Óleo sobre painel. Créditos da Imagem: Cortesia Philadelphia Museum of Art. Colecção Philadelphia Museum of Art; John G. Johnson Collection. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Carlo Rimbotti (1518–1591) (cerca 1548). Francesco Salviati (Francesco di Rossi), (Italiano, 1510–1563). Óleo sobre madeira. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Adquirido, por Walter e Leonore Annenberg Acquisitions Endowment Fund, Alejandro Santo Domingo, Ronald S. Lauder, e The Morris and Alma Schapiro Fund Gifts, e Beatrice Stern, Annette de la Renta, Brownstein Family Foundation, e David e Julie Tobey Gifts, 2017. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Cosimo I de Medicis (Esculpido cerca 1550/51, terminado depois de 1571). Benvenuto Cellini (1500–1571), possivelmente completada no estúdio de Giambologna (1529–1608). Mármore. Créditos da imagem: Image © the Fine Arts Museums of San Francisco. Colecção Legion of Honor, Fine Arts Museums of San Francisco. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Cosimo I de' Medicis, 1545. Benvenuto Cellini, (Italiano,1500–1571). Bronze Créditos da Imagem: Gabinetto Fotografico delle Gallerie degli Uffizi, su concessione del Ministero per i Beni e le Attività Culturali e per il turismo. Fotografia:Francesco Del Vecchio. Colecção: Museo Nazionale del Bargello. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Bindo Altoviti, (cerca 1545) Francesco Salviati (Francesco di Rossi), Italian, Florence 1510–1563 Roma. Óleo sobre mármore. Créditos da Fotografia:© Bruce M. White, 2020. Colecção Particular. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

São João Baptista (Retrato de Medicis),1560/61. Bronzino (Agnolo di Cosimo di Mariano), (Italiano,1503–1572). Óleo sobre painel. Colecção Galleria Borghese, Rome. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Laura Battiferri, (cerca 1560). Bronzino (Agnolo di Cosimo di Mariano), (Italiano,1503–1572). Óleo sobre painel. Créditos da Imagem: © Musei Civici Fiorentini—Museo di Palazzo Vecchio. Colecção Museo di Palazzo Vecchio, Florence; Donazione Loeser. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Retrato de um Homem (provavelmente Pierantonio Bandini) (cerca 1550/1555). Bronzino (Agnolo di Cosimo di Mariano),(Italiano, 1503–1572). Óleo sobre madeira, provavelmente choupo. Créditos de imagem: NGC. Colecção National Gallery of Canada, Ottawa, Adquirido, em 1930. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Retrato de uma Senhora (provavelmente Cassandra Bandini) (cerca 1550/55). Bronzino (Agnolo di Cosimo di Mariano), (Italiano,1503–1572). Óleo sobre painel. Créditos da Imagem: Scala / Art Resource, NY. Colecção Galleria Sabauda, Turin. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Lorenzo di Medicis, Duque de Urbino 1518. Raphael (Raffaello Sanzio ou Santi), (Italiano,1483–1520). Óleo sobre tela. Créditos da Imagem: Private Collection/Bridgeman Images. Colecção Private Collection. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Eleonora di Toledo e Francesco de Medicis (cerca 1550). Bronzino (Agnolo di Cosimo di Mariano), (Italiano,1503–1572). Óleo sobre painel. Créditos da imagem: Image © Haltadefinizione® Image Bank by permission of the Ministry of Cultural Activities and Heritage— Polo Museale della Toscana. Colecção Museo Nazionale di Palazzo Reale, Pisa. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Francesco di Medicis, (cerca 1551). Bronzino (Agnolo di Cosimo di Mariano), (Italiano,1503–1572). Óleo sobre painel. Colecção Galleria degli Uffizi, Florence. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Garzia di Medicis, (cerca 1550). Bronzino (Agnolo di Cosimo di Mariano),(Italiano,1503–1572). Óleo sobre painel. Créditos da Imagem: ©Photographic Archive, Museo Nacional del Prado, Madrid Colecção Museo Nacional del Prado, Madrid. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Camafeu de Cosimo di Medicis e de Eleonora di Toledo (cerca 1574). Domenico Compagni, (Domenico de Cammei), (Italiano, meados do século XVI- cerca 1586?) Ágata e ouro. Créditos da imagem: Florence Image: Gabinetto Fotografico delle Gallerie degli Uffizi, su concessione del Ministero per i Beni e le Attività Culturali e per il turismo. Colecção Museo degli Argenti, Palazzo Pitti. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

A exposição “Os Medicis, Retratos e Políticos, 1512 a 1570”, inaugurada no dia 26 de Junho de 2021, no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque,será, sem dúvida, o grande acontecimento cultural da temporada do Verão, já que a mostra se prolonga até 11 de Outubro de 2021.

 

 

Alguns dos maiores retratos da arte ocidental foram pintados em Florença durante os tumultuosos anos que se estenderam de 1512 a 1570, quando a cidade passou pela transformação de uma república, com funcionários eleitos, num ducado governado por Cosimo I de 'Medicis.

 

Cosimo I de Médicis, foi o segundo duque de Florença (1537-1569) e primeiro grão-duque da Toscânia (1569-1574). Era um membro da família Médicis e a sua gestão foi pontuada pela intenção de expandir a influência de Florença a toda a Toscana conquistando a vizinha República de Siena, constituindo, assim, o Grão-Ducado da Toscânia.

Cosimo demonstrou uma grande atracção pela cultura, adoptando-a como instrumento político na sua conversão da cidade mercantil na capital de um Estado. Ele contratou os principais intelectuais e artistas do seu tempo e apoiou projectos arquitectónicos ambiciosos, de engenharia e artísticos que alteraram a aparência e a cultura da cidade. Através do livro “Vidas dos Artistas” de Giorgio Vasari, dedicado ao duque, Florença foi o berço da Renascença.

“A mostra apresenta um grupo notável de retratos com um novo olhar sobre os artistas, que retrataram a elite de Florença, como os Medicis, representando as suas ambições políticas e culturais e transmitindo uma mudança de sentido do que significava ser um florentino nesse momento decisivo na história da cidade”, disse Keith Christiansen, o Presidente John Pope-Hennessy do Departamento de Pinturas Europeias do Metropolitan Museum of Art.

Esta grande exposição, com mais de 90 obras de grande variedade de técnicas, como desenhos, medalhas e gravuras, bustos escultóricos, pinturas, livros e manuscritos. Nesta escolha, estão incluídas obras dos artistas mais célebres da época, como Raphael, Jacopo Pontormo, Rosso Fiorentino, Benvenuto Cellini e Agnolo Bronzino.

A exposição:” Os Medicis: Retratos e Políticos, 1512–1570” foi organizado por Keith Christiansen, Presidente John Pope-Hennessy do Departamento de Pinturas Europeias, e o curador convidado Carlo Falciani, Professor de História da Arte na Accademia di Belle Arti, em Florença.

A exposição é acompanhada por um catálogo ricamente ilustrado e publicado pelo Metropolitan Museum of Art, distribuído pela Yale University Press.

 

A Pintura e Escultura Florentina

Ainda com o classicismo de Rafael em plena expansão, alguns artistas florentinos começaram a exprimir-se com um nervosismo perturbante que conferiu grande destaque ao traço, às suas sinuosas ondulações e desenvolvendo-se então estranhas harmonias cromáticas sem preocupações de veracidade. Foi entre 1515 e 1521 que se formou essa nova expressão no círculo de Andrea del Sarto, o qual inclui Pontormo e Jacopo di Rosso.

Pontormo (Jacopo Carucci) nasceu em 1494 em Pontorme, perto de Empoli e morreu em 1556 em Florença. Este artista iniciou-se na pintura na oficina de Leonardo da Vinci, junto de Albertinelli e de Piero di Cosimo. Em 1512, Pontormo trabalhou na oficina de Andrea Sarto ao lado de Jacopo di Rosso e seis anos mais tarde pintou com Andrea nos pequenos quadros como a história de José, para a câmara nupcial de Pier Francesco Borgherini. Foi ainda nesse ano, que realizou o retrato póstumo de Cosme, o Velho, que o tornou conhecido no meio dos Médicis. Em 1521 concebeu a sua primeira obra-prima maneirista, os frescos do salão da Villa dos Médicis di Poggio a Caiano. Num grande óculo da sala, estão dispostas figuras evocando Vertumno e Pomona em dois planos sobrepostos e envoltos em folhagem, numa disposição muito simétrica. As atitudes singulares, a justaposição, os olhares misteriosos, aliam-se a um desenho elegante reforçado por uma cor penetrante para criar uma atmosfera estranha.

As obras de Pontormo só contém personagens cujas vestes apresentam grandes planos coloridos, que destacam as silhuetas. Utilizou muitas vezes superfícies lisas e polidas com tons quase agressivos, dando simultaneamente a ilusão do real pela precisão e ao mesmo tempo uma nota de mistério pelas tonalidades e pela luz. Os seus retratos ilustram tanto mais essa tendência, quanto é certo que imprimem aos modelos um carácter de aparição.

Evoluindo de um estilo ligado a Andrea Sarto e ao classicismo, para um formalismo que tocou limites da alucinação, a obra de Pontormo, grande desenhador, percorreu as etapas estéticas do quinhentismo florentino, propondo-lhe um sentido maneirista de modernidade que sairia da Toscânia para toda a Europa.

De resto, o retrato constituiu um dos domínios privilegiados do Maneirismo florentino. Caracteriza-se pela importância concedida aos trajes, à atitude e muitas vezes até aos atributos do meio: em resumo, fazem viver os personagens mais pela atmosfera em que se movem do que pelos seus caracteres psicológicos.

Agnolo Bronzino, (Agnolo di Cosimo) (1503-1572), foi discípulo de Pontormo, o mais novo dos pintores desse período, que realizou os mais notáveis retratos de todo o século XVI.

Bronzino nasceu em 1503 em Monticelli, junto a Florença, morreu em 1572 nesta cidade, em casa de Allori, seu discípulo. Estudou com Rafaelino del Garbo, mas em breve tornou- se discípulo de Pontormo, a quem foi fiel toda a vida. A sua obra mais antiga data de 1518. De 1522 a 1525 colaborou com Pontormo na Cartuxa e, em 1526, na capela Capponi de S. Felicita. Entre 1530 e 1532 trabalhou na corte de Urbino, voltou depois a Florença para pintar com Pontormo na Villa dos Médicis di Poggio a Caiano, e, em 1539 iniciou a sua actividade oficial para a corte florentina, com decorações para a capela de Eleonara de Toledo, no Palazzo Vecchio, cartões de tapeçaria para o Palazzo Vecchio e Quirinale e retratos, sobretudo: Eleonara de Toledo, Don Francesco e Don Giovanni entre outros. Trabalhou em Roma, de 1546 a 1548, como retratista, teve muitas encomendas de pintura religiosa em Florença e Pisa e também publicou livros de sonetos.

A arte de Bronzino marca uma segunda fase e uma segunda geração do Maneirismo italiano, a de um processo de academização com o triunfo da arte de corte. Ao lado de Vasari, seu amigo, Bronzino foi o pintor escolhido pela corte dos Medicis, recentemente firmados no poder, para exprimir o seu fausto.

Discípulo de Pontormo, Bronzino recebeu dele o sentido de interpretações psicológicas dos retratos, mas alterou a expressão formal do mestre em favor de acordos arquitecturais mais clássicos, sob a frieza subtil de luz e, em favor também quer de uma lisonja áulica quer de uma valorização menos plástica do que artificiosamente decorativa dos trajes e dos cenários representados. De Miguel Ângelo recebeu ainda Bronzino uma influência evidente, mas nesta linha também ele a elaborou com uma elegância caligráfica que diminuía os valores escultóricos (que os de Miguel Angelo guardariam), indo até à aproximação do Maneirismo da escola de Fontainebleau.

Escultor e ourives italiano, Cellini nasceu em 1500, em Florença, e morreu em 1571. Aprendeu o ofício de ourives, mas cedo o seu temperamento apaixonado e combativo lhe causou problemas. Foi expulso de Florença e partiu para Roma em 1523. Francisco I introduziu a arte maneirista em França e convidou Cellini. Dessa época, data A Ninfa de Fontainebleau, actualmente exposta no Louvre. Ao regressar da França para sua cidade natal, Florença, em 1545, Benvenuto lançou um busto de bronze de Cosimo I Medici, o grão-duque da Toscana. A cabeça decorativa localizada no ombro direito deste busto é um autoretrato de Cellini, composto com traços de sátiro, leão e homem. Embora a cabeça no ombro possua elementos animalescos, o relevo é antropomórfico. Regressou a Itália, e em Florença realizou trabalhos para Cosimo de Medicis, designadamente a colossal estátua em bronze Perseu e Medusa (1545-54). As obras menores, joias, medalhas e pequenas figuras, são contudo mais perfeitas e mais próximas da arte de ourives. Mais do que um artista, Cellini era um artífice e a sua personalidade fascinante e excessiva evidencia-se na célebre autobiografia escrita de 1558 a 1562.

 

Exposição

Por várias razões consideramos que esta exposição é, simultaneamente, uma homenagem devida e uma re-leitura do percurso dos artistas florentinos.

A mostra destaca duas pinturas da colecção do Philadelphia Museum of Art, realizadas por Pontormo e Bronzino, uma delas é o retrato de Cosimo I de Medicis representando Orfeu de Agnolo Bronzino e o outro quadro de Pontormo, mostra o Duque Alessandro, primo de Cosimo I, a desenhar. Este retrato tornou-se fundamental para a época , porque marca o desenho, como uma actividade privilegiada dos artistas florentinos e também homenageia a habilidade do Duque, como desenhador e a sua grande dedicação pelas artes.

Como um retratista, Jacopo Pontormo tornou-se conhecido pela subtileza dos detalhes, que revelam um estudo psicologicamente complexo do modelo retratado. Os seus retratos, são bastante estilizados, com poses elegantes e a fixação obsessiva nos detalhes, alcançam a imobilidade formal, que contrasta com a agitação habitual característica do Maneirismo. Outro exemplo célebre é o brilhante retrato de Allessandro de Medici (Retrato do Jovem de casaco vermelho), também exposto.

Neste quadro, o artista mostra o Duque Alessandro, primo de Cosimo I, a desenhar. Este retrato tornou-se fundamental para a época , porque marca o desenho, como uma actividade privilegiada dos artistas florentinos, mas também a sua grande importância no campo artístico. A pintura homenageia a habilidade do Duque, como desenhador e a sua grande dedicação pelas artes. Esta pintura representa a sua adesão ao estilo maneirista, que está presente nesse e nos outros trabalhos seguintes: é a energia psíquica superando a beleza natural do corpo, apresentando belos ritmos lineares, mas com movimento incansável, espaço ambíguo e cores vivas. Em resumo, para Pontormo, a obra de arte passou a ser, sobretudo, um ornamento. Ao contrário de muitos contemporâneos florentinos, Pontormo também estudou o trabalho de artistas europeus como Albrecht Durer. Sob a profunda influência de seu amigo Michel Angelo, Pontormo, que se iniciou como pintor religioso, passou depois a desenvolver uma forma mais escultural e disciplinada de seu próprio emocionalismo.

A pintura de Pontormo exerceu influência sobre várias gerações, chegando até o Século XIX, com a pintura de Ingres.

A personalidade do artista acompanhou o ritmo da sua obra. Nos últimos dez anos da sua existência, tornou-se recluso, com sinais evidentes de distúrbios emocionais, afastando-se até de Agnolo Bronzino, pelo qual tinha grande admiração e amizade.

Bronzino foi situado entre os mais destacados representantes do Maneirismo. O seu nome verdadeiro era Agnolo di Cosimo, evidenciou-se como pintor da corte de Medicis, em Florença, produziu grande número de retratos, assim como pinturas religiosas.

O seu estilo, que sofreu muita influência do mestre Jacopo da Pontormo: é refinado aristocrático e tecnicamente brilhante, com profusão de detalhes e cores.

Pintor dos Medicis, Pontorno foi um pioneiro do Maneirismo em Florença, iniciando um novo e sofisticado tipo de retrato, em que a elegância aristocrática está sempre presente. Bronzino foi um pintor cortesão, ligado à brilhante corte de Cosme I. A sumptuosidade das roupagens, a inexpressividade dos rostos, a artificialidade das poses e dos ambientes, são os mecanismos retratísticos com que Bronzino exalta o carácter cortesão, áureo e dinástico dos seus personagens.

 

Theresa Bêco de Lobo