Monet e Chigado

Macieiras, Vétheuil, 1878. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Fotografia: Jamie Stukenberg, Professional Graphics Inc. Colecção particular. Cortesia Art Institute of Chicago.

Na Margem do Sena, Bennecourt, 1868. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Potter Palmer Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Pheasants, Woodcocks, and Partridges, 1879. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção particular. Cortesia Art Institute of Chicago.

A Praia de Saint-Addresse, 1867. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Lewis Larned Coburn Memorial Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

O Penedo em Varengeville, 1882. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção particular. Cortesia Art Institute of Chicago.

A Casa do Artista em Argenteuil, 1873. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Martin A. Ryerson Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Chegada do Comboio da Normandia, Gare Saint-Lazare, 1877. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Martin A. Ryerson Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

O Parque Monceau, 1878. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção particular. Cortesia Art Institute of Chicago.

Maçãs e Uvas, 1880. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Martin A. Ryerson Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Paisagem com Figuras, Giverny, 1888. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção particular. Cortesia Art Institute of Chicago.

A Pedra de Agulha na Maré Baixa, Etretat, 1883. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Fotografia: Jamie Stukenberg, Professional Graphics Inc. Colecção particular. Cortesia Art Institute of Chicago.

Bordighera, 1884. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Potter Palmer Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Campo de Papoilas (Giverny), 1890/91. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. W. W. Kimball Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Palheiros (Fim do Dia, Outono), 1890/91. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Lewis Larned Coburn Memorial Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Palheiro (Fim do Verão), 1890/91. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Gift of Arthur M. Wood, Sr., em homenagem a Pauline Palmer Wood. Cortesia Art Institute of Chicago.

Palheiro (Fim do Verão), 1890/91. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. ColecçãoThe Art Institute of Chicago, Oferta de Searle Family Trust; Principais Aquisições do Centennial Endowment;através das aquisições de Mr. and Mrs. Martin A. Ryerson and Potter Palmer collections, através da doação de Jerome Friedman. Cortesia Art Institute of Chicago.

Sandvika, Noruega, 1895. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Oferta de Bruce Borland. Cortesia Art Institute of Chicago.

Vétheuil, 1901. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Martin A. Ryerson Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Ramo do Sena perto de Giverny (Névoa), da série “Manhãs no Sena”, 1897. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Martin A. Ryerson Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

A Lagoa das Nenúfares, 1900. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Lewis Larned Coburn Memorial Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Ponte Waterloo, Efeito da Luz Solar, 1903. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Martin A. Ryerson Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Macieiras em Flor, 1872. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Fotografia Jamie Stukenberg, Professional Graphics Inc. Colecção Union League Club of Chicago. Cortesia Art Institute of Chicago.

A Aldeia de Falaise, Paisagem de Inverno, 1885. Fotografia: Jamie Stukenberg, Professional Graphics Inc. Colecção Novak Family Foundation. Cortesia Art Institute of Chicago.

O Sena no Port-Villez, Efeito da Neve, 1886. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção particular. Cortesia Art Institute of Chicago.

Jarra de Dálias, 1883. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Fotografia: Jamie Stukenberg, Professional Graphics Inc. Colecção particular. Cortesia Art Institute of Chicago.

Caricatura de Jules Didier (“Homem Borboleta”), (cerca 1858). Claude Monet (Francês, 1840–1926). Giz preto e branco sobre papel. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Carter H. Harrison Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Veneza, Palazzo Dario, 1908. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Lewis Larned Coburn Memorial Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Ponte Waterloo, Tempo Cinzento, 1900. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Oferta de Mrs. Mortimer B. Harris. Cortesia Art Institute of Chicago.

A Lagoa das Nenúfares, (cerca 1917/20). Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Fotografia Jamie Stukenberg, Professional Graphics Inc. Colecção particular. Cortesia Art Institute of Chicago.

Íris, 1914/17. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Art Institute Purchase Fund. Cortesia Art Institute of Chicago.

Nenúfar, 1906. Claude Monet (Francês, 1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Martin A. Ryerson Collection. Cortesia Art Institute of Chicago.

Devido à Covid-19, o Art Institute of Chicago fechou as portas em 2020 e reabriu recentemente no ano em curso (2021). O museu preparou uma exposição notável dedicada a Monet, porque esta Instituição Artística reúne uma das maiores colecções deste Mestre fora de França. A mostra é um acontecimento importante para homenagear a obra de Monet, que foi sempre admirada pelos coleccionadores de Chicago.

 

Os amantes de arte de Chicago, adoram há muito tempo a obra de Monet. Em 1891, Bertha e Potter Palmer adquiriram cerca de 20 pinturas de Monet, incluindo várias séries dos Palheiros, uma fracção das 90 telas que os Palmers viriam a possuir. Naquele ano, Martin A. Ryerson, que foi curador e eventual vice-presidente do Art Institute, comprou a sua primeira de muitas pinturas de Monet. Como presidente do “Board of Lady Managers” da Exposição Colombiana Mundial, de 1893, Bertha Palmer supervisionou a criação do “Woman’s Building”, que reuniu uma exposição de 129 obras de colecções privadas americanas, incluindo quatro pinturas de Monet. A exposição internacional apresentou uma cidade que ainda se reinventava após o Grande Incêndio de 1871 e ávida por abraçar não apenas a tecnologia, mas a estética da modernidade.

Inspirados por esses formadores influentes de opinião, grupos privados e coleccionadores seguiram avidamente os seus exemplos de pensamento. Em 1895, a “Union League Club de Chicago” comprou a pintura, Macieiras em Flor (1872), que também foi exibida no Art Institute naquele ano na exposição “20 Works by Claude Monet”, a primeira mostra individual do artista num museu nos Estados Unidos. Em 1903, o Art Institute foi o primeiro museu americano a comprar uma das pinturas de Monet - e nas décadas seguintes, a colecção do Art Institute cresceu, graças às ofertas de vários mecenas, incluindo Annie Coburn, Carter Harrison Jr., ex-prefeito de Chicago e a família Searle, entre outros.

Durante o século passado, o Art Institute apresentou inúmeras exposições do trabalho de Monet, mais recentemente em 1995, quando o célebre Claude Monet, (1840–1926) atraiu enormes multidões de todo o mundo, quebrando os recordes anteriores do público e vendas do Art Institute. A extensa pesquisa para cada um desses projectos culminou no catálogo académico digital “Monet Paintings and Drawings” no Art Institute of Chicago. Esta iniciativa inovadora, foi publicada em 2014 e estudou as obras de Monet à luz da bolsa de estudos da história de arte e representa uma extensa investigação científica das suas técnicas e materiais. A mostra agora oferece a um amplo público os resultados reveladores dessa pesquisa, permitindo-lhes obter um novo olhar sobre a obra de Monet e avançar na compreensão do seu processo criativo.

É claro que o trabalho do artista inspirou a paixão dos primeiros coleccionadores de Chicago. Esse mesmo apelo atraiu um milhão de visitantes à retrospectiva de Monet no Art Institute, em 1995, e continua a atrair público até hoje.

O trabalho de Monet continua uma parte vital da identidade do museu de Chicago. Hoje, as 33 pinturas e 13 desenhos do museu constituem a maior colecção das obras do artista fora da França. Entre as mais de 70 pinturas na exposição - de acervos do Art Institute e de colecções baseadas em Chicago - estas obras importantes e amadas, assim como naturezas mortas raramente vistas, cenas figurativas, marinhas e paisagens, abrangendo a sua longa carreira, desde as primeiras caricaturas feitas em Le Havre até às últimas telas magníficas inspiradas no seu jardim e no lago com nenúfares em Giverny. A exposição também beneficiou das novas pesquisas da história de arte e do estudo científico aprofundado dos seus materiais e técnicas e oferecendo assim uma oportunidade única de olhar mais de perto na obra do artista por meios de compreensão cada vez mais avançada do seu processo criativo.

A exposição é organizada por Gloria Groom, Chair e David e Mary Winton Green Curadora de Pintura e Escultura da Europa no Art Institute of Chicago.

 

O Art Institute of Chicago

O Art Institute of Chicago está localizado em Chicago, Illinois, no Grant Park. O museu possui uma das mais notáveis colecções mundiais do Impressionismo. A sua colecção diversificada inclui obras dos grandes mestres, arte americana, arte decorativa europeia e americana, arte asiática e arte moderna e contemporânea.

O Art Institute of Chicago foi fundado em 1879, sendo um dos mais antigos e maiores museus de arte dos Estados Unidos. Reconhecido pela sua curadoria e pela popularidade entre os visitantes, o museu recebe anualmente cerca de 1,5 milhão de visitantes. A colecção é administrada por 11 departamentos de curadores e inclui obras notáveis, como “A Sunday on La Grande Jatte” de Georges Seurat (1884), “The Old Guitarist” de Pablo Picasso, “Nighthawks “de Edward Hopper e “American Gothic” de Grant Wood. A colecção permanente do Art Institute of Chicago de quase 300 mil obras de arte é aumentada em mais de 30 exposições especiais montadas anualmente que iluminam aspectos da colecção e apresentam pesquisas curatoriais e científicas de sucesso.

Como instituição de investigação, o Art Institute também possui um departamento de conservação e de conservação da ciência, contando com cinco laboratórios e uma das maiores bibliotecas de história e arquitectura artística do país - as bibliotecas Ryerson e Burnham.

 

“Modern Wing”, Ala de Arte Moderna, do Art Institute of Chicago

O crescimento da colecção garantiu várias extensões ao edifício original do museu de 1893, que foi construído para a Exposição Colombiana Mundial do mesmo ano. A extensão mais recente, a “Modern Wing”, Ala Moderna projectada por Renzo Piano, foi inaugurada em 2009 e aumentou a área do museu em quase um milhão de metros quadrados. Está associado à School of the Art Institute of Chicago e em tamanho do espaço interior é o segundo maior dos Estados Unidos, depois do Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.

Em 16 de Maio de 2009, o instituto abriu a “Modern Wing”, Ala Moderna, a maior extensão na história do museu. Os 24.500 m² adicionais, desenhados pelo arquitecto italiano Renzo Pianos faz do local o segundo maior museu nos Estados Unidos. A nova “Modern Wing”, Ala Moderna abriga a colecção de arte moderna do museu realizada na Europa do final do século XIX e início do século XX.

Além desta arte, esta extensão conta com uma parte da arte contemporânea realizada após 1960; fotografias; vídeos; galerias de arquitetura e design; lojas e salas de aula, restaurantes e cafés com os terraços voltados para o Millennium Park, célebre parque em Chicago.

A Exposição

O Art Institute of Chicago apresenta a exposição Monet e Chicago, em exibição até Junho de 2021. Esta exposição explora a relação da cidade com este artista impressionista, apresentando o espólio do Art Institute ao lado de obras de colecções baseadas em Chicago.

Claude Monet (1840–1926) deu uma nova vida à arte da pintura. Com uma visão ousada e uma abordagem radical que incluía uma paleta vibrante e pinceladas visíveis, ele propôs uma nova forma de ver e descrever o mundo. Artistas e coleccionadores vieram para a França dos Estados Unidos da América, Japão e de toda a Europa na esperança de conhecer Monet e comprar o seu trabalho. O seu o impacto foi abrangente e hoje as suas são apreciadas em todo o mundo.

Chicago é um centro de colecção e admiração das pinturas de Monet desde o final do século XIX.

"Monet e Chicago " destaca o compromisso duradoiro desta cidade e deste museu com o artista. Através da oferta dos coleccionadores locais, é possível apresentar uma retrospectiva da longa carreira de Monet, que reside permanentemente nas paredes do Museu, desde pinturas antigas como “Rue de Bavole, Honfleur,” (cerca de 1864) as suas experiências com a luz do Mediterrâneo em Antibes, (Efeito da Tarde) (1888) as obras das suas séries inovadoras dos Palheiros e Nenúfares.

As cores arrojadas e sumptuosas surgem nas primeiras pinturas de Claude Monet para acentuar a luz que brilha, por exemplo no lago debaixo da ponte japonesa, perto da sua amada propriedade em Giverny.

O Lago de Nenúfares (1900) é um destaque vivido de uma série de 18 pinturas da ponte de madeira, realizadas como 12 pinturas iniciadas em 1899. Monet, um horticultor ávido, em 1890 comprou uma casa na vila, a 60 quilómetros de Paris, e logo depois adquiriu terras adicionais para criar o seu célebre jardim de nenúfares "para o prazer dos olhos e também para pintar".

As dimensões quase quadradas da pintura, quase a tornam única na série e destacam o reflexo dos nenúfares na água. Fascinado pelo interior da França, o pintor retratou repetidamente a mesma cena para captar a luz variável e as estações.

Em 1903, Monet começou a concentrar-se no reflexo dos nenúfares, que dançava no seu jardim aquático. Em 1909, exibiu 48 paisagens aquáticas na galeria do seu revendedor em Paris, incluindo os deslumbrantes nenúfares (1907).

 

Claude Monet
Monet nasceu em Paris em 1840 mas aos cinco anos já habitava no Havre. Começou a pintar desde muito jovem o que lhe rendeu algum dinheiro vendendo caricaturas. Com as quantias recebidas comprava materiais de pintura. Em 1858 conheceu Eugène Boudin, um pintor de paisagens que o encorajou a pintar ao ar livre. No ano seguinte mudou-se para Paris a fim de especializar as suas técnicas. Nessa época Paris atraia os mais variados artistas do mundo e foi aí que Monet conheceu Camille Pissaro e Manet entre outros artistas de vanguarda. Contrário ao desejo da família, Monet recusou-se a frequentar a Escola de Belas-Artes preferindo estudar no Atelier de Suisse, uma escola com características mais livres, que não adoptava o ensino formal. Assim Monet poderia dedicar-se ao que mais gostava: a pintura ao ar livre.

Nos anos que se seguiram Monet conheceu Camille Doncieux com quem viria a ter dois filhos, Jean e Michel.

Após quase um ano na Argélia, Monet voltou para França em 1862 e retomou as suas pesquisas ao ar livre, passando a estudar todos os efeitos da natureza com Charles Gleyre.

Em 1874, foi realizada em Paris a primeira exposição dos impressionistas, contando com obras de Monet, Renoir, Degas e Cézanne. O termo Impressionismo, deriva do quadro de Monet chamado Impressão, Sol Levante (1872). Em função da exposição um jornalista da época Louis Leroy atacou a obra de Monet num artigo intitulado “Exibição dos impressionistas” para o jornal “Le Charivari”.

Em 1880 Monet realizou a sua primeira exposição individual, que foi um sucesso. O público começava a ver com bons olhos as pinturas impressionistas.

Em 1883 Monet mudou-se para Giverny e em 1892 casou-se com Alice Hoschedé, estabelecendo-se numa grande propriedade nas margens do rio. O pintor continuava os seus estudos impressionistas e na década de 1890 pintou uma série da Catedral de Rouen. O jardim da sua residência em Giverny também foi inspiração para uma série de obras chamada “Nenúfares”.

Um dos pilares da pintura impressionista era retratar o que a mente concebia da paisagem em detrimento ao que o olho humano via. Nesse sentido Monet desenvolveu técnicas que o ajudariam a representar essa realidade. Usando pinceladas firmes e fragmentadas, por exemplo, Monet retratava a ondulação e os reflexos da água com genialidade.

No fim da sua vida Claude Monet sofreu com uma catarata que afectou o seu entusiasmo para continuar os seus estudos. Monet morreu em 1926.

Em 1899, Monet pintou em Giverny a célebre série de quadros "Nenúfares". Na sua propriedade em Giverny, Monet tinha um lago e uma pequena ponte japonesa que inspirou a série de nenúfares. Estas obras quando foram expostas tiveram um enorme exito. Era o reconhecimento tardio de um génio da pintura.

O mestre ao criar os Nenúfares baseou-se no lago e na ponte japonesa da sua própria casa, no Outono, porque era nessa época do ano que as flores caiam sobre o lago criando uma linda visão a qual Monet resolveu registar. A técnica do pintor para criar quadros era bastante peculiar para as pessoas e outros artistas que o viam pintar, mas a técnica de Monet desenvolvida na época foi considerada mais tarde, como umas das mais belas do mundo, que é o impressionismo, que aparenta ser de perto apenas borrões mas ao distanciar a visão, o quadro forma-se nitidamente.

Através dos edifícios, Monet registou a sua localização, divertindo-se com atmosferas caleidoscópicas e registando o jogo de luz do sol, neblinas e reflexos, usando as características do ambiente construído como seu teatro de luz. Ele disse numa entrevista em 1895 “Outros artistas pintam uma ponte, uma casa, um barco … Eu quero pintar o ar que envolve a ponte, a casa, o barco – a beleza da luz em que eles existem”.

 

Theresa Bêco de Lobo

Art Institute of Chicago e o “Modern Wing”

Vista Exterior do Art Institute of Chicago. Estátuas de Leões Edward Kemeys. Bronze patine verde. Oferta de Mrs. Henry Field, 1898. Cortesia Art Institute of Chicago.

Art Institute of Chicago e o “Modern Wing”

Vista Exterior da Fachada “Modern Wing” Norte do Art Institute of Chicago. Fotografia: Dave Jordano. Cortesia Art Institute of Chicago.

Art Institute of Chicago e o “Modern Wing”

Vista dos Arranha-Céus de Chicago, através da Varanda do Restaurante do “Modern Wing”, The Art Institute of Chicago. Crédito da imagem: Charles G. Young, Interactive Design Architects. Cortesia Art Institute of Chicago.

Art Institute of Chicago e o “Modern Wing”

Vista Exterior do “Modern Wing”, The Art Institute of Chicago. Cortesia Art Institute of Chicago.

Art Institute of Chicago e o “Modern Wing”

Vista Exterior do “Modern Wing”, à Noite, The Art Institute of Chicago. Cortesia Art Institute of Chicago.

Art Institute of Chicago e o “Modern Wing”

Escadaria Morton no Interior do “Modern Wing”, The Art Institute of Chicago. Cortesia Art Institute of Chicago.

Art Institute of Chicago e o “Modern Wing”

Galeria Interior do “Modern Wing”, com a Vista dos Aranha-Céus de Chicago. Crédito da imagem: Charles G. Young, Interactive Design Architects. Cortesia Art Institute of Chicago.

Art Institute of Chicago e o “Modern Wing”

Interior do “Modern Wing”, Cortesia Art Institute of Chicago.

Art Institute of Chicago e o “Modern Wing”

. Galeria Interior do “Modern Wing”, com a Vista dos Arranha-céus de Chicago. Crédito da imagem: Charles G. Young, Interactive Design Architects. Cortesia Art Institute of Chicago.