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Moda Milão I Primavera/Verão 2021

Na moda masculina, até mesmo no vestuãrio em geral, paira uma inquietação a que não estávamos habituados.

Quem pode fazer previsões num tempo em que dependemos de um vírus que até consegue matar médicos?

Quando o homem estava cada vez mais a tornar-se protagonista de elegância desenvolta e personalizada, eis que uma Feira de Milão atrai alguns inocentes, acredito que fosse assim, que vieram lançar o pânico no mundo com um vírus,  a que se dá o nome de Corona. Um vírus que tem colocado a vida dos profissionais de saúde num perigo constante, as famílias em atrós sofrimento sempre quando algum dos seus membros adoece, enfim um martírio impróprio de um tempo que se julgava a aprimorar a civilidade.

Honestamente, não conseguimos vislumbrar os efeitos dos ventos negativos que sopram e a nossa desenvoltura vai-se esvaindo na incapacidade de não ser capaz de prever o futuro.

Isto porquê? Para quê? Quase já não podemos ler os jornais, nem ouvir os noticiários…

Encerrada em quatro paredes, confinada à casa onde habito, com necessidade de adquirir um aquecedor que substitua o que se cansou de tanto estar aceso, interrogo-me: como será a vida dos mais pobres, dos sem família,  nem apoios? 

Se a minha vida não tem sido um mar de rosas, se tenho sofrido muitos desgostos, algumas pessoas só conhecem ao da morte do meu marido… não sonham o que uma mulher que sorri muito, tem sofrido e chorado sózinha!

Graças a Deus tenho uma irmã fabulosa, mas vive em Murcia, Espanha, com o seu marido e não pode deixar a sua casa para amparar a irmã, embora esteja sempre a dizer-me: “Yo voy para junto de ti”. Mais jovem do que eu, a minha irmã Maria del Carmen, nome igual ao da minha mãe que já faleceu há muito e grande parte das mulheres da minha família espanhola, é um encanto de pessoa. Mas,  vou tendo a companhia de todos quantos têm acompanhado o meu percurso no dia a dia da minha revista Moda & Moda e no trabalho dos serviçso de saúde que o meu marido criou e que mantenho em sua memória até que Deus queira.

Ora, quem me conhece sabe a minha grande paixão pela História de Arte e dentro dela a sedução pela moda do vestuário. É aí, nessa vertente que vou arranjando forças e ânimo para sobreviver a tantos disparates que assisto todos os dias. 

Hoje, vou dispensar o meu tempo à moda masculina mais inovadora, apresentada em Milão - o epicentro da desgraça do Covid.

Não me restam dúvidas que a Moda do Vestuário tem criadores muito atentos, interpretando estilos essenciais aos mais jovens, calibrados com as verdadeiras necessidades de quem reclama bolsos para guardar os telemóveis e as agendas electrónicas.

Provavelmente por ninguém estar no auge da felicidade, aqui vos deixo a Moda Maculina no seu melhor. 

 

Estejam atentos,

 

Catarina Bacelar