Chatsworth, Waddesdon e Baltimore na Quadra Natalícia

A Revista MODA&MODA todos anos na Quadra Natalícia costuma realizar uma tournée pelos vários Palácios em Inglaterra e pelas Mansões nos Estados Unidos da América, que apresentam as decorações mais notáveis e que abrem as suas portas para celebrar o Natal e o Fim do Ano durante esta época tão festiva.

Natal em Chatsworth, 20 Anos de Natal Mágico. Natal nos Jardins de Chatsworth Crédito da imagem: to Chatsworth House Trust. Cortesia Chatsworth House Trust.

Natal em Chatsworth, 20 Anos de Natal Mágico. Hall com Pinturas “Russia”, com Decorações de Natal. Fotografia: DPC.

Natal em Chatsworth, 20 Anos de Natal Mágico. Hall com Pinturas com Decorações de Natal. Fotografia: DPC. Crédito da imagem: Chatsworth House Trust. Cortesia Chatsworth House Trust.

Natal em Chatsworth, 20 Anos de Natal Mágico Sala com Pinturas, com Árvore de Natal. Fotografia: DPC. Crédito da imagem: Chatsworth House Trust. Cortesia Chatsworth House Trust.

Natal em Chatsworth, 20 Anos de Natal Mágico. Capela com Ornamentações de Natal Fotografia: DPC. Crédito da imagem: Chatsworth House Trust. Cortesia Chatsworth House Trust.

A Grande Sala de Jantar “Países Baixos”, com Decorações de Natal com Marco Polo. Fotografia: Scott Merrylees. Crédito da imagem: Chatsworth House Trust. Cortesia Chatsworth House Trust.

Natal em Chatsworth, 20 Anos de Natal Mágico. Corredor Norte com Decorações de Natal. Fotografia: DPC. Crédito da imagem: Chatsworth House Trust. Cortesia Chatsworth House Trust.

Natal em Chatsworth, 20 Anos de Natal Mágico. Sala Decorada com Árvores de Natal. Fotografia: DPC. Crédito da imagem: Chatsworth House Trust. Cortesia Chatsworth House Trust.

Natal em Chatsworth, 20 Anos de Natal Mágico. Corredor da Capela com Decorações de Natal. Fotografia: DPC. Crédito da imagem: Chatsworth House Trust. Cortesia Chatsworth House Trust.

Natal em Chatsworth, 20 Anos de Natal Mágico. Pormenor das Iluminações de Natal nos Jardins do Palácio Chatsworth. Crédito da imagem: Chatsworth House Trust. Cortesia Chatsworth House Trust.

O Palácio Chatsworth na Quadra Natalícia

Na quadra de Natal de 3 de Dezembrode 2020 a 3 de Janeiro de 2021 há celebrações especiais, nomeadamente quando o palácio Clatsworth está completamente decorado para o público, que o visita durante este período. 

Durante esta época, Chatsworth é um verdadeiro deslumbramento de luz e de cor. 

No interior do palácio, o tema é “Um Natal para Lembrar”, uma evocação de histórias, mitos e rituais de todo o mundo, alguns tradicionais, outros exóticos e contemporâneos, que celebram a luz nesta época tão festiva. 

As cenas Natalícias fluem por toda a casa com música, incluindo as de Natal, que são as preferidas dos duques de Devonshire.

De uma cena efusiva e atraente de véspera de Natal na Grande Sala de Jantar, com árvores decoradas junto às lareiras, e ainda uma mesa festiva adequada para reis e rainhas, estes ambientes convidam os visitantes a entrar no espírito de Festa em Chatsworth.

Talvez as mais impressionantes salas decoradas são as “State Rooms” e “Sketch Galleries”, normalmente fechadas para conservação, mas durante  o período de Natal, estão abertas e fazem parte da rota pelo palácio, e estão lindamente ornamentadas para a época festiva.

O Palácio de Chatsworth 

O monumental palácio monumental de Chatsworth, construído inicialmente na segunda metade do século XVI, situado no coração do “Peak District National Park”, impressiona não só pela imponência harmoniosa como pela solidez que desafia o tempo. Os jardins dão-nos a impressão de um espaço de natureza disciplinada para o prazer da vista.

O palácio é repleto de obras de arte, está completo de história e de recordações que vêm desde William Cavendish, o 1º Conde de Devonshire.

Tudo é opulência, bom gosto ou raridade em Chatsworth, pertencendo actualmente ao “Treasure Houses of England”, é um dos lugares mais belos para visitar em Inglaterra.

Chatsworth House é uma das residências mais importantes da aristocracia inglesa, pertencendo à mesma família há quase 500 anos e é repleta de história. 

Chatsworth House é um palácio localizado na região de Derbyshire, na Inglaterra. Ela é o lar do duque de Devonshire e da família Cavendish desde 1549. 

Em 1549 Sir William Cavendish, pertencendo a uma das famílias mais antigas de Suffolk, na Inglaterra, recebeu terras do rei, como prémio pelos seus serviços prestados. Para aumentar o seu património, Sir William Cavendish resolveu comprar à família Agard, mais terrenos para juntar aos outros, aumentando assim a sua propriedade, que estava localizada em Chatsworth e uns anos depois, iniciou a construção de um palácio.

O Palácio de Chatsworth em estilo Isabelino, durante os vários anos sofreu diversas remodelações, como a de 1686 a 1707, realizada no tempo de 4º Conde de Devonshire, que mais tarde recebeu o título de duque, dado pelo rei William III pela sua contribuição na “Revolução Gloriosa” de 1688, a qual levou o rei William e a rainha Mary ao trono de Inglaterra.

Às margens do Rio Derwent, a mansão está situada num parque extenso com colinas arborizadas. Poucas mudanças foram feitas em Chatsworth até meados do século XVII.

O 2º e 3º Duques de Devonshire não fizeram mudanças na casa e nos jardins, mas contribuíram muito para a colecção de arte da residência. Este último Duque de Devonshire era conhecedor das artes, incluiu na sua colecção pinturas, desenhos e gravuras de antigos mestres, moedas antigas e esculturas esculpidas gregas e romanas. O 4º Duque fez mudanças fundamentais nos jardins, ele substituiu os jardins formais do 1º Duque com um aspecto mais natural.

Em 1748, o 4º Duque casou-se com Lady Charlotte Boyle, a única herdeira sobrevivente de Richard Boyle, 3º Conde de Burlington. O Lord Burlington era um arquitecto com muitas obras no seu nome. Com a sua morte, as suas importante colecções foram transferidas para os duques de Devonshire.

William Cavendish, 5º duque de Devonshire, era um nobre, aristocrata e político britânico. O 6º Duque realizou muitas modernizações da Chatsworth House para cumprir os padrões de conforto do século XIX, adequando a um estilo de vida menos formal. O actual duque, Peregrine Cavendish, é o 12º duque de Devonshire.

O Palácio Waddesdon com decorações de Natal. Fotografia: Fotografia: Yes Events. Créditos da Imagem: © Yes Events. Cortesia Waddesdon Manor.

O Palácio Waddesdon com decorações de Natal. Créditos da Imagem: © National Trust, Waddesdon Manor. Cortesia Waddesdon Manor.

Corredor com Armas e decorações de Natal no interior do Palácio Waddesdon. Fotografia: Chris Lacey. Créditos da Imagem: © National Trust, Waddesdon Manor. Cortesia Waddesdon Manor.

A Sala de Fumo com decorações de Natal do Palácio Waddesdon. Fotografia: Mike Fear. Créditos da Imagem: © National Trust, Waddesdon Manor. Cortesia Waddesdon Manor.

Pormenor das decorações Carnaval de Natal numa das Salas do Palácio Waddesdon. Fotografia: Mike Fear. Créditos da Imagem: © National Trust, Waddesdon Manor. Cortesia Waddesdon Manor

Decorações Carnaval de Natal numa das Salas do Palácio Waddesdon. Fotografia: Mike Fear. Créditos da Imagem: © National Trust, Waddesdon Manor. Cortesia Waddesdon Manor.

Pormenor da Feira de Natal perto do Paiácio Waddesdon. Fotografia: Chris Lacey. Créditos da Imagem: © National Trust, Waddesdon Manor. Cortesia Waddesdon Manor.

Pormenor das Iluminações junto da Feira de Natal perto do Paiácio Waddesdon. Fotografia: Adam Hollier. Créditos da Imagem: © National Trust, Waddesdon Manor. Cortesia Waddesdon Manor.

41.

“Luzes de Inverno,” Pormenor das Iluminações de Natal nos Jardins do Palácio Waddesdon. Fotografia: Yes Events. Créditos da Imagem: © Yes Events. Cortesia Waddesdon Manor.

“Luzes de Inverno,” Pormenor das Iluminações de Natal nos Jardins do Palácio Waddesdon. Fotografia: Simon Wales. Créditos da Imagem: © National Trust, Waddesdon Manor. Cortesia Waddesdon Manor.

O Palácio de Waddesdon na Época de Natal

No Palácio de Waddesdon na quadra de Natal de 14 de Novembro de 2020 a 3 de Janeiro de 2021 apresenta celebrações especiais.

Os interiores e os vinte quartos foram decorados com grande criatividade ao longo da temporada de Natal, o qual este ano, o palácio está encerrado para receber hóspedes.

Para 2020 o exterior do palácio apresenta a sua mágica decoração: “Luzes de Inverno em Waddesdon” tema criado por Bruce Munro que tem tido imenso sucesso junto aos visitantes ao longo dos últimos anos. 

Através de um conjunto de iluminações, pode-se admirar uma encenação dramática de som e cor, banhando a fachada do palácio com uma panóplia de cores do arco-íris, criando deste modo um verdadeiro espectáculo de cor e som. 

De destacar as duas instalações em frente da casa intituladas Lafite de Joana Vasconcelos, com castiçais com 10 metros de altura realizados com 574 garrafas de vinho, cada um deles são iluminados ao anoitecer.

O Natal em Waddesdon está de volta em 2020 com luzes mágicas e os jardins brilhando, além de uma Feira de Natal de 30 dias para encantar os compradores. 

A casa não abre neste Natal para receber hóspedes por causa de protocolos de distanciamento social. 

Para aproveitar ao máximo o programa “Luz de Inverno” Os visitantes também serão presenteados com o espetáculo da fachada do Palácio iluminada por luzes dançantes com música.

Desde o anoitecer, a decoração “Luzes de Inverno” transformará os jardins através dos “Elementos de Prazer” perto do Aviário com cores dramáticas e instalações lúdicas. Os visitantes podem caminhar por baixo de estrelas e copas das árvores iluminadas com magia e arbustos envoltos em luzes cintilantes, com a plantação transformada pela luz em movimento. Existem recursos de luz envolventes, como um vale de chamas resplandecentes criando um mar de fogo e dezenas de esferas suspensas numa encenação de pontos cintilantes com música sequenciada.

Acerca da decoração dos jardins, Pippa Shirley, directora das Colecções e Jardins de Waddesdon, afirmou: “O Natal é uma época mágica em Waddesdon e, este ano, concentramo-nos em aproveitar ao máximo a nossa paisagem e edifícios extraordinários para os visitantes desfrutarem ao ar livre sem aglomeração. O Palácio. parece um castelo de conto de fadas nos melhores momentos, e no Natal é verdadeiramente encantador. Estamos ansiosos para receber os visitantes para desfrutar da atmosfera única, brilho, glamour e diversão de Waddesdon nesta época tão festiva do ano”.

Waddesdon Manor foi construído no final do século XIX pelo Barão Ferdinand de Rothschild no estilo de um castelo francês do início do século XVI, como um retiro de fim de semana, onde ele poderia receber amigos e familiares. O Barão Ferdinand foi um coleccionador inspirado e a casa foi projectada para mostrar a sua colecção excepcional de pinturas inglesas e francesas, móveis franceses do século XVIII, porcelanas de Sèvres e outras artes decorativas. Quando Ferdinand morreu em 1898, ele deixou Waddesdon para a sua irmã, Alice. Após a sua morte, a casa passou para um primo francês, James de Rothschild, que herdou uma parte substancial da grande colecção do seu pai, o Barão Edmond. Em 1957, para garantir o seu futuro perpétuo, Waddesdon foi legado ao National Trust. A família Rothschild continua a administrar Waddesdon em nome do National Trust por meio da Rothschild Foundation sob a presidência de Lord Rothschild.

A Fachada de Biltmore durante a Quadra Natalícia. Fotografia: The Biltmore Company. Cortesia: The Biltmore Company.

A Fachada de Biltmore durante a Quadra Natalícia. Fotografia: The Biltmore Company. Cortesia: The Biltmore Company.

Duas Esculturas de Leões com Coroas de Natal em Frente à Entrada de Biltmore. Fotografia: The Biltmore Company. Cortesia: The Biltmore Company.

Árvore de Natal do Salão Principal. Fotografia: The Biltmore Company. Cortesia: The Biltmore Company

Pormenor das Decorações do Salão Principal. Fotografia: The Biltmore Company. Cortesia: The Biltmore Company

Presépio na Sala da Música. Fotografia: The Biltmore Company. Cortesia: The Biltmore Company

A Biblioteca com decorações de Natal. Fotografia: The Biltmore Company. Cortesia: The Biltmore Company.

60.

Túnel de ligação às Adegas de Biltmore Decorado para a Quadra Natalícia. Fotografia: The Biltmore Company. Cortesia: The Biltmore Company.

A Fachada das Adegas de Biltmore Decorada para a Quadra Natalícia. Fotografia: The Biltmore Company. Cortesia: The Biltmore Company.

Biltmore na Quadra Natalícia 

“Dêmos graças a Deus pelos Vanderbilt,” exclamou, um dia, uma cronista social de renome”.  

 

Todos os anos na quadra de Natal há celebrações especiais na Mansão Biltmore com decorações por toda a casa, segundo a tradição vitoriana para comemorar a sua inauguração, que foi há mais de cem anos, a 24 de Dezembro de 1895 para celebrar o Natal pelos seus primeiros donos, George Vanderbilt e sua mulher.

Conhecida pela sua escala monumental de decorações tradicionais de Natal e luzes deslumbrantes, este ano a celebração anual do Natal no Biltmore, localizada em Asheville, Carolina do Norte oferece ainda mais do que nunca, uma festa natalícia para os sentidos. O Natal em Biltmore inicia-se em 6 de Novembro de 2020 até 9 Janeiro de 2021.

A Mansão Biltmore esplendece com mais de cinco dezenas de árvores de Natal decoradas com fitas e guirlandas compostas por milhares de luzes. Um majestoso abeto Fraser de 10 metros está colocado no Salão Principal é a peça central das Festas Natalícias da casa. Pela primeira vez, árvores com decorações de Natal são apresentadas na varanda que envolve a Biblioteca de dois andares da casa.

Noites de Natal à Luz de Velas

Durante as noites de Natal à luz de velas e a música ao vivo criam um ambiente mágico que eleva as celebrações sazonais no Biltmore House. Um abeto norueguês de 15 metros na relva à frente da casa, iluminado com 55.000 luzes, cumprimenta os convidados quando eles chegam à entrada da Mansão Biltmore.

A recepção calorosa continua no Antler Hill Village & Winery com uma constelação de luzes que levam aos restaurantes Winery e Estate. Uma imensidade de árvores com luzes iluminam o Village Green, assim como um mar de esferas iluminadas nas videiras animam a paisagem. Luzes em cascata nas árvores que cercam a área de Antler Hill Barn oferecem um toque único à experiência.

Os “Vanderbilt  

Eles foram, e continuam a ser, excepcionais. Uma das famílias mais ricas do mundo, viveram sempre “como num conto de fadas” com grande ostentação, atraindo olhares e cobiças, com uma publicidade amplificada sobre cada passo dado, cada atitude ou decisão tomada. 

Palácios de sonho, vidas deslumbrantes, Uma família única, que se fez aliar, via casamento, com duques, condes, financeiros, e até com “playboys”: entre todas, a lendária Consuelo Vanderbilt, tornada Duquesa de Marlborough por um casamento de conveniência, fez convergir sobre si os olhos do mundo inteiro, que assistiram à ascensão e queda desse mesmo casamento, como se de uma novela se tratasse, uma história com um final feliz, já que Consuelo regressou a casa em grande estilo, tornando-se uma “verdadeira princesa americana.” 

O nome Vanderbilt, está ligado à História americana de forma inseparável, da produção ímpar de riqueza à filantropia e até à cultura (graças a um Vanderbilt existe a Universidade de Nashville, por exemplo). Só para reforçar a ideia, diga-se que a Opera Metropolitana de Nova Iorque só existe por dádiva da família; e é famosa a colecção doada, de pinturas e objectos de arte em geral oferecida ao “Metropolitan Museum of Art”, de Nova Iorque. O símbolo máximo da sua riqueza (e generosidade) é, entre todos, a doação à cidade de Nova Iorque da “Grand Central Station”, a maior estação de caminhos de ferro do mundo.

A Mansão Biltmore 

A propriedade Biltmore foi mandada construir por um neto de Cornelius Vanderbilt e foi inaugurada, a 24 de Dezembro de 1895 para celebrar o Natal – o tema principal deste artigo.

Por volta de 1888, o neto do Comodoro, George Vanderbilt, então um jovem de 25 anos, deslocou-se à Carolina do Norte, em Blue Ridge, região montanhosa, para encomendar um castelo com 250 quartos, no estilo do Renascimento Francês, ao seu amigo, o arquitecto Richard Morris Hunt. A grande mansão veio a receber o nome de Biltmore.

A decisão deste Vanderbilt em localizar a sua casa de campo perto Asheville, na Carolina do Norte, levou-o à compra de 125.000 acres de terreno. Actualmente a propriedade tem aproximadamente 8.000 acres, incluindo jardins formais e selvagens concebidos pelo pai da arquitectura paisagística na América, Frederick Law Olmsted.

Enquanto que a incomparável beleza da propriedade de Biltmore é o resultado da combinação do talento criativo e da visão de três homens – Vanderbilt, Hunt e Olmsted- a Casa Biltmore continua a ser a peça central do legado de Vanderbilt. Este enorme palácio continua a ser a maior residência privada nos Estados Unidos, um ponto de referência histórico nacional.

Iniciada em 1890, a Casa Biltmore, foi construída com toneladas de pedra calcária, proveniente de Indiana, transportada em ramais de caminhos de ferro. Centenas de trabalhadores levaram cinco anos a construir a casa.

Na véspera de Natal de 1895, George Vanderbilt abriu formalmente as portas pela primeira vez aos amigos e família. Hoje, no século XXI, a Casa Biltmore permanece quase igual a quando Vanderbilt a ocupou há mais de 100 anos- um mostruário de colecções originais de mobiliário, arte e antiguidades.  

George Vanderbilt, era um intelectual, fluente em várias línguas, viajado e bem informado acerca de arte, arquitectura, música, agricultura, horticultura e literatura.

Os gostos culturais e diversificados de Vanderbilt influenciaram as suas viagens com o arquitecto Hunt, à medida que a Casa Biltmore ia sendo construída. Os dois homens viajaram pela Europa e pelo Oriente, adquirindo pinturas, porcelanas, bronzes, tapetes e mobílias. Tudo isto se tornaria eventualmente parte da colecção dos 50.000 objectos que se encontram, ainda hoje, em Biltmore.

Na realidade, é a natureza da colecção, reflectindo os interesses e gostos pessoais de George Vanderbilt que combinava, então, bem como agora a considerá-la a mais fascinante.

Dentro de casa, obras de arte de Renoir, Sargent, Whistlet, Pellegrini e Boldini adornam as paredes. As mobílias de estilos Sheraton e Chippendale. Um jogo de xadrez e uma mesa de jogo, que pertenceram a Napoleão, aquando do seu exílio em Santa Helena, estão expostos no Salão Principal e bacias chinesas com peixes dourados da Dinastia Ming permanecem na Biblioteca. Oito tapeçarias Flamengas do século XVI cobrem as paredes da Galeria das Tapeçarias e do Hall de Entrada. Quinze tapetes persas e orientais cobrem os pavimentos de mármore e os soalhos de madeira de carvalho.

Richard Morris Hunt dirigia uma equipa de pedreiros, marceneiros e de outros artífices internacionais para conceber um edifício com duzentos e cinquenta quartos, na versão de um palácio francês do século XVI inspirado nos castelos do vale do Loire em França. 

Os interiores da casa foram decorados por George A. Glaenzer, um dos mais notáveis decoradores de interiores e por Ogden e Codman de Boston, que iniciava a sua carreira como arquitecto.

As salas principais do rés do chão foram desenhadas pelo arquitecto Hunt, como o tecto e as colunas em mármore do hall de entrada e a lareira do Salão Principal. Uma série de tapeçarias e as cadeiras renascentistas situadas no hall de entrada, foram adquiridas numa das suas viagens à Europa. Nessas suas deslocações Hunt comprava peças que depois enviava para os Estados Unidos da América. Esses objectos antigos estavam nas salas projectadas por Hunt. 

Completamente electrificada e centralmente aquecida, a Casa Baltimore, na altura do seu acabamento, foi considerada uma das estruturas tecnologicamente mais avançadas, jamais construídas e, em muitos aspectos é hoje admirada pela engenharia inovadora. Foram utilizadas algumas das primeiras lâmpadas eléctricas de Thomas Edison.  

Enquanto a Casa Biltmore é o ponto focal da propriedade, fica evidente, quando o visitante caminha através do terraço da biblioteca e olha de cima para os jardins, obtém uma visão a sua vasta paisagem proporciona um atraente aspecto. 

Os jardins lindíssimos e bem cuidados, reflectem o gosto que Vanderbilt sempre sentiu pelo estudo da horticultura e o desejo de tornar esses jardins numa obra de arte ligada à natureza, através da cor e da floração sequencial. Ele idealizou, em todos os seus pormenores da beleza e do bom gosto, os magníficos jardins que envolvem a casa. Com um discernimento fora do comum, Vanderbilt criou um verdadeiro oásis de árvores exóticas e de flores. 

Mantendo a tradição de um estilo de entretenimento, os visitantes de hoje, em Biltmore são tratados, por um dia numa elegante mansão do século XIX com os prazeres luxuosos de um modo de vida Vanderbilt.

A Casa Biltmore pertence ainda aos descendentes de George Vanderbilt. O seu tetro neto, William “Bill” A.V. Cecil, Jr., é actualmente o dono e o CEO da Biltmore Company.

Biltmore representa a paixão de George Vanderbilt por esta propriedade, que através do seu talento e requinte transformou-a num dos lugares mais belos da América. 

A Entrada para a Mansão The Brakers com Iluminações de Natal.Créditos da imagem: Newport Mansions. Cortesia Newport Mansions.

A Mansão The Brakers com Iluminações de Natal. Créditos da imagem: Newport Mansions. Cortesia Newport Mansions.

Hall de Entrada com Decorações de Natal. Créditos da imagem: Newport Mansions. Cortesia Newport Mansions.

Sala da Música com Decorações de Natal. Créditos da imagem: Newport Mansions. Cortesia Newport Mansions.

Sala da Música com Decorações de Natal. Créditos da imagem: Newport Mansions Cortesia Newport Mansions

Sala de Estar com Decorações de Natal Créditos da imagem: Newport Mansions Cortesia Newport Mansions

A mansão The Breakers na Quadra Natalícia

As Festas de Natal na Newport Mansions começaram no dia 20 de Novembro.

Podem-se admirar luzes, árvores e decorações ao ar livre nas mansões  The Breakers, Marble House e The Elms, nesta quadra natalícia.

Pelo segundo ano consecutivo, na Mansão The Breakers pode-se admirar a decoração "Sparkling Lights at The Breakers": An Outdoor Magical Wonderland" , que vai iluminar a paisagem histórica com milhares de luzes numa variedade de cores. Mas esta atracção ao ar livre foi significativamente expandida para incluir a parte sul da propriedade. Esta decoração permite, que os visitantes passeiem ao longo de um caminho sinuoso, enquanto desfrutam de música e exibições das festas, como o “Peppermint Woods, Gnome Knoll, Snow People Corner e Glowing Grove”.

Uma exposição de luz em forma de árvore de Natal de 16 pés é montada no por cima da entrada principal de The Breakers.

Um total de 28 árvores de Natal brilhão em vários locais ao longo dos The Breakers, Marble House e The Elms, apresentando decorações temáticas ornamentadas que reflectem a sala onde se encontram. Como sempre, é colocada uma árvore de poinsétias de 15 pés no “The Great Hall do The Breakers” - composta por 150 plantas poinsétias - proporcionam ao público que visita esta casa, uma oportunidade única para admirar este conjunto. 

Poinsettias, grinaldas e arranjos florais irão decorar as lareiras, os tampos das mesas e as escadas desta histórica mansão ao longo de toda a época festiva. Muitas das plantas e flores utilizadas foram cultivadas pelo Departamento de Jardins e Paisagens da Sociedade de Preservação, incluindo mais de 500 poinsettias e 1.200 lírios.

e não haverá "Luzes cintilantes".

 

The Breakers

The Breakers (1893-1895), foi construída para Cornelius Vanderbilt II, é a mais grandiosa das "Casas de Verão de Newport” e representa um símbolo da preeminência social e financeira da família Vanderbilt na América nos finais do século XIX. Em 1893, Cornelius Vanderbilt e a sua mulher Alice encomendaram a Richard Morris Hunt ,a concepção de uma casa que iria substituir uma na mesma propriedade que foi destruída por um incêndio em Novembro de 1892.

Hunt  projectou uma mansão ao estilo renascentista italiano, inspirada nos palácios e vilas do século XVI de Génova e arredores, que seguiam a arquitectura da Roma antiga. Durante uma missão diplomática a Génova, Hunt adquiriu um livro de Peter Paul Rubens, Palazzi di Genova (1622). Com imagens detalhadas do grande palazzi italiano, Hunt procedeu à criação de uma magnífica villa renascentista para os seus clientes nas falésias de Newport.

As principais características desta villa de estilo renascentista italiano são as suas “lógias” centrais no primeiro e no segundo andares definidos por arcos, e os quartos estão dispostos em torno do grande salão central. Grande parte do ornamento decorativo inspira-se na arquitectura clássica grega e romana, tais como as chaminés dominantes modeladas a partir de um antigo sarcófago romano. Também se destacam os blocos de pedra trabalhados, que melhoram visualmente os cantos.

A Preservation Society of Newport County, Rhode Island, que celebrou o seu 75º aniversário em 2020, é uma organização sem fins lucrativos acreditada pela Aliança Americana de Museus. Dedica-se a preservar e interpretar a arquitectura histórica, paisagens, artes decorativas e história social da área. As suas 11 propriedades históricas, sete delas são Marcos Históricos Nacionais, e abrangem mais de 250 anos de desenvolvimento arquitectónico e social americano.