LAAF Lisbon Art & Antiques Fair I Uma Cordoaria Renovada

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A 19ª edição da Feira de Antiguidades da Cordoaria, agora denominada de LAAF, Lisbon Art @ Antiques Fair, tem a presença de  33 expositores, alguns dos quais estrangeiros, apresentando obras de arte de grande valor e expressividade. 

Por feliz coincidência as obras expostas complementam espectacularmente, embora temporariamente, os acervos dos mais importantes museus portugueses. 

O Museu do Caramulo, recentemente renovado, é o convidado especial, tendo um stand com parte da sua valiosa colecção de pintura.

Os stands que vamos destacar projectam a arte portuguesa e estrangeira dos últimos séculos. 

O primeiro, PAB/Aguiar Branco apresenta notáveis exemplares da arte da expansão.

Pela nossa parte sublinhamos uma caixa-escritório do final do século XVI, rara pelas dimensões e singulares embutidos. Na arte ocidental realçamos uma cruz em cristal de rocha, Ibérica do século XVI.

A Galeria Philippe Mendes de Paris, encontra-se presente com pintura portuguesa e europeia. Destacamos um belíssimo retrato anónimo de Aurélia de Souza e um retrato equestre do general Prim de Henry Regnault.

Na Galeria Espadim 1985 observamos jóias de raridade incomum – caso de um par de brincos da Cartier, 1985, em ouro e cravejados com 420 diamantes, e um conjunto composto por colar, brincos e pregadeira, Portugal, séculos XVII/XVIII, em prata, ouro e cravejados com diamantes.

A Ânfora Asian Art, presente pela primeira vez na Cordoaria, com uma selecionada exposição que marca pela raridade e diversidade. Nela realçamos um Cavalo em terracota, China, Dinastia Tang de 618 a 607 d. C., e um escritório de assentar, Mêxico, século XVIII. 

Manuela Verde Lírio selecccionou peças de origem Nambam. Sublinhamos a raridade de um bau e de uma Caixa, ambos de cerca de 1573 a 1603. 

 

Outros expositores

Na impossibilidade de apresentar todos os expositores, vamos sublinhar a presença de Luís Alegria que trouxe peças qualificadas, como um par de naturezas-mortas, óleo sobre tela, de Bernardo Polo, Espanha 1630-1700; e um vaso Aspersor em porcelana chinesa, dinastia Ming, século XVI.

Mário Roque surpreende os visitantes com peças de excepção ao nível das artes decorativas e plásticas portuguesas e europeias. Sublinhamos um conjunto de 12 cadeiras Império, estampilhadas por Jacob Desmalter, outrora dos Condes de Paris, Ricardo Espírito Santo e Rita Leite de Faria. Ao nível da pintura um conjunto de quatro guaches, executados provavelmente em Cantão no século XVIII, que se mantiveram três séculos na colecção dos Viscondes de Maiorca. 

António Costa, sociedade detida por Sebastião Neves e Pedro Teixeira, tem um Gomil em porcelana chinesa de inspiração Persa, 1862-1722, e um par de Serafins, atribuídos a Marciliano Aráujo, de 1700, que exemplificam a arte da talha.

Em Jorge Welsh. Lisboa e Londres, temos a sublinhar uma terrina com travessa do serviço do Bispo do Porto, Dinastia Qing, hoje espalhado por inúmeros museus e colecções privadas europeus e norte-americanas, bem como um frasco de chá, dinastia Qing, com rara cena de tempestade.

Isabel Lopes da Silva apresenta um grande centro de mesa, em prata, de Garrido, e uma escrava em ouro, cristal da Rocha e diamantes, italiana de Hedy Martinelli.

 

Cordoaria

Na Cordoaria temos, mais uma vez, um Museu Éfemero, onde convivem as artes decorativas e plásticas, desconhecidas do público e abrangendo os principais centros de produção portugueses, europeus e orientais ao longo de séculos.

É uma oportunidade para revelar peças únicas e motivar o interesse das pessoas para conhecerem melhor e adquirem obras de grande valor. Os antiquários e galeristas  são cada vez mais especializados dentro de um gosto português e internacional. 

 

A Feira, instalada num imóvel setecentista, dispõe de vários serviços de apoio aos visitantes. Do jardim fronteiro observar a barra do Tejo, onde Portugal se expandiu para o mundo, mundo esse que podemos observar através da arte neste excepcional evento.

António Brás