Casa das Torres de Oliveira I O requinte de um solar português

Aspecto parcial da Casa das Torres das Oliveiras

Panorâmica do exterior

Aspecto parcial vendo-se a piscina.

Hall e início da escadaria de acesso ao 1º. piso

Saleta com lareira e mobiliáriio de estilo - uma constante em toda a casa.

Salão com pinturas representando membros da família dos proprietários.

Salão com garrafeira

Varadim com grades de ferro de grande elegância.

Amplo quarto com duas janelas e duas camas.

Localizada na região do Douro, a Casa das Torres de Oliveira é hoje um dos solares mais bonitos de Portugal.

O edifício teve origem em 1476, data em que o Rei D. Afonso V deu a comenda de Oliveira a Afonso de Mansila, fidalgo originário da Galiza, por serviços prestados na Batalha de Toro.

Sétima herdeira da Comenda, D. Maria Caetana Mansilha casou no século XVIII, com José António de Sousa e Faria, Cavaleiro da Ordem de Cristo. O casal mandou edificar, em 1740, o actual solar no local onde estava a antiga residência familiar.

A sua arquitectura é típica do reinado de D. João V. A construção impõe-se na paisagem, composta por três alas com cantarias barrocas a emoldurarem as fachadas e pináculos nas coberturas das torres.

A fachada é marcada por duas torres, que dão nome à casa, onde se salientam grandes gárgulas nas e janelas de guilhotina com avental e frontão entalhados em granito, assim como artísticos ferros nas varandas.

As vistas são deslumbrantes sobre o rio Douro e a grande encosta pontuada por vinhas.

O edifício tem duas entradas. Na fachada principal da capela, voltada para o pátio, situa-se a porta principal que dá para um hall ladeado de duas saletas, de onde parte uma escadaria com clarabóia e tecto de estuque profusamente trabalhado.

Na outra fachada destaca-se o portal com o respectivo brasão, abrindo para um imponente átrio com escadaria. Nele destacam-se móveis setecentistas, armas da família em pinturas.

Nesse espaço, revestido a lajes de granito, localizam-se as salas de estar e jantar para os turistas.

No segundo piso sucedem-se salões com tectos de masseira em caixotão, e amplos quartos, situando-se um deles numa das torres.

Vinho do Porto

A propriedade localiza-se numa encosta ocupando 30 hectares com vasta produção de Vinho do Porto, vinhos de mesa brancos e tintos comercializados sob a designação Sedinhas e Consensual.

Durante séculos a propriedade foi a grande referência do concelho de Mesão Frio, onde trabalhavam os habitantes da aldeia de Oliveira.

A família Girão era detentora de vastas propriedades de Vila Real a Lamego.

O Solar das Torres de Oliveira foi durante séculos uma casa de veraneio, nunca deixando de ser ampliada e engrandecida. Os rendimentos vinham fundamentalmente do Vinho do Porto, vendido em pipas.

A capela foi edificada no século XIX. Nela destacam-se o pequeno coro-alto, um altar em talha dourada muito elaborado, e imagens setecentistas de Santo António, de Nossa Senhora e de São José.

Nos Anos 60 do século XX, António de Souza e Faria Girão restaurou e concluiu o solar. Foi terminada a ala sul, composta por dois pisos, mantendo-se o estilo setecentista, o granito trabalhado (no exterior) e as madeiras entalhadas (no interior).

Nas traseiras o pátio é engrandecido com uma fonte central que enquadra a entrada principal e a capela.


 

Turismo de Habitação

Em 1930 a propriedade foi herdada por José António de Sousa e Faria Girão, futuro médico, ficando em usufruto ao pai.

O imóvel foi submetido a um grande restauro entre 1988 e 1992. redecorando a habitação com mobiliário de estilo, retratos a óleo de família, porcelanas, faianças, tapetes orientais, cobres e uma bonita liteira. O conforto (aquecimento central e inúmeros sanitários) tornou-se prioritário. A casa recuperou toda a sua antiga grandeza.

Secundado pela mulher, Dona Dorita Reguela Bento de Sousa Girão, resolveu abrir a casa ao turismo.

“Era muito complexo manter uma casa deste tamanho, desde a manutenção quotidiana às obras regulares”, revela-nos Maria Sousa Girão, filha do casal.

O proprietário faleceu, inesperadamente, em 1997. A viúva passou a viver na casa, administrando o alojamento turístico.

O filho, António Caetano Sousa Girão, incrementou a produção vinícola e a sua comercialização com marcas próprias. A filha, Maria Girão, trata hoje da casa. “A mãe tem 95 anos, vive em Lisboa, e eu cuido do solar”, diz-nos.

Em 1994, a casa recebeu os primeiros turistas. O conforto e a tradição dominam. No exterior abrem-se mirantes e uma piscina panorâmica.

O interior mostra-se requintado. A casa dispõe de seis quartos, amplos e elegantes.

“Os turistas podem circular por toda a casa, embora tenham as suas salas de estar, de jogo e televisão e de refeições. Os visitantes são acolhidos por mim ou pela nossa colaboradora Sónia”, diz-nos Maria Sousa Girão: “É sempre um desafio manter uma casa destas dimensões. A ala norte é dos quartos, a central dos salões e a sul é da família”, especifica.

“Todo o lucro é absorvido pela manutenção do solar. Agora vou mandar emoldurar os paramentos antigos e remontar o antigo altar em talha sem dourados, devem ficar bem nas paredes laterias da capela”, acrescenta Maria Girão.

A Casa das Torres de Oliveira proporciona inúmeras actividades aos turistas, sendo hoje, pela arquitectura, paisagem, tradição e vivência, uma referência entre os grandes solares portugueses .

António Brás


CRONOLOGIA

1476 – Instituído o morgadio por Afonso de Mansila.

1740 – A sétima neta, Maria Caetana Veloso de Figueiredo Mansilha, casada com José António de Souza e Faria, foi o casal que mandou construir a Casa das Torres de Oliveira.

1840 – Edificação da Capela de Santo António, nela destaca-se o coro-alto e um altar profusamente entalhado e dourado

1960/1963 – Conclusão da ala sul.

1930 - A casa é herdada por José António de Sousa e Faria Girão, mas o pai fica com o usufruto.

1988/1992 – Grandes obras de restauro e modernização.

1994 – A família abre o solar ao turismo de habitação. Os seis quartos localizam-se nas áreas nobres da casa.;

António Caetano Sousa Girão incrementa a produção vinícola com as marcas Consensual e Sedinhas.

1997 – Desaparece, prematuramente, o proprietário, que ao longo da vida fora médico em Lamego e em Lisboa.

2015 - A casa serve de cenário da telenovela Coração de Ouro.

2020 – A Casa das Torres de Oliveira mantém-se na família há sete gerações. Maria Sousa Girão administra a casa pelo facto da sua a mãe ter a bonita idade de 95 anos.


 

DOURO

A região do Douro recebeu a sua primeira demarcação em 1756, adquirindo ao longo dos anos um lugar de destaque entre as regiões.

Considerada como uma das mais grandiosas e belas paisagens vinhateiras do mundo, o Douro apresenta-se como um anfiteatro gigante de xistos e videiras, uma das mais prolíficas regiões produtoras de vinhos em Portugal. Num tal cenário moldado à força do trabalho humano, só poderia nascer um dos melhores e mais apetecíveis vinhos de toda a terra.


A mais antiga região demarcada de vinho do mundo é também uma paisagem de rara beleza e de uma importância histórica indiscutível. Como tal, foi considerada pela Unesco como Património da Humanidade em 2001.

Da área classificada fazem parte 13 municípios, que, para além dos vinhedos, fornecem o contexto cultural e histórico em que se desenrola a vida desta região. É uma área rica em termos de património arquitectónico, o qual terá a oportunidade de admirar ao visitar a região.


No meio de montes, quintas e vinhas destacam-se grandes casas senhoriais do século XVIII, com as suas fachadas imponentes que demonstravam a importância das famílias que nelas habitavam. Douro, uma região vinícola de uma beleza indescritível.

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