Frank O. Gehry I Um Criador do Desconstrutivismo Arquitectónico

Walt Disney Concert Hall, Los Angeles, 2003 Cortesia da Imagem Gehry Partners, LLP

Walt Disney Concert Hall, Los Angeles, 2003 Cortesia da Imagem Gehry Partners, LLP

Walt Disney Concert Hall, Los Angeles, 2003 Cortesia da Imagem Gehry Partners, LLP

Edificío em Duesseldorf, 1999 Cortesia da Imagem Gehry Partners, LLP

Vitra Design Museum, 1989

Guggenheim Museum Bilbao, 1997

Guggenheim Museum Bilbao, 1997

Banco DZ Gebäude/Edifício, Berlim, 2001 Cortesia da Imagem Gehry Partners, LLP

IAC Building New York, 2007 Cortesia da Imagem Gehry Partners, LLP

Fundação Louis Vuitton, Paris, 2014

Fundação Louis Vuitton, Paris, 2014

Fundação Louis Vuitton, Paris, 2014

Maquete do Guggenheim Abu Dhabi Cortesia da Imagem Gehry Partners, LLP

Maquete do Guggenheim Abu Dhabi Cortesia da Imagem Gehry Partners, LLP

Cleveland Clinic Lou Ruvo Center for Brain Health, 2010

16.

Louis Vuitton Maison Seoul, com interiores do arquitecto Peter Marino, 2019

Louis Vuitton Maison Seoul, com interiores do arquitecto Peter Marino, 2019

Frank Gehry é um dos arquitectos da moda. Dele fala-se e escreve-se todos os dias em toda a parte. Através da sua obra, há mais de quarenta anos, Gehry tem vindo a demonstrar um talento genial nos projectos dos seus edifícios, excelentes ensaios de formas geométricas e materiais inovadores, e que sob o ponto de vista estético se situam entre os mais profundos e brilhantes trabalhos da arquitectura contemporânea.

Do icónico Museu Guggenheim de Bilbao, que Philip Johnson chamou "o maior edifício do nosso tempo" à Fondation Louis Vuitton em Paris, Gehry provou a sua extraordinária contribuição no campo da arquitectura e do design. 

Frank O. Gehry nasceu em Toronto, no Canadá, em 1929 e em 1947 foi viver para Los Angeles (Estados Unidos da América). Em 1954 terminou o bacharelato em Arquitectura na University of Southern California e mais tarde especializou-se em Urbanismo na Universidade de Harvard. 

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Começou a sua carreira em Los Angeles trabalhando para Victor Gruen Associates e Pereira and Luckman. Após uma breve passagem por Paris trabalhou com Andre Remondet, depois voltou para a Califórnia e começou a sua própria empresa em 1962. 

Nos anos seguintes desenvolveu uma carreira brilhante com arquitecto tendo projectado edifícios públicos e privados nos Estados Unidos da América, na Europa e na Ásia.

O trabalho de Gehry demonstra uma preocupação com o conforto dos utilizadores dos espaços por si criados, insistindo em que os seus edifícios se integrem no contexto e na cultura dos lugares onde são construídos.

No seu actual atelier de arquitectura, situado em Santa Mónica, Califórnia, Frank O. Gehry & Associates dispõe de instalações e equipamentos para a realização de maquetas, quer sejam em escalas reduzidas ou até modelos à dimensão real. Esta empresa adaptou o programa informático “Catia”, usado pela firma aeronáutica francesa Marcel Dassault, para desenhar aviões como o Mirage, para a concepção dos seus projectos de arquitectura.

Os projectos dos edifícios baseiam-se na realização de modelos reais, em diversas escalas e em várias fases, mostrando quer os aspectos funcionais quer os esculturais, de modo a permitir um fácil entendimento entre os técnicos e os clientes.

A ligação entre a concepção de modelos, a pesquisa de materiais, à utilização de novas tecnologias de construção e a aplicação dos sistemas informáticos têm permitido ao atelier de Frank Gehry o desenvolvimento de projectos de tal forma revolucionários que ultrapassam os cânones da arquitectura tradicional. Entre os trabalhos de Frank Gehry destinguem-se o Vitra Design Museum em Weil am Rhein, Alemanha, 1987, o Museu Guggenheim de Bilbau, 1997, um edifício em Duesseldorf, 1999, um edifício em Berlim, 2001, o Walt Disney Concert Hall, Los Angeles, 2003, a maqueta do edifício Atlantis Sentosa, em Singapura, 2006, a maqueta do edifício IAC em Nova Iorque, 2007 e a maqueta da Galeria de Arte em Ontario, Toronto, 2008.

 

De salientar o Museu Guggenheim de Bilbau com as curvaturas impostas nas paredes dos diversos corpos irregulares, que se interceptam violentamente, conferindo um movimento às formas ondulantes, o brilho exterior do revestimento em titânio e as suas escultóricas galerias conjugam-se perfeitamente neste fabuloso projecto de arquitectura contemporânea. Esta é a obra mais admirada e discutida de Gehry, um génio da arquitectura que não pára de nos provocar com as suas constantes audácias e que é considerada pelos especialistas como um dos melhores edifícios do final do século XX.

Após o êxito do Museu Guggenheim de Bilbau, nos Estados Unidos assiste-se a uma nova vaga de construção de museus, como o “Experience Music Project” em Seattle,  este edifício obedece mais a regras de atracções do que aos espaços museológicos conhecidos. Aliás, é de salientar que este museu inserido num parque de atracções onde não faltam montanhas russas, para quem gosta de emoções fortes, expõe com mestria variadíssimas obras ligadas à história do “Rock’n Roll”.

Construído em boa parte com uma doação de Paul Allen, co-fundador com Bill Gates da Microsoft, o edifício de Seattle é espectacular nas formas e na policromia e atira-nos para o mundo rítmico da história do Rock.

Através dos seus projectos, o Júri do Prémio Pritzker distinguiu Gehry, com este galardão, considerado o prémio mais importante da arquitectura. Gehry com o Museu Guggenheim de Bilbau, que revolucionou o conceito de museu: transformando um monumento elitista, num lugar público de intercâmbio social e cultural.

Os trabalhos de Frank Gehry desde 1997, são muitas vezes expostos em mostras, sob a forma de grandes estudos pormenorizados e de modelos de concursos, que pertencem ao arquivo de Gehry Partners. Os projectos de Frank Gehry não são muitas vezes apresentados como edifícios isolados, mas também em termos de como se envolvem com a sua respectiva configuração urbana. 

Nos Anos 70, Gehry projectou diversas residências, incluindo a sua própria casa em Santa Mónica, na Califórnia. Desenvolveu também projectos de grande criatividade para edifícios públicos, tornando-se um dos fundadores do Desconstrutivismo, tendência na arquitectura que rompe com a tradição e resgata o papel da emoção. A arquitectura desconstrutivista, também chamada movimento desconstrutivista ou simplesmente desconstrutivismo ou desconstrução, é uma linha de produção arquitectónica pós-moderna que começou nos finais dos Anos 80. Ela é caracterizada pela fragmentação, pelo processo de desenho não linear, por um interesse pela manipulação das ideias da superfície das estruturas ou da aparência, pelas formas não-rectilíneas que servem para distorcer e deslocar alguns dos princípios elementares da arquitectura. A aparência visual final dos edifícios da escola desconstrutivista caracteriza-se por um caos controlado e por uma estimulante imprevisibilidade. Um exemplo de complexidade desconstrutivista é o Museu de Design Vitra, de Frank Gehry, em Weil am Rhein, que apresenta o típico cubo branco sem adornos e o desconstrói, utilizando-se de geometrias reminiscentes do cubismo e expressionismo abstracto. Isso subverte os aspectos funcionais da simplicidade modernista tendo simultaneamente o modernismo, particularmente o estilo internacional, de que a sua superfície de reboco branco lembra, como um ponto de partida.

Gehry é conhecido pelo seu design arrojado na arquitectura, repleto de estruturas curvas, geralmente em metal. Os seus projectos, implantados em diferentes cidades do mundo, tornaram-se atracções turísticas e incluem residências, museus e sedes de empresas. 

Em 2007 projectou e realizou no Walt Disney Concert Hall um palco desmontável inspirado numa taberna lisboeta, para a actuação da cantora portuguesa Marisa naquela sala. Foi a primeira vez que Frank trabalhou tão próximo de um artista ligado à música.

Gehry é um dos principais representantes do desconstrutivismo, movimento arquitectónico surgido nos Anos 70 que se caracteriza pela recusa dos princípios construtivos. Gehry combina de forma surpreendente os diferentes elementos da construção, diluindo as fronteiras entre os espaços interiores. Trabalha com frequência com materiais menos nobres, o caso da chapa ondulada utilizada na construção da sua própria casa, em Santa Mónica (1975), que faz com que pareça ter sido transplantada de um bairro pobre da periferia das grandes cidades. O museu do Design, em Weil Am Rhein (Alemanha, 1989), desenhado por Gehry, é uma construção de cubos montados entre si, como num tabuleiro de xadrez, que parecem desafiar as leis da gravidade. 

O arquitecto canadiano possui uma forma de projectar interessante, onde utiliza maquetas feitas de diversos materiais como madeira, papéis, pedras e o que mais que tiver ao seu alcance no momento de inspiração.

Após ter pensado na forma, Gehry utiliza programas sofisticados 3D de leitura e conversão digital dessas maquetas para, a partir disso, moldar a estrutura e começar a trabalhar em cima dos seus pormenores técnicos e de modificar o que for necessário para atender ao programa exigido.

Conhecido pelas suas obras situadas pelo "mundo inteiro", Gehry ousou romper com os limites, pois nos Anos 70, que foi o seu marco do desconstrutivismo, conseguiu implantar ideias, conceitos e mudança de estilo de vida na sociedade da época, algo que não foi fácil de se realizar, mesmo actualmente, onde a maioria dos arquitectos e de muitos outros acabam por "estabilizar" nas tendências actuais, não contestando ou impondo opiniões que muitas vezes poderiam mudar o rumo dos nossos hábitos e conceitos.

Frank Gehry é o arquitecto mais “espectacular” da actualidade. As suas obras são facilmente reconhecidas, pela arquitectura arrojada, onde utiliza o metal e as formas sinuosas. 

Frank Gehry criou recentemente os seguintes projectos: a Foundation for Creation da Louis Vuitton em Paris; o Museu de Tolerância em Jerusalém; a Beekman Tower em NY; Museu da Biodiversidade no Panamá; Guggenhein Abu Dhabi (em parceria com Zaha Hadid); e o Museu de Arte da Filadélfia.

Um dos últimos projectos de Frank Gehry foi a criação da Maison Louis Vuitton, em Seoul, com velas de vidro.Frank Gehry empoleirou uma pilha de velas de vidro em cima de um cubo de pedra branca com interiores do arquiteto Peter Marino.

Os painéis de vidro foram concebidos para "dar a impressão de voar", estes painéis de vidro com persianas ajudam a filtrar a luz em todo o edifício. O telhado forma ziguezagues, criando uma série de terraços privados.O telhado é uma referência aos telhados curvos encontrados na arquitetura tradicional coreana e uma referência às formas ondulantes da Fundação Louis Vuitton de Gehry em Paris.

“O que me impressionou quando visitei Seul pela primeira vez, há quase 25 anos, foi a relação entre a arquitetura e a paisagem natural”, disse Gehry.

"Ainda me lembro claramente das impressões poderosas que tive ao subir no jardim do Santuário de Jongmyo."

Revela-se em Frank Gehry uma busca constante de uma maior clareza sobre as suas experiências na luz e no espaço, pois criou estruturas arquitectónica que são pessoais, audazes e originais.

Gehry, não é apenas um mestre da grande construção urbana, mas também é um criador do Desconstrutivis-mo Arquitectónico.

 

Theresa Bêco de Lobo

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