Fabergé em Londres I Do Romance à Revolução

O Ovo do Palácio Alexandre, 1908. Fabergé, (1846 — 1920). Chefe de produção Henrik Wigström (1862-1923). Ouro, prata, esmalte, diamantes, rubis, nefrite, cristal de rocha, vidro, madeira, veludo e osso. Créditos da imagem: © The Moscow Kremlin Museums. Colecção The Moscow Kremlin Museums. Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

O Ovo do Kremlin, Moscovo,1906. Fabergé, (1846 — 1920). Ouro, prata, onix, vidro, esmalte, pintura a óleo. Créditos da imagem: © The Moscow Kremlin Museums. Colecção The Moscow Kremlin Museums. Cortesia Victoria&Albert Museum.

Ovo Tricentenário Romanov,1913. Fabergé, (1846 — 1920). Chefe de Produção Henrik Wigström (1862-1923). Ovo de ouro, prata, diamantes, turquesa, cristal de rocha, purpurina e esmalte. Peças de suporte do ovo, aguarela sobre marfim, aço, ouro de cores variadas e esmalte, Créditos da imagem: © The Moscow Kremlin Museums. Colecção The Moscow Kremlin Museums. Cortesia Victoria&Albert Museum, London.

Instalações da Fabergé na 173 New Bond Street em 1911. Cortesia da Imagem: The Fersman Mineralogical Museum, Moscovo e Wartski, Londres. Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

Rosa de esmalte Pintada com Folhas de Nefrite numa Jarra de Cristal de Rocha. Fabergé de Londres quando a filial fechou em 1917. Creditos da magem© Wartski, Londres. Colecção Wartski, Londres. Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

Cópia da Regalia Imperial, 1900. Fabergé, (1846 — 1920). Mestre Julius Rappoport (1864- 1916), Mestre August Wilhelm Holmström (1829-1903). Ouro, prata, platina, diamantes, espinela, pérolas, safiras e quartzito. Créditos da imagem: © The Moscow Kremlin Museums. Colecção The Moscow Kremlin Museums. Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

Pingente "Cristal de Gelo”(cerca 1913). Fabergé, (1846 — 1920). O mestre de produção Albert Holmström (1876- 1925), Designer Alma Pihl (1888-1976). Cristal de rocha, platina e diamantes. Cortesia da McFerrin Foundation, Houston.

Tiara com águas-marinhas e diamantes, São Petersburgo (cerca 1904). Fabergé, (1846 — 1920). O mestre de produção Albert Holmström. Águas-marinhas, diamantes, prata e ouro. Fotografia: Mike Rathke Cotersia da fotografia: HMNS.

Três coelhos bebés, (cerca 1907). Fabergé, (1846 — 1920). Ágata, diamantes. Créditos da imagem: © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Colecção Royal Collection Trust © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Cortesia Victoria&Albert Museum, London.

Cigarreira, 1908- Fabergé, (1846 — 1920). Ouro de duas cores, esmalte guilhoché e diamantes. Créditos da imagem: © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Colecção Royal Collection Trust © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

Caixa de Charutos com Imagem das Casas do Parlamento Inglês, 1908. Fabergé, (1846 — 1920). Chefe de Produção Henrik Wigström (1862- 1923). Nefrite, ouro bicolor, esmalte e sépia. Créditos da imagem: © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Colecção Royal Collection Trust © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

Estatueta de Persimmon, 1908. Fabergé, (1846 — 1920). Chefe de produção Henrik Wigström (1862-1923). Prata e nefrite. Créditos da imagem: © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Colecção Royal Collection Trust © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

Abre-cartas de cristal de rocha, São Petersburgo, 1900. Fabergé, (1846 — 1920). Cristal de rocha, ouro bicolor, prata e diamantes. Colecção Victoria & Albert Museum, como oferta de presentes culturais pelo Governo de HM de Nicholas Snowman, 2017 Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

Um Ovo em Forma de Cesto de Flores, 1901. Fabergé, (1846 — 1920). Prata dourada, ouro, esmalte e diamantes. Créditos da imagem: © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Colecção Royal Collection Trust © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Cortesia Victoria & Albert Museum, London

Veterano Soldado Inglês, 1909. Fabergé, (1846 — 1920). Purpurina, quartzo, jaspe, ouro, esmalte e safiras. Créditos da imagem: © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Colecção Royal Collection Trust © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

César, (cerca 1908). Fabergé, (1846 — 1920). Calcedónia, ouro, esmalte e rubis. Créditos da imagem: © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Colecção Royal Collection Trust © Her Majesty Queen Elizabeth II 2021 Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

Caixa de Apresentação Imperial, São Petersburgo, 1904. Fabergé, (1846 — 1920). Nefrite, ouro colorido, diamantes e marfim. Chefe de produção: Henrik Wigström. imagens cortesia de Wartski, Londres. Colecção privada. Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

Um bulldog Francês, São Petersburgo, (cerca 1912). Fabergé, (1846 — 1920). Esculpido em madeira petrificada, colarinho de ouro esmaltado e olhos de diamante. imagens cortesia de Wartski, Londres. Colecção privada. Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

O Ovo do Palácio Alexandre, 1908. Fabergé, (1846 — 1920). Chefe de produção Henrik Wigström (1862-1923). Ouro, prata, esmalte, diamantes, rubis, nefrite, cristal de rocha, vidro, madeira, veludo e osso. Créditos da imagem: © The Moscow Kremlin Museums. Colecção The Moscow Kremlin Museums. Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

O Ovo do Palácio Alexandre, 1908. Fabergé, (1846 — 1920). Chefe de produção Henrik Wigström (1862-1923). Ouro, prata, esmalte, diamantes, rubis, nefrite, cristal de rocha, vidro, madeira, veludo e osso. Créditos da imagem: © The Moscow Kremlin Museums. Colecção The Moscow Kremlin Museums. Cortesia Victoria & Albert Museum, London.

A relação entre a joalharia Fabergé e a sociedade opulenta da Rússia Imperial tem sido amplamente explorada em exposições e livros. Por isso, "Fabergé em Londres: Do Romance à Revolução", exposição inaugurada a 20 de Novembro no Victoria & Albert Museum em Londres (até 8 de Maio, 2022), tem um destaque diferente: o prestígio da casa na sociedade britânica e internacional.

Como o nome sugere, a mostra destaca o trabalho do joalheiro russo Carl Fabergé, pelo seu alcance internacional numa época em que poucos joalheiros trabalhavam além do seu próprio território. A sua loja, em Londres, fornecia presentes luxuosos para a rica elite eduardiana e a realeza britânica, incluindo uma encomenda do rei Eduardo de uma escultura em pedra, do seu cão, fox terrier César.

Para além desta peça, a exposição exibe um ovo em ouro de Fabergé, que tinha desaparecido, e mais tarde foi encontrado por um sucateiro de metal, assim como um par de esculturas pertencentes à família real russa reunida, pela primeira vez em 100 anos, para figurar nesta grande exposição”.

Com um destaque sobre a clientela da alta sociedade inglesa de Fabergé, o evento salienta ainda os seus êxitos em Londres, assim como um fascínio global pela opulência das suas criações.

 

Peter Carl Fabergé

Peter Carl Fabergé, filho do ourives Gustav Fabergé, seguiu os passos do pai ao assumir a casa da família Fabergé. O jovem joalheiro conseguiu elevar a empresa a alturas jamais igualadas. Antes de se tornar chefe dos negócios de família, Carl viajou por toda a Europa estudando nas melhores escolas com os mestres artesãos e aperfeiçoando o seu ofício. Durante mais de 10 anos, o joalheiro trabalhou em São Petersburgo sob a orientação do seu sócio, o seu pai, que ficou no comando da empresa, quando os Fabergés se mudaram para a Alemanha, tornando-se o ourives Mestre da Casa Fabergé, após a morte do seu mentor. O seu êxito surgiu em 1885, quando foi produzido o primeiro ovo Fabergé para o czar Alexandre III oferecer à sua mulher, como um presente Ortodoxo da Páscoa. Carl, todos anos, realizava um ovo, até à morte de Alexandre III. O seu filho Nicolau II mudou a tradição pedindo dois ovos por ano em vez de um, cada peça era única, com novos desenhos, mantidos em segredos de todos, incluindo o próprio czar, até serem apresentados na corte real. Essas jóias foram realizadas para lembrar os ovos da Páscoa reais e eram feitos de materiais, como nefrite e ouro e com incrustações com todos os géneros de pedras preciosas. Dentro de cada ovo havia uma surpresa não menos extravagante do que o próprio ovo. Registos indicam que existiram um total de 71 ovos produzidos, sendo 52 deles Imperiais. Alguns ovos foram perdidos após a Revolução, quando Carl Fabergé fugiu da Rússia, morrendo pouco depois. Na época, a sua família disse: “ele morreu com o  coração partido, depois de testemunhar o que os bolchevistas fizeram ao Império Russo.

No entanto, Carl Fabergé tornou-se uma lenda no mundo da joalharia muito antes de morrer. As obras foram exibidas no Hermitage, como um excelente artesanato russo contemporâneo e representaram o Império Russo na Exposição de Paris de 1900, onde Fabergé foi reconhecido como mestre, ocasião em que recebeu uma medalha de ouro e se tornou um cavaleiro da Legião de Honra.

A Exposição

A mostra apresenta mais de 200 objectos, em três secções principais. A primeira conta a história de Carl Fabergé, o homem, e a sua empresa internacionalmente reconhecida que simbolizou o artesanato e a elegância russa, uma associação ainda mais reforçada pela sua ligação ao romance, glamour e tragédia da família Imperial Russa.

Este acontecimento destaca a natureza anglo-russa da empresa Fabergé com a sua única sucursal fora da Rússia, inaugurada em Londres em 1903. A Realeza, aristocratas, herdeiras americanas, Grã-duques russos exilados, Maharajas, magnates com fortunas recém-criadas, e celebridades reuniam-se em Londres para comprar presentes de luxo. As obras de Fabergé eram tão populares na Grã-Bretanha como na Rússia.

A primeira secção destaca ainda o patrocínio importante da família Romanov, onde está exibida uma miniatura da Regalia Imperial, cedida pelo Museu Hermitage, Moscovo, realizada para a Exposição Universal de Paris de 1900, salientando o papel de Carl Fabergé, como ourives oficial da família Imperial. Os seus membros ofereciam frequentemente uns aos outros presentes íntimos de Fabergé, e este aspecto é apresentado através de objectos ornamentados, incluindo flores feitas de cristal de rocha, diamantes incrustados em ouro e rosas esmaltadas, assim como miniaturas de retratos requintados de família. Esta secção apresenta também a juventude de Carl Fabergé, as suas viagens pela Europa, e a entrada na empresa familiar.

Nesta galeria destaca-se um livro de orações oferecido pelo Imperador Nicolau II à Imperatriz Alexandra Feodorovna no Dia da sua Coroação.

Esta secção apresenta o domínio de técnicas e detalhes mais sofisticados que se tornaram sinónimo de Carl Fabergé e da sua firma. Criando uma cultura de criatividade ao longo das suas oficinas, a imaginação inquieta de Carl Fabergé inspirou escolhas de materiais e desenhos ousados, enquanto a integração de designers, artesãos e retalhistas sob o mesmo tecto estimularam a colaboração criativa. A beleza deslumbrante do trabalho de Fabergé é mostrada por uma magnífica tiara de águas-marinhas e diamantes, uma prova de amor de Frederick Francis IV, Grão-Duque de Mecklenburg-Schwerin à sua noiva Princesa Alexandra de Hannover e Cumberland no dia do seu casamento.

O espírito empreendedor de Fabergé é exposto no trabalho de uma das suas mais conhecidas designers femininas, Alma Pihl. Algumas das suas obras mais inovadoras estão expostas, incluindo um pingente cintilante "cristal de gelo "feito de cristal de rocha, diamantes e platina.                                                                                                                                                                                                         

A segunda secção da exposição conta a história do tempo de Fabergé em Londres, como a empresa floresceu sob o patrocínio real, e como as suas criações se tornaram numa loja social para ofertas e ostentação de riqueza, entre a elite cosmopolita que se reuniu na cidade.

O enorme sucesso na Exposição de Paris de 1900 deixou claro que Fabergé teria uma base de clientes muito interessada fora da Rússia. A escolha de Londres por Fabergé para as suas novas instalações deu-se, em parte, ao facto de ser a capital financeira do mundo, um destino retalhista de luxo capaz de atrair uma clientela rica e internacional. Era também a casa de Eduardo VII e da Rainha Alexandra que já eram coleccionadores ávidos de Fabergé, o que tornava altamente provável o patrocínio real em Londres.

Uma secção transitória na exposição leva os visitantes da Rússia para uma Londres agitada e destaca os fortes laços da Família Real entre as famílias britânica e russa. Estão exibidas fotografias reais em molduras de Fabergé, e presentes oferecidos pelo Imperador Nicolau II e pela Imperatriz Alexandra Feodorovna aos seus parentes britânicos, incluindo um caderno de apontamentos dado pelo Czar e pela Czarina à Rainha Vitória no Natal de 1896.

Fabergé adaptou cuidadosamente os seus trabalhos à sua clientela britânica. Criou obras de pedra dura dos animais que o Rei Eduardo e a Rainha Alexandra criaram em Sandringham, a sua propriedade rural preferida, e os objectos dos cavalos de corrida do Rei. As peças em destaque incluem uma encomenda do Rei do seu fiel “terrier” César, um retrato modelo de prata de Persimmon, o seu cavalo de corrida mais amado e bem-sucedido, e uma das criações mais raras da firma, uma estatueta de um soldado veterano inglês.

Fabergé tornou-se o local mais exclusivo e de moda para comprar presentes. A amante do Rei, a Sra. George Keppel, ofereceu ao Rei uma elegante caixa de cigarros “art-nouveau” com uma serpente colocada em diamantes a morder a sua cauda, um símbolo de amor eterno. As caixas de cigarros decoradas com vistas topográficas, edifícios e monumentos também eram populares. Uma caixa de charutos em nefrite, decorada com uma vista a sépia esmaltada apresentando as Casas do Parlamento, foi comprada pelo Grão-Duque Miguel da Rússia a 5 de Novembro de 1908, e entregue ao Rei Eduardo VII. Outros destaques incluem uma sumptuosa jarra de cristal de rocha, que foi apresentado ao Rei Jorge V e à Rainha Maria no dia da sua coroação.

O fim da segunda parte da exposição avança para o impacto fatídico da Primeira Grande Guerra e da Revolução Russa que foi fatal para Fabergé. Com a entrada da Rússia na guerra em 1914, a produção de Fabergé mudou de repente. As oficinas centraram a sua produção no esforço de guerra e passaram da criação de objectos requintados para a produção de munições. O seu artesanato meticuloso mudou de jóias e metais preciosos para cobre, latão e aço. Em 1917, quando a Revolução atingiu as oficinas de Fabergé na Rússia, a sua loja em Londres deixou de funcionar.

A secção final da exposição homenageia o legado de Fabergé através dos icónicos Ovos da Páscoa Imperial com uma exibição caleidoscópica destes célebres tesouros.

A colecção exibida inclui várias peças, que nunca antes foram apresentadas no Reino Unido, incluindo o maior Ovo Imperial, o Ovo do Kremlin de Moscovo - inspirado na arquitectura da Catedral de Dormition, cedido pelos Museus do Kremlin de Moscovo. O Ovo do Palácio Alexandre, com retratos de aguarelas das crianças de Nicolau II e da Imperatriz Alexandra e contendo um modelo surpresa do palácio no seu interior, também ocupa o lugar central ao lado do Ovo do Tricentenário, criado para celebrar os 300 anos da dinastia Romanov, apenas alguns anos antes da dinastia se ter desmoronado. Outros ovos expostos, entre os quais o da Imperatriz Alexandra Feodorovna, o Ovo em Forma de Cesto de Flores, que foi cedido pela Colecção Real de Sua Majestade a Rainha Isabel II.

Enquanto a Revolução Russa e a guerra mudaram irrevogavelmente a ordem social na Rússia e na Europa, o gosto por Fabergé sobreviveu, especialmente em Londres, onde as obras da firma continuaram a ser apreciadas. A partir dos Anos 20, comerciantes e casas de leilões em Londres adquiriram objectos Fabergé confiscados e vendidos pela Rússia soviética. Na década de 1930, os comerciantes de arte Wartski compraram vários Ovos Imperiais, que venderam aos clientes londrinos da Fabergé e às novas gerações de coleccionadores na Europa e nos Estados Unidos. Ultimamente, motivados pela repatriação patriótica, os russos tornaram-se coleccionadores significativos da obra de Fabergé.

Embora a firma de Carl Fabergé tenha deixado de existir, o mito cristalizou-se em torno dos Ovos da Páscoa Imperial e a procura de peças de Fabergé continuam a ter grande sucesso com os seus desenhos, que continuavam a inspirar, a cativar e a encantar.

Kieran McCarthy e Hanne Faurby, curadores deste acontecimento: Fabergé em Londres: Do  Romance à Revolução, disse: "A história de Carl Fabergé, o lendário ourives russo Imperial, é uma história de luxo e de artesanato insuperável. Homenageando as extraordinárias realizações de Fabergé, esta exposição centra-se na importância da sua sucursal em Londres, a única fora da Rússia, a qual atraiu uma clientela global de Realeza, aristocratas, magnatas e celebridades. Através das criações de Fabergé, a exposição salienta histórias intemporais de amor, amizade à escala social. Leva o visitante numa viagem de sublime arte e patrocínio, honrando o maior legado de Fabergé, com uma deslumbrante exibição final dos seus icónicos Ovos de Páscoa".

Com uma história tão rica, a exposição terminará celebrando o brilhantismo e a opulência de Fabergé, e o legado que deixou, através de uma série de tesouros notáveis e preciosos.

Theresa Beco de Lobo