Leituras    Editadas pela Caleidoscópio                                         

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Teses sobre património

A Caleidoscópio, dirigida pelo editor Jorge Ferreira, por quem a nossa directora tem um carinho e apreço muito especiais, tem vindo a editar preciosas teses de mestrado e doutoramento sobre o nosso património museológico. As edições, apoiadas pela Direcção-Geral do Património Cultural, perfazem cerca de 20 volumes, abordando temas como, entre outros, José de Figueiredo (Joana Baião), Museu Machado de Castro (Duarte Manuel Freitas), Colecionismo Privado de Arte Moderna e Contemporânea (Adelaide Duarte), Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental de 1882 (Emília Ferreira), Colecção Vilhena (Maria João Vilhena de Carvalho), Coleccionismo Arqueológico (Elisabete Pereira), Marquês de Souza Holstein e a formação da Galeria Nacional de Pintura (Hugo Xavier) e Uma Herança de António Ferro, o Museu de Arte Popular (Alexandre Oliveira). O último volume Diogo de Macedo e o Museu de Arte Contemporânea (Isabel Falcão), revela-nos papel do escultor na arte portuguesa – como artista de grande talento e dinâmico director de museu.

A Caleidoscópio afirmou-se como uma singular editora que tem divulgado o património como muito raramente acontece entre nós.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Estrada da Luz - Obra poética e iconográfica de Branca de Gonta Colaço

A mulher de Jorge Colaço foi uma personalidade de grande relevo na primeira metade do século XX. O seu salão literário era um local de referência pelo incentivo aos mais novos.

Ela própria deixou-nos uma obra de grande interesse a nível poético, memoralista e teatral. “Auto dos Pharoleiros”, “Memórias da Linha de Cascais”, “Memórias da Marquesa de Rio Maior”, “Matinas” e “Canções do Meio-Dia” são alguns dos livros que publicou.

Branca de Gonta Colaço emerge no esquecimento ao morrer, aos 68 anos, em 1945. Recentemente foi publicada o livro “Estrada da Luz - Obra poética e iconográfica de Branca de Gonta Colaço”, organizado e coordenado por Anabela de Campos Salgueiro e Inês da Conceição do Carmo Borges. As duas investigadoras, a primeira advogada, e a segunda professora, lançaram e trabalharam, arduamente, durante anos no projecto. O resultado mostra-se exemplarmente bem conseguido.

O volume, profusamente ilustrado, “resgata do duradouro silenciamento consentido a poetisa e a mulher, retirando-a da invisibilidade madrasta do tempo e repondo-a nas letras portuguesas”, escreve o historiador João Gomes Esteves.


 

Pedro Theotónio Pereira, o outro delfim de Salazar

Subsecretário de Estado das Corporações, ministro do Comércio e Indústria e da Presidência, embaixador em Madrid, Londres e Washington de qualidade excepcional, Pedro Theotónio Pereira foi uma das grandes figuras portuguesas entre os anos 20 e 70.

Este estudo revela-nos o percurso deste político que chegou a ser apontado como sucessor de Salazar e, ao mesmo tempo, fornece-nos uma ampla panorâmica do Estado-Novo e das relações internacionais.

O volume com 1200 páginas, amplamente anotado, é o resultado de uma longa investigação do historiador Fernando Martins.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Faiança de Viana, na colecção António Vinagre

A historiadora Isabel Maria Fernandes, grande especialista na área, estudou esta colecção. O resultado foi uma exposição no Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo e um exaustivo catálogo.

A coleção é composta por 100 exemplares, adquiridos ao longo dos anos no mercado, exemplificando as três fases da fábrica desde 1774 a 1855. Parte dos exemplares integraram as colecções e Maldonado de Freitas, António Capucho, José Abecassis e António Espírito Santo.

A faiança de Viana sempre despertou invulgar atenção por parte de colecionadores, sobressaindo Guerra Junqueiro, Luís A. de Oliveira, Serafim Neves e Alfredo Queirós. Estes espólios integram actualmente os acervos da Casa-Museu Guerra Junqueiro, do Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo e do Museu Soares dos Reis.

Isabel Maria Fernandes dirige o Museu de Alberto Sampaio e o Paço Ducal de Guimarães, onde tem desenvolvido um profundo trabalho de estudo e valorização quer dos acervos, quer dos próprios monumentos, com exposições e estudos fundamentais.

António Brás

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