Elefantes I Os maiores animais terrestres

Os elefantes pertencem à Classe Mammalia, Ordem Proboscidea e Família Elephantidae. São os maiores animais terrestres viventes, herbívoros e habitam algumas regiões da África e da Ásia. São conhecidas duas espécies de elefantes, a “Loxodonta” africana (elefante africano) e a “Elephas maximus” (elefante asiático).

Além de chamarem a atenção pelo grande tamanho, esses animais apresentam algumas características peculiares, como a presença de uma longa probóscide(tromba), que possui diversas funções, como beber água e arrancar ervas que utilizam na sua alimentação. Vivem em grupos, podendo também ser encontrados machos solitários, que se aproximam das fêmeas apenas em época reprodutiva. Os elefantes originam um filhote por gestação, e esta dura cerca de 22 meses.

O elefante africano está classificado, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), como vulnerável. Já o elefante asiático está classificado como em perigo de extinção.

 

Características gerais dos elefantes

Os elefantes são animais mamíferos e pertencentes à Ordem Proboscidea. De Entre as suas características, podemos destacar:

 

Corpo de grandes proporções coberto por uma pele grossa, frouxa e com pêlos distribuídos de forma espaçada, auxiliando-os na transferência de calor do corpo para o ambiente e funcionando como um mecanismo de termo-regulação.

 

Apresentam uma cabeça grande com orelhas largas e achatadas, sendo que estas possuem formas e marcas especiais, como uma impressão digital.

 

Apresentam uma “probóscide” (tromba) longa e muscular formada pelo lábio superior e nariz, a qual desempenha diversas funções, como a manipulação de objectos e a ingestão de água.

 

Apresentam grandes presas (dentes incisivos modificados) e grandes dentes molares, sendo um ou dois funcionais, ao mesmo tempo, em cada lado do maxilar. Quando o molar se gasta, outro se rompe.

 

Caminham com as patas erectas, as quais funcionam como pilares verticais. Os pés possuem 5, 3 ou 4 artelhos com cascos. Atrás dos artelhos encontra-se uma estrutura como uma almofada elástica, onde se apoia o peso.

 

Ecologia dos elefantes

Os elefantes originaram-se na África e atualmente habitam algumas regiões africanas e a Índia. São animais herbívoros, alimentando-se de gramíneas, ervas, bambu, cascas de árvores e raízes, muitas vezes causando diversos prejuízos por arrancar as árvores do solo. Esses animais podem ingerir mais de 200 quilos de alimento e mais de 100 litros de água por dia.

Eles vivem em bandos, e o macho só se aproxima da fêmea na época reprodutiva. A maturidade sexual ocorre em torno do 11º ano de idade. A gestação, a mais longa entre os animais mamíferos, dura cerca de 22 meses e dá origem a apenas um filhote.

Em um determinado período do ano, que dura cerca de três meses, à medida que a concentração de testosterona aumenta na corrente sanguínea, o macho adulto torna-se extremamente agressivo. Esse estágio é conhecido como Mush. Durante esse período, ele também emite sons como forma de avisar as fêmeas sobre o estado sexual e também para afastar outros machos.

Quando os filhotes nascem, podendo pesar cerca de 100 kg, além da mãe, eles contam com os cuidados de outros membros do bando. Uma característica interessante dos elefantes é o zelo que têm uns com os outros, unindo-se contra possíveis predadores e auxiliando quando algum indivíduo está ferido, por exemplo.

Os bandos, que apresentam entre 10 e 30 indivíduos, são geralmente constituídos por fêmeas e liderados por elas. Em determinadas épocas do ano, esses bandos podem reunir-se em algumas regiões para pastar, sendo observados até 100 indivíduos em determinados horários. Os machos só permanecem unidos a esses bandos até atingir cerca de 12 anos; em seguida, passam a viver solitários ou em grupos de machos, liderados, geralmente, pelo indivíduo maior ou mais forte.

Os elefantes comunicam-se por meio de vocalizações e gestos, como o abanar de orelhas e toques com a tromba. Durante muito tempo, a caça intensa para a retirada de suas presas e fabrico de diversos objetos quase levou esses animais à extinção.

Espécies de elefantes

Atualmente são conhecidas duas espécies de elefante. São elas:

 

Elefante africano (Loxodonta africana)

O elefante africano é encontrado em regiões ao sul do deserto do Saara, em cerca de 37 países africanos, habitando diferentes ambientes, como áreas florestais, pastagens, savanas, encostas de montanhas e praias. Os indivíduos dessa espécie medem cerca de 5 metros e podem pesar cerca de 7000 quilos. O elefante africano está atualmente classificado, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), como vulnerável.

 

Elefante asiático (Elephas maximus)

É uma espécie nativa da Índia e habita regiões como matas e pastagens. Os indivíduos dessa espécie medem cerca de 3 metros e pesam cerca de 5000 quilos. Uma característica interessante e que a diferencia do elefante africano é a ausência de presas nas fêmeas. O elefante asiático está atualmente classificado, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), como em perigo de extinção. Cuidado, pois com eles e com a preservação da sua espécie.

 

 

Curiosidades sobre os elefantes

O esqueleto de um elefante constitui cerca de 13% da sua massa corpórea.

Animais maiores trocam energia com o ambiente mais lentamente do que as espécies menores, devido à diferença da razão superfície-volume do indivíduo. Assim, os elefantes podem super aquecer facilmente quando em actividade, já que não conseguem perder calor para o ambiente de forma rápida. Diante disso, eles desviam grandes volumes de sangue para as orelhas e abanam-nas, libertando, assim, calor para o meio ambiente e promovendo o seu resfriamento.

Os elefantes são animais inteligentes e que apresentam uma excelente memória. São capazes, por exemplo, de aprender a realizar actividades que lhes são ensinadas, recordar-se de lugares, como rotas de imigração, e até mesmo de outros indivíduos que não veem há anos.

Os elefantes demonstram diferentes reações diante da morte de outros indivíduos, sejam eles próximos, sejam carcaças que encontram pelo caminho.

Elefante: significado espiritual e simbologiaO elefante é símbolo da boa sorte. Simboliza também sabedoria, persistência, determinação, solidariedade, sociabilidade, amizade, companheirismo, memória, longevidade e poder. Para tanto, o elefante apresenta muitas simbologias.

Bodas de MarfimAs bodas de marfim são celebradas por aqueles que completam 14 anos de casamento. Porquê Bodas de Marfim? No Oriente, o marfim é sinónimo de durabilidade, longevidade, resistência e sabedoria. 

 

Elefante: significado espiritual e simbologia

O elefante é símbolo da boa sorte. Simboliza também sabedoria, persistência, determinação, solidariedade, sociabilidade, amizade, companheirismo, memória, longevidade e poder.

Para tanto, o elefante apresenta muitas simbologias e, dependendo da cultura em que está inserido, pode representar significados opostos.

Interessante notar que tanto na Ásia como na África, o elefante representa o poder soberano. Na Ásia, o elefante é a montaria dos reis e simboliza o poder de reger. A paz e a prosperidade são os efeitos desse poder estabelecido.

No ioga o elefante representa um dos chakras "muladhara", que corresponde ao elemento terra.

 

Elefante Indiano

Na India e no Tibete os elefantes são venerados e considerados os animais "suporte do mundo". Para eles, o universo repousa no lombo de um elefante. Por isso, muitas vezes, é considerado um animal cósmico, visto que se assemelha à estrutura do cosmos, ou seja, quatro pilares sustentando uma esfera.

 

Na Índia, o elefante também simboliza paciência, sabedoria, longevidade, prosperidade, poder e benevolência.

 

Além disso, na religião budista, o elefante é um símbolo da encarnação de Buda, pois foi de um elefante que a rainha Maya concebeu Buda.

 

Na África, o elefante simboliza a força, a prosperidade, a longevidade e a sabedoria. As trombas ameaçadoras de um elefante em sonhos, podem ter um caráter sexual, pela razão de ter um aspecto fálico exprimindo, dessa forma, um conflito erótico. Além disso, frequentemente, os elefantes são considerados como sendo símbolo da castidade.

 

Hinduísmo

Na mitologia hindu, o elefante é a montaria de cada uma das deidades que presidem os oito pontos cardeais. Nos mitos hindus, os primeiros elefantes do mundo possuíam asas e brincavam com as nuvens.

 

O Deus Indra, considerado a divindade da chuva, das ventanias e dos elementos naturais, usava um elefante como montaria.

 

Além disso, o Deus Krishna e a sua esposa Radha podiam transformar-se em elefantes, representando dessa maneira, a corporeidade do amor divino.

 

Por outro lado, os ocidentais consideram o elefante como o animal que representa o peso, a lentidão e a falta de jeito. Em alguns lugares, quando posicionado acima de uma pilastra, o elefante evoca o "despertar".

 

Para os hindus, os elefantes são considerados animais sagrados. Um dos deuses mais importantes é Ganesh, representada pela figura de um elefante. Ele é considerado o deus da ciência, do conhecimento, da beleza, da força, do equilíbrio, da superação e das letras.

 

Dessa forma, Ganesh concebido pela rainha Maya, possui cabeça de elefante que representa o “macrocosmo” e corpo de homem, que representa o “microcosmo”. Nessa dualidade o elefante é, paradoxalmente, ao mesmo tempo, o começo e o fim.

 

Tatuagem

Uma das tatuagens mais comuns de elefante mostra uma família. Geralmente há um elefante maior que representa o pai, um médio que representa a mãe e um menor que representa o filho. Isso porque os elefantes são conhecidos pelas suas atitudes que demonstram zelo familiar, pois são unidos e cooperam uns com os outros.

 

Elefantes tailandeses

Tempos atrás, os Elefantes tailandeses foram usados em guerras, e mais recentemente, como animais de carga, especialmente pela indústria madeireira, mas a importância desses animais vai muito além de tarefas práticas que requerem força. 

 

Desde o início...

Em toda história da Tailândia, o Elefante (ou Chang em tailandês) esteve presente e foi fundamental em algumas missões importantes, como auxílio na construção dos templos, na abertura de florestas e no transporte de madeira. Antes do século XVIII, eles foram a principal força do exército durante as guerras no sudeste asiático, sendo a forma mais eficaz de transporte no campo de batalha (assim como as cavalarias nos países ocidentais). Na época, acreditava-se que quanto mais Elefantes um exército possuísse, mas bem preparado para a guerra ele estaria.

Assim, os Elefantes sempre foram importantes em tarefas que exigiam força, mas além disso, demonstravam muito talento e inteligência para realizar diversas atividades.

Representação espiritual

Para os tailandeses, o Elefante é um animal sagrado, símbolo de prosperidade e bem-estar. Com significados espirituais importantes, os Elefantes têm forte relação com as crenças do budismo e do hinduísmo. Segundo uma lenda budista, a rainha Maya sonhou que um Elefante Branco penetrava em seu ventre pela axila direita. Em seguida, a rainha percebeu que estava grávida de Sidarta (Buda) e o Elefante  tornou-se um símbolo extremamente favorável e promissor para o povo.

O budismo tailandês incorporou elementos do hinduísmo. Assim, santuários com deuses e divindades hindus podem ser vistos em toda Tailândia. Imagens de Ganesha (o deus hindu com cabeça de Elefante) e Airâvata (o deus Elefante) podem ser facilmente encontradas pelo país.

O Elefante Branco

Na Tailândia, os Elefantes Brancos são símbolo de boa sorte por sua conexão com o nascimento de Buda e por pertencerem ao rei. Com a sua presença majestosa, movimentos e agilidades únicos, tradicionalmente, o Elefante simboliza o poder real. Há longos anos, quanto mais Elefantes um rei tivesse (especialmente os Brancos) mais status e poder usufruía.

De 1855 a 1916, a bandeira nacional da Tailândia (região chamada Sião na época) trazia o desenho de um Elefante Branco em um fundo vermelho. Até hoje, o Elefante Branco está presente na bandeira naval tailandesa. Curiosamente, os Elefantes Brancos não são exatamente albinos. Na verdade, eles contam com uma tonalidade de pele mais clara que os cinzas, essa mais próxima ao rosa, do que ao branco.

O leitor sabe de onde vem a expressão ‘Elefante Branco’? Acredita-se que ela tenha origem na época em que os reis costumavam dar Elefantes Brancos como presente. Funcionava mais ou menos assim: se alguém estivesse a favor do rei, um terreno seria dado juntamente com um Elefante. Entretanto, se o rei tivesse interesse em provar algo a alguém que precisasse de uma lição, o Elefante seria dado, mas sem a terra. Como era proibido que um Elefante real fosse vendido ou usado para trabalho, a manutenção do animal tornava-se extremamente cara; e sem a terra, quem recebeu o ‘presente’ normalmente não conseguia dar as condições adequadas ao animal e ia à falência.

Muito além da Tailândia

Mas estes frondosos animais não são importantes apenas na Tailândia ou na Ásia! Os Elefantes também estão presentes no Cristianismo (como símbolo de pureza), no Feng Shui (boa sorte, proteção, sabedoria e fertilidade), na África (símbolo de força, vigor, longevidade e lealdade), na Europa, na literatura (quem não se lembra de Babar, aquela família muito especial de Elefantes?), na TV e no cinema.

A minha paixão pelos elefantes data  de quando eu era criança e a minha família me levava aos circos que estavam presentes nas feiras algarvias. Só não gostava de ver os chefes dos elefantes com chicotes a ameaçá-lo ou a bater-lhes. Mas, também achava algum sacrifício para ao pobres animais vê-los subir para bancos.

Deus dá-me a sorte de ter observado os elefantes em alguns dos seus “habitats” em África e na Índia. Fui de elefante ao Forte Amber e detestei. Tinha a sensação que ia cair, mas desci numa camioneta porque não cai na fantasia de repetir o mesmo meio de transporte, no entanto recordo tudo isso com viva emoção.

Não me importava de repetir a graça de ir com o meu marido a um safari ao Quénia…

Mas… Deus levou-o muito cedo e eu fiquei por aqui a cumprir a minha sina.

Os elefantes que me motivaram a escrever este artigo fazem parte de uma pequena colecção que venho realizando desde que pisei o Quénia, (África) embora me tenha apaixonado verdadeiramente pelos elefantes da Índia. 

Quanto à sorte que os elefantes têm a fama de transmitir, não uso nenhum porque essas historietas não fazem parte da minha estrutura mental. Sou católica, festejo o nascimento de Jesus. Graças a Deus!

Marionela Gusmão 

Elefante em pedra adquirido numa célebre loja em Jaipur. A decoração do elefante apresenta pinturas com motivos florais e foi adquirido na fabulosa viagem que um grupo de jornalistas acompanhou o Dr. Mário Soares à Índia.

Elefante em pedra verde originário da Índia.

Par de elefantes, sendo que o maior é em pedra verde e o mais pequeno em raiz de esmeralda.

Pequeno elefante em porcelana, comprado na Índia.

Pequeno elefante em coral.

AL5I0745

Imponente elefante com trono a suportar marajá. Índia

Dois elefantes de épocas distintas. Prata.

Elefante em pedra com a tromba elevada

Elefante em madeira com trombas de marfim

Elefante de cor negra semelhante aos que vi no Quénia.

xcepcional par de elefantes em porcelana da China com suportes para velas na lombada.

Elefante com algum tempo de gravidez.

Elefante em prata e vidro – um presente da minha querida amiga Srª. D. Mokas Gentil.

Elefante asiático ajaezado com pano de veludo bordado a ouro.