Novembro I Dia de Todos os Santos e Dia de Finados

Rainha Santa Isabel O Milagre das Rosas

Sta Joana princesa

O mês de Novembro é marcado por alguns festejos de carácter religioso, a começar no dia 1 - Dia de todos os Santos - ou seja os Santos que no calendário litúrgico não têm nenhuma data festiva. Com isto ninguém fica de fora, por mais estranho que seja há sempre um Santo para qualquer pessoa neste dia. Para mim, escolho a Santa Jacinta  Marto, a pastorinha eleita por Nossa Senhora de Fátima nas aparições de 1917. Santa Jacinta está no meu oratório em lugar de destaque após ter-me socorrido num momento grave em que lhe pedi auxílio. Não me refiro a Santo António porque esse tem a 13 de Junho a sua data festiva e sairá da sua igreja, em Lisboa, em procissão, se até lá se der o milagre de todas estas desgraças que nos atormentam sejam resolvidas…

E já que falamos em santos recordamos as datas festivas de alguns Santos portugueses:

- Santa Jacinta Marto (uma das pastorinhas a quem Nª. Senhora de Fátima apareceu a 13 de Maio de 1917) é festejada a 20 de Fevereiro de cada ano;

- Santa Joana (Princesa de Portugal) é festejada a 12 de Maio;

- Santo António de Lisboa é celebrado a 13 de Junho;

- Rainha Santa Isabel é celebrada a 4 de Julho;

- Santa Beatriz da Silva tem a sua data festiva em cada dia 17 de Agosto. 

 

No Sotavento algarvio, onde habitamos em três cidades, havia e há o costume de pela manhã, cada habitação, ter a mesa posta para receber visitas masculinas e celebrar os Santos. Não há nenhum convívio para refeições de  faca e garfo, pois não há almoços nem jantares. Indispensável, é mesmo, a aguardente de medronho que pode ser acompanhada com frutos secos, tais como figos, nozes, amêndoas, pinhões, passas de uva, e bolos assim como as indispensáveis batatas doces cozidas ou assadas nos forno.

No Algarve que eu conheci, não existia o peditório das crianças do chamado “Pão por Deus”. Também em Lisboa onde me encontro a residir desde os 17 anos, nunca vi esse costume, embora saiba que acontece em zonas periféricas da Capital.

 Lembramos que no Algarve os bolos não eram apresentados com muita fartura e, em via de regra, quem frequentava as casas, da parte da manhã, eram os amigos do chefe da família. Nunca vi nenhuma senhora aparecer para “atacar” os Santos - expressão usada para descrever este acto. Em regra geral, as senhoras iam à missa de manhã com fatos cerimoniosos e usavam jóias. À noite, o jantar era festivo e à sobremesa era servida uma doçaria especial. Não confundiam o” Dia de Todos os Santos” com o Dia de finados. 

Curiosamente, nos tempos actuais, ainda tenho familiares que seguem as tradições que herdaram dos seus antepassados. Haja Deus! Mas, infelizmente com a perda dos valores religiosos, começamos a ser excepção…

Contudo, não creio que nenhum dos meus primos, faça qualquer festa que inclua amigos ou outros familiares porque todo o cuidado é pouco. Esta maldita pandemia veio trocar-nos as voltas como se já não chegasse a evolução dos tempos que cada vez mais despreza os valores do passado. 

 

 

Dia de Finados ou de Fiéis Defuntos

O Dia de Finados que se celebra todos as anos no dia 2 de Novembro, constituía uma outra face dos usos e costumes.

As senhoras iam à missa, vestidas de preto, em memória dos seus familiares ou amigos e não havia já lugar para qualquer festejo gastronómico.

 

Com o decorrer dos anos tem-se gerado uma grande barafunda e, em Lisboa, onde tudo se passava mais ou menos como no Algarve, existe uma grande mudança.

 

Aliás, o próprio feriado do dia 1 vinha sendo aproveitado pelos habitantes das cidades, vilas e aldeias, para irem aos cemitérios colocar flores aos seus entes mais queridos e nessa romagem de saudade esqueciam-se que o Dia é de todos os Santos, portanto uma data festiva a exigir vestuário aprimorado e de cores alegres.

Infelizmente, este ano de 2020 com o ataque do COVID 19 e um governo pouco ou nada católico, embora o Presidente da República seja a  individualidade que mais encontro nas Missas de homenagem à memória de amigos comuns, não estou a ver o BE e o PCP  ligarem alguma importância a estes costumes com muitos séculos de tradição. Até dos militantes do PS tenho algumas dúvidas quanto à sua religiosidade.

Este ano de 2020, de muita tristeza pelo maldito COVID 19, com cemitérios encerrados e as missas anuladas, estou de tal modo preocupada e triste que só posso aconselhar a que os meus leitores rezem em suas casas e tomem todas as precauções com o objectivo de preservar a sua saúde e a dos que lhe estão próximos.

 

O traje respeitoso praticamente já não existe, cada um vai como quer, no chamado salve-se quem puder! Ora eu não tenho a pretensão de endireitar o mundo. Teria de ser muito tonta! Sinto-me no entanto na obrigação de alertar para esta balburdia e esperar que haja mais decoro entre as populações. Será que a minha voz não chega a lado nenhum? Será? Em qualquer dos casos, aqui fica uma sincera chamada de atenção.

Quando eu era criança, na minha casa e nas casas dos meus familiares, todos os dia 1 de Novembro tinham a mesa posta para quem ia apresentar  cumprimentos. Com muita alegria nunca faltei à missa de Todos os Santos  A 2 de Novembro, todos os anos que antecederam este 2020, fui aos cemitérios onde tenho familiares, colocar flores e rezar por sua intenção, afinal o mínimo que um católico pode e deve fazer. 

E este ano?

A que Missas vou e aonde no dia 1 e dia 2 de Novembro?

Não me resta outra solução que seguir no confinamento a que por dever de consciência sou voluntária. 

Ao mundo a que fui habituada e no qual cresci, com as senhoras bem vestidas no dia 1 de Novembro, dia de todos os Santos, desapareceu do calendário, tal como o Dia de finados que muita gente já confundia, pois nem sabiam escolher o vestuário adequado para as respectivas datas.

Este ano a baralhada é total. Não se deve sair de casa e, pela minha parte, rezarei diante do meu oratório aos santos da minha devoção e no dia seguinte pelos finados que dificilmente terão as flores com as quais habitualmente demonstrava a saudade e o amor que lhes consagro.

Triste vida!

 

Que Deus toque no coração dos meus Leitores para que rezem em suas casas e peçam a Deus, com fé, que tenha misericórdia de todos os mortos, assim como dos vivos que nos Hospitais lutam para vencer as suas doenças, além daqueles que têm saúde a alguma alegria (pouca!) para viver.

Pela minha parte, sinto uma profunda tristeza por não conseguir abraçar os meus amigos que necessitam de apoio. Contudo, saibam que estou aqui à vossa disposição com a amizade fraterna de sempre,

 

Catarina Bacelar

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