Fotografia do século XX I Colecção de Ann Tenenbaum e Thomas H. Lee

Sem Título,“Film Still #48”, 1979. Cindy Sherman (Americana, 1954). Impressão a gelatina e brometo de prata. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia the artist and Metro Pictures, New York.

Do Viaduto, New York, 1916. Paul Strand (Americano, 1890–1976). Impressão em platina. Créditos da imagem: © Paul Strand Archive/Aperture Foundation Image © The Metropolitan Museum of Art, photo by Eugenia Burnett Tinsley and Juan Trujillo. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Nú (negativo), 1927/29 László Moholy-Nagy (Americano, 1895–1946). Impressão a gelatina e brometo de prata. Créditos da imagem: © 2020 Estate of László Moholy-Nagy / Artists Rights Society (ARS), New York Image © The Metropolitan Museum of Art, photo by Eugenia Burnett Tinsley and Juan Trujillo. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Janelas, 1929. Florence Henri (Americana, 1893–1982). Impressão a gelatina e brometo de prata. Créditos da imagem: Florence Henri © Galleria Martini & Ronchetti, courtesy Archives Florence Henri Image © The Metropolitan Museum of Art, photo by Eugenia Burnett Tinsley and Juan Trujillo. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Nu, (cerca 1930). Man Ray (Americano, 1890–1976) Impressão a gelatina e brometo de prata. Créditos da imagem: © Man Ray 2015 Trust / Artists Rights Society (ARS), NY / ADAGP, Paris Image © The Metropolitan Museum of Art, photo by Eugenia Burnett Tinsley and Juan Trujillo Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Boulevard de Strasbourg, 1926. Eugène Atget (Francês, 1857–1927). Impressão a gelatina e brometo de prata. Colecção Ann Tenenbaum and Thomas H. Lee Collection Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

A Janela do Fotógrafo, Savannah, 1936. Walker Evans (Americano, 1903–1975). Impressão a gelatina e brometo de prata. Créditos de imagem: © Walker Evans Archive, The Metropolitan Museum of Art Image © The Metropolitan Museum of Art, photo by Eugenia Burnett Tinsley and Juan Trujillo. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Bunny na Cama Coberta por um Lençol, 1963. Bunny Yeager (Americana, 1929–2014). Impressão a gelatina e brometo de prata. Créditos de imagem: Image © The Metropolitan Museum of Art, photo by Eugenia Burnett Tinsley and Juan Trujillo. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Banco de Parque, 1972. Sigmar Polke (Alemão, 1941–2010). Impressão a gelatina e brometo de prata com cor aplicada. Créditos de imagem: © 2020 The Estate of Sigmar Polke, Cologne / ARS, New York / VG Bild-Kunst, Bonn Image © The Metropolitan Museum of Art, photo by Eugenia Burnett Tinsley and Juan Trujillo. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia The Metropolitan Museum of Art

Mulher/Interior I, 1976. Laurie Simmons (Americana, 1949). Impressão a gelatina e brometo de prata. Créditos de imagem: © 2019 Laurie Simmons. Courtesy of the artist and Salon 94, New York Image © The Metropolitan Museum of Art, photo by Eugenia Burnett Tinsley and Juan Trujillo. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Andreas Gursky (Alemão, 1955). Impressão cromogénica. Créditos de imagem: © Andreas Gursky / Courtesy Sprüth Magers / Artists Rights Society (ARS), New York Image courtesy the artist and Gagosian. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Sem Título, 1998. Peter Fischli (Suiço, 1952) David Weiss (Suiço, 1946–2012). Impressão a gelatina e brometo de prata sobre papel branco. Créditos de imagem: © Peter Fischli and David Weiss, Courtesy Matthew Marks Gallery. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Mulher e Criança à Janela, Barcelona, 1932/34. Dora Maar (Francesa, 1907–1997). Pierre Kéfer, (Francês, activo nos Anos 1930). Impressão a gelatina e brometo de prata. Créditos de imagem: © 2020 Artists Rights Society (ARS), New York / ADAGP, Paris Image © The Metropolitan Museum of Art, photo by Eugenia Burnett Tinsley and Juan Trujillo. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia

Desenho de Giz, New York, (cerca 1940). Helen Levitt (Americana, 1913–2009). Impressão a gelatina e brometo de prata. Créditos de imagem: © Helen Levitt Film Documents LLC. All rights reserved. Courtesy of Thomas Zander Gallery. Image © The Metropolitan Museum of Art, photo by Eugenia Burnett Tinsley and Juan Trujillo. Colecção Ann Tenenbaum and Thomas H. Lee Collection Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Viagem para a Florida com Jack Kerouac, Abril, 1958. Robert Frank (Americano, 1924–2019). Impressão a gelatina e brometo de prata. Créditos da imagem: © Andrea Frank FoundationImage. © The Metropolitan Museum of Art, photo by Eugenia Burnett Tinsley and Juan Trujillo. Colecção The Metropolitan Museum of Art, Oferta de Ann Tenenbaum and Thomas Lee, em homenagem ao 150º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, New. Cortesia The Metropolitan Museum of Art, New York.

Para homenagear as carreiras dos grandes fotógrafos do século XX, o Metropolitan Museum of Arts de Nova Iorque, apresenta uma retrospectiva surpreendente das suas obras de 10 de Março a 30 de Novembro de 2020. A exposição: Fotografia do Século XX, Colecção de Ann Tenenbaum e Thomas H. Lee, comemora a notável ascensão da fotografia nos últimos cem anos por meio da magnífica oferta ao Metropolitan Museum of Arts através de mais de 60 fotografias extraordinárias do Museum Trustee Ann Tenenbaum e do seu marido, Thomas H. Lee.

 A mostra exibe trabalhos de uma grande qualidade dos melhores fotógrafos Americanos, como Diane Arbus, Richard Avedon, Ilse Bing, Joseph Cornell, Walker Evans, Robert Frank, Andreas Gursky, Helen Levitt, Dora Maar, László Moholy-Nagy, Jack Pierson, Sigmar Polke, Man Ray, Laurie Simmons, Alfred Stieglitz, Paul Strand, Cindy Sherman, Andy Warhol, Edward Weston e Rachel Whiteread.

 

O evento destaca o conceito da máquina fotográfica como uma ferramenta essencial dos fotógrafos modernistas americanos da década de 10 até à actualidade. A máquina fotográfica, símbolo de uma nova era para a humanidade, deixou de ser vista com ingenuidade e foi admitida no círculo da criação pela imaginação e da tradução do visível.

A exposição foi organizada por Joyce Frank Menschel e em acção conjunta com Alfred Stieglitz Society.

Max Hollein, Director do Met, disse: “Ann Tenenbaum reuniu de forma brilhante uma colecção notável e muito pessoal de fotografias do século XX, e esta oferta extraordinária trará um grupo extremamente importante de obras para os acervos do Museu de Nova Iorque e aos olhos do público. Com obras de fotógrafos célebres e artistas menos conhecidos, este espólio  incentiva uma compreensão mais profunda dos anos de formação da fotografia e melhora significativamente a nossa colecção de obras-chave de mulheres, ampliando as histórias que podemos contar nas nossas galerias e permitindo celebrar uma gama de artistas importantes no Met. Estamos extremamente gratos a Ann e ao Tom pela sua generosidade em oferecer esta colecção ao Met, especialmente quando celebramos o 150º aniversário do Museu. 

“É uma honra compartilhar essas notáveis fotografias ​​com nossos visitantes. No início, Ann reconheceu a máquina fotográfica, como um dos instrumentos mais criativos e democráticos da expressão humana contemporânea”, disse Jeff Rosenheim, Comissário da exposição. 

Acerca da aquisição da colecção, Joyce Frank Menschel Curador responsável pelo Departamento de Fotografias, afirmou: “A sua aquisição do espólio durante o século XX de produção fotográfica foi guiada por uma versatilidade e mente aberta, e o resultado foi um espólio que é pessoal e dinâmica.”

A Colecção Tenenbaum é particularmente notável pela sua amplitude e profundidade de trabalhos de mulheres artistas, o seu interesse sustentado pelo nu e o seu foco nas origens dos artistas. A imagem doViaduto de  1916 de Paul Strand confirma a sua ruptura com o passado pictorialista e estabelece o caminho do fotógrafo como um modernista importante; Os auto-retratos com sombras de Walker Evans de 1927 marcam o primeiro indício do compromisso de um jovem escritor com a cultura visual; e a íntima série de retratos de nove partes de Cindy Sherman de 1976 é anterior à sua célebre série de "stills de filmes" e confirma a sua ambição e o seu domínio impressionante da técnica aos 22 anos.

Acerca das imagens, Ann Tenenbaum comentou: “As fotografias são espelhos e janelas não apenas para o mundo, mas também para uma experiência pessoal profunda. Tom e eu estamos orgulhosos de apoiar o Departamento de Fotografias do Metropolitan Museum of Art e também entusiasmados por poder compartilhar nossa colecção com o público. "

A exposição apresenta uma gama diversificada de estilos e práticas fotográficas, combinando trabalhos de pequeno e grande formato a preto e branco e em cores. A apresentação integra as primeiras fotografias modernistas, incluindo excelentes exemplos de artistas americanos e europeus de vanguarda, juntamente com trabalhos do período pós-guerra, dos anos 1960 e do boom da fotografia no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, estendendo-se até à actualidade.

A mostra é comissariada por Jeff L. Rosenheim do Met e o curador Joyce Frank Menschel, responsável pelo Departamento de Fotografias.

Entre as obras expostas, destacam-se também os nus de Edward Weston (1886 -1958), que fotografou nos anos 30 na Califórnia. Em 1911 o seu primeiro trabalho apresentava ainda um estilo pitoresco e romântico, que evoluiu depois num sentido mais comercial quando expôs composições figurativas, incluindo retratos e nus, que tiveram imenso êxito internacional. Apesar deste sucesso profissional, contudo, até ao final da década de 10, Weston começou lentamente a afastar-se da abordagem pitoresca. O Modernismo, em muitas das formas artísticas, atingiu nessa época apenas a Califórnia. Lutando contra uma cultura que abraçava o classicismo académico, os artistas vanguardistas começaram a expor os seus trabalhos inovadores na década de 20.

 Weston provavelmente teve o primeiro contacto com o modernismo em 1910 através de publicações como Camera Work, Broom e The Little Review. Além disso, teve a influência dos seus amigos fotógrafos como Margrethe Mather e Johan Hagemeyer, que se tinham deslocado para os círculos artísticos de vanguarda em Los Angeles.  

Em 1918, o trabalho de Weston tinha cada vez mais tendências abstractas e bidimensionais. Em 1922 foi para Nova Iorque com o objectivo de fotografar a cidade e expor na galeria de Alfred Stieglitz.  O seu contacto com este fotógrafo foi fundamental para o desenvolvimento artístico de Weston.


No início dos anos 30, Weston começou a experimentar padrões planos e texturas, em primeiro lugar com árvores, rochas e algas na sua casa de Point Lobos, e depois no seu estúdio com legumes e nus. Estas composições relacionavam-se com as fotografias contemporâneas de Paul Strand, Imogen Cunningham e Brett, assim como a abstracção orgânica das pinturas de O'Keeffe e Dove e o bioformismo dos surrealistas europeus, como Jean Arp e Joan Miró.


Em 1931, o surrealismo, começou a influenciar o trabalho de Weston, assim como na década seguinte onde experimentou uma justaposição inesperada de objectos incompatíveis, irónicos, cenas de sonhos e mudanças bruscas de escala.  Este movimento artístico forneceu a Weston algumas das ferramentas que ele precisava para desenvolver os seus diferentes estilos, em que a nitidez e a simetria foram substituídas por composições mais soltas e mais gestuais.


Outra imagem significativa da exposição, “A Magnólia em Flor”, (1925) da fotógrafa Imogen Cunningham (1883-1976). Trabalhou como freelancer no estúdio de Edward S. Curtis em Seattle, célebre pelas suas imagens dos “Índios da América do Norte”. Com Curtis, ela aprendeu a realizar impressões a gelatina e brometo de prata em quantidade e qualidade. As suas primeiras imagens num estilo da tradição da fotografia do “Pitoresco Romântico” foram influenciadas pela pintura académica dos finais do século XIX. 

Imogen Cunningham rapidamente começou a realizar outro género de temas, como por exemplo, as plantas do seu jardim. Os resultados foram surpreendentes: uma série de trabalhos, já com uma linguagem contemporânea. Estas imagens eram caracterizadas com uma grande precisão visual, em que os seus temas apresentavam linhas e texturas articuladas com a luz natural. As suas fotografias apesar de apresentarem ainda, uma imagem formal, eram modernas e sensitivas dos anos 20, tornaram-se as suas obras mais importantes.  

 

Um pequeno grupo de fotógrafos, como Edward Weston e Ansel Adams, entre outros, foram os responsáveis pela modernidade da fotografia da Costa Ocidental dos Estados Unidos da América.

Outro fotógrafo que também se destaca da colecção, Robert Frank com um estilo cru e evocativo, foi um nome fundamental na fotografia. A sua obra "The Americans" (1958) é considerada um marco na história da fotografia, com as suas imagens a preto e branco captadas em viagens que realizou pelos Estados Unidos da América a tornarem-se um manifesto contra a tradição. As suas 83 fotos rejeitaram muitas convenções estabelecidas e centravam-se em pessoas comuns. 

As suas fotografias eram realizadas com uma máquina fotográfica Leica de 35 mm, as imagens a preto e branco são consideradas uma obra-prima de Frank e focadas em figuras marginais, negligenciadas da vida americana - de casais adolescentes e operários a motociclistas. Designado de "Manet da nova fotografia" pela crítica nova-iorquina Janet Malcolm, Frank foi considerado o pai da "estética instantânea", que captava um momento espontâneo em movimento.

Frank nasceu na Suíça em 1924, emigrou para Nova Iorque em 1947 e teve o primeiro emprego como fotógrafo de moda na revista Harpers's Bazaar. 

O estilo de Robert Frank é visto como uma influência para outros fotógrafos, como Diane Arbus. Nos anos 60 e 70, Frank seria uma figura da contracultura e um cineasta de vanguarda. A crítica cinematográfica do New York Times, Manohla Dargis, disse que Frank foi "um dos cineastas americanos mais importantes e influentes do último meio século" e as suas curtas-metragens apresentaram autores como Jack Kerouac, Allen Ginsberg e Alice Neel.

Na mostra podem-se ainda admirar, as imagens, como o Nu, (cerca 1930) de Man Ray, uma fotografia lindíssima representando parte do corpo de uma mulher deitada na cama. Man Ray foi um grande defensor da fotografia como arte. Com ligações que passam pelo Cubismo, Dadaísmo e Surrealismo, foi um artífice da fotografia criativa, elaborada construída ou improvisada, tentando sempre uma aproximação entre a fotografia e a pintura. É o pioneiro da desconstrução da fotografia com a transformação de fotografias tradicionais em criações de laboratório, usando muitas vezes distorções de corpos e formas. Para além desta imagem, ainda se pode salientar a impressão, Mulher e Criança à Janela, Barcelona, 1932/34, de Dora Maar apresentando uma imagem realista de uma mulher e uma criança à janela. O seu olhar para situações inesperadas também traduzia a sua fotografia comercial, incluindo moda e publicidade, como também para os seus projectos como documentário social. Dora trouxe uma dimensão experimental da invenção técnica e uma nova liberdade de estilo, influenciada pela arte e pela vida cultural contemporânea. Composições, reenquadramento, sombras e luz, eram inovações usadas na criação de imagens em contacto com os desenvolvimentos na fotografia das décadas de 1920 e 1930, das quais Dora Maar foi uma das principais representantes. Apesar da sua intensa produtividade, à qual a artista dedicou grande parte da sua carreira, as suas fotografias apresentavam uma contemporaneidade única. 

De destacar ainda a imagem Nu (negativo), 1927/29, um estilo seguido pelo célebre fotógrafo László Moholy-Nagy. Esta fotografia, expressava já uma enorme modernidade, especialmente numa época, onde existia ainda grandes ansiedades, ao lado de tais grandes mudanças súbitas. Fora desta "foto mania" surgiram muitos dos grandes talentos representados na imprensa ilustrada internacional. Um dos seus focos principais foi a fotografia. Ele cunhou o termo "nova visão" para a sua crença de que a fotografia poderia criar toda uma nova forma de ver o mundo lá fora que o olho humano não conseguia. A sua teoria da arte e do ensino foi resumida no livro The New Vision. Ele experimentou com o processo fotográfico de expor papel sensível à luz com objectos sobrepostos em cima dele, chamado fotogramas ou Schadogram.

A mostra apresenta fotografias significativas e icónicas criadas ao longo dos últimos 100 anos fornecendo uma história essencial e uma nova interpretação da fotografia. 

Conclusão

No início do século XX, tomou-se consciência de que a imagem fotográfica alcançara autonomia e desenvolvera uma estética própria. Esta autonomia conduziu a um novo e fértil relacionamento com a pintura. 

Os fotógrafos e os pintores descobriram as possibilidades quase ilimitadas de realizar arte com este instrumento e os avanços tecnológicos contínuos nesse campo proporcionaram novas formas inesperadas de o fazer. Ainda assim, a história da fotografia enquanto arte evoluiu de forma independente e paralela à história da pintura. O receio do contacto entre as duas era enorme, as lutas por vezes desagradáveis e uma reconciliação parecia quase impossível.

Surgiu então um diálogo que constitui, sem dúvida um dos pontos mais importantes da cultura visual do século XX. Não se trata apenas de uma questão de reconhecer a fotografia como arte, mas de terminar definitivamente com as fronteiras entre a fotografia e as artes criativas.

Com o tempo, a fotografia conseguiu reconhecimento por parte do público. Os grandes fotógrafos fizeram sucesso com as suas imagens a preto e branco. Estilos diversos expandiram as possibilidades neste campo. No final, a fotografia tornou-se uma componente significativa da nossa cultura.

Pode-se concluir que estes fotógrafos apresentados na exposição:” Fotografia do Século XX, Colecção de Ann Tenenbaum e Thomas H. Lee,” devem ser comparados como todos os outros artistas em que a máquina fotográfica já não é um mero auxiliar técnico para criar imagens inesquecíveis que se tornaram parte integrante do nosso imaginário.

Esta mostra é um testemunho da riqueza da imagem fotográfica, da criatividade dos fotógrafos modernistas Americanos, que “de máquina na mão” nos levam constantemente em novas viagens de descoberta. As suas experiências artísticas constituem um enriquecimento para o nosso quotidiano.  

 

Theresa Bêco do Lobo

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