Camille Pissarro  I  O Estúdio do Modernismo

Camille Pissarro sentado num Banco do Jardim da sua Casa em Pontoise, (cerca 1874). Fotógrafo desconhecido. Créditos da imagem: Arquivos do Musée Camille Pissarro, Pontoise. Colecção Arquivos do Musée Camille Pissarro, Pontoise. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Camille Pissarro, (cerca 1900). Fotógrafo desconhecido. Créditos da imagem: Arquivos do Musée Camille Pissarro, Pontoise. Colecção Arquivos do Musée Camille Pissarro, Pontoise. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Pissarro com a Família junto ao seu Cavalete Móvel, em Éragny, 1901. Fptógrafo: Antonin Personnaz. Créditos da imagem: Arquivos do Musée Camille Pissarro, Pontoise. Colecção Arquivos do Musée Camille Pissarro, Pontoise. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Camille Pissarro, Paul Cézanne, Lucien Pissarro e outros artistas no jardim do Auvers, 1873. Fotógrafo desconhecido Créditos da imagem: Arquivos do Musée Camille Pissarro, Pontoise. Colecção Arquivos do Musée Camille Pissarro, Pontoise. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Mulher com um Lenço Verde, 1893. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Fotografia: © RMN-Grand Palais (musée d'Orsay) - © Franck Raux. Créditos da imagem: © RMN-Grand Palais (musée d'Orsay) - © Franck Raux. Colecção Grand Palais (musée d'Orsay, Paris. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Paisagem de Neve em Louveciennes, 1872. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: Museum Folkwang, Esse, Alemanha. Colecção Museum Folkwang, Essen, Alemanha. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Natureza Morta com Maçãs e Jarro, 1872. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: The Metropolitan Museum of Art, New York. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

“Le Champs de Choux, Pontoise”, 1873. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: ©Archivo fotografico Museo Nacional Thyssen-Bornemisza, Madrid. Colecção Museo Nacional Thyssen-Bornemisza, Madrid. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

“Côte des Boeufs, Pontoise”, 1877. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © The National Gallery, London. Colecção © The National Gallery, London. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Um Canto do Hermitage, Pontoise, 1878. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: Kunstmuseum Basel, Martin P. Bühler. Colecção Kunstmuseum Basel, Martin P. Bühler. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Retrato de Félix Pissarro, 1881. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: Tate Modern, London. Colecção Tate Modern, London. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Apanha de Maçãs, em Éragny, 1887/1888. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Dallas Museum of Art. Colecção Dallas Museum of Art. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Le Boulevard Montmarte, Efeito Nocturno, 1897. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © The National Gallery, London. Colecção The National Gallery, London. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Le boulevard Montmartre, Primavera, 1897. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Colecção particular. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

O Jardineiro, 1899. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: © Staatsgalerie Stuttgart, Alemanha. Colecção Staatsgalerie Stuttgart, Alemanha. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Colheita de espigas. 1889. Camille Pissarro, (Francês, 1830-1903). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: Kunstmuseum Basel - Jonas Haenggi. Colecção Kunstmuseum Basel - Jonas Haenggi. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

A Villa Italiana atrás dos Pinheiros, 1855/1865. Jean-Baptiste Camille Corot, (Francês, 1796 - 1875) Óleo sobre tela. Créditos da imagem: Kunstmuseum Basel, Martin P. Bühler. Colecção Kunstmuseum Basel, Martin P. Bühler. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Pissarro visto por trás. Cézanne, 1874/77. Paul Cézanne, (Francês, 1839-1906). Técnica do Lápis. Créditos da imagem: Kunstmuseum Basel, Martin P. Bühler. Colecção Kunstmuseum Basel, Martin P. Bühler. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Le Boulevard de Pontoise em Argenteuil, Neve, 1875. Claude Monet, (Francês, 1840-1926). Óleo sobre tela. Créditos da imagem: Kunstmuseum Basel - Jonas Haenggi. Colecção Kunstmuseum Basel - Jonas Haenggi. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

A Colina de Saint-Denis em Pontoise, 1877. Paul Cézanne, (Francês, 1839-1906). Óleo sobre tela. Fotografia: Debbie Davis / Loreda. Créditos da imagem: Privatsammlung, Berlin. Colecção Privatsammlung, Berlin. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Mary Cassatt no Louvre: as Pinturas, 1879/80. Edgar Degas, (Francês, 1834-1917). Gravura, ponta seca, impressão a partir da placa. Créditos da imagem: Kunstmuseum Basel, Suiça. Colecção Kunstmuseum Basel, Suiça. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Quai du Bercy, (cerca 1881). Armand Guillaumin, (Francês, 1841 – 1927) Óleo sobre tela. Créditos da imagem: Association des Amis du Petit Palais de Genève. Colecção Association des Amis du Petit Palais de Genève. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

Interior com Aline, 1881. Paul Gauguin, (Francês, 1848-1903) Óleo sobre tela. Créditos da imagem: Empréstimo de uma colecção privada, Museums Sheffield, UK. Colecção privada, Museums Sheffield, UK. Cortesia Kunstmuseum Basel, Suiça.

"(...) podemos todos ter saído de Pissarro. Ele teve a sorte de nascer nas Antilhas, lá aprendeu a desenhar sem um mestre. Ele contou-me tudo sobre isso. Em 1865 ele já estava a cortar preto, betume, terra de siena crua e ocre. Isso é um facto. Nunca pintava com nada além das três cores primárias e seus derivados, dizia-me ele. Sim, ele foi o primeiro Impressionista".

                                                                        Paul Cézanne, "Conversations avec Cézanne"

 

O Kunstmuseum Basel, na Suiça a 9 de Setembro de 2021 a 23 de Janeiro de 2022 convida o público a uma viagem à efervescência artística da França no século XIX, com a sua exposição: “Camille Pissarro. O Estúdio do Modernismo”.

Camille Pissarro (1830-1903) figura entre os artistas mais distintos da França do século XIX. Figura central do Impressionismo, exerceu uma influência considerável sobre a evolução do movimento. Camille Pissarro. O Estúdio do Modernismo no Kunstmuseum Basel é a primeira retrospectiva do artista na Suíça em mais de seis décadas. Combina um levantamento exaustivo da sua obra com um destaque sobre a sua prática colaborativa e o seu papel-chave no caminho para o modernismo.

 

Considerado um dos líderes do movimento impressionista, Camille Pissarro foi o único artista a participar nas oito exposições independentes realizadas pelos impressionistas. A sua obra destaca-se principalmente por explorar os efeitos luminosos em paisagens ao ar livre, usar cores vivas e pinceladas suaves, além de adoptar a técnica do pontilhismo em algumas telas.

A exposição Camille Pissarro: O Estúdio do Modernismo, reúne cerca de 180 obras de colecções na Suíça e no estrangeiro, incluindo o Instituto de Arte de Chicago; o Ashmolean Museum, Oxford; o British Museum, Londres; o Dallas Museum of Art; o Kunsthalle Mannheim; Kunstmuseum Bern; Kunst Museum Winterthur; o Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque; o Musée d'Orsay, Paris; Musée du Petit Palais, Paris; Musées de Pontoise, Genebra; Museo Nacional Thyssen-Bornemisza, Madrid; Museum Folkwang, Essen; Museum of Modern Art, Nova Iorque; National Gallery of Ireland, Dublin; National Gallery, Londres; National Gallery of Art, Washington, D. C.; Staatsgalerie Stuttgart; e Tate Modern, Londres.

Através da mostra, os visitantes podem penetrar nas questões sociais e pictóricas da época, especialmente o que levou um grupo de artistas liderados por Pissarro a criar o “Salon des Indépendants”, em 1884, o qual promoveu o ideal democrático de uma exposição "sem júri, nem prémio". A Arte dos intervenientes devia ser acessível a todos e contribuir para o bem comum. Desde a sua inauguração, em 1884, até à Primeira Guerra Mundial, o Salon des Indépendants serviu de plataforma para os principais desenvolvimentos histórico-artísticos da época, incluindo: Impressionismo, movimento Nabis, Simbolismo, Fauvismo e Cubismo. A exposição situa os “Independentes” no contexto social, cultural e político de Paris durante a “Belle Époque”.

 

Camille Pissarro e o Salon des Indépendants

O Salon des Indépendants foi formado em Paris em 29 de Julho de 1884. A associação começou com a organização de exposições em Paris, com a escolha do slogan "sem júri, nem recompensa (" sans Júri ni Récompense "). Albert Dubois-Pille, Odilon Redon , Georges Seurat e Paul Signac estavam entre os seus fundadores. Nas três décadas seguintes as suas exposições anuais definiam as tendências da arte do início do século XX, juntamente com o Salon d'Automne. Este foi o lugar onde as obras foram muitas vezes exibidas pela primeira vez e amplamente discutidas.

A 1ª. Guerra Mundial trouxe o encerramento do salão, apesar dos “Artistes Indépendants” permaneceram activos. Desde 1920, que a sede estava localizada nos edifícios do Grand Palais (ao lado da Société des Artistes Français, da Société Nationale des Beaux-Arts, da Société du Salon d'Automne, entre outros).

Em 1900, em Paris, surgiu uma revolução, que já existia na “Belle Époque”, a "Arte para todos!" artistas declarados que expuseram no Salon des Independentes sob o lema "nem júri, nem prémio".

 

Acerca da exposição agora patente no Museu de Basileia e comentando o trabalho que levou à produção do evento, os curadores: Christoph  Duvivier e Josef Helfenstein afirmaram: “Foi um enorme prazer trabalhar com essa colecção verdadeiramente excepcional. Juntamente com as excelentes equipas do Kunstmuseum Basel, esperamos que o público que visitar a mostra adquira um melhor conhecimento sobre liberdade artística, "independência" e o poder da arte em criar mudanças sociais. Algumas exposições ilustram, simplesmente uma época, esta convida os visitantes a perceber a estética extraordinária do final século XIX. Para nós foi um grande privilégio fazer parte dessa aventura”.

 

Camille Pissarro

Jacob Abraham Camille Pissarro nasceu em St. Thomas, nas Ilhas Virgens, antiga colónia dinamarquesa nas Caraíbas, em 1830. Era filho de Abraham Gabriel Pissarro, um judeu português de Bragança e de Rachel Manzano Pomie, natural da República Dominicana que, no final do século XVIII, quando Pissarro, era ainda pequeno, emigrou com a sua família para Bordéus, onde nessa época existia uma comunidade significativa de judeus portugueses refugiados da Inquisição. A mãe dele era crioula e tinha e chamava-se Rachel Manzano-Pomie.

Com 12 anos, Pissarro foi estudar num colégio em Paris. De volta à terra natal passou a cuidar do comércio da família e no tempo livre dedicava-se à pintura.

Em 1849, conheceu o pintor dinamarquês Fritz Melbye, que foi nomeado para realizar um estudo sobre a fauna e a flora na Venezuela. Convidado por Melbye passou dois anos a viajar numa expedição que atravessou o país. Em 1852, retornou à capital francesa com vários esboços.

 

Encorajado por Corot, Pissarro dedicou-se à pintura de paisagens. Estudou na Escola de Belas Artes e na Academia Suíça. Partiu para Paris aos 23 anos, onde conheceu Paul Cézanne, Claude Monet e outros pintores que posteriormente seriam chamados : Impressionistas. Ao lado do amigo Monet, costumava sair para pintar ao ar livre e foi um dos maiores incentivadores da primeira exposição independente que ocorreu em 1874.

Embora não seja um dos nomes mais lembrados ao se falar em Impressionismo, Camille Pissarro foi um dos poucos a seguir os preceitos impressionistas. A sua obra reúne um conjunto de paisagens rurais e urbanas que exploram os efeitos da luz natural, com pinceladas soltas e visíveis, cores vivas e puras. Entre as suas obras mais célebres destacam-se “O Pomar”, “Os Castanheiros de Osny” e a “Place du Théâtre Français”. O artista francês teve como discípulo o pintor pós-impressionista Paul Gauguin.

A paleta cálida de Pissarro captava com precisão os efeitos luminosos, o que o tornou um dos mais importantes paisagistas do século XIX.

A abrangente exposição de Outono no Kunstmuseum na Basileia oferece uma nova visão geral da produção de Pissarro e destaca as suas relações de colaboração com os seus contemporâneos. Como amigo e mentor, Pissarro esteve em estreito contacto com artistas de várias gerações, incluindo Paul Cézanne, Claude Monet, Paul Gauguin, Edgar Degas, e Mary Cassatt. As suas constantes trocas de ideias com os seus colegas podem ser consideradas como um catalisador vital para os desenvolvimentos da pintura da segunda metade do século XIX.

Como figura central no Impressionismo, Pissarro exerceu uma influência considerável sobre os outros membros do movimento. Ele foi o único a dedicar-se à paisagem e à figura humana com igual assiduidade. Na década de 1880, Pissarro alinhou-se com uma segunda revolução na pintura: as suas contribuições para o Neo-Impressionismo deram novas provas da sua tenaz busca de progresso artístico.

Camille Pissarro é um artista de grande importância para o Kunstmuseum Basel, que tem oito das suas pinturas e numerosas obras em papel na sua colecção. De facto, a pintura, “Um canto da Ermida, Pontoise (1878) foi a primeira pintura impressionista a entrar na, colecção de arte no Museu da Basileia; foi adquirida em 1912 por iniciativa de vários artistas e entusiastas de arte.

Camille Pissarro, como aluno de Jean-Baptiste-Corot, foi apresentado no catálogo para as exposições do Salão de Paris, em 1859, com a obra “Paisagem em Montmorency”.

Camile Pissarro adere ao Impressionismo e, em 1863, participa no Salão dos Recusados. Em busca de novas paisagens mudou-se para Pontoise, na região rural do norte da França. Em 1869, Camile foi morar para Louveciennes, na margem do rio Sena. Em 1870, durante a guerra franco-prussiana, refugiou-se em Londres e realizou doze pinturas a óleo.  Datam desse período, entre outras as, “Paisagem perto de Louveci” e” Lower Norwood”.

Ao voltar para a França, Pissarro instalou-se em Pontoise e trabalhou junto com Cézanne. Para representar a luz do Sol na água, usavam pinceladas rápidas e “interrompidas”, em vez de serem modeladas suavemente. As cores dos objectos eram modificadas pelo ambiente e foram introduzidos reflexos coloridos nas sombras.

Em 1874, Pissarro rejeitado pelo Salão e precisando de sucesso comercial, juntou-se ao grupo formado por cerca de 30 artistas, entre eles, Monet, Renoir, Cézanne, Degas, Sisley e realizaram a primeira exposição independente.

O entusiasmo de Pissarro levou-o a ser um dos principais incentivadores da exposição realizada no estúdio do fotógrafo, Nadar. Alguns dias depois, o crítico Louis Leroy falou de “impressionistas” referindo-se ao quadro de Monet “Impressões, Nascer do Sol”, que segundo ele, retratavam a impressão de uma cena e não a realidade. Na época da última exposição dos independentes, em 1886, o género havia mudado profundamente com a inclusão de artistas como Gauguin, Georges Seurat e Paul Signac, cujas contribuições nem sempre eram admiradas por alguns artistas mais antigos.

Pissarro exibiu telas usando a mais nova técnica “pontilhista”, com o uso de cores puras aplicadas em pontos tão pequenos que se fundiam e formavam um tom intermediário quando vistos a uma distância apropriada. O uso dessa técnica levou aos artistas a serem chamados de “Neo-Impressionistas”.

Desde 1895, uma doença ocular obrigou Pissarro a trabalhar em ambientes fechados. As suas últimas obras foram paisagens urbanas de Paris e Rouen, realizadas através das janelas.

Camille Pissarro realizou o seu trabalho usando as mais diversas técnicas, desde o óleo, a aguarela, a litografia e a água-forte. As suas telas formam um brilhante conjunto de paisagens tanto rurais como urbanas. A sua obra caracterizou-se por uma paleta de cores suaves e pela firmeza com que consegue captar a natureza e os efeitos de luz e sombra, embora não se veja os detalhes daquilo que está sendo retratado. Camille Pissarro faleceu em Paris, França, em 1903.

A exposição oferece um novo olhar sobre Camille Pissarro, um  talentoso artista, desde finais do século XIX até início do século XX, que se fascinou por vários temas, como liberdade artística, "independência" e o poder da arte de criar mudanças sociais que serviram de ponto de inspiração para as suas ambições artísticas e onde a arte parecia ser uma parte da sua vida quotidiana.

 

Theresa Beco de Lobo