Caixinhas de Costura I O Luxo Concentrado

Caixa de costura em esmalte, representando senhora. No interior contém alguns utensílios, tais como tesoura e agulha, entre vários. Séc. XVIII.

Caixa de costura em esmalte, representando senhora. No interior contém alguns utensílios, tais como tesoura e agulha, entre vários. Séc. XVIII.

Caixa de costura em esmalte, representando senhora. No interior contém alguns utensílios, tais como tesoura e agulha, entre vários. Séc. XVIII.

Estojo de costura, em ouro, com motivos ao gosto Luís XV. No interior conserva várias peças em ouro, entre as quais uma colherinha de rara elegância.

Estojo de costura, em ouro, com motivos ao gosto Luís XV. No interior conserva várias peças em ouro, entre as quais uma colherinha de rara elegância.

Estojo de costura, em ouro, com motivos ao gosto Luís XV. No interior conserva várias peças em ouro, entre as quais uma colherinha de rara elegância.

Estojo de costura Luís XV, representando de um lado uma figura feminina e do outro a figura de um guerreiro

Estojo de costura Luís XV, representando de um lado uma figura feminina e do outro a figura de um guerreiro

Estojo de costura em madrepérola. Trabalho oriental com motivos europeus de extrema delicadeza.

Estojo de costura em madrepérola. Trabalho oriental com motivos europeus de extrema delicadeza.

Caixa de costura em tartaruga com embutidos , estilo Luís XVI. No interior. em prata, assim como os embutidos da própria caixa, há várias peças muito curiosas, tais como uma pinça,uma tesoura, um frasco de perfume com tampa de cristal, canivete de tartaruga e aço e duas folhas de marfim para apoontamentos.

Caixa de costura em tartaruga com embutidos , estilo Luís XVI. No interior. em prata, assim como os embutidos da própria caixa, há várias peças muito curiosas, tais como uma pinça,uma tesoura, um frasco de perfume com tampa de cristal, canivete de tartaruga e aço e duas folhas de marfim para apoontamentos.

Caixa de costura em tartaruga com embutidos , estilo Luís XVI. No interior. em prata, assim como os embutidos da própria caixa, há várias peças muito curiosas, tais como uma pinça,uma tesoura, um frasco de perfume com tampa de cristal, canivete de tartaruga e aço e duas folhas de marfim para apoontamentos.

Caixa de costura em tartaruga com embutidos, estilo Luís XVI. No interior. em prata, assim como os embutidos da própria caixa, há várias peças muito curiosas, tais como uma tesoura,um frasco de perfume com tampa em pratal, canivete em madrepérola de dois gumes em aço e um furador e duas placas de marfim que servem para tomar apontamentos e medir 10 cm.

Caixa de costura em tartaruga com embutidos, estilo Luís XVI. No interior. em prata, assim como os embutidos da própria caixa, há várias peças muito curiosas, tais como uma tesoura,um frasco de perfume com tampa em pratal, canivete em madrepérola de dois gumes em aço e um furador e duas placas de marfim que servem para tomar apontamentos e medir 10 cm.

Estojo de costura com as peças em madrepérola e frasquinho de perfume em cristal. Contém dedal, agulheiro, agulha de tapetes, tesoura e peq. tubo de linhas, em madrepérola e pequenos adornos em ouro. Inícios do séc.XIX.

Estojo de costura com as peças em madrepérola e frasquinho de perfume em cristal. Contém dedal, agulheiro, agulha de tapetes, tesoura e peq. tubo de linhas, em madrepérola e pequenos adornos em ouro. Inícios do séc.XIX.

Estojo de costura com as peças em madrepérola e frasquinho de perfume em cristal. Contém dedal, agulheiro, agulha de tapetes, tesoura e peq. tubo de linhas, em madrepérola e pequenos adornos em ouro. Inícios do séc.XIX.

Estojo de costura em tartaruga com incrustações a ouro fino. Fechos em ouro. Contém quatro peças:. dedal, tesoura, furador e agulheiro em ouro. Inícios do séc. XIX.

Estojo de costura em tartaruga com incrustações a ouro fino. Fechos em ouro. Contém quatro peças:. dedal, tesoura, furador e agulheiro em ouro. Inícios do séc. XIX.

Agulheiro de marfim com motivos orientais, destinado a agulhas de peças de tapeçarias.

Agulheiro de marfim com motivos orientais, destinado a agulhas de peças de tapeçarias.

Agulheiro em esmalte azul claro com motivos decorativos dourados estilo Luís XV. Medalhõs centrais diferentes em cada lado. Séc. XVIII

Agulheiro com motivos florais esculpidos na tartaruga. Séc. XVIII

Agulheiro em ouro. Séc. XIX. França.

Estojo de marfim com 5 peças em ouro, a saber: agulheiro; furador, dedal; agulha e tesoura. Como curiosidade este estojo de costura foi o único que Marionela Gusmão recebeu de presente de uma familiar requintadíssima. De salientar que até as ferragens do estojo são em ouro. Esteve muito tempo na vitrina de um salão que a directora da Moda & Moda frequenttava com assiduidade. Peça francesa de cerca de 1850.

Estojo de marfim com 5 peças em ouro, a saber: agulheiro; furador, dedal; agulha e tesoura. Como curiosidade este estojo de costura foi o único que Marionela Gusmão recebeu de presente de uma familiar requintadíssima. De salientar que até as ferragens do estojo são em ouro. Esteve muito tempo na vitrina de um salão que a directora da Moda & Moda frequenttava com assiduidade. Peça francesa de cerca de 1850.

No  Século XVIII o luxo dos estojos com os principais utensílios de costura e bordados atingiu o seu apogeu. Executaram-se estojos para pendurar na cintura que concordavam agulhas palitos tesoura dedal e uma enormidade de (pequenos nadas) que podiam ser usados a qualquer hora.

 

Os presentes de estojos ditos “necessaire” de couture ou broderie, eram muito frequentes nas cortes, principalmente francesa, e alguns deles alcançavam preços fabulosos.

 

Por exemplo, em 1730, foi oferecido um estojo com brilhantes à princesa da Sardenha, no valor de 9000 francos. Em 1753, a rainha de Espanha foi obsequiada  com um necessaire de costura em porcelana e ouro, procedente da fábrica de Vincennes e avaliado em 4520 francos. Em 1771 a condessa da Provença recebeu um estojo de ouro com uma corrente de pendurar ao pescoço, com 2533 brilhantes e 221 diamantes rosa, avaliados em 28000 francos.

 

Segundo Max Von Boenh (as senhoras gostavam muito de trazer tesourinhas consigo), em alguns retratos pode ver-se que as penduravam nos cintos.

 

Na camara do tesouro de Munique conservam-se tesouras de ouro com estojos do mesmo metal, e no inventário da Câmara do tesouro de Viena, realizado no ano de 1731, descrevem-se tesouras de ouro guarnecidas com diamantes. No século XIX os estojos em pau santo, com embutidos de cobre, de marfim, de ouro esmaltado ou cinzelado, de prata lavrada ou porcelana, eram muito frequentes entre as famílias aristocratas e a burguesia endinheirada. Estes estojos, por vezes, também de pele, continham essencialmente tesoura, dedal, agulheiro, furador, porta linhas e “navettes” para frioleiras. 

 

A tesoura é um instrumento de origem obscura que se encontrou representado nas ruínas de Pompeia, significando que os romanos conheciam esta ferramenta de corte. 

 

A tesoura vulgar tem dois anéis iguais e duas laminas, uma a terminar em ponta e outra arredondada. A ponta arredondada é a folha que desliza sobre qualquer superfície e que ampara a outra serve de cutelo.

 

As tesouras variam em materiais tamanhos e finalidades. Nos arsenais cirúrgicos encontram-se muitas tesouras de diversos tamanhos, tal como nas cestas de costura se encontram as de bordar e de coser.

 

As tesouras de aço são as mais apreciadas porque mais facilmente conservam o corte afiado.

 

A costura do futuro será com certeza mais simplificada, se tomarmos como exemplo o que se passa nas grandes indústrias que já trocaram este utensílio de uso comum por maquinaria de corte computorizado. As “navettes” das frioleiras e dos cordões são utensílios que só surgiram no séc. XVIII. 

 

A título de curiosidade, referimos que este trabalho se pode classificar nas rendas sobre o qual a Madame de Genlis disse: A “frivolité” (frioleira) é a mais clara manifestação de protesto das mulheres “condenadas” à inactividade. Pode dizer-se que a “navette” era uma espécie de brinquedo que permitia exibir os maravilhosos movimentos das mãos que as manejavam. Também conhecidas por lançadeiras as “navettes” alcançaram preços elevadíssimos.

 

Em 1755, Lazáro Duvaux vendeu à marquesa de Pompadour uma lançadeira de ouro esmaltado por 690 Francos. ´

A frioleira compõem-se de nós e “picots” tanto formam circunferências como semi-círculos. A denominação “frivolité” é francesa e foi adoptada por todos os países europeus, à excepção dos italianos que lhe chaman (occhi), os orientais conservam a antiga denominação de “makouk”. A “navette” é composta por duas laminas em forma oliva alongada, bicudas nas extremidades e unidas pelo centro. A “navette”  não deve ter mais de 7 cm de comprimento e 2 cm de largura.

A eloquência dos pequenos nadas

 Os utensílios de costura e bordados que apresentamos neste artigo foram preciosos auxiliares na confecção de muitos trajes já gastos pelo tempo ou raramente conservados por colecionadores. Com eles bordaram-se pétalas exóticas , ornatos caprichosos que os instintos artísticos traçaram no linho ou na seda e os dedos ágeis deram volume e beleza.

 

Agulhas, furadores, e tesouras foram testemunhas silenciosas dos serões à luz das velas ou candeias, por entre histórias de princesas que vestiam trajes cor do Sol e da Lua, para desencantar o seu príncipe, cosiam roupas de casa, vestidos domingueiros de toda a família, vestidos de festa e se bordava o linho dos enxovais. 

 

Curiosamente, os estojos de costura mais ricos só passaram a conter dedais nos inícios do século XIX. 

 

Este artigo especialmente dedicado aos estojos de costura, mostra que apesar de ser constituído por peças de grande valia não tem dedais incluídos, talvez de pelo facto de serem mais antigos. Recordamos que a rainha Isabel de Inglaterra tinha um dedal que foi vendido num leilão por um preço fabuloso. 

 

Pela nossa parte, devemos a conservação destas peças às nos avós que tudo guardaram. Foram elas que arrumaram nas arcas e nas comodas, os brinquedos já gastos e outras “inutilidades”, tais como carteirinhas de agulhas, estojos de costura, cartões, fitas métricas, réguas, e, naturalmente as flores ressequidas que encerram segredos e recordações.

 

Graças aos legados inteligentes de mulheres anónimas, muitas delas a quem se lhes outorgou pesadas responsabilidades e poucos direitos que herdamos os eloquentes pequenos nadas que serviram de base a este trabalho.

 

Prometemos continuar a dar-vos contas das nossas pesquisas. Com certeza que aqui traremos sempre peças de extrema qualidade.

 

Marionela Gusmão

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